sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Study: Addiction to diet pills common in people with eating disorders

FMI Pharmacy dailyLead

Many people with eating disorders in the U.S. abuse diet pills, laxatives and other over-the-counter medications, according to the Remuda Ranch Programs for Eating and Anxiety Disorders. People who abuse diet pills can suffer from serious health problems, including high blood pressure, abnormal heart rhythms and kidney damage, a spokesman for the group said. Drug Store News (08/20)

Fonte:Smart Brief

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Fome Emocional

Um dos principais objectivos da ComMedida é ver cada um responsável pelo seu comportamento. É lógico que com apoio fica muito mais fácil atingir este desiderato.

A situação emocional de cada um é a chave para avançarmos um passo na direcção certa.

Não existe nenhuma reunião, comemoração, intervalo, aniversário, casamento, ou outro qualquer evento social que não seja acompanhado de algo para "petiscar". Comer é um acto socialmente gregário, praticado há milhares de anos pelo Homem na sua evolução como ser social e de "meio", e que o leva a enfrentar alguma atitude de receio pela sua falta ou escassez.

As descobertas tecnológicas do principio do século passado permitiram a criação de novas possibilidades de armazenamento dos alimentos, como o frigorífico, as arcas, as câmaras de refrigeração, as despensas domésticas, no que toca ao volume e à sua perenidade. Esta proximidade com a comida colocou o Homem perante novos desafios sobre a gestão do consumo e o valor da sua conquista trazendo novos desafios sobre o equilíbrio da "prática alimentar". Como lidar, então, com o equilíbrio do consumo, sem consumismo?

A ComMedida nasce da união de um grupo de técnicos que lida com os distúrbios alimentares há anos. O Grupos de Suporte a perturbações do comportamento alimentar, tem como fim a reeducação do comportamento alimentar. Para isso, cada individuo que recorre à ajuda da Com Medida tem: (i) o apoio de um coach (alguém que está atento às nossas necessidades; (ii) definição dos seus objectivos e motivações (a curto e longo prazo); (iii) seguimento por uma nutricionista e acompanhamento por um professor de Educação Física.

Sabemos, contudo, que cabe a cada um perceber que é hora de mudar e predispor-se a fazê-lo.

A comida deve ser vista como ela é: o alimento que nos mantém vivos, saudáveis e com energia, ao invés de um refúgio pelas nossas frustrações, um alento para as nossas tristezas, um apaziguador da nossa raiva. E, sobretudo, jamais deve ser encarada ao estilo de um "guilty pleasure", mais ou menos como o único prazer que se pode aspirar a ter, mas não muito aceitável na comunidade.

Os disparates (chamar-lhes-ia excessos) gastronómicos estão intimamente ligados aos nossos desequilíbrios emocionais. Os assaltos à despensa, armários e frigoríficos são fruto destes desequilíbrios. Em algumas situações, o ideal é fazer um diário alimentar, objectivo e bem documentado.

Um exemplo:

Nome ...dia... dia da semana...
Refeição - hora - local - descrição da refeição - Modo de preparação - Quantidade/Dose - Estado emocional.

Em termos de orientação sugerimos a leitura do interessante livro "Repensar o Peso – Princípios e Métodos Testados para Controlar o seu Peso de Pedro Teixeira e Marlene Silva. Um livro que deveria ser o manual de como perder peso de todos os Portugueses.

A.A.Almeida

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Transtornos Alimentares na adolescência: Bulimia Nervosa

Como a Anorexia Nervosa, a Bulimia é uma doença que afeta principalmente as mulheres, especialmente as adolescentes. Até alguns atrás, seu pico de incidência ocorria entre os 16 e 19 anos, porém ultimamente seu início tem sido cada vez mais precocemente, ocorrendo em meninas de até 13 anos de idade.


Como a Anorexia Nervosa, a Bulimia é uma doença que afeta principalmente as mulheres, especialmente as adolescentes. Até alguns atrás, seu pico de incidência ocorria entre os 16 e 19 anos, porém ultimamente seu início tem sido cada vez mais precocemente, ocorrendo em meninas de até 13 anos de idade.

A Bulimia Nervosa se caracteriza pela conduta de comer grandes quantidades de comida em um breve período de tempo, seguida de comportamentos purgativos como vômitos, uso de laxantes, diuréticos, acompanhados de um grande sentimento de culpa e vergonha. Justamente por isso, pacientes com esse tipo de transtorno escondem seus hábitos por anos a fio. Como conseguem manter seu peso e manter em segredo suas práticas compensatórias, os amigos e familiares, na maioria das vezes, sequer desconfiam do drama que elas vivem.

O termo bulimia deriva do grego bous (boi) e limos (fome) e dá uma noção exata do tamanho do apetite dessa pessoa. Quem nunca ouviu alguém dizer que está com tanta fome que comeria um boi? A diferença é que usamos essa expressão metafóricamente e quem sofre de bulimia realmente é capaz de comer quantidades absurdas, rapidamente e de forma indiscriminada, misturando doces, salgados, congelados, refrigerantes e o que encontrar pela frente, até não poder mais.

O medo de engordar, depois desse consumo exagerado de calorias, leva a um sofrimento atroz. Sofrimento, este, também decorrente do fracasso experimentado dia após dia por ter sucumbido à tentação. Pois, diferentemente da anoréxica, que consegue manter sua promessa de “nunca comer”, a bulímica não resiste. Aliás, esse é o pesadelo da anoréxica, começar a comer e não conseguir parar mais – daí não poder comer nada. Daí, também, o ar de vitória e orgulho exibido pela anoréxica e o temor da bulímica de ser descoberta nos seus ataques de comilança.

Em ambos os casos, no entanto, podemos pensar no sentido que o comer tomou em nossos dias. Para ambas, o prazer da comida está proibido. A anoréxica resiste e, na fala de uma delas, “sente-se purificada” quando se controla. A bulímica não resiste, cai em tentação, e em seguida usa métodos purgativos “para se limpar”. Em ambos os casos o prazer ou está impedido ou precisa ser purgado.

Deixando por um momento de lado as explicações psicanalíticas e passando para o plano cultural, o que pensar de uma sociedade que libera o sexo e reprime a alimentação? Não causa estranhamento que pessoas falem publicamente sobre sua vida sexual e comam escondido? Ou que, à mesa, como ouvi outro dia em um jantar bastante cerimonioso, os presentes contassem piadas que fariam nossas avós cairem das cadeiras e se desculpassem por comer uma fatia a mais de pudim? A repressão, me parece, deixou a cama e se instalou na mesa de jantar.

Por Cybelle Weinberg

sábado, 15 de agosto de 2009

Estudo emocional - III

Sabia que...
A Psicologia Positiva investiga os processos subjacentes às qualidades e emoções positivas.

O seu principal objectivo passa pela descoberta de novos dados sobre a mente humana, não só para ajudar a resolver problemas de saúde mental, mas também para permitir alcançar melhor qualidade de vida e bem-estar.

Dica
A música pode moldar a mente, influenciar o nosso estado de espírito e aliviar o stress. Em momentos de maior ansiedade entregue-se aos seus ritmos preferidos e relaxe.

Ligação corpo-mente
Como as emoções podem interferir no equilíbrio do seu organismo*

Asma
Sentimentos de frustração e conflito são os que mais propiciam um ataque de asma.

Coração
Perturbações emocionais intensas são apontadas como um dos factores responsáveis por um súbito ataque cardíaco.

Artrite
Sentimentos de raiva, descontentamento e autocrítica favorecem esta doença. As mulheres são as mais vulneráveis, sofrendo quatro vezes mais do que os homens.

Dores de costas
A tensão nos músculos das costas, que conduz a dores nesta zona, é uma resposta ao stress emocional.

Úlceras
Sentimentos como ressentimento, culpa e frustração estão associados ao aumento de ácido no estômago, contribuindo para o aparecimento de úlceras.

Insónias
Perturbações emocionais causam insónias, impedindo que a pessoa durma as horas necessárias e o seu corpo descanse.

Texto: Raquel Pires com Edgar Pereira (psicólogo)

* Fonte In Mind/Body Health:The Effects of Attitudes, Emotions, and Relationships Hafen, B.Q., Karren, K.J., Frandsen, K.J. & Smith, N.J.

Fonte:Sapo

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Escudo emocional - II

«Por isso, torna-se mais fácil manter um melhor equilíbrio do sistema imunitário, ou seja, um melhor equilíbrio ao nível da saúde.

O objectivo é ajudar a pessoa a conquistar melhores competências de confronto com as diversas situações difíceis de vida», refere ainda.

Este é processo pode ser mais ou menos longo, em função da história e das experiências de cada pessoa, do grau do seu problema (grau dos sintomas) e da atempada terapêutica (psicofarmacológica ou psicoterapêutica) que foi feita.

A força do optimismo

Saber encarar a doença com garra, determinação e humor parece ser a chave para que esse caminho difícil se torne menos tortuoso e mais simples de percorrer. Olhar em frente e acreditar parecem ser regras fundamentais para que nos sintamos melhores e mais capazes de enfrentar os maus momentos.

Segundo Larry Dossey, médico e autor do livro «O extraordinário poder curativo das coisas simples», alguns estudos revelam que as pessoas optimistas adoecem menos e vivem mais tempo do que as que encaram a vida com uma atitude negativa.

O seu sistema imunológico parece, também, ser mais forte e o cardiovascular mais estável. Um dos resultados mais consistentes das pesquisas científicas é o de que pessoas com altos níveis de optimismo e esperança tendem a sair fortalecidas e a encontrar benefícios em situações traumáticas e stressantes.

Cancro da mama

Nos anos 90, uma pesquisa feita a mulheres que haviam sido operadas ao cancro da mama revelou que a sua atitude podia contribuir para aumentar as hipóteses de sobrevivência.

Em 1999, outro estudo concluiu que as mulheres que se sentiam mais tristes e desesperadas, depois do diagnóstico, tinham maior probabilidade de não superar a doença.

Para além do choque inicial, à medida que estas mulheres começam uma série de tratamentos deparam-se com outros desafios, nomeadamente ao nível das relações pessoais, sentindo-se quase sempre cansadas e preocupadas. Outras vezes, enfrentam a discriminação no emprego.

Uma vivência emocional negativa que pode prejudicar a sua recuperação. Segundo Cary Cooper, professor da cadeira Organisational Psychology and Health, na Universidade de Lancaster, o pensamento positivo e optimista pode, nestes casos, ser uma grande ajuda, assim como a possibilidade de se poder expressar sentimentos e falar com amigos e familiares:

«Estes comportamentos reduzirão o tamanho do tumor? Não sei dar uma resposta, mas sei que estas estratégias podem conduzir a um maior sucesso dos tratamentos a que estes pacientes estão sujeitos.»



Fonte:Sapo