quinta-feira, 9 de julho de 2009

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quarta-feira, 8 de julho de 2009

IPSS

Já apresentamos os papeis para ser uma Instituição de solidariedade social.
Já estamos a espera da resposta.
Ao sermos uma IPSS, estaremos mais proximo de si.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Estudo mostra que pais sabem pouco sobre distúrbios alimentares

Um estudo realizado no Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) sobre os distúrbios alimentares mostrou que há confusão nos conceitos de anorexia e bulimia, além de forte sentimentos como culpa e impotência em familiares. De acordo com os pesquisadores Cybele Ribeiro Espíndola e Sérgio Luís Blay, as distorções envolvem ainda pessimismo dos pais em relação à recuperação do paciente portador de anorexia nervosa e subestimação da doença. Por vezes, segundo autores, os sentimentos são contraditórios. As conclusões estão na última edição da "Revista de Saúde Pública".

Os pesquisadores chegaram aos resultados com base em revisão e análise de artigos publicados na literatura especializada entre 1990 e 2006. Os estudos selecionados mostram a situação de familiares após o diagnóstico de distúrbio alimentar, todos com pacientes do sexo feminino. O contato inicial com a doença cria nos pais a ansiedade e o medo. "Muitas vezes, eles expressam a incredulidade com relação ao diagnóstico", descreve os autores.

"A subestimação foi associada à crença de que as alterações do comportamento da filha seria uma postura típica e natural da adolescência", descreve os autores. Isso pode ocorrer tanto pela falta de conhecimento do distúrbio quanto pelo mecanismo da negação da doença. Culpa, tristeza e sensação de impotência são os mais relacionados pela família, que ainda expressam o medo de perder seu parente portador do transtorno. De acordo com a pesquisa, os pais também se sentem responsáveis pelo desenvolvimento do transtorno alimentar de suas filhas, além de acreditarem que seus próprios hábitos e atitudes alimentares poderiam ter influenciado o comportamento delas.

AE

Da Agência Estado
Em São Paulo

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Definições de distúrbio alimentar - Ingestão Compulsiva

Ingestão Compulsiva

A compulsão alimentar é um distúrbio alimentar comum, em que o indivíduo consome regularmente uma grande quantidade de comida de uma só vez, ou “depenica” constantemente, mesmo quando não tem fome ou se sente fisicamente desconfortável por comer tanto.
Contrariamente à Bulimia, que se traduz por uma ingestão exagerada de comida seguida de manobras de purga, a Ingestão Compulsiva é um síndrome persistente e frequente de ingestão de uma quantidade de comida largamente superior à que a maioria das pessoas comeriam num período de tempo semelhante e sob as mesmas circunstâncias. Também aqui há a sensação de perda de controlo sobre o acto de comer durante o episódio.
Os episódios de voracidade estão associados a certas condições, nomeadamente comer muito mais rápido do que o normal; comer em privado porque se tem vergonha da quantidade que se ingere; comer até se sentir desagradavelmente cheio; comer muito apesar de não ter fome; sentir-se triste, ou culpabilizado, depois de comer.
Estes episódios de voracidade alimentar, que surgem, em média, duas vezes por semana, são normalmente acompanhados de um marcado mal estar geral em relação aos mesmos.

domingo, 5 de julho de 2009

Associação alerta para existência de espaços com falsos nutricionistas

04-07.09

A Associação Portuguesa de Nutricionistas (APN) alertou hoje para a existência de espaços com falsos nutricionistas, sugerindo a quem quer perder peso que procure locais credíveis e que, em caso de dúvida, peça o diploma aos profissionais


«Têm surgido muitos espaços que apregoam consultas de nutrição realizadas por nutricionistas, mas onde, de facto, não são nutricionistas que as estão a realizar», denuncia Alexandra Bento, presidente da APN, destacando que a associação já tem alertado os órgãos de soberania sobre esta situação.

Alexandra Bento destacou que está para breve a criação da Ordem dos Nutricionistas - que já recebeu parecer favorável do Ministério da Saúde -, o que facilitará a identificação de quem pode ou não intitular-se como tal. «Mas, por enquanto, a população tem de se preocupar, porque há pessoas que estão a passar por nutricionistas quando de facto não o são», aconselha.

«Muitas vezes, em espaços de dietas de franchising, não é um nutricionista que lá está, mas pessoas que não têm habilitação. É uma situação terrível e um atentado à saúde pública», considera.

Esta responsável salienta que a APN tem recebido queixas sobre falsos nutricionistas, normalmente «quando as coisas dão para o torto».

«Convenhamos que esta é uma área de negócio forte e, quando há uma área de negócio forte, há sempre quem se queira aproveitar de forma indevida», sublinha.

Alexandra Bento diz que tem sido feito um trabalho com a Associação Nacional de Farmácias (ANF) para que os atendimentos de nutricionismo nas farmácias sejam realizados por nutricionistas, «porque uma farmácia é um espaço de saúde, credível, e perderia muito se as consultas não fossem dadas por um nutricionista».

Na dúvida, a especialista aconselha os consumidores a informarem-se junto da APN, que representa cerca de 90 por cento dos nutricionistas, ou a pedirem o diploma aos profissionais a quem recorram. «A pessoa vai pagar uma consulta e tem o direito de ver o diploma», frisa.

A associação sugere ainda às pessoas «que procurem locais credíveis de consulta e que não embarquem em modas».

«Uma perda de peso tem de ser bem pensada e bem planeada e implica sempre a alteração de hábitos alimentares. Não quer dizer que não se possam usar suplementos nutricionais para a perda de peso, mas em muitos sítios o que se apregoa é a toma de suplementos como se fosse uma situação milagrosa», realça Alexandra Bento.

Para perder peso, é aconselhável adoptar hábitos alimentares saudáveis e praticar exercício físico. «Estas são as premissas obrigatórias. Os suplementos nutricionais podem entrar nesta lógica, mas são acessórios», vinca.

Lusa / SOL