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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Gorda num dia, bulímica no outro

Por que mais jovens sofrem dos dois problemas

Repórter especial, faz parte da equipe de ÉPOCA desde o lançamento da revista, em 1998. Escreve sobre medicina há 14 anos e ganhou mais de 10 prêmios nacionais de jornalismoEntrar na faculdade engorda. Não é de hoje que esse efeito colateral comum a tantos estudantes é observado e estudado. Nos Estados Unidos, existe até um termo popular para designar o ganho de peso que os alunos sofrem no primeiro ano da universidade. É o “freshman 15”. Isso porque os novatos engordam, em média, 15 pounds (6,8 kg) durante o primeiro ano. Universitários costumam consumir mais bebida alcóolica, pular o café da manhã e abusar de fast food. É uma fase desregrada e engordativa. Isso tudo parece óbvio. Menos óbvia, porém, é a quantidade de universitárias obesas que, na tentativa de emagrecer, se tornam bulímicas.

Um estudo recente conduzido pela professora Dianne Neumark-Sztainer, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, revelou que 40% das universitárias acima do peso adotavam comportamentos típicos de quem sofre de distúrbios alimentares como a bulimia. Em geral, elas comem enormes porções calóricas e depois provocam vômitos ou tomam laxantes. Entre os estudantes do sexo masculino, o índice é de 20%.

Ao contrário do que muita gente pensa, vomitar não emagrece. O corpo de quem tem bulimia cria mecanismos de absorção rápida. Manda os alimentos direto para o intestino, como se aprendesse que a comida não vai ficar muito tempo no estômago. Vomitar, portanto, não anula as calorias ingeridas. Usar laxante também não adianta: o remédio age no intestino grosso, quando os nutrientes já foram absorvidos.

“As pessoas estão preocupadas com o fato dos obesos se tornarem mais obesos e os magros se tornarem anoréxicos”, diz Dianne. “Mas ninguém se preocupa com os distúrbios alimentares sofridos pelos jovens que estão acima do peso.” Li essas declarações numa reportagem sobre o assunto publicada pela revista Newsweek e assinada por Johannah Cornblatt.

É um tema revelante. Os danos provocados pelos distúrbios alimentares são graves: infertilidade, perda óssea, dificuldades cognitivas e, em casos extremos, morte. Gordos e magros sofrem disso. Esse fato levanta uma interessante discussão: estimular na população a obsessão pela contagem de calorias traz algum benefício?


A justificativa para espalhar em restaurantes avisos com a quantidade de calorias de alimentos é tentar combater os alarmantes índices de obesidade (60% dos americanos e 40% dos brasileiros estão acima do peso). A medida nasceu de uma boa intenção, mas está provocando efeitos indesejados.

Nos restaurantes universitários americanos, os avisos sobre as calorias dos alimentos assustam as anoréxicas. Elas passam a comer cada vez menos. Também não parecem estar ajudando as obesas. Em vez de usar a informação para fazer combinações equilibradas, elas se apavoram com as calorias ingeridas. Muitas provocam vômitos.

Cartazes com informação sobre calorias foram removidos das paredes dos refeitórios da Universidade Harvard. A justificativa para a remoção foi a surpreendente quantidade de pessoas com distúrbios alimentares que a universidade descobriu fazer parte de sua comunidade.

Quadros como esse são úteis para as pessoas que sabem interpretá-los. Aquelas que entendem que representam guias gerais criados para facilitar escolhas. Na prática, porém, os especialistas têm observado que muita gente superestima o significado dos números.

Muitos se assustam com as 128 calorias de um copo de suco de laranja. Escolhem todos os dias um refrigerante diet com menos de uma caloria. Não levam em consideração o fato de que o suco de laranja garante nutrientes essenciais. O refrigerante é nada.

Esse policiamento ostensivo em torno da contagem de calorias não produz mais saúde - nem física, nem mental. Produz mais neuróticos. Quanto mais informação as pessoas recebem, menos conseguem seguir o caminho do meio, o do equilíbrio.

Tenho visto muitas pessoas com peso normal caindo nessa armadilha. Falam de calorias o tempo todo. Imaginam que o mínimo desvio do que acham ser uma alimentação saudável será capaz de provocar uma catástrofe no organismo. Não percebem que uma rotina de alimentação equilibrada e atividade física nos permite cometer pequenos pecados que dão sabor à vida: um brigadeiro, um torresminho, uma pizza sem um grama de culpa.

Esse distúrbio de comportamento tem nome: ortorexia. Escrevi recentemente uma reportagem de capa sobre isso. Nos próximos anos, é possível que ele seja classificado como um transtorno psiquiátrico -- assim como a bulimia e a anorexia.

Pensei na ortorexia na semana passada, quando recebi uma mensagem aflita de um colega que havia lido uma reportagem sobre os malefícios do açúcar. O que me deixou preocupada foi perceber como a capacidade de julgamento dele estava prejudicada. O rapaz é inteligente, articulado, nada todos os dias, corre algumas vezes por semana e se alimenta de forma muito saudável. As nutricionistas que o acompanham recomendaram que ele consumisse um pouco mais de açúcar para melhorar seu desempenho na atividade física. Não vejo nenhum problema nisso. Mas o meu amigo ficou tão alarmado que resolveu disparar um email no domingão, às 8 horas da manhã, para sondar a minha opinião.

Minha resposta: “Você tem não apenas uma, mas duas nutricionistas cuidando da sua alimentação. Malha a semana toda e gasta todo o açúcar que ingere. Está preocupado por quê? Pare de pensar em dieta e vá ser feliz”. Acho que ele não ficou chateado. Está muito acostumado ao meu estilo objetivo - às vezes, excessivamente objetivo. Mas eu fiquei sinceramente preocupada com a paranoia sobre dieta e malhação que atinge cada vez mais pessoas das minhas relações.

Enquanto preparava a reportagem sobre ortorexia ouvi uma ótima frase da Mara Salles, a premiada chef de cozinha do Restaurante Tordesilhas, em São Paulo. Ela disse tudo: “As pessoas não estão perdendo só o prazer. Elas estão perdendo o juízo.”

Como ainda tenho algum juízo, assim que terminar de escrever esse texto vou sair para comer uma pizza de calabresa e tomar uma cervejinha. A semana foi pesada e eu nunca fui de ferro.


O que você acha? Queremos ouvir a sua opinião.

28/09/2009 - 17:52 - Atualizado em 28/09/2009 - 17:52
Fonte: Época - CRISTIANE SEGATTO
cristianes@edglobo.com.br

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Seis conselhos para desintoxicar o organismo

.... Quer desintoxicar??? Então siga os nossos conselhos. E desintoxique o seu organismo.

Os excessos das épocas festivas – na alimentação, na ingestão de álcool… – reflectem-se inevitavelmente no nosso organismo, através de um mal-estar intestinal ou até de uma sensação geral de ressaca… O corpo sente-se como que «intoxicado».

Felizmente, passados alguns dias, tudo parece voltar à normalidade. O problema é que a própria «normalidade» se pode afigurar, nos moldes actuais, algo «intoxicante» para o organismo: «uma vida apressada, com horários apertados, sem tempo para praticar qualquer tipo de actividades físicas e/ ou relaxantes, nem fazer refeições saudáveis, calmas e a horas, pode ser considerada um comportamento intoxicante» para o organismo, considera Alexandra Bento, presidente da Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN).

A eliminação das toxinas acontece diariamente, mas, se os hábitos alimentares e de vida forem inadequados, é possível que o corpo comece a acumular resíduos. Por isso, agora que se iniciou um novo ano, aproveite para adoptar hábitos mais saudáveis, e, assim, «desintoxicar-se».

Os benefícios são vários: depurar o organismo, retardar o envelhecimento, aumentar a vitalidade, potenciar a memória e a agilidade mental, melhorar a produtividade, reforçar as defesas, prevenir doenças e alcançar um bom estado de saúde e bem-estar. E, quem sabe, até perder um ou dois quilinhos...

1. Beba, pelo menos, 1,5 litros de água por dia
O consumo de água é, «pelas suas várias funções ao nível da eliminação de toxinas», um dos maiores princípios de uma dieta desintoxicante, refere a nutricionista Alexandra Bento.

Em média, um adulto perde cerca de 2,4 litros de água por dia, através da urina, das fezes, da respiração e da sudação, pelo que é imperioso ingerir água numa quantidade que compense as perdas. A nutricionista Maria Paes de Vasconcelos aconselha a que se beba pelo menos «1,5 litros de água por dia» – cerca de oito copos –, já que, habitualmente, obtemos a restante quantidade de que necessitamos através dos alimentos.

Esta especialista reforça que «para hidratar o nosso organismo, deve-se beber, idealmente, sempre e só água». Mas, se for adepto(a) das infusões ou chás, também pode ir por essa via. Mas sem açúcar à mistura!

2. Use e abuse de frutas e verduras
Um dos aspectos a ter em conta numa alimentação depurativa é o reforço do consumo de frutas e verduras. «De uma forma geral, os alimentos de origem vegetal têm propriedades interessantes em termos de protecção do organismo. A riqueza em antioxidantes deste tipo de alimentos permite um bom controlo das agressões a que o organismo poderá estar sujeito, ajudando na eliminação de diversos tóxicos», afirma a nutricionista Alexandra Bento. Além disso, produzem uma revitalização geral do corpo.

Por isso, a presidente da Associação Portuguesa dos Nutricionistas aconselha, no mínimo, o consumo de «cinco porções de hortofrutícolas». Dentro deste conjunto, alimentos como o limão ou o ananás são especialmente bem-vindos. O ananás, porque é a fruta diurética por excelência. Quase todas as dietas de emagrecimento recomendam o seu consumo porque desincha. Já o limão, devido à sua alta concentração de fitoquímicos, entre eles o limoneno, estimula as enzimas e limpa o fígado, eliminando melhor as gorduras e as toxinas presentes no organismo.

As sopas também são uma boa solução: «Trata-se de um caldo bastante rico, uma vez que consumimos os hortícolas e a água onde foram cozinhados», explica a especialista. «Apenas se vai perder alguma vitamina C porque é termo-sensível.»

3. Evite comida com muita gordura, açúcar, sal, corantes e conservantes e os produtos de confeitaria industrial
Se há alimentos e produtos indesejáveis numa alimentação que se deseja depurativa, os mencionados acima fazem parte dessa lista: «Alimentos que tenham na sua composição muita gordura, açúcares refinados e/ou sal» são de evitar, avisa a nutricionista Alexandra Bento.

Deve-se prescindir dos alimentos que contêm aditivos ou conservantes químicos, dos óleos hidrogenados (como as margarinas), das frituras, dos doces, enlatados, porque estes alimentos geram uma significativa quantidade de toxinas no nosso organismo.

4. Reduza a ingestão de álcool, tabaco e cafeína para o mínimo possível
Não é preciso explicar por que é que o consumo de bebidas alcoólicas é «intoxicante» para o organismo. A sensação geral de «ressaca» no dia seguinte a um comportamento abusivo de álcool, composta por incomodativos sintomas, que passam por dor de cabeça e mal-estar geral, é bem conhecida. E não vale a pena pensar que existem produtos milagrosos para combater esses efeitos. De acordo com Rui Tato Marinho, hepatologista e dirigente da Sociedade Portuguesa da Gastrenterologista (SPG), em declarações à Agência Lusa, o único remédio para a ressaca é o tempo, já que todos os outros produtos que prometem curar os efeitos do excesso de álcool são apenas «um negócio»…

Rui Tato Marinho avisa também para a diminuição das defesas do organismo a seguir à ingestão excessiva de bebidas alcoólicas. Por isso, o melhor é reduzir a ingestão de álcool.

Também a cafeína e os cigarros devem ser minimizados. O tabagismo é dos comportamentos mais tóxicos para o organismo, de tal modo que, vale sempre a pena lembrar, os fumadores vivem, em média, menos dez anos do que os não-fumadores…

5. Não coma mais do que o necessário
Comer de mais não é bom para o organismo. Não só porque contribui para o excesso de peso corporal – que, consequentemente, pode acarretar alguns problemas para a saúde –, mas também porque o fígado não é tão eficaz a desempenhar as suas funções, como eliminação de toxinas e outras.

Mas, atenção: quando dizemos para não comer de mais, não o(a) estamos a aconselhar a que coma de menos! Dietas restritivas não suprem as necessidades de vitaminas e minerais do organismo e comprometem a saúde e a beleza.

O segredo é fazer pelo menos cinco refeições por dia, mas não abusando na qualidade de alimentos ingeridos. Coma pausadamente e mastigue bem; assim, aperceber-se-á melhor de quando é que estará saciado(a), para que não caia em excessos.

6. Pratique alguma actividade física
A prática regular de actividade física é um comportamento considerado desintoxicante. «Associada a uma alimentação saudável, leva a um melhor estado de saúde em termos gerais. Concretamente, induz o gasto aumentado de energia, potencia a excreção de toxinas e alivia o stress», afirma a especialista Alexandra Bento. Por isso, deixe-se de desculpas e exercite-se! Não é preciso inscrever-se num ginásio (se bem que é uma opção bem-vinda): só tem de praticar, diariamente, algum tipo de actividade física - como andar a pé - por um período mínimo de 30 minutos (contínuos ou acumulados)... Do que é que está à espera?

Sem exageros
Quando ouvimos falar de dietas desintoxicantes, lembramo-nos de ementas à base de hortofrutícolas, que duram só alguns dias mas que, levadas ao extremo, são difíceis de cumprir. Contudo, o que lhe propomos é, mais do que uma dieta desintoxicante, uma alimentação e um estilo de vida saudáveis. Não durante alguns dias, mas durante todo o ano.

Porque, de um modo geral, uma alimentação sadia - «equilibrada, completa e variada, assente nos princípios da Roda dos Alimentos» –, associada à prática regular de actividade física é, por si só, depurativa – ou seja, permite-lhe «prevenir o aparecimento de diversas doenças e melhorar igualmente o seu aspecto exterior, ao nível da pele, cabelo, unhas, e conseguir a integridade das suas capacidades físicas e mentais», considera Alexandra Bento, presidente da APN.

A nutricionista acrescenta que «se fizermos confecções culinárias onde utilizemos os alimentos aconselhados pela Roda dos Alimentos, respeitando as quantidades indicadas, iremos contribuir para uma redução da ingestão de substâncias tóxicas e conseguiremos uma optimização da capacidade de eliminação de toxinas.»

Além disso, por mais benéficas que as dietas ditas desintoxicantes possam ser, convêm sempre que sejam seguidas por um nutricionista que se assegure da adequação das mesmas. Por isso, desintoxicar sim, mas sem exageros e sem dietas loucas!

Texto: Ana João Fernandes
Fonte: Sapo Saude

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Conheça na net os pratos habituais da dieta dos portugueses

Uma dieta pode ficar mais simples com a consulta da lista agora disponibilizada na net pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA). Ali figura a composição de alimentos e cozinhados comuns na nossa mesa. Algumas bebidas também têm conta feita.

Ainda não constam o cozido à portuguesa ou as tripas à moda do Porto, nem as 101 maneiras de apresentar o bacalhau numa refeição. Essa será uma fase mais adiantada do projecto europeu em que se insere a elaboração da Tabela de Composição de Alimentos. Mas já vai em 962 a listagem feita pelo INSA e pelo Instituto de Investigação das Pescas e do Mar (IPIMAR), que tudo “pesaram” para dar a saber aos portugueses o que andam a comer. Os dados podem ser consultados por ordem alfabética, grupo de alimentos ou seus componentes, havendo ainda a hipótese de um caminho mais directo, através da introdução da palavra-chave.

Os valores dos nutrientes são indicados com especificação do teor em proteínas, gorduras, vitaminas, açúcares e hidratos de carbono, entre outras especificações, sendo a referência tomada para um peso de 100 gramas do alimento ou cozinhado e, no caso das bebidas, para um volume de 100 mililitros.

Para todo este conjunto de informação foram feitos estudos analíticos (em laboratório) e recolhidos outros dados a partir dos rótulos de alimentos já transformados. A maior parte dos alimentos estudados foi adquirida em estabelecimentos comerciais das Áreas da Grande Lisboa e do Grande Porto.

A Tabela da Composição de Alimentos (TCA) vai continuar a ser acrescentada na listagem . O INSA, ao colocá-la na internet de forma gratuita, está convicto de contribuir “para uma maior literacia em saúde e, consequentemente, uma população mais informada, condições essenciais para a promoção da saúde e a prevenção de doenças associadas à alimentação”. A TCA também está disponível nas versões de livro e CD. Nestes casos, já há um custo, de 30 euros.

Quem consultar o endereço electrónico http://www.insa.pt e direccionar a sua pesquisa para a TAC tem acesso a uma explicação inicial sobre os constituintes analisados, o valor energético e outros indicadores. Ao todo, foram verificados 42 componentes/nutrientes, um dos quais, o colesterol, pode ser determinante nas escolhas para uma dieta mais saudável. Mas estão ali também referidas quais as vitaminas em que o alimento é mais rico na sua composição e também os minerais presentes. Até a água, presente em maior ou menor proporção, foi analisada. Os valores, nestes casos, podem ser indicados em microgramas ou miligramas.

Um elemento que pode ajudar à escolha tem natureza gráfica e é dos mais convincentes para quem hesite em fazer uma dieta salutar: o valor energético fornecido, entre outros, pela gordura, proteínas ou hidratos de carbono surge explícito em barras a cores. Que dizer de uma salsicha tipo Frankfurt, em que o teor de gordura, de 74%, quase rebenta a escala? A função informativa e pedagógica ressalta de dados como este.

fonte: JN Sapo.pt

terça-feira, 15 de junho de 2010

Cirurgia que reduz estômago é ligada a falhas neurológicas


DÉBORA MISMETTI
EDITORA-ASSISTENTE DE SAÚDE, DE GRAMADO

A cirurgia que reduz o volume do estômago pode levar a distúrbios neurológicos semelhantes aos encontrados em pessoas desnutridas.

Em 2009, 30 mil cirurgias bariátricas foram feitas no país. Em três anos, esse número aumentou 10%.

Segundo um estudo do departamento de neurologia da Universidade de Ohio, até 16% das pessoas que fazem a cirurgia têm alguma complicação neurológica.

A principal causa é a falha na absorção de nutrientes essenciais ao funcionamento dos neurônios. A falta pode causar de incômodos reversíveis a lesões permanentes.

A maioria dessas complicações não é grave, diz o neurologista Eduardo Mutarelli, professor da Faculdade de Medicina da USP. "Podem ocorrer falta de sensibilidade, formigamentos, dor no pé. Demência e amnésia são os quadros graves e raros."

Algumas doenças aparecem semanas após a operação. É o caso da encefalopatia de Wernicke que, sem tratamento, pode evoluir para a síndrome de Korsakoff.

É uma lesão do encéfalo que causa amnésia e psicose. No início, é reversível com reposição de vitamina B1.

Outros problemas demoram anos para surgir, como degenerações de medula. Os sinais são fraqueza, perda de sensibilidade, mudança de humor. O tratamento é com ácido fólico, cobre e B12.

"Às vezes, é preciso até reverter a cirurgia, porque os problemas superam as vantagens", afirmou o médico.

O psiquiatra Adriano Segal, direto da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), conta que a maioria dos casos que já tratou só atingiram o sistema nervoso periférico.

Mas uma paciente sua ficou com limitações para andar. "É muito raro. Só tive três casos de síndrome de Korsakoff. Se o risco fosse alto, a cirurgia seria um crime."

A prevenção é simples: a pessoa operada tem que tomar suplementos e ser acompanhada pelo resto da vida.

A equipe responsável pela cirurgia também precisa orientar o paciente e a família. "Devem saber reconhecer os sinais, porque é preciso diagnosticar e tratar imediatamente", diz o psiquiatra.

Para o neurologista Eduardo Mutarelli, é preciso esclarecer o público sobre esses riscos. "Há pessoas que até engordam mais para poder se candidatar à cirurgia. Vamos ver cada vez mais essas complicações neurológicas."

Editoria de Arte/Folha Imagem

domingo, 30 de maio de 2010

10 Things Not to Say to Someone Who's Trying to Lose Weight -

(And what works better.)
By Paula Spencer, Caring.com


To lose weight, it helps to be surrounded by supportive people. But when trying to support a dieter, well-intentioned comments often backfire.

"People use food for very good reasons: stress, loneliness, because they don't know what else to do to handle what's going on," says Geneen Roth, author of Women, Food, and God.

"When you say something that judges, threatens, or controls an eater, all you do is create a relationship issue between the two of you. And that's another thing for him or her to be stressed about," Roth says. "It's the last thing they need."

Five 5-minute pick-me-ups for stress

How can you be encouraging to someone who's trying to lose weight? Avoid putting your foot in your mouth by not saying the following:

1. "Sorry, no seconds for you."

Variations: "Don't eat that!" "Your doctor says you shouldn't eat fat/simple carbs/sugar/etc." "You don't really want that."

Why it's unhelpful: Playing "food police" by depriving someone, hiding food, shaming, or otherwise monitoring his or her diet is controlling. Just as nobody can put food in someone's mouth, nobody but the eater can put the fork down, Roth says. The desire to lose weight has to come from that person.

Better: Address the stress, or the other source of the eating, not the eating itself. Instead of telling the eater what to do (or, more typically, what not to do), Roth suggests asking what you can do to help: "What can I do that would support you?"

Don't make it food-specific. For example, to an overwhelmed "sandwich generation" caregiver looking after children and aging parents, you might offer respite care so she can go shopping or take a walk.

2. "But I made it just for you."

Variations: "Just taste it." "Come on, a little won't hurt you." "What? You don't like it?"

Why it's unhelpful: "Food pushers" who guilt others into eating tend to be insecure about their own weight or eating habits, or they feel threatened by a dieter's self-improvement efforts, says Beth Reardon, Caring.com senior food and nutrition editor and director of integrative nutrition at Duke Integrative Medicine. "The person trying to lose weight shines a light on the food pusher's unhealthy body."

It's true that we cook for others out of love—but when we goad them to eat the results, we're doing it for ourselves.

Better: Offer food without editorializing, either beforehand or when it's refused. If you're the dieter, practice the art of "no." "Instead of making excuses or explaining why you don't want to eat something, just say, 'No thank you,'" Reardon says. "At a party, take it and toss it a few steps later."

3. "Are you sure your diet allows that?"

Variations: "I can't believe you're eating that." "Isn't that fattening?" "Why did you eat that?"

Why it's unhelpful: Questioning every bite your friend or loved one attempts is another form of control—one that dishes up heaping helpings of guilt and shame.

Better: Be a silent good example, not a nag. Keep healthful food choices in the house and minimize junk without pointing it out. In restaurants, order what you'd like without commenting on the dieter's plate. If you're the eater, stand up for your choices. Reardon suggests comebacks such as, "Sure I can have it—my diet is about moderation, not deprivation."

4. "You look great just the way you are."

Variations: "Oh, you don't need to lose weight." "I think you've lost enough." "Just think how great you'll look if you just lose 10 pounds."

Why it's unhelpful: Judging the size of someone's else's body is never our business, Roth says. "You may love them, adore them, or be concerned about their health, but what they put in their mouth is not your business."

Better: Respect boundaries. Whether you feel a loved one or friend is too heavy or too thin, your opinion has no bearing on what she chooses to do about her body—that's the individual's call. Let the person and her doctor decide what's a healthy weight and what to do about it.

5. "Let's go get ice cream."

Variations: "This celebration calls for dessert." "Just this once."

Why it's unhelpful: Tempting the person with foods you know she's trying to steer clear of is the opposite of offering support, Reardon says, even if you mean it as a harmless suggestion and even if it's for a "good excuse."

Better: Make an activity, rather than a food, the focus of a social outing or celebration. Propose a toast. Buy a gift (one that's not related to food). Invite your friend or loved one out for coffee or for a bike ride. Say, "Let's meet at the dog park" or, "Let's go have tea."

6. "I hate to see you depriving yourself."

Variation: "It must be so hard." "You're so brave to do this."

Why it's unhelpful: Reminding a dieter of his daily struggle doesn't tell him anything he doesn't already know.

Better: Skip the empathy altogether. People often fall into these conversations at big events, like weddings or parties, where guests tend to indulge, because they transfer their own guilt or worry to the dieter. Resist the temptation to talk about the food. Stick to discussing the weather or the bride.

7. "You're no fun anymore."

Variation: "Nobody likes to eat with you now." "Your diet is ruining my appetite."

Why it's unhelpful: Criticism of any kind undermines progress. And when commentary on diet becomes a commentary on personality, too, it's just plain rude.

Better: Remember that the comments we make to others about their weight-loss efforts tend to highlight our own insecurities, says Reardon. Ask yourself why you think the person is "no fun." Is it because you feel guilty about your own food choices or lack of willpower? Because food was central to your friendship, and your friend or loved one has moved past that?

8. "You look skinny today!"

Variations: "You look thinner than last week." "That dress is very slimming."

Why it's unhelpful: What seems like praise (and indeed may be meant that way) laser-points an emphasis on appearance that can make the dieter feel self-conscious—and judged.

Better: Instead of placing an unnecessary emphasis on looks, acknowledge weight-loss efforts by focusing on the health benefits, Reardon suggests. For example: "Wow, I bet you feel fabulous!" "You seem so vibrant these days."

9. "You should join a gym."

Variations: "You should walk more." "You'll never lose weight by exercise alone."

Why it's unhelpful: "You should" comments come across like criticism, even when you mean them constructively, and even though it's true that the key to losing weight is to manage exercise as well as diet.

Better: To help the person who's losing weight get more exercise, make a string-free offer that sounds like help, not an attack: "Do you want to join the Y with me?" "I'm walking the dog; do you want to come?"

10. "This book will help you lose weight."

Variations: "Have you tried Weight Watchers?" "I read about this new diet."

Why it's unhelpful: Even concrete weight-loss advice can sound like meddling and judging. "It's tricky," Roth says. "You can't say 'Here, read these books,' because the person perceives it as you trying to control them. And here I'm an author saying this!"

Better: It's usually best not to discuss food and diet even indirectly. "It's never about the food," says Roth. "If you focus on the food, the person will have her antennae out. She'll think, 'What you're really saying is I shouldn't have so many mashed potatoes.'"

Instead, support a loved one's efforts to change her life for the better by helping her manage stress or loneliness, not tempting her, and by doing what you can to improve your own health. "People respond to love and caring, not judging and shame," Roth says.

Fonte:health

O meu corpo e eu: aliados ou inimigos?!

Todos habitamos um corpo que, afinal, somos os únicos a não conhecer em 3 dimensões. Mas será este corpo um aliado que contribui para a nossa noção de ser e poder ou, pelo contrário, um inimigo a dominar?

QUANDO FALAMOS em imagem corporal estamos a referir-nos à percepção individual que cada pessoa tem do seu corpo, bem como à atitude que ela demonstra face à sua aparência. É, portanto, algo mais subjectivo do que objectivo. Na verdade, a imagem que temos do nosso corpo pode não corresponder àquela que os outros têm de nós. Aliás, é frequentemente mais negativa.

Muitos factores estão na base das crescentes preocupações acerca da imagem. O culto da magreza surge, actualmente, com grande impacto, alimentando uma autêntica máquina de marketing, sustentando as mais diversas indústrias e potenciando frequentemente a insatisfação individual. Os anúncios mostram-nos manequins de moda ultra-magras (um ideal, na maioria das vezes, impossível e até pouco saudável), instigam a que se mude a cor do cabelo, o contorno dos lábios, o peito... Mas os meios de comunicação social só reflectem o que se passa na sociedade em geral e vice-versa. Muitas vezes, em conversa, é assumido o mesmo tipo de comportamento. Criticam-se, a brincar (embora muito a sério!), várias partes do corpo, fazendo dos pontos vulneráveis um foco vital perverso.

PODE SER UM lugar comum criticar o corpo mas nem por isso deixa de ser prejudicial fazê-lo. Muitas podem ser as consequências:

> TEMPO PERDIDO: É gasta uma quantidade considerável de tempo e energia em pensamentos negativos e distorcidos acerca do corpo, perdendo-se tempo precioso que podia ser utilizado para investir nas relações e objectivos pessoais.

> SONHOS PERDIDOS: Em vez de se usufruir da vida no presente, fantasia-se sobre um futuro em que o corpo perfeito será o passaporte para a felicidade.

> DIVERTIMENTO PERDIDO: Evita-se o envolvimento numa vasta gama de actividades - acontecimentos sociais, instalações desportivas, praia - que poderiam ser importantes fontes de distracção, satisfação, prazer e equilíbrio.

MAS... terá mesmo de ser assim? Porque é que não podemos ter uma imagem corporal positiva, aceitando imperfeições e valorizando encantos pessoais? Será que a referência que temos de utilizar é a imagem de perfeição irrealista que aparece na televisão e capas de revista?

O CORPO FAZ muitas coisas boas por nós. Ele permite que vivamos, que nos movimentemos todos os dias, que alcancemos objectivos e que expressemos quem somos através dos mais diversos actos físicos. Simultaneamente, proporciona-nos bem-estar quando relaxamos, dançamos ou nos envolvemos em actividades sensuais. São muitas as estratégias a desenvolver para que, cada vez mais, ter e ser um corpo possam trabalhar juntos:

Desenhe o seu corpo.

Quem tem uma imagem muito negativa do seu corpo pode percepcioná-lo de forma distorcida. Para ter uma ideia precisa das suas medidas, desenhe o seu corpo numa faixa de papel em tamanho real ou com giz no chão da sua casa. Depois, peça a alguém que lhe desenhe os contornos do seu corpo numa outra tela. Compare as duas versões!

Não adie mais a sua vida.

Faça uma lista das situações que evita por causa do seu aspecto físico. Depois, classifique essas situações numa escala de 1 a 10 para medir o receio que sente em enfrentá-las. Escolha a situação que menos o intimida, estabeleça um prazo para a cumprir e faça-o! Um truque para vencer a barreira inicial pode ser o estabelecimento de certas salvaguardas. Por exemplo, se o problema é estar na praia de fato de banho ou bikini, decida que, se ainda se sentir desconfortável ao final de 15 minutos, abandona a praia ou veste uma roupa por cima. O mais difícil é chegar à praia e assim a viagem não lhe parecerá tão intimidante!

Actividade Física.

A actividade física tem um papel fundamental a vários níveis. Também aqui é promovida a relação com o corpo. Ao praticar qualquer actividade, estará a aprofundar o seu conhecimento em termos da forma como o seu corpo funciona, explorando sensações como o erguer-se, dobrar-se, esticar-se e inclinar-se, desenvolvendo força e resistência. Pode então descentrar-se da forma: Ao invés de pensar no volume das coxas pode pensar em termos de força. E se quiser experimentar coisas novas aliadas ao exercício mais convencional, vai perceber que o seu corpo é também fonte de divertimento!

Faça uma lista.

Liste todas as formas através das quais se martiriza com a sua aparência (vestir e despir roupa atrás de roupa antes de sair de casa, ou ir à natação porque não gosta de se ver em fato de banho) tentando pensar nos sentimentos e pensamentos que acompanharam cada situação bem como as consequências de tais comportamentos (atrasos, oportunidades perdidas). Paralelamente, tente desenvolver uma lista de comportamentos, pensamentos e sentimentos alternativos, esses sim conducentes a consequências mais adaptadas (experimentar coisas novas).

Veja-se livre dos pensamentos distorcidos.

Depois de, através da lista, ter identificado onde estão as formas de se comportar e pensar que são distorcidas (como “As pessoas notam imediatamente o que está errado na minha aparência”; “Se eu tivesse uma imagem diferente, seria uma pessoa mais feliz”; “A minha imagem é responsável por muitas coisas que me sucederam”). Tente assumir o papel de crítico e interrogar este pensamento. Imagine-se em diálogo consigo e coloque a si próprio algumas questões: “Quais são as vantagens/desvantagens desta forma de pensar a curto e longo prazo?”; “Se fossem outros a viver esta situação eu julgaria da mesma forma?... se a resposta é negativa, o que me torna diferente”; “Que conselhos daria aos outros e o que me impede de os seguir?”; “Um júri de pessoas diferentes concordaria com esta forma de pensar? Que indicadores eles usariam que eu não estou a usar?”; “Este pensamento contribui para eu alcançar os meus objectivos?” Quando alguém lhe diz que está a ficar com barriga, esse comentário fornece-lhe informações acerca dessa pessoa e não acerca de si. De facto, quem gosta do corpo que tem, aceitando-o sem problemas, procede da mesma maneira em relação aos outros. Tenha presente que face a comentários de terceiros a forma de os encarar é da sua responsabilidade. Não tem que interiorizar esse comentário e tomá-lo como verdadeiro. Pode ser sinal de falta de sensibilidade ou outro problema por parte do outro.

Procure aquilo de que gosta no seu corpo.

Em vez das características que se habituou a não gostar no seu físico, crie o hábito de apreciar aquilo de que sempre gostou. Existe sempre um lado positivo em tudo na vida e o seu corpo não é excepção.

Trate bem o seu corpo.

Crie o hábito de se tratar bem e de proporcionar ao seu corpo os “mimos” de que ele precisa. Pode ser uma roupa favorita para “ele” se sentir melhor, uma massagem, uma caminhada na praia ou um banho de sol. A forma como tratamos o nosso corpo reflecte aquilo que pensamos de nós. Trate bem de si!

É FUNDAMENTAL considerar que a imagem corporal é apenas uma das dimensões da auto-estima. O nosso “amor-próprio” não depende exclusivamente da imagem física que construímos de nós mas de muitos outros factores, todos eles a serem valorizados e potenciados no sentido do bem-estar. Sentir-se competente, acreditar que é capaz, pode constituir-se como uma importante fonte de amor-próprio, reflectindo-se mesmo no resultado das acções. Posto isto, pense em tudo o que o seu corpo faz por si e mime-o... A qualquer peso!

Por MARLENE NUNES SILVA, Psicóloga Clínica

Fonte: Rituais

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

IPJ Leiria inaugura gabinete de apoio à sexualidade e nutrição

O Instituto Português da Juventude (IPJ) de Leiria tem um novo espaço de atendimento. Chama-se “Cuida-te” e reúne técnicos aptos a responder às dúvidas dos jovens sobre sexualidade, nutrição e consumos nocivos.
Além do gabinete que entrou hoje em funcionamento – e que preza um ambiente descontraído e informal, para que a vergonha fique do lado de fora da porta –, o projecto inclui a realização de teatros-debate e acções de formação nas escolas. Há ainda uma carrinha, que vai levar informação às escolas, festivais de verão e outros espaços frequentados por jovens.

O espaço de Leiria foi inaugurado pelo secretário de estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias. Porém, a cidade não é a única a receber este gabinete: há mais 19 “Cuida-te” no país, apoiados por cinco carrinhas.

Fonte:Região de Leiria

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Chocoólicos não temem dor para conseguirem o que querem

Estudo publicado no «BMC Neuroscience»

Um estudo publicado no «BMC Neuroscience» mostrou que ratos com ânsia de comer chocolate conseguem tolerar choques eléctricos para se corrigirem ou até satisfazerem a sua necessidade.

Rossella Ventura, em conjunto com uma equipa do Santa Lucia Foundation, em Roma (Itália), estudou a relação existente entre o stresse e a necessidade compulsiva de procurar comida. “Usamos um novo modelo de análise de comportamentos compulsivos para testar se uma experiência stressante relacionada com comida pode ser substituída por uma resposta condicionada, para evitar um certo tipo de alimentos – neste caso, o chocolate".


Para a experiência, a investigadora treinou ratos bem alimentados e outros famintos para procurarem chocolate num compartimento, em vez de os dirigir para uma divisão vazia. O compartimento que albergava o chocolate estava 'minado' com um sistema de choques eléctricos.

Os animais bem alimentados evitaram a doce tentação; no entanto, os outros ainda famintos, antes de se poderem alimentar, no regresso, tiveram de resistir às consequências dolorosas, para poderem continuar à procura de chocolate. Segundo os investigadores, este é um índice de comportamento compulsivo e afirmam que corresponde à necessidade compulsiva, com consequências negativas em seres humanos.

Fonte: Ciencia Hoje

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Manual de diagnóstico será divulgado hoje

PSIQUIATRIA

Depois de anos de pesquisas, debates profissionais e manobras de grupos de interesse, a Associação Psiquiátrica Americana divulga hoje um rascunho do manual usado para diagnosticar problemas mentais em todo o mundo. O documento estará disponível no site www.dsm5.org até o dia 20 de abril para receber críticas e sugestões. Mas a versão final do manual só será publicada em 2013. O livro também é usado como referência para companhias de seguro ? para determinar a cobertura dos planos ?, além de escolas e tribunais. Transtornos como compulsão alimentar e por jogos foram incluídos na nova versão preliminar.NYT

Fonte: Estadão

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Médicos debatem especificação de transtornos alimentares

UOL

O ano era 1988. Eu era estudante do penúltimo ano da escola e estava no exterior, viajando sem destino por todo o Oriente Médio e Europa. Minha mochila estava cheia de shorts e camisetas, roupas de banho e sarongues, meu walkman e fitas da banda Grateful Dead. Ah, sim, claro, também uma balança, enterrada lá no fundo, embaixo da camada de meias. Como eu tinha sido uma adolescente gordinha - passei seis verões em um acampamento para jovens acima do peso -, tinha pavor de engordar.

Infelizmente, nada me dava mais prazer do que comer, algo que eu não deixei de fazer. Para manter uma aparência de controle, eu dividia minha dieta em Dias de Comida e Dias Sem Comida: isto é, dias em que eu consumia grandes quantidades de alimentos e dias em que eu policiava minha ingestão de calorias com precisão militar. A rotina mantinha meu peso sob controle (mais ou menos). Não importava que aquilo fosse maluquice.

Ninguém do centro de saúde da escola sabia o que fazer comigo. Obviamente, eu não era anoréxica; na verdade, eu era levemente cheinha. Não tentava eliminar os alimentos depois de tê-los comido, então a bulimia estava fora de cogitação. Para minha tristeza, os conselheiros disseram que não podiam fazer nada por mim e me mandaram continuar minha vida.

Hoje, provavelmente eu me qualificaria para um diagnóstico de "transtorno alimentar não especificado", geralmente conhecido pelo seu acrônimo do inglês, EDNOS. Na edição atual da publicação Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, o termo abrange praticamente todos os tipos de problemas alimentares que não sejam anorexia ou bulimia.

Apesar do nome menos familiar, o EDNOS é diagnosticado com frequência maior que os dois outros transtornos - em 4% das mulheres americanas todos os anos, segundo a Associação Nacional de Transtornos Alimentares (a associação não possui estatísticas envolvendo homens). Os subconjuntos dos EDNOS incluem transtornos de compulsão alimentar, purgação, síndrome do comer noturno, mastigar e cuspir a comida, e até ser demasiado exigente com a comida.

No entanto, o diagnóstico deixa muitos clínicos perplexos, que o chamam de ambíguo, vago e difícil de lidar. Assim, a Associação Americana de Psiquiatria está fazendo uma revisão geral de sua definição de EDNOS para a próxima edição do manual de diagnóstico, conhecido como DSM-5, previsto para ser publicado em 2013.

"O consenso é de que o termo EDNOS é amplo demais, ou seja, ele pode ser usado mais frequentemente do que o desejável, já que o rótulo não transmite muita informação específica", afirmou Dr. B. Timothy Walsh, professor de psiquiatria de Columbia e presidente do grupo de trabalho de transtornos alimentares para o novo manual.

Walsh afirmou que o painel estava "considerando várias formas de reduzir a frequência com a qual essa ampla categoria é usada". Todavia, pelo menos por enquanto, o EDNOS continua sendo o transtorno alimentar mais comum dos Estados Unidos. Um estudo de setembro de 2009 publicado no The International Journal of Eating Disorders descobriu que o EDNOS era muitas vezes um meio do caminho entre um transtorno alimentar e a recuperação ou, de forma menos comum, da recuperação para um transtorno alimentar total.

Embora viajar com uma balança na mochila não seja um dos critérios, a preocupação com o peso e a comida é, assim como dietas crônicas severas, exagerar com frequência na alimentação, síndrome do comer noturno, transtorno da purgação e possivelmente a compulsão por exercícios. Se tudo isso soa um pouco vago - encontre uma única mulher que não esteja preocupada com seu peso ou corpo -, os psicólogos fazem uma distinção.

"A alimentação tem que estar perturbada de alguma forma, assim como o comportamento relacionado à alimentação", disse Ruth H. Striegel-Moore, professora de psicologia da Universidade Estadual de Montana. "Além disso, o problema tem de levar a algum tipo de impedimento. Por exemplo, algumas mulheres não frequentam festas porque se preocupam com o que vão comer".

"Se você está se restringindo tanto que isso afeta seu trabalho de forma negativa, você provavelmente se enquadra no EDNOS", afirmou.

Mesmo assim, muitos clínicos afirmam que o diagnóstico simplesmente é vago demais.

"Uma das dificuldades do EDNOS é que existe muita diversidade dentro da mesma categoria", explicou Craig Johnson, diretor do programa de transtornos de alimentação da Laureate Psychiatric Clinic and Hospital, na cidade de Tulsa, Oklahoma. "Pelo fato de haver diferentes apresentações com as quais nem todos os clínicos estão familiarizados, há o risco de que as pessoas que possuem transtornos alimentares e poderiam se beneficiar de tratamentos clínicos não saibam que têm um problema".

De fato, uma razão pela qual o painel de especialistas quer mudar as diretrizes é para ajudar os pacientes com problemas de alimentação a reconhecê-los, mesmo se não apresentarem nenhum dos sintomas tradicionais.

Kris Shock, por exemplo, usava laxantes e restringia seu consumo de alimentos por anos, mas nunca vomitava nem tinha compulsão alimentar, e seu peso estava no padrão. Ela só consultou um psiquiatra para o que ela e seu marido chamavam de "problema de alimentação" quando completou 31 anos, quando ficou viciada na pílula de emagrecer ephedra, como contou em recente entrevista.

Agora com 37 anos e diretora de um centro de assistência a crianças em Atlanta, Shock disse que, quando ela finalmente recebeu o diagnóstico de EDNOS, pensou: "Ah, estou doente o suficiente para receber ajuda e passar pela experiência de recuperação".

A maioria dos planos de saúde não cobre EDNOS (Shock refinanciou sua casa para pagar sua permanência de uma semana e meia num centro residencial de tratamento). Mesmo assim, pessoas com EDNOS possuem alto risco de desenvolver vários dos problemas que afligem anoréxicos ou bulímicos, incluindo osteoporose, ataque cardíaco, desequilíbrio hormonal e até a morte.

Com isso em mente, muitos médicos camuflam o diagnóstico apenas para que os pacientes possam receber cobertura do seguro. Uma pessoa que mastiga e cospe pode ser classificada como bulímica, disse Striegel-Moore; uma pessoa quase anoréxica seria classificada como portadora do transtorno da farra alimentar.

Clínicos afirmam que pacientes como esses muitas vezes precisam sentir que possuem um transtorno alimentar "real". "Muitos pacientes sentem esse estigma se sabem que receberam o diagnóstico de EDNOS: 'Obviamente, não sou bom o suficiente para ser anoréxico'", disse Nicole Hawkins, diretora de serviços clínicos do Center for Change, um centro de tratamento contra transtornos alimentares em Orem, Utah. "Tive muitas pacientes que sentiam que precisavam perder mais peso, para que não menstruassem e pudessem mudar o diagnóstico. As pacientes realmente sentem que têm de 'aperfeiçoar' o transtorno alimentar para merecer tratamento".

Era assim que Stacey Taylor se sentia. Com 26 anos e professora do jardim da infância em Alexandria, Louisiana, ela contou que começou a fazer dieta aos 7 anos; aos 16, ela perdeu 31kg, e dali até os 25 anos ela vomitava e abusava de remédios para emagrecer, diuréticos e laxantes. Embora ela vomitasse de 3 a 11 vezes por dia, ela nunca foi classificada como bulímica porque não tinha compulsão alimentar, e seu peso nunca foi baixo o suficiente para ser considerada anoréxica.

"Os médicos olhavam para mim e diziam: 'Você não parece ter um transtorno alimentar - vá para casa e coma algo'", lembra-se, acrescentando que nem ela achava estar "doente o suficiente" para precisar de ajuda.

Alguns médicos afirmam que as exigências de peso deveriam ser eliminadas para todos os transtornos alimentares no novo manual de diagnóstico. Deb Burgard, especialista nesse tipo de transtorno em Los Altos, Califórnia, observa que as pessoas de qualquer peso ou massa corpórea podem fazer farras alimentares, regime ou colocar comida para fora de forma excessiva.

"Trabalhei com muitos pacientes com peso dentro do padrão e até gordinhos que realmente deveriam receber o diagnóstico de anorexia nervosa", disse Burgard, fundadora do Health at Every Size, uma abordagem que foca na saúde, em vez do peso. "Mas há uma confusão baseada no manual de diagnóstico atual envolvendo os critérios para o diagnóstico se o paciente não tem um IMC baixo - mesmo se o peso atual dele for extremamente baixo em relação a ele próprio e apresentar sinais de inanição".

Talvez a parte mais difícil de tratar o EDNOS é que a alimentação "normal" é um conceito bastante vago. A magreza tende a ser ideal, não importa como se atinge esse objetivo.

"O que o EDNOS realmente demonstra", disse Johnson, de Tulsa, "é que não temos diagnóstico empiricamente derivado na psiquiatria. Veja o caso da depressão. Em que momento ela deve ser considerada uma condição que precisa de tratamento? Quando se fala em hábitos alimentares, torna-se extraordinariamente complicado, pois todo mundo tem uma relação diferente com a comida, e geralmente ela é um pouco complicada".

Tradução: Gabriela d'Avila
Fonte: Gazeta

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Passageiros obesos vão pagar taxa extra nos voos da Air France-KLM

As pessoas obesas vão pagar quase o dobro do preço para viajar com a Air France-KLM, se não conseguirem sentar-se num único assento, se o voo estiver lotado, anunciou a companhia aérea esta terça-feira.
"Estas pessoas pagarão 75% do preço de um segundo assento, além do preço normal para o primeiro assento ocupado", informou à AFP Monique Matze, porta-voz da companhia, alegando que a decisão foi tomada por motivos de segurança.

Contudo, os passageiros obesos serão reembolsados se o voo não estiver lotado, destacou Matze.

"Precisamos de garantir que o encosto do assento possa ser inclinado livremente para a frente e para trás, e que todos os passageiros estejam com os cintos de segurança devidamente apertados", explicou.

As pessoas que não cabem num único assento costumam inserir a extremidade do cinto de um dos assentos na fivela do cinto do assento ao lado.

Pagando dois assentos, a pessoa obesa está a assegurar dois assentos lado a lado.

A medida vai entrar em vigor em todos os voos da companhia a partir do dia 1 de Abril.

Os assentos de aviões têm uma largura de 43 ou 44 centímetros.

@SAPO/AFP

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

É proibido proibir

Na hora de adotar a dieta que vai fazer você entrar em forma de uma vez por todas em 2010, tire do cardápio as proibições radicais.

“Abolir um alimento é a pior armadilha para quem quer emagrecer”, fala a psicóloga Laura Cavalcanti, do Rio de Janeiro, idealizadora do grupo de apoio Emagrecer Dói? “Quando a pressão é demais, na hora em que você relaxa um pouquinho, acaba comendo o que pode e o que não pode e colocando tudo a perder.”

A regra vale até para refrigerante e chocolate, por exemplo, que todo mundo sabe que não deve abusar, mas que muita gente não vive sem.

Melhor do que cortá-los é controlar as quantidades e trocar com inteligência: em vez da bebida normal, fique com a versão light; no lugar do chocolate ao leite, prefira o meio amargo... e por aí vai.

Boa Forma

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Raparigas magras de mais podem vir a ter osteoporose

As adolescentes que se submetem a dietas rígidas correm o risco de sofrer, a longo prazo, graves problemas nos ossos, como osteoporose, indica um estudo realizado pela Universidade de Bristol, Reino Unido.
A pesquisa, realizada no âmbito do Children of the 90s Project, destaca o importante papel que a gordura desempenha no desenvolvimento dos ossos e, de forma particular, nos das adolescentes.

Os especialistas concentraram-se em mais de 4 mil adolescentes de 15 anos nos quais usaram técnicas de scanner, e calcularam a forma e a densidade dos ossos desses jovens, bem como a quantidade de gordura corporal que tinham. Foram constatados ossos maiores e mais grossos nos jovens que mostraram um maior nível de gordura.

Apesar de já se saber que a quantidade de músculos do corpo tem relação com o crescimento ósseo, a pesquisa ressaltou o papel que a gordura desempenha no desenvolvimento dos ossos.

Por exemplo, nas meninas, um aumento de cinco quilos na gordura corporal foi associado a um aumento de 8% na circunferência da tíbia.

Até ao momento, as pesquisas tinham-se concentrado na quantidade de músculo como um dos grandes formadores de massa óssea ao longo da vida.

O desenvolvimento de ossos fortes na juventude é particularmente importante para as mulheres, já que elas contam com uma probabilidade três vezes maior de sofrer osteoporose e sofrem até três vezes mais fractura de quadril do que os homens.

Jon Tobias, que comandou a pesquisa, adverte que a redução excessiva de gordura corporal poderá ter efeitos adversos nos ossos em desenvolvimento e causar problemas de saúde a longo prazo.

Fonte: Sapo Saude

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Hoje é dia de começar a fazer regime; confira algumas sugestões eficazes

Dizer que é preciso mudar hábitos alimentares para perder peso de maneira eficaz nem é novidade, certo? Mas a gente aposta que você, quando cisma que precisa emagrecer, corta um zilhão de itens do cardápio e acaba esquecendo de um detalhezinho fundamental: mexer também no seu comportamento.

Trocar o elevador pela escada, descer alguns pontos de ônibus antes do seu destino final, optar sempre por atividades que exijam algum exercício físico... Atitudes simples causam um tremendo impacto na hora de se livrar de uma barriguinha mais proeminente. E nem adianta torcer o nariz, porque o fato é comprovado.

Testado e aprovado

Um estudo feito pela área de Medicina Comportamental do Departamento de Psicologia da Unifesp (Universidade Federal do Estado de São Paulo) acompanhou 40 voluntárias com obesidade, pesando em média 84 Kg, que decidiram emagrecer sem usar qualquer medicamento, valendo-se apenas de metas que elas realmente conseguiriam cumprir (ou seja, sem regimes malucos ou exageros na academia).

Acompanhadas por nutricionistas e psicólogas, as mulheres foram incentivadas – em primeiríssimo lugar - a investir principalmente na autoestima. Acredita que a maioria delas sofria de compulsão alimentar justamente por não se gostar - ou era ansiosa demais e acabava descontando tudo no prato de comida? E elas nunca prestaram atenção nisso, claro. Não conseguiam perder peso e nem sabiam o porquê.

Encaminhadas para o devido tratamento, as voluntárias seguiram para uma próxima etapa: a procura por hábitos saudáveis e compatíveis com a realidade de cada uma. Foi basicamente aqui que entrou a história de trocar o elevador pela escada e tudo o mais. Elas deram um basta aos regimes doidos que recebiam por correntes de e-mail e decidiram dar um voto para a própria saúde. Uma delícia!

Obviamente, o cardápio das voluntárias sofreu alterações, sim. Mas nada radical, vale lembrar. Bem ao contrário, a ideia do projeto era sugerir que as pacientes procurarassem alternativas mais saudáveis para a rotina que elas já seguiam. Sem grandes esforços. Felizes.

Ao final do projeto, que durou dez meses, veio o surpreendente resultado: em média, cada mulher perdeu 4 Kg. E com autoestima reestabelecida, ganharam forças para tentar entrar, cada vez mais, em boa forma...

Porque não há nada mais desanimador – ao menos para alguém que quer perder peso - do que se esforçar, se esforçar, se esforçar e não conseguir diminuir um centímetro do manequim, sequer. Certo?

Quem sabe este não é o toque que faltava para você conquistar, de uma vez por todas, o corpo que sempre sonhou, hein? E mais: quem sabe não é disso que você precisava para lutar no time da sua própria saúde?

Inspire-se!

Fonte: Olhar Direto

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Tratamento nutricional dos transtornos alimentares

Pacientes com transtornos alimentares possuem inadequações profundas no consumo, padrão e comportamento alimentar, além de diversas crenças equivocadas sobre alimentação, o que geralmente acarreta piora do estado nutricional.

O tratamento nutricional visa a reverter tais alterações e promover hábitos alimentares saudáveis e melhor relação para com o alimento.

Os objetivos e características do tratamento diferem para a anorexia nervosa e a bulimia nervosa, contudo, usualmente, a abordagem é dividida em duas fases: a educacional, cujas principais metas são a regularização do hábito alimentar e o aumento do conhecimento nutricional, e a experimental, que visa a propiciar maior reabilitação nutricional e mudanças mais profundas no comportamento alimentar.

As evidências existentes sugerem que o tratamento nutricional promove a melhora de tais parâmetros, porém, alguns comportamentos alimentares, como a sensação de incompetência ao lidar com os alimentos, permanecem.

Desta forma, mais estudos são necessários para que se possa de fato avaliar a eficácia da abordagem nutricional.

AUTORES: LATTERZA, Andréa Romero et al.

Clique aqui para fazer o download do PDF

Fonte: GranNutrille
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Alimente-se melhor com a dieta mental

A partir das teorias apresentadas por três livros*, a revista Vida Simples elaborou a dieta mental, seis dicas interessantes de comportamento para serem adotadas por quem quer se alimentar melhor. Confira:

- PODER É NÃO QUERER. Diga “Obrigado, eu não quero”. Quando você recusa um pedaço de bolo com um sofrido “Eu não posso”, seu interlocutor se sente incitado a persuadi-lo do contrário.

- PRAZERES LIGHT. Não concentre na comida todas as suas expectativas de prazer. Ler, caminhar e namorar são outras delícias da vida que só queimam calorias.

- ATITUDE TERAPÊUTICA. Remédios para emagrecer são reservados para casos específicos, como os de compulsão alimentar, e podem ser importantes para o sucesso da dieta, quando prescritos pelo médico. Aproveite a dieta para exercitar sua força de vontade, persistência e disciplina.

- À LUZ DE VELAS. Faça da refeição um ritual. Sente-se à mesa, use a toalha que guarda para as visitas, aproveite cada mordida. Comer no piloto automático aumenta os riscos de comer muito. Mesmo no escritório você pode fazer do lanche seu momento especial.

- ESTRESSE À PARTE. Alivie a tensão antes de comer. Respire profundamente três vezes ao se sentar à mesa. Você não deve comer por outro motivo que não seja a fome, o cuidado com a saúde e o prazer. Não deixe a ansiedade e a tristeza escolherem por você.

- REEDUCAÇÃO DO LAZER. Mude sua rotina junto com a mudança do cardápio. Em vez de chegar do trabalho e se largar no sofá (e pedir pizza de novo!), faça uma caminhada pelo bairro, brinque com o cachorro. Novas atitudes no cotidiano dão a impressão de que o que mudou não foi só a alimentação, mas a vida.

Para saber mais

*Livros: • A Dieta do Bom Humor, de Sonia Tucunduva Philippi, Panda Books • A Dieta dos Pontos, de Alfredo Halpern, Editora Abril • A Dieta sem Dieta, de Ben Fletcher, Karen Pine e Danny Penman, Best-Seller

Fonte: CLIC RBS

domingo, 25 de outubro de 2009

Casos de anorexia entre idosas quase triplicam na Europa

Estudo espanhol diz que índice de mulheres anoréxicas com mais de 60 passou de 1,8% a 5% na última década.

Um estudo médico espanhol constatou que, no período de uma década, os casos de anorexia quase triplicaram entre a população europeia com mais de 65 anos, avança a BBC Brasil, citada pelo RCM Pharma.

O estudo, apresentado no 9º Congresso Nacional de Organizações de Idosos da Espanha, revela que o índice de mulheres europeias com mais de 60 anos com anorexia passou de 1,8% para 5% nos últimos 10 anos.

O aumento é similar ao da população adolescente: os casos detectados de jovens entre 13 e 18 anos com anorexia e bulimia subiram de 2,4% para 7% na década.

Fonte:Tribuna Médica Press

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Obesidade infantil assusta os médicos

Estudos recentes revelam que um terço das crianças e adolescentes tem excesso de peso.

O nível de excesso de peso entre crianças e adolescentes é "absolutamente assustador". Esta foi a reacção dos nutricionistas portugueses aos resultados de estudos que são divulgados hoje, Dia Mundial da Alimentação.

Alexandra Bento, presidente da Direcção da Associação Portuguesa de Nutricionistas, não ficou muito admirada ao saber que um terço das crianças portuguesas com idades entre os 6 e os 10 anos apresentam excesso de peso, de acordo com um estudo recente, que é divulgado hoje, Dia Mundial da Alimentação. "O resultado está de acordo com outros estudos feitos anteriormente", explicou.

Hoje, em Lisboa, num seminário dedicado ao dia, os ministérios da Educação e da Saúde vão divulgar estudos sobre a obesidade entre crianças e adolescentes.

Um dos trabalhos, elaborado para a Plataforma Contra a Obesidade, da Direcção-Geral de Saúde, analisou 3487 crianças do 1.º Ciclo do Ensino Básico de 185 escolas, com idades entre os 6 e os 10 anos, constituindo uma amostra representativa nacional.

Os resultados revelaram uma prevalência de 32% das crianças com excesso de peso, sendo que 18,1% estavam em pré-obesidade e 13,9% já são obesas.

"São números assustadores. Mostram que um terço das nossas crianças sofre de excesso de peso e que perto de 14% sofrem mesmo de uma doença crónica, que é a obesidade", comentou Alexandra Bento.

A mesma conclusão pode ser tirada de um outro estudo - que também será divulgado hoje -, elaborado pela Sociedade para o Estudo da Obesidade, e que diz respeito a crianças dos 3 aos 5 anos e adolescentes. Fica-se a saber que, das 2251 crianças analisadas, 29% são pré-obesas e obesas, e 28,2% dos 2521 adolescentes analisados também o são.

Para os nutricionistas, não restam dúvidas que a obesidade infantil apresenta-se como um dos mais sérios problemas de saúde pública, quer no espaço europeu quer no mundo. A taxa de crescimento desta doença tem-se mantido constante, acrescentando 400 mil crianças por ano, aos já existentes 45 milhões de crianças com excesso de peso.

Escola responsável?

Alexandra Bento salientou que, de uma forma generalizada, as escolas estão a seguir o "Referencial para uma oferta alimentar saudável" - um guia de orientação para os estabelecimentos de ensino adoptarem uma boa alimentação nas cantinas e bufetes. "É fundamental que exista uma verdadeira cultura da saúde nas escolas, em que os alunos, professores e funcionários tenham conhecimentos sobre o assunto e também atitudes. Mas os pais também têm que ser envolvidos. O que interessa é criar uma moda positiva à volta da alimentação saudável", salientou.

A nutricionista falou sobre a importância de a educação alimentar começar no seio da família, onde é feita a maior parte das refeições. E a crise, no seu entender, não dificulta essa preocupação. "No nosso site - www.apm.org.pt - temos sugestões de menus que demonstram ser possível a uma pessoa ter uma boa alimentação diária por pouco mais do que três euros", revelou.

Por seu turno, Albino Almeida, presidente da Confederação das Associações de Pais, confirmou que as escolas estão a adoptar uma alimentação saudável. No entanto, chamou a atenção para uma preocupação dos pais: "Há reclamações sobre a qualidade e até a higiene das refeições que algumas empresas servem nas escolas".

Jornal de Noticias - Fernando Bastos

Fonte:
sapo noticias

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Dieta do futuro deverá ter em conta perfil genético individual

A dieta do futuro deverá ter em conta as pequenas, mas abundantes, diferenças genéticas existentes no genoma humano, mas há ainda um longo caminho a percorrer até se generalizarem as dietas personalizadas, defende um nutricionista.

Fábio Pereira, um dos participantes no VIII Congresso da Sociedade Portuguesa de Ciências da Nutrição e Alimentação, que hoje se inicia no Porto, disse à Lusa que uma dieta eficaz terá de aliar as diferenças genéticas à exposição ambiental de cada indivíduo.

O investigador, que está a concluir o doutoramento no Instituto de Investigações Biomédicas da Universidade Autónoma de Madrid, referiu casos em que a mesma dieta pode ter respostas diferentes, como acontece com os regimes baixos em sódio, que reduzem a tensão arterial nuns pacientes e não noutros.

Por outro lado, "dois gémeos com a mesma constituição genética, se forem separados, serão diferentes ao fim de 30 anos".

São questões exploradas pela genómica nutricional, nas suas duas vertentes, a nutrigenética e a nutrigenómica.

"Enquanto a nutrigenética estuda a resposta da constituição genética de cada indivíduo aos diferentes estímulos do ambiente, como a dieta, a nutrigenómica debruça-se sobre os efeitos da dieta na constituição genética de um organismo, ou seja como o ambiente modela a expressão dos genes", explicou.

Exemplificou que 20 a 30 por cento da população tem uma pequena alteração genética na enzima que metaboliza o ácido fólico, ou vitamina B9, de importância reconhecida para as grávidas, segundo demonstrou um estudo realizado nos anos 80 nos Estados Unidos.

Como essas pessoas não metabolizam o ácido fólico da dieta da mesma maneira e dada a frequência dessa alteração genética na população, foi recomendado em vários países, e decidido por lei nos Estados Unidos, fortificar os cereais em ácido fólico.

"Estas pequenas diferenças genéticas entre os indivíduos, a que chamamos polimorfismos, são as formas mais simples de variações genéticas encontradas no nosso genoma", explicou Fábio Pereira, distinguindo-as das mutações genéticas, normalmente patogénicas, que podem levar a doenças graves.

"Um polimorfismo tem um impacto menor ou mais difícil de ver na nossa saúde", afirmou. "Seria por isso muito interessante ver o impacto de um conjunto grande de variações genéticas e o seu significado para a saúde humanas, especialmente a nível preventivo".

Principalmente para algumas vitaminas e alguns minerais, há peritos mundiais que consideram necessário reajustar as recomendações a nível das medidas populacionais de alimentação.

Questionado sobre o custo que implicaria a generalização de dietas personalizadas, Fábio Pereira lembra que as inovações tecnológicas reduziram substancialmente os custos das análises genéticas.

Nos Estados Unidos e mesmo na Europa existem já empresas que propõem dietas personalizadas baseadas em perfis genéticos individuais, mas falta ainda legislação nesta área emergente.

Na perspectiva desde investigador, licenciado em Ciências da Nutrição pela Universidade do Porto, embora existam provas científicas mais ou menos convincentes de alguns polimorfismos, "é ainda muito precoce fazer qualquer tipo de recomendação ou intervenção".

"Estamos ainda no início de um longo caminho", concluiu.

lusa

Fonte:
Sic Sapo