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segunda-feira, 25 de março de 2013

Smoothies de saúde!!!


Apoio Nutricional e Psicológico
 Largo de Santos-o-Novo, 10 
 Lisboa 

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Linhaça combate o efeito sanfona

Fibra promove a saciedade e ajuda a reduzir a ingestão de alimentos. Repórter testou a dieta e perdeu 3,2 quilos em um mês. por: Guacira Merlin  de Rio de Janeiro e São Paulo

"Ultimamente só estou usando camisa de bolinha", conta o músico João Baumman, apontando para a própria barriga.


"Eu perdi todas as minhas roupas, porque engordei bastante este ano. Eu alargo e depois tenho que diminuir de novo", conta a aposentada Maria Lourdes Rosignoli.

Você já ouviu essa conversa antes? Não é só o pessoal da música que está habituado a pequenos consertos. A obesidade já é um problema de saúde pública. "Nós comemos antes, durante e depois do show", revela a musicista Regina Sbrighi Pimentel.

Consumo de linhaça deve estar associado à dieta saudávelVeja como preparar o pão integral de trigo com linhaçaComida é sinônimo de festa: macarronada, doces, churrasco com os amigos. Nesse ritmo, nosso corpo muda de forma. É o efeito sanfona. Há quem pense que essa é uma preocupação só das mulheres. Errado. Os homens também sofrem. Afinal, a maioria dos brasileiros está com excesso de peso. Não adianta esconder.

"Eu engordava e emagrecia. Engordava e emagrecia", lembra a dona de casa Ivani Benedetti de Oliveira.

Por detrás da sanfona, sempre existe uma história de vai e vem na balança.

"O efeito sanfona é observado quando a pessoa realiza dietas da moda. São dietas muito restritivas, que promovem uma perda de peso rápida. Mas a manutenção desse peso adquirido não ocorre", diz a professora de nutrição Glorimar Rosa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A comerciante Áurea Barcellos conta os tipos de dieta que já fez: "Eu passava o dia todo tomando abacaxi. Já fiz a dieta dos pontos e a dieta da sopa. Também tem outra dieta da sopa: deu sopa, come tudo".

Contra os males do excesso de peso, mulheres unidas. De um lado, aquelas que estão cansadas do engorda e emagrece. Do outro, as nutricionistas da UFRJ. Juntas, estão testando os efeitos da linhaça no combate à obesidade.

"Cada participante da pesquisa recebe um plano alimentar individualizado, que ela deve seguir durante três meses. Fazemos consultas quinzenais, quando elas recebem os suplementos alimentares", explica Glorimar Rosa.

É neste momento que entra a linhaça. São três tipos. "A linhaça dourada apresenta uma maior quantidade de ômega-3 e ômega-6 em comparação com a linhaça marrom integral e a linhaça marrom desengordurada. Ela tem mais gorduras poliinsaturadas, que são benéficas, protetoras do nosso coração", esclarece Glorimar Rosa.

Parte desse grupo recebe óleo de peixe misturado com doce de morango sem açúcar, que também é rico em ômega-3 e 6.

"São três colheres medidas todos os dias, no café da manhã. Vocês podem passar na torrada ou no biscoito", orienta a professora de nutrição Sofia Kimi Uehara, da UFRJ.

"Com geleia de morango enriquecida com óleo de peixe, vemos exclusivamente o efeito do óleo de peixe nos fatores de risco cardiovasculares", diz Glorimar Rosa.

Todos os meses, elas repetem vários exames: colesterol, quantidade de açúcar no sangue, peso, medidas. Em três meses, a costureira Elenice Amorim passou do manequim 48 para o 42 em três meses.

Quem diria que o primeiro efeito para a ex-passista Eliane dos Santos Silva, de 43 anos, seria um novo ritmo de vida? "Eu perdi dez quilos em três meses", conta.

"Aos 35 anos, eu estava bem mais velha do que com 40. Minha autoestima era baixíssima. Quando o filho começa chamar a mãe de gorda e você percebe que o olhar do marido não é o mesmo, você não consegue se ver no espelho", avalia a dona de casa Andréa Rodrigues de Menezes.

"Para mim, a linhaça foi o início de uma vida saudável", diz a enfermeira Fatima Camello.

Quem nunca começou uma dieta e desistiu logo depois? No corre-corre de todos os dias falta tempo para se preocupar com a alimentação e sobram tentações. As mulheres com quem nós conversamos já venceram esse desafio. Chegou a minha vez. Durante um mês, eu experimentei essa dieta. Primeiro, os exames. Uma bateria deles. Foram cinco coletas de sangue. Em seguida, comecei a dieta. E comecei comendo. A ideia foi usar a farinha de linhaça para espantar a fome.

"Ela é um dos alimentos mais ricos em fibras. Essa fibra promove a saciedade no café da manhã e ajuda a paciente que quer emagrecer a reduzir sua ingestão alimentar ao longo do dia", explica a nutricionista Wânia Lúcia Araújo Monteiro, da UFRJ.

"Você preenche o copo [de café] duas vezes. Pode misturar no iogurte, no leite ou em um suco de fruta", orienta a nutricionista Grazielle Huguenin.

Aí que está a grande dificuldade e o meu maior desafio: como seguir essa dieta em um ritmo de trabalho intenso, como é o ritmo de muita gente no dia a dia?

"Você poderia fazer um sanduíche com pão integral, substituindo o arroz, uma cenoura ralada, alface e peito de frango grelhado", diz Grazielle Huguenin.

Foi assim eu adotei a lancheira. Mas não é tão fácil. Recusar delícias como pizza é uma desfeita! No quinto dia da minha dieta, estávamos em um hotel em São Paulo. Eu não podia nem pensar em comer muitas coisas do café da manhã. Optei por um copo de leite desnatado, um pãozinho e queijo. Escolhi uma fatia bem gordinha para ficar feliz. Aonde eu ia levava um copinho com a medida de farinha de linhaça.

Mas e quem resiste a um pão quentinho? Do total de brasileiros, 66% confessam que ir à padaria é o melhor programa para as horas de lazer. Foi o que revelou uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica nas cinco regiões do país.

"Leva um amigo, toma um cafezinho, relaxa, conversa", diz o panificador Wagner Ferreira.

E para quem faz desse lazer um ganha-pão, é ainda mais difícil manter o peso.

"Eu tenho uns 106 quilos. Não resisto. Faço umas caminhadinhas: dou uma volta na padaria", brinca o gerente de padaria José Mazzeo.

Até dona Ivani, da orquestra de sanfonas, já teve uma queda irresistível pela padaria. Adivinhem onde foi o primeiro encontro com o comerciante Manuel de Oliveira?

"Ele trabalhava na padaria e sabia que eu gostava de sonho. Cada vez que meu pai ia lá comprar um doce, meu sonho ia em cima", lembra dona Ivani.

Recuse o primeiro prato quem nunca tentou agradar com comida. "Comida tem uma relação emocional muito importante. Aprendemos de pequenininho que é feio deixar comida no prato. Aprendemos que se comemora comendo. Aprendemos que quando estamos tristes comemos alguma coisa. Existem famílias que começam o domingo à mesa e fica até sete horas no mesmo ambiente", diz o médico-cirurgião Luiz Vicente Berti, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

O amor entre dona Ivani e seu Manuel é o mesmo dos tempos da padaria. "Eu estava bem magrinha, com 54 quilos. Ele me chamava de bacalhau, porque eu era muito magra", conta dona Ivani.

"Eu não lembro mais", disfarça seu Manuel.

Mas quem vê esse casal feliz nem imagina que, além da dificuldade em controlar o próprio peso, ainda é preciso enfrentar um grave transtorno alimentar dentro de casa. Com a filha, a veterinária Ana Paula de Oliveira, a questão do peso chegou ao extremo.

"Eu olhava para a comida e virava a cara e falava que não queria. Quanto mais magra eu ficava mais eu me via gorda. Eu me via gorda mesmo. Obesa mórbida. Quando descobriram que eu tinha anorexia, eu fui para o tratamento com 38 quilos", lembra Ana Paula, que está fazendo pós-graduação. "Eu estava precisando de alguma coisa para me distrair, com a qual eu me mantivesse ocupada. Então, dois gatinhos vieram e agora estou cuidando deles", conta.

Estudando e cuidando dos gatinhos, ela se fortalece dia após dia.

"Eu tenho a sorte de ter uma mãe que só faltou se algemar comigo para me vigiar", diz Ana Paula.

"Nós duas vamos ficar sempre juntas", diz dona Ivani.

Durante a reportagem, nós conhecemos muitas histórias de superação. Depois de um mês fazendo a dieta da linhaça, voltamos ao Laboratório de Nutrição para saber se realmente mudou alguma coisa na minha saúde. Os primeiros resultados mostraram taxas normais de glicose, triglicerídeos e colesterol. Mas o teste mais temido foi mesmo o da balança. Eu perdi 3,2 quilos em um mês.

"Graças à dieta e à linhaça. Sem sombra de dúvida, a redução na ingestão de calorias contribuiu de forma importante para a redução de medidas e no peso corporal. Mas a linhaça contribuiu de forma bastante importante no controle da compulsão alimentar, reduzindo a sensação de fome", explica Glorimar Rosa.

A vendedora autônoma Dionar Rodrigues da Silva começou a dieta junto comigo e gostou dos resultados. "Eu tinha cem centímetros de cintura e hoje estou com 89. Não é igual aos regimes malucos que eu comecei a fazer e davam resultado, mas era momentâneo. Em pouco tempo eu fiz a dieta e agora estou vendo o resultado. É um reloginho: todo dia tenho que tomar linhaça. É ótimo", diz. É um adeus ao efeito sanfona.

Não deixe de ver o vídeo


Fonte: G1

domingo, 10 de outubro de 2010

Comedores compulsivos

Há cada vez mais pessoas que não param de comer
por CATARINA CRISTÃO



Comem sem conseguir parar e escondem bolachas ou chocolates para ter a certeza de que estarão lá sempre que precisarem. São dependentes de alimentos calóricos, que garantem uma rápida sensação de satisfação e diminuem a ansiedade. Não há números concretos, mas estima-se que este problema represente 8% dos distúrbios alimentares. Os médicos alertam que muitos adictos não reconhecem que estão doentes.


Durante dez anos da minha vida, entre os 20 e os 30, tinha sempre o meu stock de chocolates atrás da porta do quarto. Só assim me sentia protegida. Tinha de saber que os tinha lá e que não precisava de sair de casa para os comprar e comer." A comida sempre dominou a vida de Margarida, agora com 48 anos. Chegou a pesar 120 quilos, pelo comportamento obsessivo que desenvolveu em relação a bolos, tartes e doces. Costumava comprá-los durante a hora do trabalho e ficar o resto do dia a pensar no momento em que os iria consumir, à noite em casa, às escondidas e longe dos olhares reprovadores dos outros.
Margarida é uma adicta da comida, uma doença que pode ser tão destrutiva como a dependência do álcool ou das drogas. "É uma prisão. Não se pode viver com ela nem sem ela. Quando estava triste, comia exageradamente; quando estava contente, também, porque achava que merecia, como se fosse um prémio", lembra. Na pior fase, perto do 30 anos, as depressões sucessivas levaram-na a tomar antidepressivos e a tentar suicidar-se por diversas vezes.

"Os adictos da comida ou overating sofrem de um mecanismo obsessivo e compulsivo que os leva a comer exageradamente, sobretudo alimentos calóricos porque são os que rapidamente dão sensação de compensação", explica João Pedro Augusto, psicólogo da Centro de Recuperação Villa Ramadas, que estima que esta doença represente 8% dos distúrbios alimentares e que haja centenas de milhares de doentes em todo o mundo. "A tendência será para o número ir crescendo, como acontece nos outros distúrbios."

Para este especialista em adição, o factor mais importante não é a comida, mas o que está por trás do comportamento. "São doentes que sofrem de graves problemas psicológicos e emocionais. O overating não é o problema. É o sintoma do problema", refere.

Já Isabel do Carmo, endocrinologista do Hospital de Santa Maria, define adições específicas: "Existem dependências de certos alimentos, como o chocolate ou doces. Ao serem ingeridos, fazem que o cérebro liberte substâncias químicas, como a serotonina e a dopamina, responsáveis pelo bem-estar. Um processo semelhante ao que acontece com o tabaco e as drogas. Resulta numa espécie de tratamento antidepressivo."

"Os alimentos identificados como tendo propriedades aditivas incluem os doces, os glícidos ou hidratos de carbono, as gorduras, as combinações gordura/doces e possivelmente alimentos muito ricos em sal", refere ainda o endocrinologista David Carvalho.

Sobreviver apenas

Já em criança Margarida tinha problemas de auto-estima . "Era a mais gordinha de três irmãs, isolava-me e sentia-me menos do que os outros", lembra. A primeira vez que tentou fazer uma dieta tinha oito anos e, à medida que os anos passaram, o problema da comida foi-se instalando. "Sem dar por isso, ia-me refugiando nos alimentos. Precisava deles para estar protegida." Porém, a adição trouxe-lhe ainda mais instabilidade psíquica: "À noite comia, no mínimo, uma tablete de chocolate para me sentir bem, mas no fim, a tristeza, revolta e remorsos apoderavam-se de mim. Acordar no dia seguinte para ir trabalhar era um sofrimento horroroso. Eu não vivia, eu sobrevivia."

A adição à comida também acompanha Denise, 35 anos, desde criança. "Nunca tinha entendido a vontade voraz de comer como doença ou adição", confessa.
"A grande dificuldade é a aceitação da doença. As pessoas entram em negação. Pensam 'é só hoje'. Mas entra-se num padrão de comportamento", alerta o psicólogo João Augusto, referindo que as desculpas são sempre as mesmas: "Comem porque estão desempregadas, porque correu mal o dia, porque estão deprimidos. E só termina quando já está maldisposto."

As dietas rápidas e sucessivas faziam parte da vida de Denise, "mas falhavam sempre". Sentia-se muito mal com o seu aspecto físico: "Deixei de conviver com os meus amigos e não conseguia interagir com os meus colegas do trabalho. Isolava-me do mundo."

Denise está em tratamento desde há um ano. Frequenta as reuniões dos Adictos da Comida Anónimos (ver texto relacionado) e ganhou auto-estima. Desde então não voltou a comer alimentos que pudessem causar adição. "Há 15 anos que não toco em chocolate", garante também Margarida, que também está a fazer recuperação nas reuniões em Lisboa.

fonte. Sapo

terça-feira, 1 de junho de 2010

Lidando com um disturbio alimentar

Informações sobre distúrbio alimentar e algumas dicas de como superar a solidão e a baixa auto-estima.

Por Summer Eide

Eu me sentia muito sozinha... Eu lembro que desejava encontrar alguém que compreendesse como me sentia por dentro. Mas, quanto mais eu queria que alguém entendesse, menos era compreendida. Assim que eu percebi que ninguém mesmo me compreendia, minha vida se tornou mais solitária. Tudo começou quando eu tinha por volta de 14, 15 anos. Era cheia de amigos, tanto na universidade como em outros lugares e tinha uma família que me apoiava muito. Tudo corria do jeito que eu queria e as minhas direções na vida estavam bem traçadas. Como a maioria das meninas da minha idade, eu experimentei momentos de diversão, alegrias e desilusões. A vida parecia "normal". Contudo, depois de mais ou menos um ano vivendo neste status quo, aquelas circunstâncias mudaram, e minha vida deu um giro de 180 graus.

Sobre Distúrbios Alimentares: Procurando Aceitação
Quando eu entrei no ensino médio, várias coisas aconteceram: terminei com meu namorado; perdi alguns dos meus melhores amigos; minha irmã se casou e se mudou. Muitas das minhas velhas seguranças não duraram muito. Tudo estava mudando. De início, tantas mudanças não eram um grande problema, mas quanto mais eu percebia o quão instável minha vida estava, menos eu sabia como agir. Senti que não existia absolutamente nada a que eu realmente poderia me apegar e nenhuma maneira pela qual eu pudesse controlar as coisas na minha vida. Era um sentimento de tremenda insegurança.

Lidando com a solidão, comecei a fazer qualquer coisa para que me sentisse segura e sob controle. A velha forma de viver não mais fornecia aquilo que eu estava precisando, então mudei, na esperança de encontrar uma nova estabilidade. Pensava que poderia controlar minha vida em vez de os outros a controlarem. Meu desejo maior era ser aceita pelos outros, e eu estava determinada a fazer tudo que estivesse ao meu alcance para atingir esse objetivo, incluindo mudar minhas ações ou imagem.

Mesmo entre tantas mudanças, ainda aparentava ser a pessoa mais segura do mundo para os outros; o que tornou tudo pior porque eu me sentia como se não tivesse nada. As pessoas sempre vinham buscar segurança em mim, mas segurança era a coisa que eu mais necessitava delas.

Então, passei a procurar aceitação, estabilidade, o que me levou a me concentrar na minha aparência física. Acreditava que se parecesse bonita e as pessoas ficassem atraídas por mim, teria a aceitação que precisava. Como muitas garotas, eu pensava que, perdendo alguns quilinhos, me tornaria perfeita. Comecei a procurar várias maneiras de perder peso, fazendo dietas, exercícios, comendo menos comidas gordurosas e até passando fome. Porém, eu gostava demais de comer para entrar numa dieta ou ficar sem comer, e praticar exercícios regularmente tomava muito tempo e esforço. Sem contar que eu não queria que ficasse óbvio que eu estava insegura quanto à minha aparência ou que eu não tinha controle sobre nenhuma área da minha vida.

Sobe Distúrbios Alimentares: Fantasiando uma Solução
À medida que eu determinava minhas escolhas, decidi que o melhor a fazer era passar a vomitar depois de comer. Dessa forma teria uma aparência completamente normal, além de receber algum valor nutritivo da comida ingerida. Então, vomitaria apenas o excesso e me livraria da comida que me tornaria menos aceitável fisicamente. No início, comecei a fazer isso apenas depois do jantar. Isso funcionou tão bem que eu comecei a pular o café da manhã e vomitar após o almoço e o jantar. Eu estava muito animada com o fato de tudo estar indo tão bem... Não apenas mantinha meu peso, como também o perdia! Durante esse período, um garoto muito especial começou a prestar mais atenção em mim. Ele realmente estava gostando das mudanças pelas quais eu estava passando. Na realidade, ele freqüentemente elogiava meu corpo e me aceitava completamente. Estava funcionando! Tinha reajustado a minha vida e ganhado a segurança e a aceitação que tanto precisava.

A VIDA ESTAVA ÓTIMA. Eu ia ao banheiro depois de todas as refeições, abria a torneira - assim ninguém escutaria - e vomitava por alguns minutos. Foi difícil no começo colocar o dedo lá dentro da garganta para fazer a comida surgir. Mas gradualmente, me acostumei. Acreditava que valia a pena. Ter a aceitação do meu namorado e as garotas me dizendo o quanto estava atraente me levou a acreditar que eu precisava continuar a fazer aquilo que eu já estava fazendo. Daí, as coisas se tornaram mais fáceis. Quanto mais eu vomitava, mas eu perdia peso. Finalmente, eu consegui parar de colocar meu dedo na garganta e simplesmente comecei a vomitar automaticamente toda vez que eu comia.

Então as coisas começaram a mudar. Meus relacionamentos se tornaram frios, mesmo com meu adorado namorado. Meus pais notaram que eu estava diferente. Parecia que os conflitos estavam presentes em todas as áreas da minha vida. Eu não mais estava recebendo aquela segurança. Por que eu estava me sentindo infeliz novamente? Por que eu não conseguia controlar o que estava acontecendo comigo? Até mesmo vomitar não tava mais funcionando da maneira como eu queria: quando eu ia comer um pequeno lanche, eu vomitava querendo ou não. O processo físico de vomitar e a fraqueza do meu corpo não eram nada prazerosos. Contudo, eu não conseguia mais parar e me sentia cada vez mais fora de controle. Estava tão sozinha, sem nenhuma segurança e controle sobre as coisas da minha vida, que chorava toda vez que ia vomitar. Não sabia mais o que fazer!

Sobre Distúrbios Alimentares: Pedindo por Ajuda
Já nesse ponto, tudo o que eu havia aprendido na minha infância se tornou primordial na minha vida. As pessoas sempre dizem que tudo o que se aprende na infância irá certamente voltar à tona mais tarde na vida. E foi exatamente o que aconteceu comigo. Quando eu era pequena, aprendi muitas coisas sobre Deus através da minha família e da Igreja. Meus pais me diziam que Deus me amava e queria me conhecer, mas por causa das coisas ruins, ou pecados, que eu tinha cometido, eu não poderia conhecê-lo ou ir ao céu para ficar com ele. A Bíblia diz "pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus" (Romanos 3:23). Meus pais, além disso, me diziam que Deus fez com que eu pudesse conhecê-lo através de Jesus, que morreu na cruz pelos meus pecados. João 3:16 nos diz: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". Jesus pagou pelos meus pecados e perdoou tudo o que eu tinha feito. O melhor de tudo era que Deus amava o mundo e morreu para perdoar os pecados de todo o mundo. Qualquer pessoa pode ter um relacionamento com Jesus Cristo convidando-o para entrar em sua vida, aceitando o seu presente de morrer na cruz.

Como uma criança, eu aceitei esse generoso presente que foi seu perdão. Apesar disso, através do período de insegurança e toda a dor por que eu estava passando, Deus parecia distante. O relacionamento que eu tinha começado com ele quando eu era criança não era mais importante pra mim. Eu ainda ia a igreja e orava às vezes, mas achava que Deus não entendia a minha situação. Eu queria apenas tocar as coisas por conta própria.

Porém, lidar da minha forma apenas me provou que as coisas não funcionaram bem. Eu lembro de uma noite em que estava tão cansada de mim mesma e da minha vida que eu comecei a chorar diante de Deus. Contei a ele como me sentia e orei para que ele me ajudasse. Eu não tinha certeza do motivo pelo qual eu me voltei a Deus naquele momento, mas eu sabia lá no fundo que nada mais iria funcionar. Sabia que eu não era forte o suficiente para lidar com tudo aquilo sozinha e que nenhuma outra pessoa poderia me fazer sentir melhor. Por dois anos lidei com solidão e inseguranças, lutando com distúrbios alimentares, agora já tinha atingido o fim da linha!

Sobre Distúrbios Alimentares: Encontrando a Verdadeira Aceitação
A PARTIR DO MOMENTO EM QUE ME VOLTEI PRA DEUS, as coisas gradualmente começaram a mudar. Eu ainda vomitava toda vez que comia, e ainda desesperadamente queria que as pessoas gostassem de mim. Apesar disso, estava me sentindo mais em paz. Comecei a ler a minha Bíblia e a orar a Deus, falando como eu me sentia. Na medida em que ia fazendo essas coisas, fui aprendendo muito sobre o amor e aceitação de Deus. Eu lembro que li sobre como Deus amava todas as coisas que ele criou e como seu amor era melhor que todos os amores que eu pudesse experimentar. Eu li no Salmo 136 que "O seu amor dura para sempre", e em Sofonias 3 que Deus "se deleitará em mim com alegria e me renovará com o seu amor". Isso significou muito pra mim, porque eu sempre desejei alguém, qualquer pessoa, que gostasse de mim. Eu aprendi que Deus não apenas gostava de mim, mas que me amava. Ele me amava mais do que qualquer pessoa e amava com o tipo de amor que nunca se acaba.

Ele me ama suficientemente ainda para tomar conta das coisas na minha vida. "Lance sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês".(1 Pedro 5:7). Eu não tinha que desesperadamente me sair bem em tudo e estar no controle de tudo o tempo inteiro. Aprendi ainda sobre a aceitação de Deus. Mesmo que as pessoas quisessem que eu parecesse bonita ou que eu agisse de um certo modo, Deus me aceitava do jeito que eu era. Eu li em Efésios 1 que Deus nos dá livremente seu favor imerecido. Não tive de fazer nada para receber seu favor ou sua aceitação. Mesmo eu me machucando ao vomitar o tempo todo e estar desesperadamente procurando pelo amor de alguém que não fosse ele, Deus me aceitou. O Rei do Universo me aceitou e me amou!

Conhecer o leal amor de Deus por mim fez toda a diferença na minha vida. As coisas não se tornaram perfeitas, mas conhecer a Deus, me ajudou usar o que eu sabia no meu interior para transformar as minhas atitudes no meu exterior. Lutava com os meus sentimentos, e ainda vomitava, mas, aos poucos, até mesmo estas coisas começaram a mudar: conheci a Deus mais de perto, tentando diariamente me lembrar de sua aceitação e amor; passei a vomitar menos e menos, até conseguir parar. Depois de alguns meses de transição, comecei a olhar para Deus em busca de aceitação ao invés de em outras pessoas, e permiti que ele tivesse o controle da minha vida.

Sobre Distúrbios Alimentares: Cura Bem Sucedida
Mais ou menos 3 anos já se passaram desde que eu parei de vomitar. Foi uma batalha lidar com pensamentos que me diziam que eu não era bonita suficiente, e isso me tentou a tomar o controle. Honestamente, eu luto com esses pensamentos todos os dias. Vivi momentos em que tudo parecia estar dando errado e senti uma grande dor dentro de mim. Durante essas horas de fraqueza, pensava em comer a fim de ganhar conforto ou pensava que se eu fosse mais magra as coisas seriam melhores. Mas eu sei que não preciso acreditar nessas mentiras. Tenho de acreditar e me lembrar da aceitação completa que ganhei por aquele que mais me importa. Algumas vezes Deus ainda me parece distante e eu nem sempre me sinto bonita. Mas eu sei que permitir que o amor e a aceitação de Deus sejam reais pra mim, é a única coisa que pode fazer a diferença lá dentro da minha alma. Confesso que é muito difícil, mas Deus está sempre lá me confortando e me amando apesar de tudo. Ele continuamente me mostra seu amor e aceitação incondicional. Quando eu vejo as coisas da maneira que Deus vê, meu coração não se sente mais sozinho, nem tampouco incompreendido. Não vejo mais vazio nem rejeição, e sim amor e aceitação.

Não sei se você pode se identificar com alguma coisa que confessei aqui ter sentido ou vivido. Passei o verão em um país diferente, e à medida que eu falava com as pessoas lá e fazia amigos, percebi que todos nós desejamos as mesmas coisas. Todos nós temos uma necessidade de amor e aceitação que nunca se acaba. Isso não cabe apenas às garotas; cabe a todo mundo. Se você alguma vez já se sentiu dessa forma ou mesmo lutou com a vida fora do seu controle, quero que você saiba que existe uma forma de encontrar liberdade e verdadeiramente saber o que amor e aceitação significam. Se a sua busca por aprovação e controle alguma vez já se pareceu com a minha (o desejo de se tornar magra a qualquer custo, mesmo através do vômito e de não comer absolutamente nada), eu quero que você saiba que existe um melhor caminho. Ter Jesus como o seu amigo e ter todos os seus pecados perdoados vai fazer com que sua vida se torne mais prazerosa e completa que qualquer vômito ou magreza possa fazer. Mesmo você acreditando nisso ou não, saiba que Deus ama muito você e o aceita voluntária e completamente.

Quando você chegar no fim da linha e perceber que não pode mais fazer nada por si só, lembre-se de Jesus e do relacionamento com ele que está a sua espera. Basta deixar que ele entre em sua vida. É realmente simples assim e faz toda a diferença. Disse Jesus: "Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei..." (Apocalipse 3:20).

Fonte: lidando com um disturbio alimentar

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Distúrbios alimentares associados a risco de adicção

Os indivíduos que sofrem de distúrbios alimentares têm mais probabilidade de consumir drogas, álcool ou tabaco do que a população em geral.
Os indivíduos que sofrem de distúrbios alimentares têm mais probabilidade de consumir drogas, álcool ou tabaco do que a população em geral, segundo um estudo do National Center on Addiction and Substance Abuse da Universidade da Columbia.

De acordo com os investigadores, a probabilidade de consumir álcool ou substâncias ilícitas é cinco vezes maior nestes indivíduos.

Os investigadores acreditam na hipótese de que quem sofre de anorexia e bulimia partilha determinadas características com os consumidores de drogas, como seja depressão e baixa auto-estima.

Fonte: Sapo Saude

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Reacção imunitária associada a distúrbios alimentares

Uma reacção imunitária indevida contra as próprias proteínas pode ter um papel importante nos aspectos psicológicos dos distúrbios alimentares.
Uma reacção imunitária indevida contra as próprias proteínas pode ter um papel importante nos aspectos psicológicos dos distúrbios alimentares.

De acordo com um estudo divulgado pelo jornal da National Academy of Science, não é apenas o nível elevado de anti-corpos por si só que explica os traços de comportamento como a insatisfação com o corpo, mas sim o facto destes anti-corpos ultrapassarem a barreira cerebro-sanguínea e provocarem problemas mentais.

Fonte: Sapo Sabores

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Cérebro influencia distúrbios alimentares

As mulheres podem estar em maior risco de distúrbios alimentares por causa da forma como o cérebro processa informação.
As mulheres podem estar em maior risco de distúrbios alimentares por causa da forma como o cérebro processa informação, de acordo com cientistas da Universidade de Hiroshima que descobriram que o cérebro feminino responde de maneira diferente de um masculino quando exposto a certas palavras pejorativas da imagem corporal.

O estudo foi publicado no British Journal of Psychiatry e pode explicar porque é que a anorexia e a bulimia afectam dez vezes mais as mulheres.

Fonte: Sapo Saude

domingo, 22 de novembro de 2009

Ortorexia, a obsessão por uma alimentação saudável

Mauro Scharf, endocrinologista da DASA, que é representada em Mato Grosso pelas marcas Cedic/Cedilab, é quem explica este novo transtorno alimentar

A ortorexia é um novo transtorno alimentar que ainda não tem um diagnóstico oficial, mas surge quando a pessoa se torna obsessiva em relação aos padrões daquilo que come. As pessoas que têm esta doença têm demonstrado desordens de alimentação ligadas a uma obsessão compulsiva por só comer alimentos saudáveis. Ao contrário da anorexia ou bulimia, a pessoa come, mas fica tão obcecada com a alimentação saudável que chega a ter desnutrição. O transtorno foi descrito pela primeira vez pelo médico Steven Bratman, em 1997, e é frequentemente associado a dietas de vegetarianas ou de alimentos crus.

Segundo Mauro Scharf, endocrinologista da DASA, que é representada em Mato Grosso pelas marcas Cedic/Cedilab, os pacientes ortoréxicos consomem apenas alimentos saudáveis e analisam compulsivamente o conteúdo nutricional de tudo que ingerem. Calorias, vitaminas e nutrientes tornam-se o ponto focal da comida e qualquer alimento considerado não saudável não é consumido. ”Estas pessoas levam a obsessão com o conteúdo dos seus alimentos ao extremo, e não se permitem, em circunstância alguma, um desvio do seu programa de tipos de alimentos autorizados”, reforça o médico.

Scharf explica que os ortoréxicos podem ficar seriamente afetados e a comunicação em casa também pode sofrer com isso. A pessoa pode começar a se isolar e se tornar distante à medida que se vai fixando cada vez mais nas suas regras dietéticas. Para alguns, a capacidade de desempenhar trabalhos ou de estudar pode começar a declinar. “A preocupação compulsiva chega a um ponto que, por exemplo, pensar em quantas vezes se deve mastigar, acaba deixando pouco espaço para outros pensamentos, fazendo com que a concentração e a motivação acabem por ficar em segundo plano”, explica.

Um exemplo dessa tendência é a comprovação de que, nos Estados Unidos, as buscas no Google pela palavra “bacon” têm batido recordes nos últimos anos e vários livros foram escritos no país sobre o impacto do bacon na obesidade. “Hoje existe uma massificação da divulgação sobre os benefícios da alimentação natural e dos malefícios da obesidade. Estas tendências acabam gerando os transtornos alimentares que estamos detectando nas clínicas e postos de saúde”, afirma Scharf.

Como muitos transtornos alimentares, a ajuda de um profissional de saúde é importante. Embora a doença não seja tão conhecida como outros tipos de transtorno alimentar, pode ter o potencial de ser igualmente séria para a saúde, assim como qualquer outro transtorno alimentar.

Sinais de Ortorexia

- Examinar cada detalhe nutricional de cada alimento

- Só se permitir alimentos saudáveis

- Ter dificuldades em comer uma refeição preparada por outra pessoa

- Observar e comentar a maneira como outras pessoas preparam a comida

- Analisar diariamente o conteúdo nutricional do que comeu, esquecendo o prazer em comer

- Perder muito peso sem seguir conscientemente uma dieta

- Isolar-se socialmente por causa da dieta saudável

Sobre a DASA

A DASA é a maior empresa de medicina diagnóstica na América Latina em termos de receita bruta e população e a quinta maior rede no mundo. Com mais de 12 mil colaboradores, atende aproximadamente 55 mil pacientes por dia em 328 unidades. Processa em média, 6,5 milhões de exames por mês. Oferece mais de três mil tipos de exames de análises clínicas e diagnóstico por imagem. Atualmente, o grupo é formado por 20 marcas em treze estados – Delboni Auriemo, Lavoisier e Maximagem, em São Paulo ; Bronstein, Lâmina e MedImagem, no Rio de Janeiro; Club DA, em São Paulo e Rio de Janeiro; Pasteur e Exame, em Brasília; MedLabor, em Brasília e Tocantins; Curitiba Santa Casa e Frischmann Aisengart, em Curitiba ; Laboratório Álvaro, em Cascavel e Foz do Iguaçu; CientíficaLab, no Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro; Image Memorial, em Salvador; VITA Lâmina, em Florianópolis; Atalaia, em Goiás; Cedic e Cedilab no Mato Grosso; e LabPasteur e Unimagem, em Fortaleza.


Fonte: Circuito Mato Grosso