domingo, 2 de agosto de 2009

A nova era da nutrição inteligente

As últimas descobertas sobre a relação entre alimentos, genes e patologias
Desde os tempos do médico grego Hipócrates, a nutrição tem sido de extrema importância para a manutenção de uma boa saúde.

Com o avanço da ciência moderna, concluímos que não só certos nutrientes são essenciais.

Mas também as quantidades específicas de cada um, que têm a habilidade de interagir e modular mecanismos moleculares que regulam o equilíbrio físico, contribuindo directamente no percurso do desenvolvimento ou não de uma doença.

A evolução humana claramente está definida pelas influências ambientais (alimentação, tabaco, educação, actividade física, etc.) e hereditariedade, sendo que ambos os factores devem ser considerados quando o objectivo é melhorar a saúde.

Com base nesta relação surgiram os termos nutrigenómica e nutrigenética, dois campos com distintas abordagens, para elucidar a interacção entre os genes e a dieta, porém com apenas um foco comum, o de aprimorar o estado de saúde através da personalização da nutrição.

O sufixo «oma» vem do grego e significa «todo» ou «completo». Genoma significa a análise global de todos os genes. A nutrigenómica, então, estuda a influência dos ingredientes comuns da dieta no genoma humano e verifica como as moléculas dos nutrientes podem afectar as vias metabólicas e o controlo do equilíbrio biológico do sistema de um indivíduo.

A nutrigenética, por sua vez, visa perceber como um gene em específico pode alterar a resposta de uma pessoa a um determinado alimento e conduzir ou predispor para uma certa doença. É a velha história do «por que razão engordo comendo certas coisas e a minha amiga não?».

No campo da oncologia, em termos práticos, foi verificado que um componente lipídico da dieta (LC-PUFA) está relacionado com o crescimento e colonização de certos tumores e o óleo de peixe, rico em ómega 3, pode prevenir tal desenvolvimento tumoral relacionado com a acção deste componente. Na cardiologia, uma variação nos genes das proteínas que regulam o colesterol (por exemplo APOA1, APOE, LPL) vão incidir sobre a probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares, o que pode ser prevenido através de uma dieta rica em vegetais e ómega 3.

Os genes PPAR, SREBP-1c, adiponectina e resistina são os mais recentes relacionados com a predisposição para a diabetes insulinodependente (tipo II) e, uma vez alterados, deve-se iniciar uma dieta pobre em açúcar e hidratos de carbono. Um outro gene importante (IFABP) está ligado à absorção intestinal e digestão. A sua disfunção pode levar a uma modificação do pH gástrico, refluxo e desequilíbrio da flora intestinal.

O excesso de consumo de proteínas animais deve ser diminuído neste caso. A predisposição para a obesidade também está relacionada com diversos genes que regulam a insulina, o aumento do metabolismo dos hidratos de carbono, transporte e absorção de gorduras. Este tipo de informação ajuda o médico a tomar uma decisão sobre o tipo de prevenção ou tratamento a adoptar face a uma certa doença e em que medida uma dieta personalizada pode ser introduzida para auxiliar numa melhor qualidade de vida do indivíduo.

Texto: Roni Moya (biomédico)
Fonte: Mulher.sapo

sábado, 1 de agosto de 2009

Só 31% dos portugueses dão importância ao pequeno-almoço

Estudo revela que a primeira refeição do dia é a mais importante, mas nem sempre a mais bem conseguida.
Segundo um estudo da Kellogg's em parceria com a Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa, 91% dos portugueses tomam pequeno-almoço todos os dias, mas apenas 31% da população considera-o a refeição mais importante do dia.

Os dados não são tão animadores no que toca aos alimentos ingeridos nesta refeição: muitos poucos inquiridos fazem um pequeno-almoço completo composto por lacticínios, fruta e cereais.

“ Na Kellogg’s, defendemos que tomar um pequeno-almoço completo e equilibrado significa começar o dia da melhor forma. Esta refeição fornece ao organismo a energia e nutrientes necessários para um bom rendimento no trabalho ou na escola logo pela manhã. A combinação de lacticínios, fruta e cereais é essencial para o seguimento de uma alimentação saudável e, além disso, um pequeno-almoço rico em cereais pouco processados e por conseguinte em hidratos de carbono complexos e fibra está associado a um menor consumo de gorduras e calorias ao pequeno-almoço, almoço e durante todo do dia.”, afirma Raquel Torres Abrantes, Nutrition and Corporate Communication Coordinator da Kellogg’s em Portugal.

O estudo está inserido na campanha “Tudo começa melhor com Kellogg’s”, uma iniciativa criada pela equipa nacional da marca para o ano de 2009 com o objectivo de melhorar a alimentação e os hábitos de vida dos consumidores.

29 de Julho de 2009

Fonte: Mulher.Sapo

quarta-feira, 29 de julho de 2009

REUNIÕES ONLINE


É com enorme prazer que a Com Medida vai dar início, dia 30 de Julho, às reuniões de suporte online.

Se desejar participar numa das nossas sessões, basta que se torne associado da Com Medida e que escolha a reunião com que mais se identificar.

Compulsão Alimentar
Segunda-feira
20h00min as 22h00min

Anorexia
Quinta-feira
20h00min as 22h00min

Bulimia
Sexta-Feira
20h00min as 22h00min

Grupo Misto
Domingo
20h00min as 22h00min

FUNCIONAMENTO
Para participar nas reuniões, adicione ao seu msn o seguinte endereço: commedida@hotmail.com

Quando este e-mail estiver on-line, nos horários das reuniões, peça ao coordenador para convidá-lo e entrar na sala de reuniões.

Seja bem-vindo!

terça-feira, 28 de julho de 2009

High-fat, high-sugar foods alter brain receptors

New research finds that bingeing increases opioids in brain area that controls food intake

7/28/09, Portland, OR.

Overconsumption of fatty, sugary foods leads to changes in brain receptors, according to new animal research at Johns Hopkins University School of Medicine. The new research results are being presented at the 2009 annual meeting of the Society for the Study of Ingestive Behavior (SSIB), the foremost society for research into all aspects of eating and drinking behavior. The results have implications for understanding bulimia and other binge eating disorders.

Dr. Bello and colleagues report that either continuous eating or binge eating a high fat, high sugar diet alters opioid receptor levels in an area of the brain that controls food intake. Opioids are a family of chemicals with actions similar to those of morphine; however, opioids exist naturally in the brain and have been linked to feelings of pleasure and euphoria. "These results are interesting because we saw changes in opioid receptor gene expression in a brain area that controls how much we eat during a meal", said Bello. The new findings suggest that overconsumption of highly palatable foods maintains bingeing by enhancing opioids in the brain, and that increased opioids could be a factor involved in binge eating disorders. These findings may help to understand the biological basis of eating disorders.

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Supported by NIH DK19302 and DK078484
Lead author: Nicholas Bello, Dept. of Psychiatry and Behavioral Sciences, Johns Hopkins University, Baltimore, MD, USA
Co-authors: F. CASSEUS, M.T. CHUANG, B.A. MITCHELL, Z.W. PATINKIN, P. SINGH, T.H. MORAN. Johns Hopkins University, School of Medicine, Dept. Psychiatry and Behavioral Sci., Baltimore, MD, USA

EUREKALERT
Contact: Jamie Price
admin@ssib.org
312-238-9068
Society for the Study of Ingestive Behavior

segunda-feira, 27 de julho de 2009

30% dos obesos possuem transtorno de compulsão alimentar

27/07/2009 -- 09h17
Tão importante quanto a bulimia e a anorexia, pouco se fala do Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica (TCAP), que apresenta uma prevalência maior na população geral (3% a 5%) – quando comparados aos problemas citados acima, que ficam entre 1% e 05%, respectivamente – e atinge cerca de 30% das pessoas obesas que procuram tratamento para obesidade. Apesar de bastante freqüente nesse grupo, o TCAP também acomete indivíduos com peso considerado normal. "Até 1/3 dos pacientes relatam que tornam-se obesos após desenvolver o TCAP", afirma Sergio Carlos Stefano, psicólogo do Programa de Orientação aos Pacientes com Transtornos Alimentares (PROATA) da UNIFESP.

O TCAP acomete, de forma quase equivalente, ambos os sexos, numa proporção de três mulheres para dois homens, e manifesta-se mais tardiamente que a anorexia e a bulimia, entre os 20 e 30 anos. É definido, atualmente, por episódios recorrentes de ingestão, em curto espaço de tempo, de uma quantidade de alimentos definitivamente maior do que a maioria das pessoas consumiria num período e circunstâncias similares e com a sensação de perda de controle sobre o que ou quanto está comendo, seguido por um sentimento de culpa e angústia profundas. "Para se ter noção do tamanho do descontrole e da gravidade da situação, há casos de pessoas que já quebraram os dentes por comer comida até mesmo congelada", explica Stefano. "Em um único episódio de compulsão, que geralmente ocorre escondido, longe dos olhos alheios, a pessoa pode consumir mais de mil calorias".

Entretanto, de acordo com o psicólogo, a compulsão alimentar não está associada a comportamentos compensatórios inadequados como jejuns, exercícios excessivos e purgação, nem ocorre durante o curso de anorexia ou bulimia nervosa. "Pessoas que, eventualmente, passam longos períodos do dia sem se alimentar e depois assaltam a geladeira, não se enquadram na compulsão", diz. "O diagnóstico é feito pelo relato de dois ou mais episódios, por semana, do consumo descontrolado e excessivo de alimentos nos últimos seis meses, seguidos por marcado sofrimento que compromete sua qualidade de vida".

Mais depressão e complicações clínicas e metabólicas

Estudos também apontam que os indivíduos obesos com TCAP têm duas vezes mais chances de sofrerem problemas psiquiátricos, como depressão e ansiedade, e apresentarem uma imagem corporal mais negativa de si mesmo que àqueles que não apresentam compulsão. De acordo com esses estudos, além das implicações da obesidade para a saúde, - maior risco de mortalidade decorrente da hipertensão arterial, dislipidemia, diabetes, doenças cardiovasculares, entre outros – e dos problemas psiquiátricos decorrentes, também são descritos discriminação no trabalho, menos oportunidades de emprego, dificuldades em chegar à universidade e menor número de amigos e relacionamentos amorosos.

Terapias e antidepressivos

De acordo com Sergio Stefano, as intervenções combinadas com psicoterapias e uso de antidepressivos parecem ser as mais eficazes no tratamento do TCAP. "Estabelecer hábitos saudáveis de alimentação e ajudar o indivíduo a evitar formas de hiperalimentação também são importantes para o sucesso do tratamento", afirma.

Stefano está desenvolvendo uma cartilha – a primeira no país – com informações detalhadas sobre o TCAP com o propósito de ser uma primeira intervenção entre o diagnóstico e a espera das consultas. "Ao invés de ficar esse tempo sem esclarecimento das prováveis dúvidas que possam aparecer, pretendemos que a cartilha ajude a implementar mudanças tanto no comportamento como na alimentação dos indivíduos com compulsão", explica o psicólogo.

O projeto da cartilha será apresentado no VIII Congresso Brasileiro de Transtornos Alimentares e Obesidade, que acontecerá em São Paulo, entre os dias 11 e 13 de junho, sob a organização do PROATA da UNIFESP.

Entenda os critérios diagnósticos do TCAP

Ingestão, em até duas horas, de uma quantidade de alimentos definitivamente maior do que a maioria das pessoas consumiria em um período e circunstâncias similares;

Sentimento de falta de controle sobre o que se come e do quanto se come.

Associados a três ou mais dos critérios abaixo relacionados:

● Comer muito e mais rapidamente do que o normal;

● Comer até sentir-se empanturrado;

● Comer demais quando não está sentindo realmente fome;

● Comer sozinho por ter vergonha da quantidade que consome;

● Sentir repulsa por si mesmo, depressão ou demasiada culpa após comer excessivamente;

● Angústia pela compulsão;

● Frequência dos episódios deve ser igual ou superior a duas vezes na semana, nos últimos seis meses.


Fonte: Redação Bonde