sábado, 19 de julho de 2014

16 Doenças Mentais que CONFUNDIMOS COM VIRTUDES

O que diferencia um comportamento razoável de outro patológico é a intensidade, frequência e grau de prejuízo que causa para a própria pessoa e os outros. Nossa sociedade não é das mais saudáveis mentalmente, visto que psicopatas são CEO’s, estelionatários podem ser políticos e malandro é o bon vivant encostado em casa e sustentado pelos pais. Então o fato é que aquilo que é visto como virtude na real pode dar indícios de um fundo patológico que ninguém percebe.
Aquela pessoa ultra-alegre que sempre anima as festas pode ser afetada por algum transtorno de humor sem que você desconfie. A virtude é sempre um comportamento opcional, como alguém que poderia ficar fechado, mas prefere se relacionar com os outros, ou seja tem liberdade real de fazer uma coisa ou outra. Agora, se a pessoa não tem a opção de se abrir e ter outro comportamento, então o fato de se fechar não é uma virtude, mas uma prisão psicológica. Essa lista não é definitiva nem deve ser tomada ao pé da letra, mas vista com certa leveza e bom humor, enxergando uma pista para aquele comportamento estranho do seu vizinho, parente, amigo ou parceiro amoroso. Em última instância você também pode estar na lista.
Nem todas as pessoas que têm essas características têm a psicopatologia, mas todas as pessoas com o distúrbio costumam ter esses pontos em comum, ou seja, um item isolado não faz o diagnóstico completo (normalmente mais de cinco em cada patologia).bipolar-2

Sexy - a sensualidade está longe de ser um problema, principalmente em contexto adequado ela é um afrodisíaco para conquistar alguém para intenções afetivas ou sexuais. Mas se ela é inadequada, invasiva, exagerada, dramática e acompanhada de uma necessidade desesperada de chamar atenção pode ser sinal de Transtorno de Personalidade Histriônico. Esse anseio por admiração e comportamento persistente e manipulativo pode apontar para sérios problemas de relacionamentos e impedir uma vida com estabilidade emocional e construção de histórias consistentes e significativas. Leia mais sobre esse [transtorno aqui ]
    Dedicação pessoal excessiva ou devota - existem pessoas que vivem de maneira quase religiosa seus relacionamentos amorosos, endeusando seus parceiros como se fossem a única razão de viver. Elas costumam ter comportamentos parecidos com time de futebol, partido político ou religião, pois caem de cabeça e demonstram uma fé “inabalável”. Se essa entrega toda vier acompanhada de um sentimento de vazio intenso e oscilações de humor e comportamentos destrutivos, pode estar longe do seu eixo pessoal e ter indícios de um transtorno difícil de diagnosticar como o de Personalidade Borderline. Leia mais sobre ele aqui [clique aqui]
    Obstinação – a pessoa que persegue os próprios objetivos pode chegar muito longe. O problema é quando, sem nenhuma perspectiva, ela segue como um trator insistindo teimosamente no resultado ao qual se apegou na imaginação. Pode ter uma personalidade obsessiva e não ser alguém que segue seus sonhos. Mesmo que quisesse desistir não conseguiria, mas não porque é virtuosa e sim por padecer do transtorno de personalidade obsessivo [clique aqui]
    Bonzinho – uma pessoa de bom coração sabe exatamente quando deve ou não ajudar a outra e sabe se posicionar sobre sua capacidade de beneficiar ou dar um basta. Já as boazinhas podem ter um comportamento submisso, passivo e dependente da aprovação de outras pessoas. Fazem o bem mais por medo, covardia ou falta de opção do que por virtude. Na verdade não sabem se posicionar e enfrentar as pessoas de frente. Ela pode ser portadora de Transtorno de Personalidade Dependente e nem saber que na verdade se submete por não ter capacidade de seguir suas próprias escolhas. Para saber mais [clique aqui ]  e [aqui]
    Organização pessoal – é lindo ver uma casa bem arrumada sem ter que ficar falando para as visitas “não repara na bagunça”. O problema é quando a pessoa é obcecada por deixar tudo limpo e não consegue sentar quieta e relaxar se algo está fora do lugar. Ser limpo e organizado é sinal de saúde, mas ser obcecado por isso pode ser doença. Leia mais sobre Transtorno Obsessivo Compulsivo [clique aqui]
    Dieta incrível – sabe aquela pessoa que você tem inveja porque faz dieta à risca ou que malha desesperadamente para ter barriga negativa? Pois é, se essa pessoa consegue ter uma filosofia de vida, é natural, tranquilo e opcional, está tudo certo. O problema é se ela faz isso como resultado de uma sensação crescente de ansiedade caso não malhe ou esteja no peso, ou se ela tiver sempre a certeza de estar fora do peso (muito acima) e não consegue perceber que já está muito magra ou musculosa. Nesses casos, pode haver uma suspeita de um Transtorno Dismórfico Corporal, que altera a imagem corporal, faz a pessoa não notar com precisão qual  a forma real e usar métodos cada vez mais drásticos para chegar no ponto “ideal”. Leia mais sobre esse transtorno [clique aqui]
    Meiguice – uma pessoa querida, calada, que aceita tudo e não se opõe a nada pode ser só uma pessoa meiga e querida. Mas se ela nunca consegue se posicionar, enfrentar obstáculos e barrar abusos então talvez tenha algum problema de fobia social que a impede de lidar com acontecimentos da vida cotidiana sem ficar alarmada imaginando uma catástrofe. Leia mais sobre fobia [clique aqui]
    Alegria intensa – ter na turma de amigos alguém que sabe se divertir e tem mil ideais é indispensável. Mas se esse amigo não consegue para quieto, fala pelos cotovelos, é inconveniente, se acha a pessoa mais incrível do mundo e perde a noção do bom senso, pode ser que esteja num acesso de mania e precise de tratamento. Leia mais sobre Transtorno de Humor Bipolar [clique aqui]
    Autenticidade – tem gente que acha que é uma virtude falar tudo que vem na cabeça. Ledo engano. A incapacidade de filtrar os conteúdos mentais e falar qualquer coisa inconveniente na mesa do jantar pode ser sinal de verborreia um sintoma que está presente em várias doenças mentais.
    Produtividade – é bem verdade que ser uma pessoa produtiva ganha destaque no mundo em que vivemos, mas o problema é se esse desempenho é resultado do excesso de necessidade de se antecipar, fazer tudo com perfeição tendo controle de cada tarefa e “fazendo tudo para ontem”. Um desempenho aparentemente formidável pode ter como pano de fundo a ansiedade. [clique aqui]
    Perfeccionismo – quando alguém se gaba de que seu único defeito é ser perfeccionista acredite. O perfeccionismo pode tornar uma pessoa ranzinza, chata, metódica, procrastinadora e de presença pesada e cheia de impedimentos. Transtorno de personalidade obsessiva pode estar acometendo essa pessoa que na verdade não consegue caminhar com tranquilidade pela vida e está sempre pressionada por um ditador interno. Leia mais sobre [clique aqui]
    Pessoa cheia de opinião – ele pode até ser o líder da turma e tomar a dianteira de todas as conversas, digno de inveja, mas se ele não tiver um tempero de afetuosidade, capacidade de dar espaço para os outros brilharem e terem sua vez pode ser que você esteja na presença de um portador de Transtorno de Personalidade Narcisista. Certamente a presença dessa pessoa pode ser legal por alguns minutos, mas com o tempo você terá vontade de manda-la calar a boca de tanto autoelogio que ouvirá. Muitas pessoas com personalidade passiva costumam se associar aos narcisistas, mas certamente é o tipo de pessoa que acaba falando sozinha e dizendo que os outros “têm inveja dela, por isso se afastam”. [clique aqui] ou [aqui]
    Diversão no bar – tem sempre um amigo que é o primeiro a chegar no bar e o último a sair e provavelmente aguenta todas as rodadas com todo mundo. Está presente em todas as reuniões e sempre entornando um copo na mão, se gabando de que não é fraquinho para bebida. Pode ser que ele esteja no grau mais alto de alcoolismo, que implica numa tolerância maior ao álcool e uma impossibilidade de se divertir sem o acessório etílico na mão. Se ele só sabe se divertir bebendo e está sempre forjando um encontro social para ter ocasião de beber isso já é uma pista. [Leia mais aqui]
    Liderança assertiva e dura – é muito comum grandes chefões de empresas terem comportamento impiedoso, frio, preciso e até cruel. Há quem admire essa filosofia pitbull que esmaga quem se oponha ao seus interesses, mas a realidade é que isso pode ser sinal de Transtorno de Personalidade Antissocial, a antiga psicopatia. [clique aqui para saber mais]
    Justiceira – ter senso de justiça e lutar para que os direitos sejam cumpridos é um dever de todo cidadão, mas o problema é quando isso vira justificativa para acessos de descontrole emocional, raiva e atitudes violentas. A raiva costuma ser resultado de pessoas perfeccionistas que se acham superiores aos outros e imaginam que sempre têm razão. Pode ser que esse comportamento seja resultado do Transtorno Explosivo Intermitente e mereça atenção especializada. Leia mais [clique aqui] 
    Visionárias – existem pessoas que parecem ter a cabeça na lua e viver com ideias extraordinárias que nunca saem do papel, mas que são sentidas como incríveis e à frente de seu tempo. Muitas vezes esse comportamento excêntrico que é visto com certo humor por pessoas queridas pode ser resultado de um quadro mais grave de Transtorno de Personalidade Esquizotípica que leva essas pessoas a se sentirem isoladas e esquisitas frente às demais. Leia mais [clique aqui]
     ALERTA: o importante é ver nessas características indícios para buscar mais informações, sem que se faça um autodiagnóstico descuidado. Para isso, procure a associação de um especialista médico psiquiatra e de um psicólogo para suporte emocional.
    * Por Frederico Mattos
    Fonte: http://www.sobreavida.com.br/2014/06/04/16-doencas-mentais-que-confundimos-com-virtudes/

    quinta-feira, 3 de julho de 2014

    Precisamos de uma cozinha desta!!! - URGENTEMENTE!


    Não precisava ser 100% assim, bastava ser só 80% ! :) :)

    Quem souber onde encontrar uma desta  ;)
    Queríamos tanto pedir ao Pai Natal!
    E como não é fácil colocávamos já o endereço! Afinal o pai Natal só tem um pouco mais de 6 meses e a Austrália fica longe...

    domingo, 29 de junho de 2014

    Esther foi retocada com Photoshop mais de 25 vezes. E ficou bonita?

    “O Photoshop permite-nos alcançar os nossos padrões inatingíveis de beleza, mas quando comparamos essas normas a uma escala mundial, alcançar o ideal torna-se ainda mais evasivo”, conclui Esther na sua página online onde fala do trabalho.
    A jornalista faz a observação com base nas imagens que lhe foram devolvidas pelos designers gráficos e que mostram diferenças notórias sobre o que consideraram ser uma Esther mais bonita aos olhos de um asiático, europeu ou africano.

                                            Desafio lançado a designers gráficos de mais de 25 países mostra                                                          diversidade de opiniões individuais e culturais sobre a beleza.



    O que é a beleza para um indivíduo e para a cultura do seu país? A pergunta foi o ponto de partida para o trabalho Before & After de Esther Honig, uma jornalista norte-americana que pediu adesigners gráficos de mais de 25 países que usassem uma fotografia sua, sem qualquer edição de imagem, e a alterassem de acordo com os seus padrões pessoais e culturais de beleza através do programa Photoshop. “Tornem-me mais bonita”, pediu Esther.
    A fotografia da jornalista chegou a países como os Estados Unidos, Sri Lanka, Índia, Chile, Reino Unido ou Vietname, através de uma parceria com plataformas online de venda de serviços low-cost, com as quais foi reunido dinheiro para pagar aos designers gráficos pelo seu trabalho — foram pedidos valores entre os cinco e os 30 dólares, consoante eram amadores ou profissionais.
    Por exemplo, comparando a fotografia original, onde a jornalista surge de uma forma muito natural, sem maquilhagem e com o cabelo apanhado, com a tratada no Photoshop nos Estados Unidos, a proposta feita é a de uma mulher com olhos submetidos a uma cirurgia estética e um cabelo muito volumoso. Também o Chile mostra uma jovem mais “artificial”. Já o Vietname, a Ucrânia e Israel apresentaram uma Esther “mais bonita” muito próxima do original. Marrocos colocou um véu sobre a cabeça da jornalista e a Índia escureceu a sua pele e sobrancelhas.
    “[As fotografias] são intrigantes e perspicazes no seu próprio direito; cada uma é um reflexo de ambos os conceitos pessoais e culturais de beleza que dizem respeito ao seu criador”, escreve Esther Honig no seu site.

    sábado, 28 de junho de 2014

    Gatilhos emocionais para comer

    Vamos olhar novamente para o comer emocional, mas alguns passos anteriores, ou seja, o que pode “ativar” ou “intensificar” o comer emocional. Lembrando que: (a) comer por questões emocionais per si não é errado; (b) dependendo da intensidade e frequência que o comer emocional assume pode se tornar um problema.

    Seguem alguns exemplos de situações que desencadeiam o comer emocional:

    Excitação
    Quando a vida está chata a comida pode ser usada para injectar animação nela. Por exemplo, cozinhar uma receita especial ou nova é algo que gera grande entusiasmo em algumas pessoas. Outro exemplo é fazer uma reserva / ir a algum restaurante que sempre quis ir/gosta. Esses dois exemplos, podem ser grandes eventos na vida de algumas pessoas e comida se tornar central.

    Fazer dieta frequentemente criar um senso de excitação muito forte, esperança. Por um novo corpo e uma nova vida. Esse é um dos motivos pelos quais as dietas para perda de peso / ganho de massa muscular são sempre tão ostentadas e desejadas. Quando a dieta acaba o senso de excitação é substituído por desespero, que por sua vez é substituído por uma nova excitação: comprar ‘alimentos proibidos’ em grande quantidade.

    Frustração e Raiva
    Ter uma briga no trânsito ou uma discussão no trabalho podem deixar uma pessoa realmente brava. A raiva / frustração podem ser 'descontadas' na comida. Alguns alimentos são peculiarmente mais consumidos uma vez que o comer emocional é accionado por esses gatilhos. Para algumas pessoas, morder e quebrar o alimento ajuda a descarregar esses sentimentos, por isso os alimentos mais relacionados são os crocantes e duros. Esse gatilho geralmente está relacionado à graus de intensidade do comer emocional mais prejudiciais.

    Tédio e Procrastinação
    O tédio é um dos sentimentos mais comuns que serve como gatilho para o comer emocional. É um jeito de preencher o tempo e/ou de adiar uma tarefa que precisa ser feita. Para algumas pessoas o fato de procurar por comida e comê-la espanta o tédio.

    Alguns exemplos de situações práticas: estar em casa em um sábado à noite e não ter planeado nada para esse momento; esperando por uma ligação importante; assistir TV domingo à tarde sem nada para fazer; arrumar toda a casa e a tarde não ter ‘nada para fazer’, ter passado o dia inteiro fazendo um trabalho sentado no computador, etc.

    Percebo que a cada 10 pessoas que me contam que ‘comem porque são ansiosas’ pelo menos 6 estão falando sobre tédio. Esse exemplo fica claro especialmente em crianças que ‘brincam pouco’ e ‘comem muito’. Literalmente uma falta e que a comida tenta preencher.

    Recompensa e Suborno
    Prometer a si mesmo, ou a outro, que irá comer algo que gosta muito após realizar uma tarefa especialmente chata - “eu mereço comer aquilo, especialmente hoje”. O caso típico do pai/mãe que trabalham e que sentem necessidade de trazer um doce para o filho para 'compensar' sua ausência. Alguns exemplos: Um dia extenuante de trabalho e a pessoa premia a si própria com uma comida especialmente gostosa / proibida para ela; A criança não come e a mãe diz que se ela comer toda a comida do prato vai ganhar mais um pedaço de pudim.

    Acalmar
    A comida pode realmente acalmar. Imagine que você está numa situação difícil nesse momento. Entre (a) ir a cozinha e pegar alguns chocolates/bolachas OU (b) sentar no sofá e experimentar todas as sensações ruins que estão borbulhando dentro de você, é fácil imaginar qual a situação mais apelativa. Especialmente se esse chocolate/bolachas o fizerem lembrar de um momento ou época em que a vida era menos complicada e mais prazerosa.

    Amor
    Vários comerciais de alimentos relacionam a comida com uma forma de demonstrar afecto. Não é à toa que isso também faz parte do nosso rol de emoções relacionadas à comida. Um exemplo emblemático são os chocolates para o dia dos namorados. Outro exemplo clássico é dar coisas que o seu filho gosta muito de comer para demonstrar o quanto ama ele.

    Algumas pessoas têm muita dificuldade em negar alguma comida, por percebê-la como símbolo de afecto. Para elas, por exemplo, negar o bolo de sobremesa na casa da vizinha, não é uma opção (mesmo se estiver muito cheia ou não gostar do bolo).

    Existem muitos outros gatilhos emocionais para o comer. Esses são apenas alguns deles!

    É importante ressaltar que a maioria das pessoas não se dá conta que gatilhos emocionais influenciam sobre a sua alimentação. Elas acham que comem porque “tem olho grande”, “são gulosas”, “porque é muito gostoso”, etc. Repito: se dar conta é um passo muito importante!

    Entretanto perceber e nomear alguns sentimentos/sensações não é uma tarefa simples para a maioria das pessoas. Consultar um profissional da psicologia para ajudar a reconhecê-los pode ser uma boa estratégia para ajudar a lidar com esses sentimentos.

    Que tal começar a prestar atenção em como você lida com a comida?

    Fonte: http://www.facebook.com