As pessoas obesas vão pagar quase o dobro do preço para viajar com a Air France-KLM, se não conseguirem sentar-se num único assento, se o voo estiver lotado, anunciou a companhia aérea esta terça-feira.
"Estas pessoas pagarão 75% do preço de um segundo assento, além do preço normal para o primeiro assento ocupado", informou à AFP Monique Matze, porta-voz da companhia, alegando que a decisão foi tomada por motivos de segurança.
Contudo, os passageiros obesos serão reembolsados se o voo não estiver lotado, destacou Matze.
"Precisamos de garantir que o encosto do assento possa ser inclinado livremente para a frente e para trás, e que todos os passageiros estejam com os cintos de segurança devidamente apertados", explicou.
As pessoas que não cabem num único assento costumam inserir a extremidade do cinto de um dos assentos na fivela do cinto do assento ao lado.
Pagando dois assentos, a pessoa obesa está a assegurar dois assentos lado a lado.
A medida vai entrar em vigor em todos os voos da companhia a partir do dia 1 de Abril.
Os assentos de aviões têm uma largura de 43 ou 44 centímetros.
@SAPO/AFP
quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010
segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010
sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010
É proibido proibir
Na hora de adotar a dieta que vai fazer você entrar em forma de uma vez por todas em 2010, tire do cardápio as proibições radicais.
“Abolir um alimento é a pior armadilha para quem quer emagrecer”, fala a psicóloga Laura Cavalcanti, do Rio de Janeiro, idealizadora do grupo de apoio Emagrecer Dói? “Quando a pressão é demais, na hora em que você relaxa um pouquinho, acaba comendo o que pode e o que não pode e colocando tudo a perder.”
A regra vale até para refrigerante e chocolate, por exemplo, que todo mundo sabe que não deve abusar, mas que muita gente não vive sem.
Melhor do que cortá-los é controlar as quantidades e trocar com inteligência: em vez da bebida normal, fique com a versão light; no lugar do chocolate ao leite, prefira o meio amargo... e por aí vai.
Boa Forma
“Abolir um alimento é a pior armadilha para quem quer emagrecer”, fala a psicóloga Laura Cavalcanti, do Rio de Janeiro, idealizadora do grupo de apoio Emagrecer Dói? “Quando a pressão é demais, na hora em que você relaxa um pouquinho, acaba comendo o que pode e o que não pode e colocando tudo a perder.”
A regra vale até para refrigerante e chocolate, por exemplo, que todo mundo sabe que não deve abusar, mas que muita gente não vive sem.
Melhor do que cortá-los é controlar as quantidades e trocar com inteligência: em vez da bebida normal, fique com a versão light; no lugar do chocolate ao leite, prefira o meio amargo... e por aí vai.
Boa Forma
quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010
Raparigas magras de mais podem vir a ter osteoporose
As adolescentes que se submetem a dietas rígidas correm o risco de sofrer, a longo prazo, graves problemas nos ossos, como osteoporose, indica um estudo realizado pela Universidade de Bristol, Reino Unido.
A pesquisa, realizada no âmbito do Children of the 90s Project, destaca o importante papel que a gordura desempenha no desenvolvimento dos ossos e, de forma particular, nos das adolescentes.
Os especialistas concentraram-se em mais de 4 mil adolescentes de 15 anos nos quais usaram técnicas de scanner, e calcularam a forma e a densidade dos ossos desses jovens, bem como a quantidade de gordura corporal que tinham. Foram constatados ossos maiores e mais grossos nos jovens que mostraram um maior nível de gordura.
Apesar de já se saber que a quantidade de músculos do corpo tem relação com o crescimento ósseo, a pesquisa ressaltou o papel que a gordura desempenha no desenvolvimento dos ossos.
Por exemplo, nas meninas, um aumento de cinco quilos na gordura corporal foi associado a um aumento de 8% na circunferência da tíbia.
Até ao momento, as pesquisas tinham-se concentrado na quantidade de músculo como um dos grandes formadores de massa óssea ao longo da vida.
O desenvolvimento de ossos fortes na juventude é particularmente importante para as mulheres, já que elas contam com uma probabilidade três vezes maior de sofrer osteoporose e sofrem até três vezes mais fractura de quadril do que os homens.
Jon Tobias, que comandou a pesquisa, adverte que a redução excessiva de gordura corporal poderá ter efeitos adversos nos ossos em desenvolvimento e causar problemas de saúde a longo prazo.
Fonte: Sapo Saude
A pesquisa, realizada no âmbito do Children of the 90s Project, destaca o importante papel que a gordura desempenha no desenvolvimento dos ossos e, de forma particular, nos das adolescentes.
Os especialistas concentraram-se em mais de 4 mil adolescentes de 15 anos nos quais usaram técnicas de scanner, e calcularam a forma e a densidade dos ossos desses jovens, bem como a quantidade de gordura corporal que tinham. Foram constatados ossos maiores e mais grossos nos jovens que mostraram um maior nível de gordura.
Apesar de já se saber que a quantidade de músculos do corpo tem relação com o crescimento ósseo, a pesquisa ressaltou o papel que a gordura desempenha no desenvolvimento dos ossos.
Por exemplo, nas meninas, um aumento de cinco quilos na gordura corporal foi associado a um aumento de 8% na circunferência da tíbia.
Até ao momento, as pesquisas tinham-se concentrado na quantidade de músculo como um dos grandes formadores de massa óssea ao longo da vida.
O desenvolvimento de ossos fortes na juventude é particularmente importante para as mulheres, já que elas contam com uma probabilidade três vezes maior de sofrer osteoporose e sofrem até três vezes mais fractura de quadril do que os homens.
Jon Tobias, que comandou a pesquisa, adverte que a redução excessiva de gordura corporal poderá ter efeitos adversos nos ossos em desenvolvimento e causar problemas de saúde a longo prazo.
Fonte: Sapo Saude
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Raparigas magras de mais podem vir a ter osteoporose
As adolescentes que se submetem a dietas rígidas correm o risco de sofrer, a longo prazo, graves problemas nos ossos, como osteoporose, indica um estudo realizado pela Universidade de Bristol, Reino Unido.
A pesquisa, realizada no âmbito do Children of the 90s Project, destaca o importante papel que a gordura desempenha no desenvolvimento dos ossos e, de forma particular, nos das adolescentes.
Os especialistas concentraram-se em mais de 4 mil adolescentes de 15 anos nos quais usaram técnicas de scanner, e calcularam a forma e a densidade dos ossos desses jovens, bem como a quantidade de gordura corporal que tinham. Foram constatados ossos maiores e mais grossos nos jovens que mostraram um maior nível de gordura.
Apesar de já se saber que a quantidade de músculos do corpo tem relação com o crescimento ósseo, a pesquisa ressaltou o papel que a gordura desempenha no desenvolvimento dos ossos.
Por exemplo, nas meninas, um aumento de cinco quilos na gordura corporal foi associado a um aumento de 8% na circunferência da tíbia.
Até ao momento, as pesquisas tinham-se concentrado na quantidade de músculo como um dos grandes formadores de massa óssea ao longo da vida.
O desenvolvimento de ossos fortes na juventude é particularmente importante para as mulheres, já que elas contam com uma probabilidade três vezes maior de sofrer osteoporose e sofrem até três vezes mais fractura de quadril do que os homens.
Jon Tobias, que comandou a pesquisa, adverte que a redução excessiva de gordura corporal poderá ter efeitos adversos nos ossos em desenvolvimento e causar problemas de saúde a longo prazo.
As adolescentes que se submetem a dietas rígidas correm o risco de sofrer, a longo prazo, graves problemas nos ossos, como osteoporose, indica um estudo realizado pela Universidade de Bristol, Reino Unido.
A pesquisa, realizada no âmbito do Children of the 90s Project, destaca o importante papel que a gordura desempenha no desenvolvimento dos ossos e, de forma particular, nos das adolescentes.
Os especialistas concentraram-se em mais de 4 mil adolescentes de 15 anos nos quais usaram técnicas de scanner, e calcularam a forma e a densidade dos ossos desses jovens, bem como a quantidade de gordura corporal que tinham. Foram constatados ossos maiores e mais grossos nos jovens que mostraram um maior nível de gordura.
Apesar de já se saber que a quantidade de músculos do corpo tem relação com o crescimento ósseo, a pesquisa ressaltou o papel que a gordura desempenha no desenvolvimento dos ossos.
Por exemplo, nas meninas, um aumento de cinco quilos na gordura corporal foi associado a um aumento de 8% na circunferência da tíbia.
Até ao momento, as pesquisas tinham-se concentrado na quantidade de músculo como um dos grandes formadores de massa óssea ao longo da vida.
O desenvolvimento de ossos fortes na juventude é particularmente importante para as mulheres, já que elas contam com uma probabilidade três vezes maior de sofrer osteoporose e sofrem até três vezes mais fractura de quadril do que os homens.
Jon Tobias, que comandou a pesquisa, adverte que a redução excessiva de gordura corporal poderá ter efeitos adversos nos ossos em desenvolvimento e causar problemas de saúde a longo prazo.
quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010
Seis conselhos para desintoxicar o organismo
Já recuperou dos excessos das festas de fim de ano? Então siga os nossos conselhos. E desintoxique o seu organismo.
Os excessos das épocas festivas – na alimentação, na ingestão de álcool… – reflectem-se inevitavelmente no nosso organismo, através de um mal-estar intestinal ou até de uma sensação geral de ressaca… O corpo sente-se como que «intoxicado».
Felizmente, passados alguns dias, tudo parece voltar à normalidade. O problema é que a própria «normalidade» se pode afigurar, nos moldes actuais, algo «intoxicante» para o organismo: «uma vida apressada, com horários apertados, sem tempo para praticar qualquer tipo de actividades físicas e/ ou relaxantes, nem fazer refeições saudáveis, calmas e a horas, pode ser considerada um comportamento intoxicante» para o organismo, considera Alexandra Bento, presidente da Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN).
A eliminação das toxinas acontece diariamente, mas, se os hábitos alimentares e de vida forem inadequados, é possível que o corpo comece a acumular resíduos. Por isso, agora que se iniciou um novo ano, aproveite para adoptar hábitos mais saudáveis, e, assim, «desintoxicar-se».
Os benefícios são vários: depurar o organismo, retardar o envelhecimento, aumentar a vitalidade, potenciar a memória e a agilidade mental, melhorar a produtividade, reforçar as defesas, prevenir doenças e alcançar um bom estado de saúde e bem-estar. E, quem sabe, até perder um ou dois quilinhos...
1. Beba, pelo menos, 1,5 litros de água por dia
O consumo de água é, «pelas suas várias funções ao nível da eliminação de toxinas», um dos maiores princípios de uma dieta desintoxicante, refere a nutricionista Alexandra Bento.
Em média, um adulto perde cerca de 2,4 litros de água por dia, através da urina, das fezes, da respiração e da sudação, pelo que é imperioso ingerir água numa quantidade que compense as perdas. A nutricionista Maria Paes de Vasconcelos aconselha a que se beba pelo menos «1,5 litros de água por dia» – cerca de oito copos –, já que, habitualmente, obtemos a restante quantidade de que necessitamos através dos alimentos.
Esta especialista reforça que «para hidratar o nosso organismo, deve-se beber, idealmente, sempre e só água». Mas, se for adepto(a) das infusões ou chás, também pode ir por essa via. Mas sem açúcar à mistura!
2. Use e abuse de frutas e verduras
Um dos aspectos a ter em conta numa alimentação depurativa é o reforço do consumo de frutas e verduras. «De uma forma geral, os alimentos de origem vegetal têm propriedades interessantes em termos de protecção do organismo. A riqueza em antioxidantes deste tipo de alimentos permite um bom controlo das agressões a que o organismo poderá estar sujeito, ajudando na eliminação de diversos tóxicos», afirma a nutricionista Alexandra Bento. Além disso, produzem uma revitalização geral do corpo.
Por isso, a presidente da Associação Portuguesa dos Nutricionistas aconselha, no mínimo, o consumo de «cinco porções de hortofrutícolas». Dentro deste conjunto, alimentos como o limão ou o ananás são especialmente bem-vindos. O ananás, porque é a fruta diurética por excelência. Quase todas as dietas de emagrecimento recomendam o seu consumo porque desincha. Já o limão, devido à sua alta concentração de fitoquímicos, entre eles o limoneno, estimula as enzimas e limpa o fígado, eliminando melhor as gorduras e as toxinas presentes no organismo.
As sopas também são uma boa solução: «Trata-se de um caldo bastante rico, uma vez que consumimos os hortícolas e a água onde foram cozinhados», explica a especialista. «Apenas se vai perder alguma vitamina C porque é termo-sensível.»
3. Evite comida com muita gordura, açúcar, sal, corantes e conservantes e os produtos de confeitaria industrial
Se há alimentos e produtos indesejáveis numa alimentação que se deseja depurativa, os mencionados acima fazem parte dessa lista: «Alimentos que tenham na sua composição muita gordura, açúcares refinados e/ou sal» são de evitar, avisa a nutricionista Alexandra Bento.
Deve-se prescindir dos alimentos que contêm aditivos ou conservantes químicos, dos óleos hidrogenados (como as margarinas), das frituras, dos doces, enlatados, porque estes alimentos geram uma significativa quantidade de toxinas no nosso organismo.
4. Reduza a ingestão de álcool, tabaco e cafeína para o mínimo possível
Não é preciso explicar por que é que o consumo de bebidas alcoólicas é «intoxicante» para o organismo. A sensação geral de «ressaca» no dia seguinte a um comportamento abusivo de álcool, composta por incomodativos sintomas, que passam por dor de cabeça e mal-estar geral, é bem conhecida. E não vale a pena pensar que existem produtos milagrosos para combater esses efeitos. De acordo com Rui Tato Marinho, hepatologista e dirigente da Sociedade Portuguesa da Gastrenterologista (SPG), em declarações à Agência Lusa, o único remédio para a ressaca é o tempo, já que todos os outros produtos que prometem curar os efeitos do excesso de álcool são apenas «um negócio»…
Rui Tato Marinho avisa também para a diminuição das defesas do organismo a seguir à ingestão excessiva de bebidas alcoólicas. Por isso, o melhor é reduzir a ingestão de álcool.
Também a cafeína e os cigarros devem ser minimizados. O tabagismo é dos comportamentos mais tóxicos para o organismo, de tal modo que, vale sempre a pena lembrar, os fumadores vivem, em média, menos dez anos do que os não-fumadores…
5. Não coma mais do que o necessário
Comer de mais não é bom para o organismo. Não só porque contribui para o excesso de peso corporal – que, consequentemente, pode acarretar alguns problemas para a saúde –, mas também porque o fígado não é tão eficaz a desempenhar as suas funções, como eliminação de toxinas e outras.
Mas, atenção: quando dizemos para não comer de mais, não o(a) estamos a aconselhar a que coma de menos! Dietas restritivas não suprem as necessidades de vitaminas e minerais do organismo e comprometem a saúde e a beleza.
O segredo é fazer pelo menos cinco refeições por dia, mas não abusando na qualidade de alimentos ingeridos. Coma pausadamente e mastigue bem; assim, aperceber-se-á melhor de quando é que estará saciado(a), para que não caia em excessos.
6. Pratique alguma actividade física
A prática regular de actividade física é um comportamento considerado desintoxicante. «Associada a uma alimentação saudável, leva a um melhor estado de saúde em termos gerais. Concretamente, induz o gasto aumentado de energia, potencia a excreção de toxinas e alivia o stress», afirma a especialista Alexandra Bento. Por isso, deixe-se de desculpas e exercite-se! Não é preciso inscrever-se num ginásio (se bem que é uma opção bem-vinda): só tem de praticar, diariamente, algum tipo de actividade física - como andar a pé - por um período mínimo de 30 minutos (contínuos ou acumulados)... Do que é que está à espera?
Sem exageros
Quando ouvimos falar de dietas desintoxicantes, lembramo-nos de ementas à base de hortofrutícolas, que duram só alguns dias mas que, levadas ao extremo, são difíceis de cumprir. Contudo, o que lhe propomos é, mais do que uma dieta desintoxicante, uma alimentação e um estilo de vida saudáveis. Não durante alguns dias, mas durante todo o ano.
Porque, de um modo geral, uma alimentação sadia - «equilibrada, completa e variada, assente nos princípios da Roda dos Alimentos» –, associada à prática regular de actividade física é, por si só, depurativa – ou seja, permite-lhe «prevenir o aparecimento de diversas doenças e melhorar igualmente o seu aspecto exterior, ao nível da pele, cabelo, unhas, e conseguir a integridade das suas capacidades físicas e mentais», considera Alexandra Bento, presidente da APN.
A nutricionista acrescenta que «se fizermos confecções culinárias onde utilizemos os alimentos aconselhados pela Roda dos Alimentos, respeitando as quantidades indicadas, iremos contribuir para uma redução da ingestão de substâncias tóxicas e conseguiremos uma optimização da capacidade de eliminação de toxinas.»
Além disso, por mais benéficas que as dietas ditas desintoxicantes possam ser, convêm sempre que sejam seguidas por um nutricionista que se assegure da adequação das mesmas. Por isso, desintoxicar sim, mas sem exageros e sem dietas loucas!
Texto: Ana João Fernandes
Fonte: Sapo Saude
Os excessos das épocas festivas – na alimentação, na ingestão de álcool… – reflectem-se inevitavelmente no nosso organismo, através de um mal-estar intestinal ou até de uma sensação geral de ressaca… O corpo sente-se como que «intoxicado».
Felizmente, passados alguns dias, tudo parece voltar à normalidade. O problema é que a própria «normalidade» se pode afigurar, nos moldes actuais, algo «intoxicante» para o organismo: «uma vida apressada, com horários apertados, sem tempo para praticar qualquer tipo de actividades físicas e/ ou relaxantes, nem fazer refeições saudáveis, calmas e a horas, pode ser considerada um comportamento intoxicante» para o organismo, considera Alexandra Bento, presidente da Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN).
A eliminação das toxinas acontece diariamente, mas, se os hábitos alimentares e de vida forem inadequados, é possível que o corpo comece a acumular resíduos. Por isso, agora que se iniciou um novo ano, aproveite para adoptar hábitos mais saudáveis, e, assim, «desintoxicar-se».
Os benefícios são vários: depurar o organismo, retardar o envelhecimento, aumentar a vitalidade, potenciar a memória e a agilidade mental, melhorar a produtividade, reforçar as defesas, prevenir doenças e alcançar um bom estado de saúde e bem-estar. E, quem sabe, até perder um ou dois quilinhos...
1. Beba, pelo menos, 1,5 litros de água por dia
O consumo de água é, «pelas suas várias funções ao nível da eliminação de toxinas», um dos maiores princípios de uma dieta desintoxicante, refere a nutricionista Alexandra Bento.
Em média, um adulto perde cerca de 2,4 litros de água por dia, através da urina, das fezes, da respiração e da sudação, pelo que é imperioso ingerir água numa quantidade que compense as perdas. A nutricionista Maria Paes de Vasconcelos aconselha a que se beba pelo menos «1,5 litros de água por dia» – cerca de oito copos –, já que, habitualmente, obtemos a restante quantidade de que necessitamos através dos alimentos.
Esta especialista reforça que «para hidratar o nosso organismo, deve-se beber, idealmente, sempre e só água». Mas, se for adepto(a) das infusões ou chás, também pode ir por essa via. Mas sem açúcar à mistura!
2. Use e abuse de frutas e verduras
Um dos aspectos a ter em conta numa alimentação depurativa é o reforço do consumo de frutas e verduras. «De uma forma geral, os alimentos de origem vegetal têm propriedades interessantes em termos de protecção do organismo. A riqueza em antioxidantes deste tipo de alimentos permite um bom controlo das agressões a que o organismo poderá estar sujeito, ajudando na eliminação de diversos tóxicos», afirma a nutricionista Alexandra Bento. Além disso, produzem uma revitalização geral do corpo.
Por isso, a presidente da Associação Portuguesa dos Nutricionistas aconselha, no mínimo, o consumo de «cinco porções de hortofrutícolas». Dentro deste conjunto, alimentos como o limão ou o ananás são especialmente bem-vindos. O ananás, porque é a fruta diurética por excelência. Quase todas as dietas de emagrecimento recomendam o seu consumo porque desincha. Já o limão, devido à sua alta concentração de fitoquímicos, entre eles o limoneno, estimula as enzimas e limpa o fígado, eliminando melhor as gorduras e as toxinas presentes no organismo.
As sopas também são uma boa solução: «Trata-se de um caldo bastante rico, uma vez que consumimos os hortícolas e a água onde foram cozinhados», explica a especialista. «Apenas se vai perder alguma vitamina C porque é termo-sensível.»
3. Evite comida com muita gordura, açúcar, sal, corantes e conservantes e os produtos de confeitaria industrial
Se há alimentos e produtos indesejáveis numa alimentação que se deseja depurativa, os mencionados acima fazem parte dessa lista: «Alimentos que tenham na sua composição muita gordura, açúcares refinados e/ou sal» são de evitar, avisa a nutricionista Alexandra Bento.
Deve-se prescindir dos alimentos que contêm aditivos ou conservantes químicos, dos óleos hidrogenados (como as margarinas), das frituras, dos doces, enlatados, porque estes alimentos geram uma significativa quantidade de toxinas no nosso organismo.
4. Reduza a ingestão de álcool, tabaco e cafeína para o mínimo possível
Não é preciso explicar por que é que o consumo de bebidas alcoólicas é «intoxicante» para o organismo. A sensação geral de «ressaca» no dia seguinte a um comportamento abusivo de álcool, composta por incomodativos sintomas, que passam por dor de cabeça e mal-estar geral, é bem conhecida. E não vale a pena pensar que existem produtos milagrosos para combater esses efeitos. De acordo com Rui Tato Marinho, hepatologista e dirigente da Sociedade Portuguesa da Gastrenterologista (SPG), em declarações à Agência Lusa, o único remédio para a ressaca é o tempo, já que todos os outros produtos que prometem curar os efeitos do excesso de álcool são apenas «um negócio»…
Rui Tato Marinho avisa também para a diminuição das defesas do organismo a seguir à ingestão excessiva de bebidas alcoólicas. Por isso, o melhor é reduzir a ingestão de álcool.
Também a cafeína e os cigarros devem ser minimizados. O tabagismo é dos comportamentos mais tóxicos para o organismo, de tal modo que, vale sempre a pena lembrar, os fumadores vivem, em média, menos dez anos do que os não-fumadores…
5. Não coma mais do que o necessário
Comer de mais não é bom para o organismo. Não só porque contribui para o excesso de peso corporal – que, consequentemente, pode acarretar alguns problemas para a saúde –, mas também porque o fígado não é tão eficaz a desempenhar as suas funções, como eliminação de toxinas e outras.
Mas, atenção: quando dizemos para não comer de mais, não o(a) estamos a aconselhar a que coma de menos! Dietas restritivas não suprem as necessidades de vitaminas e minerais do organismo e comprometem a saúde e a beleza.
O segredo é fazer pelo menos cinco refeições por dia, mas não abusando na qualidade de alimentos ingeridos. Coma pausadamente e mastigue bem; assim, aperceber-se-á melhor de quando é que estará saciado(a), para que não caia em excessos.
6. Pratique alguma actividade física
A prática regular de actividade física é um comportamento considerado desintoxicante. «Associada a uma alimentação saudável, leva a um melhor estado de saúde em termos gerais. Concretamente, induz o gasto aumentado de energia, potencia a excreção de toxinas e alivia o stress», afirma a especialista Alexandra Bento. Por isso, deixe-se de desculpas e exercite-se! Não é preciso inscrever-se num ginásio (se bem que é uma opção bem-vinda): só tem de praticar, diariamente, algum tipo de actividade física - como andar a pé - por um período mínimo de 30 minutos (contínuos ou acumulados)... Do que é que está à espera?
Sem exageros
Quando ouvimos falar de dietas desintoxicantes, lembramo-nos de ementas à base de hortofrutícolas, que duram só alguns dias mas que, levadas ao extremo, são difíceis de cumprir. Contudo, o que lhe propomos é, mais do que uma dieta desintoxicante, uma alimentação e um estilo de vida saudáveis. Não durante alguns dias, mas durante todo o ano.
Porque, de um modo geral, uma alimentação sadia - «equilibrada, completa e variada, assente nos princípios da Roda dos Alimentos» –, associada à prática regular de actividade física é, por si só, depurativa – ou seja, permite-lhe «prevenir o aparecimento de diversas doenças e melhorar igualmente o seu aspecto exterior, ao nível da pele, cabelo, unhas, e conseguir a integridade das suas capacidades físicas e mentais», considera Alexandra Bento, presidente da APN.
A nutricionista acrescenta que «se fizermos confecções culinárias onde utilizemos os alimentos aconselhados pela Roda dos Alimentos, respeitando as quantidades indicadas, iremos contribuir para uma redução da ingestão de substâncias tóxicas e conseguiremos uma optimização da capacidade de eliminação de toxinas.»
Além disso, por mais benéficas que as dietas ditas desintoxicantes possam ser, convêm sempre que sejam seguidas por um nutricionista que se assegure da adequação das mesmas. Por isso, desintoxicar sim, mas sem exageros e sem dietas loucas!
Texto: Ana João Fernandes
Fonte: Sapo Saude
terça-feira, 5 de Janeiro de 2010
Hoje é dia de começar a fazer regime; confira algumas sugestões eficazes
Dizer que é preciso mudar hábitos alimentares para perder peso de maneira eficaz nem é novidade, certo? Mas a gente aposta que você, quando cisma que precisa emagrecer, corta um zilhão de itens do cardápio e acaba esquecendo de um detalhezinho fundamental: mexer também no seu comportamento.
Trocar o elevador pela escada, descer alguns pontos de ônibus antes do seu destino final, optar sempre por atividades que exijam algum exercício físico... Atitudes simples causam um tremendo impacto na hora de se livrar de uma barriguinha mais proeminente. E nem adianta torcer o nariz, porque o fato é comprovado.
Testado e aprovado
Um estudo feito pela área de Medicina Comportamental do Departamento de Psicologia da Unifesp (Universidade Federal do Estado de São Paulo) acompanhou 40 voluntárias com obesidade, pesando em média 84 Kg, que decidiram emagrecer sem usar qualquer medicamento, valendo-se apenas de metas que elas realmente conseguiriam cumprir (ou seja, sem regimes malucos ou exageros na academia).
Acompanhadas por nutricionistas e psicólogas, as mulheres foram incentivadas – em primeiríssimo lugar - a investir principalmente na autoestima. Acredita que a maioria delas sofria de compulsão alimentar justamente por não se gostar - ou era ansiosa demais e acabava descontando tudo no prato de comida? E elas nunca prestaram atenção nisso, claro. Não conseguiam perder peso e nem sabiam o porquê.
Encaminhadas para o devido tratamento, as voluntárias seguiram para uma próxima etapa: a procura por hábitos saudáveis e compatíveis com a realidade de cada uma. Foi basicamente aqui que entrou a história de trocar o elevador pela escada e tudo o mais. Elas deram um basta aos regimes doidos que recebiam por correntes de e-mail e decidiram dar um voto para a própria saúde. Uma delícia!
Obviamente, o cardápio das voluntárias sofreu alterações, sim. Mas nada radical, vale lembrar. Bem ao contrário, a ideia do projeto era sugerir que as pacientes procurarassem alternativas mais saudáveis para a rotina que elas já seguiam. Sem grandes esforços. Felizes.
Ao final do projeto, que durou dez meses, veio o surpreendente resultado: em média, cada mulher perdeu 4 Kg. E com autoestima reestabelecida, ganharam forças para tentar entrar, cada vez mais, em boa forma...
Porque não há nada mais desanimador – ao menos para alguém que quer perder peso - do que se esforçar, se esforçar, se esforçar e não conseguir diminuir um centímetro do manequim, sequer. Certo?
Quem sabe este não é o toque que faltava para você conquistar, de uma vez por todas, o corpo que sempre sonhou, hein? E mais: quem sabe não é disso que você precisava para lutar no time da sua própria saúde?
Inspire-se!
Fonte: Olhar Direto
Trocar o elevador pela escada, descer alguns pontos de ônibus antes do seu destino final, optar sempre por atividades que exijam algum exercício físico... Atitudes simples causam um tremendo impacto na hora de se livrar de uma barriguinha mais proeminente. E nem adianta torcer o nariz, porque o fato é comprovado.
Testado e aprovado
Um estudo feito pela área de Medicina Comportamental do Departamento de Psicologia da Unifesp (Universidade Federal do Estado de São Paulo) acompanhou 40 voluntárias com obesidade, pesando em média 84 Kg, que decidiram emagrecer sem usar qualquer medicamento, valendo-se apenas de metas que elas realmente conseguiriam cumprir (ou seja, sem regimes malucos ou exageros na academia).
Acompanhadas por nutricionistas e psicólogas, as mulheres foram incentivadas – em primeiríssimo lugar - a investir principalmente na autoestima. Acredita que a maioria delas sofria de compulsão alimentar justamente por não se gostar - ou era ansiosa demais e acabava descontando tudo no prato de comida? E elas nunca prestaram atenção nisso, claro. Não conseguiam perder peso e nem sabiam o porquê.
Encaminhadas para o devido tratamento, as voluntárias seguiram para uma próxima etapa: a procura por hábitos saudáveis e compatíveis com a realidade de cada uma. Foi basicamente aqui que entrou a história de trocar o elevador pela escada e tudo o mais. Elas deram um basta aos regimes doidos que recebiam por correntes de e-mail e decidiram dar um voto para a própria saúde. Uma delícia!
Obviamente, o cardápio das voluntárias sofreu alterações, sim. Mas nada radical, vale lembrar. Bem ao contrário, a ideia do projeto era sugerir que as pacientes procurarassem alternativas mais saudáveis para a rotina que elas já seguiam. Sem grandes esforços. Felizes.
Ao final do projeto, que durou dez meses, veio o surpreendente resultado: em média, cada mulher perdeu 4 Kg. E com autoestima reestabelecida, ganharam forças para tentar entrar, cada vez mais, em boa forma...
Porque não há nada mais desanimador – ao menos para alguém que quer perder peso - do que se esforçar, se esforçar, se esforçar e não conseguir diminuir um centímetro do manequim, sequer. Certo?
Quem sabe este não é o toque que faltava para você conquistar, de uma vez por todas, o corpo que sempre sonhou, hein? E mais: quem sabe não é disso que você precisava para lutar no time da sua própria saúde?
Inspire-se!
Fonte: Olhar Direto
segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010
Tratamento nutricional dos transtornos alimentares
Pacientes com transtornos alimentares possuem inadequações profundas no consumo, padrão e comportamento alimentar, além de diversas crenças equivocadas sobre alimentação, o que geralmente acarreta piora do estado nutricional.
O tratamento nutricional visa a reverter tais alterações e promover hábitos alimentares saudáveis e melhor relação para com o alimento.
Os objetivos e características do tratamento diferem para a anorexia nervosa e a bulimia nervosa, contudo, usualmente, a abordagem é dividida em duas fases: a educacional, cujas principais metas são a regularização do hábito alimentar e o aumento do conhecimento nutricional, e a experimental, que visa a propiciar maior reabilitação nutricional e mudanças mais profundas no comportamento alimentar.
As evidências existentes sugerem que o tratamento nutricional promove a melhora de tais parâmetros, porém, alguns comportamentos alimentares, como a sensação de incompetência ao lidar com os alimentos, permanecem.
Desta forma, mais estudos são necessários para que se possa de fato avaliar a eficácia da abordagem nutricional.
AUTORES: LATTERZA, Andréa Romero et al.
Clique aqui para fazer o download do PDF
Fonte: GranNutrille
O tratamento nutricional visa a reverter tais alterações e promover hábitos alimentares saudáveis e melhor relação para com o alimento.
Os objetivos e características do tratamento diferem para a anorexia nervosa e a bulimia nervosa, contudo, usualmente, a abordagem é dividida em duas fases: a educacional, cujas principais metas são a regularização do hábito alimentar e o aumento do conhecimento nutricional, e a experimental, que visa a propiciar maior reabilitação nutricional e mudanças mais profundas no comportamento alimentar.
As evidências existentes sugerem que o tratamento nutricional promove a melhora de tais parâmetros, porém, alguns comportamentos alimentares, como a sensação de incompetência ao lidar com os alimentos, permanecem.
Desta forma, mais estudos são necessários para que se possa de fato avaliar a eficácia da abordagem nutricional.
AUTORES: LATTERZA, Andréa Romero et al.
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Fonte: GranNutrille
5075
domingo, 3 de Janeiro de 2010
Como melhorar a sua vida e ser feliz
Ginástica emocional
Gerir emoções nem sempre é fácil. Consiga-o com a ajuda destes exercícios.
Grita à mínima contrariedade? Entra num pranto por qualquer motivo? Bloqueia perante o primeiro problema?
Se as suas respostas forem afirmativas, quer dizer que tem dificuldade em gerir as suas emoções. Mas esta situação tem solução. Para saber qual é, pratique estes seis exercícios, imprescindíveis para conduzir os seus sentimentos com inteligência e os seus conhecimentos com sensatez.
Até há alguns anos, a inteligência só estava relacionada com um coeficiente intelectual elevado. Mas de que é que lhe serve ser um génio da matemática ou da física se não sabe aplicar estes conhecimentos a uma causa social nem comunicar de forma adequada?
Hoje sabe-se que existem vários tipos de inteligência, e uma delas é a inteligência emocional, um termo criado por dois psicólogos da Universidade de Yale (Estados Unidos da América), Peter Salovey e John Mayer, e difundida mundialmente pelo psicólogo, filósofo e jornalista Daniel Goleman. É a capacidade de sentir, entender, controlar e modificar os estados anímicos e de os usar em seu benefício. É a capacidade de ajustar a sua expressão emocional de forma a melhorar situações, sem manipular nem reprimir sentimentos.
Afinal de contas, o que é a inteligência emocional?
Muitas vezes temos a impressão de que os sentimentos são o nosso aspecto mais incontrolável. Mas, na verdade, não há motivos para que assim seja. A inteligência emocional é a capacidade de manipular as emoções de forma a mantermos o equilíbrio psíquico, de nos desenvolvermos em sociedade e, assim, sermos mais felizes.
Ao longo da História, o homem tem recebido pistas para se tornar capaz de analisar as suas emoções e optar pelo caminho certo. E, desta forma, obter grandes benefícios para si mesmo e para os outros.
O medo, a alegria, a raiva, a tristeza, a culpa... são emoções básicas mas, dependendo da pressão que exercem sobre si, podem ser-lhe úteis ou prejudiciais. Só que isso de nada serve se não a pusermos em prática.
Passe à acção!
Tenha em conta que toda a gente tem inteligência emocional. Incluindo você. Mas é preciso exercitá-la!
E já está na hora de passar das palavras à acção e de se desenvolver plenamente como pessoa, aproveitando ao máximo todo o potencial deste tipo de inteligência.
Para o ajudar a exercitar a sua inteligência emocional, siga os seguintes passos.
Pronto para começar?
Vai precisar de um caderno e de um lápis para pensar e tomar nota. Escolha uma situação da sua vida que lhe provoque mau humor e siga as instruções passo-a-passo. Depois, reflicta!
A situação: Descreva o problema.
Escreva uma característica da sua personalidade que lhe desagrade. Só uma de cada vez, não se distraia com todas as situações incómodas da sua vida quotidiana. Aponte-a da forma mais objectiva que conseguir e lembre-se. Só uma característica concreta!
Exemplo: «Quero dizer ao meu companheiro que as nossas relações sexuais não me dão prazer».
Os erros: Pensamentos negativos exagerados, preconceitos...
São distorções na forma de ver as coisas. De acordo com o psicólogo clínico Fernando Lima Magalhães, os erros mais frequentes costumam ser «concentrar--se nas coisas negativas, a catastrofização (pensar só na pior hipótese), a adivinhação (prever o futuro), a leitura mental (adivinhar o que as outras pessoas pensam), rotular, generalizar, dramatizar e achar-se responsável por tudo e por nada».
Exemplo: Está a generalizar e a dramatizar, se tende a antecipar o que ele vai pensar ou como vai reagir.
As primeiras emoções: O que sinto quando me deparo com esta situação.
Identifique as emoções e sentimentos que essa situação lhe causam. Trata-se da primeira coisa que sente, a primeira coisa em que pensa perante esta situação, nomeadamente raiva, inveja, tristeza, angústia...
Exemplo: «Sinto medo, insegurança, culpa» (frases generalistas como, por exemplo, «sinto-me mal» não contam).
Os novos pensamentos: Reformule e procure o lado realista, útil e funcional.
Chegou o momento de modificar as distorções e de as trocar por pensamentos mais adaptados à situação, mais objectivos, mais justos e realistas.
Exemplo: Perante o pensamento anterior pode pensar «vou preparar bem o que quero dizer para não parecer agressiva».
Os primeiros pensamentos: O que penso quando tenho estes sentimentos.
Existem pensamentos que deram origem a essas emoções. Tem de identificá-los e escrevê-los tal e qual como lhe passam na mente, mesmo que incluam palavrões. Poderão ajudá-lo perguntas como «Porque sinto...?», «Em que é que pensei para sentir...?»
Exemplo: «Porque é que tenho medo? Porque ele(a) vai aborrecer-se e vamos discutir».
As novas emoções: Voltar a ter sentimentos equilibrados.
Depois de todo o caminho percorrido, já pode perguntar a si mesmo. Como é que me sinto agora, perante a mesma situação, e com os novos pensamentos? De certeza que se vai sentir muito melhor.
Exemplo: O novo pensamento «vou preparar-me bem...» vai reconfortá-lo e aliviá-lo.
Texto: Madalena Alçada Baptista
Revisão científica: Dr. Fernando Lima Magalhães (psicólogo no Centro Clínico e Educacional da Boavista,
no Porto)
A responsabilidade editorial e científica desta informação é da revista Prevenir
Fonte: Sapo Saude
Gerir emoções nem sempre é fácil. Consiga-o com a ajuda destes exercícios.
Grita à mínima contrariedade? Entra num pranto por qualquer motivo? Bloqueia perante o primeiro problema?
Se as suas respostas forem afirmativas, quer dizer que tem dificuldade em gerir as suas emoções. Mas esta situação tem solução. Para saber qual é, pratique estes seis exercícios, imprescindíveis para conduzir os seus sentimentos com inteligência e os seus conhecimentos com sensatez.
Até há alguns anos, a inteligência só estava relacionada com um coeficiente intelectual elevado. Mas de que é que lhe serve ser um génio da matemática ou da física se não sabe aplicar estes conhecimentos a uma causa social nem comunicar de forma adequada?
Hoje sabe-se que existem vários tipos de inteligência, e uma delas é a inteligência emocional, um termo criado por dois psicólogos da Universidade de Yale (Estados Unidos da América), Peter Salovey e John Mayer, e difundida mundialmente pelo psicólogo, filósofo e jornalista Daniel Goleman. É a capacidade de sentir, entender, controlar e modificar os estados anímicos e de os usar em seu benefício. É a capacidade de ajustar a sua expressão emocional de forma a melhorar situações, sem manipular nem reprimir sentimentos.
Afinal de contas, o que é a inteligência emocional?
Muitas vezes temos a impressão de que os sentimentos são o nosso aspecto mais incontrolável. Mas, na verdade, não há motivos para que assim seja. A inteligência emocional é a capacidade de manipular as emoções de forma a mantermos o equilíbrio psíquico, de nos desenvolvermos em sociedade e, assim, sermos mais felizes.
Ao longo da História, o homem tem recebido pistas para se tornar capaz de analisar as suas emoções e optar pelo caminho certo. E, desta forma, obter grandes benefícios para si mesmo e para os outros.
O medo, a alegria, a raiva, a tristeza, a culpa... são emoções básicas mas, dependendo da pressão que exercem sobre si, podem ser-lhe úteis ou prejudiciais. Só que isso de nada serve se não a pusermos em prática.
Passe à acção!
Tenha em conta que toda a gente tem inteligência emocional. Incluindo você. Mas é preciso exercitá-la!
E já está na hora de passar das palavras à acção e de se desenvolver plenamente como pessoa, aproveitando ao máximo todo o potencial deste tipo de inteligência.
Para o ajudar a exercitar a sua inteligência emocional, siga os seguintes passos.
Pronto para começar?
Vai precisar de um caderno e de um lápis para pensar e tomar nota. Escolha uma situação da sua vida que lhe provoque mau humor e siga as instruções passo-a-passo. Depois, reflicta!
A situação: Descreva o problema.
Escreva uma característica da sua personalidade que lhe desagrade. Só uma de cada vez, não se distraia com todas as situações incómodas da sua vida quotidiana. Aponte-a da forma mais objectiva que conseguir e lembre-se. Só uma característica concreta!
Exemplo: «Quero dizer ao meu companheiro que as nossas relações sexuais não me dão prazer».
Os erros: Pensamentos negativos exagerados, preconceitos...
São distorções na forma de ver as coisas. De acordo com o psicólogo clínico Fernando Lima Magalhães, os erros mais frequentes costumam ser «concentrar--se nas coisas negativas, a catastrofização (pensar só na pior hipótese), a adivinhação (prever o futuro), a leitura mental (adivinhar o que as outras pessoas pensam), rotular, generalizar, dramatizar e achar-se responsável por tudo e por nada».
Exemplo: Está a generalizar e a dramatizar, se tende a antecipar o que ele vai pensar ou como vai reagir.
As primeiras emoções: O que sinto quando me deparo com esta situação.
Identifique as emoções e sentimentos que essa situação lhe causam. Trata-se da primeira coisa que sente, a primeira coisa em que pensa perante esta situação, nomeadamente raiva, inveja, tristeza, angústia...
Exemplo: «Sinto medo, insegurança, culpa» (frases generalistas como, por exemplo, «sinto-me mal» não contam).
Os novos pensamentos: Reformule e procure o lado realista, útil e funcional.
Chegou o momento de modificar as distorções e de as trocar por pensamentos mais adaptados à situação, mais objectivos, mais justos e realistas.
Exemplo: Perante o pensamento anterior pode pensar «vou preparar bem o que quero dizer para não parecer agressiva».
Os primeiros pensamentos: O que penso quando tenho estes sentimentos.
Existem pensamentos que deram origem a essas emoções. Tem de identificá-los e escrevê-los tal e qual como lhe passam na mente, mesmo que incluam palavrões. Poderão ajudá-lo perguntas como «Porque sinto...?», «Em que é que pensei para sentir...?»
Exemplo: «Porque é que tenho medo? Porque ele(a) vai aborrecer-se e vamos discutir».
As novas emoções: Voltar a ter sentimentos equilibrados.
Depois de todo o caminho percorrido, já pode perguntar a si mesmo. Como é que me sinto agora, perante a mesma situação, e com os novos pensamentos? De certeza que se vai sentir muito melhor.
Exemplo: O novo pensamento «vou preparar-me bem...» vai reconfortá-lo e aliviá-lo.
Texto: Madalena Alçada Baptista
Revisão científica: Dr. Fernando Lima Magalhães (psicólogo no Centro Clínico e Educacional da Boavista,
no Porto)
A responsabilidade editorial e científica desta informação é da revista Prevenir
Fonte: Sapo Saude
quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009
Distúrbios alimentares associados a risco de adicção
Os indivíduos que sofrem de distúrbios alimentares têm mais probabilidade de consumir drogas, álcool ou tabaco do que a população em geral.
Os indivíduos que sofrem de distúrbios alimentares têm mais probabilidade de consumir drogas, álcool ou tabaco do que a população em geral, segundo um estudo do National Center on Addiction and Substance Abuse da Universidade da Columbia.
De acordo com os investigadores, a probabilidade de consumir álcool ou substâncias ilícitas é cinco vezes maior nestes indivíduos.
Os investigadores acreditam na hipótese de que quem sofre de anorexia e bulimia partilha determinadas características com os consumidores de drogas, como seja depressão e baixa auto-estima.
Fonte: Sapo Saude
Os indivíduos que sofrem de distúrbios alimentares têm mais probabilidade de consumir drogas, álcool ou tabaco do que a população em geral, segundo um estudo do National Center on Addiction and Substance Abuse da Universidade da Columbia.
De acordo com os investigadores, a probabilidade de consumir álcool ou substâncias ilícitas é cinco vezes maior nestes indivíduos.
Os investigadores acreditam na hipótese de que quem sofre de anorexia e bulimia partilha determinadas características com os consumidores de drogas, como seja depressão e baixa auto-estima.
Fonte: Sapo Saude
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Disturbios Alimentares
quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009
Reacção imunitária associada a distúrbios alimentares
Uma reacção imunitária indevida contra as próprias proteínas pode ter um papel importante nos aspectos psicológicos dos distúrbios alimentares.
Uma reacção imunitária indevida contra as próprias proteínas pode ter um papel importante nos aspectos psicológicos dos distúrbios alimentares.
De acordo com um estudo divulgado pelo jornal da National Academy of Science, não é apenas o nível elevado de anti-corpos por si só que explica os traços de comportamento como a insatisfação com o corpo, mas sim o facto destes anti-corpos ultrapassarem a barreira cerebro-sanguínea e provocarem problemas mentais.
Fonte: Sapo Sabores
Uma reacção imunitária indevida contra as próprias proteínas pode ter um papel importante nos aspectos psicológicos dos distúrbios alimentares.
De acordo com um estudo divulgado pelo jornal da National Academy of Science, não é apenas o nível elevado de anti-corpos por si só que explica os traços de comportamento como a insatisfação com o corpo, mas sim o facto destes anti-corpos ultrapassarem a barreira cerebro-sanguínea e provocarem problemas mentais.
Fonte: Sapo Sabores
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Disturbios Alimentares
terça-feira, 29 de Dezembro de 2009
Cérebro influencia distúrbios alimentares
As mulheres podem estar em maior risco de distúrbios alimentares por causa da forma como o cérebro processa informação.
As mulheres podem estar em maior risco de distúrbios alimentares por causa da forma como o cérebro processa informação, de acordo com cientistas da Universidade de Hiroshima que descobriram que o cérebro feminino responde de maneira diferente de um masculino quando exposto a certas palavras pejorativas da imagem corporal.
O estudo foi publicado no British Journal of Psychiatry e pode explicar porque é que a anorexia e a bulimia afectam dez vezes mais as mulheres.
Fonte: Sapo Saude
As mulheres podem estar em maior risco de distúrbios alimentares por causa da forma como o cérebro processa informação, de acordo com cientistas da Universidade de Hiroshima que descobriram que o cérebro feminino responde de maneira diferente de um masculino quando exposto a certas palavras pejorativas da imagem corporal.
O estudo foi publicado no British Journal of Psychiatry e pode explicar porque é que a anorexia e a bulimia afectam dez vezes mais as mulheres.
Fonte: Sapo Saude
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Disturbios Alimentares
Depressão precede distúrbios alimentares
As mulheres com distúrbios alimentares que tentaram o suicídio já podiam sofrer de depressão muito antes dos seus problemas com a comida terem começado.
As mulheres com distúrbios alimentares que tentaram o suicídio já podiam sofrer de depressão muito antes dos seus problemas com a comida terem começado, de acordo com investigadores norte-americanos que descobriram que três terços das mulheres com problemas alimentares e história de suicídio já sofriam de grande depressão.
O estudo foi publicado no International Journal of Eating Disorders e revelou que embora a depressão seja uma consequência frequente dos distúrbios alimentares, em algumas mulheres com outros problemas pode surgir muito antes.
Fonte: Sapo Saude
As mulheres com distúrbios alimentares que tentaram o suicídio já podiam sofrer de depressão muito antes dos seus problemas com a comida terem começado, de acordo com investigadores norte-americanos que descobriram que três terços das mulheres com problemas alimentares e história de suicídio já sofriam de grande depressão.
O estudo foi publicado no International Journal of Eating Disorders e revelou que embora a depressão seja uma consequência frequente dos distúrbios alimentares, em algumas mulheres com outros problemas pode surgir muito antes.
Fonte: Sapo Saude
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Depressão
quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009
quarta-feira, 25 de Novembro de 2009
Dicas para emagrecer - I e II
Clique nos brigadeiros e veja as 5 primeiras dicas para perder peso
Agora para ver as outras 5 dicas clique na linguiça frita...
Programa da Rede Globo - Fantastico de 22 de Novembro
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Dicas de Nutrição
domingo, 22 de Novembro de 2009
Ortorexia, a obsessão por uma alimentação saudável
Mauro Scharf, endocrinologista da DASA, que é representada em Mato Grosso pelas marcas Cedic/Cedilab, é quem explica este novo transtorno alimentar
A ortorexia é um novo transtorno alimentar que ainda não tem um diagnóstico oficial, mas surge quando a pessoa se torna obsessiva em relação aos padrões daquilo que come. As pessoas que têm esta doença têm demonstrado desordens de alimentação ligadas a uma obsessão compulsiva por só comer alimentos saudáveis. Ao contrário da anorexia ou bulimia, a pessoa come, mas fica tão obcecada com a alimentação saudável que chega a ter desnutrição. O transtorno foi descrito pela primeira vez pelo médico Steven Bratman, em 1997, e é frequentemente associado a dietas de vegetarianas ou de alimentos crus.
Segundo Mauro Scharf, endocrinologista da DASA, que é representada em Mato Grosso pelas marcas Cedic/Cedilab, os pacientes ortoréxicos consomem apenas alimentos saudáveis e analisam compulsivamente o conteúdo nutricional de tudo que ingerem. Calorias, vitaminas e nutrientes tornam-se o ponto focal da comida e qualquer alimento considerado não saudável não é consumido. ”Estas pessoas levam a obsessão com o conteúdo dos seus alimentos ao extremo, e não se permitem, em circunstância alguma, um desvio do seu programa de tipos de alimentos autorizados”, reforça o médico.
Scharf explica que os ortoréxicos podem ficar seriamente afetados e a comunicação em casa também pode sofrer com isso. A pessoa pode começar a se isolar e se tornar distante à medida que se vai fixando cada vez mais nas suas regras dietéticas. Para alguns, a capacidade de desempenhar trabalhos ou de estudar pode começar a declinar. “A preocupação compulsiva chega a um ponto que, por exemplo, pensar em quantas vezes se deve mastigar, acaba deixando pouco espaço para outros pensamentos, fazendo com que a concentração e a motivação acabem por ficar em segundo plano”, explica.
Um exemplo dessa tendência é a comprovação de que, nos Estados Unidos, as buscas no Google pela palavra “bacon” têm batido recordes nos últimos anos e vários livros foram escritos no país sobre o impacto do bacon na obesidade. “Hoje existe uma massificação da divulgação sobre os benefícios da alimentação natural e dos malefícios da obesidade. Estas tendências acabam gerando os transtornos alimentares que estamos detectando nas clínicas e postos de saúde”, afirma Scharf.
Como muitos transtornos alimentares, a ajuda de um profissional de saúde é importante. Embora a doença não seja tão conhecida como outros tipos de transtorno alimentar, pode ter o potencial de ser igualmente séria para a saúde, assim como qualquer outro transtorno alimentar.
Sinais de Ortorexia
- Examinar cada detalhe nutricional de cada alimento
- Só se permitir alimentos saudáveis
- Ter dificuldades em comer uma refeição preparada por outra pessoa
- Observar e comentar a maneira como outras pessoas preparam a comida
- Analisar diariamente o conteúdo nutricional do que comeu, esquecendo o prazer em comer
- Perder muito peso sem seguir conscientemente uma dieta
- Isolar-se socialmente por causa da dieta saudável
Sobre a DASA
A DASA é a maior empresa de medicina diagnóstica na América Latina em termos de receita bruta e população e a quinta maior rede no mundo. Com mais de 12 mil colaboradores, atende aproximadamente 55 mil pacientes por dia em 328 unidades. Processa em média, 6,5 milhões de exames por mês. Oferece mais de três mil tipos de exames de análises clínicas e diagnóstico por imagem. Atualmente, o grupo é formado por 20 marcas em treze estados – Delboni Auriemo, Lavoisier e Maximagem, em São Paulo ; Bronstein, Lâmina e MedImagem, no Rio de Janeiro; Club DA, em São Paulo e Rio de Janeiro; Pasteur e Exame, em Brasília; MedLabor, em Brasília e Tocantins; Curitiba Santa Casa e Frischmann Aisengart, em Curitiba ; Laboratório Álvaro, em Cascavel e Foz do Iguaçu; CientíficaLab, no Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro; Image Memorial, em Salvador; VITA Lâmina, em Florianópolis; Atalaia, em Goiás; Cedic e Cedilab no Mato Grosso; e LabPasteur e Unimagem, em Fortaleza.
Fonte: Circuito Mato Grosso
A ortorexia é um novo transtorno alimentar que ainda não tem um diagnóstico oficial, mas surge quando a pessoa se torna obsessiva em relação aos padrões daquilo que come. As pessoas que têm esta doença têm demonstrado desordens de alimentação ligadas a uma obsessão compulsiva por só comer alimentos saudáveis. Ao contrário da anorexia ou bulimia, a pessoa come, mas fica tão obcecada com a alimentação saudável que chega a ter desnutrição. O transtorno foi descrito pela primeira vez pelo médico Steven Bratman, em 1997, e é frequentemente associado a dietas de vegetarianas ou de alimentos crus.
Segundo Mauro Scharf, endocrinologista da DASA, que é representada em Mato Grosso pelas marcas Cedic/Cedilab, os pacientes ortoréxicos consomem apenas alimentos saudáveis e analisam compulsivamente o conteúdo nutricional de tudo que ingerem. Calorias, vitaminas e nutrientes tornam-se o ponto focal da comida e qualquer alimento considerado não saudável não é consumido. ”Estas pessoas levam a obsessão com o conteúdo dos seus alimentos ao extremo, e não se permitem, em circunstância alguma, um desvio do seu programa de tipos de alimentos autorizados”, reforça o médico.
Scharf explica que os ortoréxicos podem ficar seriamente afetados e a comunicação em casa também pode sofrer com isso. A pessoa pode começar a se isolar e se tornar distante à medida que se vai fixando cada vez mais nas suas regras dietéticas. Para alguns, a capacidade de desempenhar trabalhos ou de estudar pode começar a declinar. “A preocupação compulsiva chega a um ponto que, por exemplo, pensar em quantas vezes se deve mastigar, acaba deixando pouco espaço para outros pensamentos, fazendo com que a concentração e a motivação acabem por ficar em segundo plano”, explica.
Um exemplo dessa tendência é a comprovação de que, nos Estados Unidos, as buscas no Google pela palavra “bacon” têm batido recordes nos últimos anos e vários livros foram escritos no país sobre o impacto do bacon na obesidade. “Hoje existe uma massificação da divulgação sobre os benefícios da alimentação natural e dos malefícios da obesidade. Estas tendências acabam gerando os transtornos alimentares que estamos detectando nas clínicas e postos de saúde”, afirma Scharf.
Como muitos transtornos alimentares, a ajuda de um profissional de saúde é importante. Embora a doença não seja tão conhecida como outros tipos de transtorno alimentar, pode ter o potencial de ser igualmente séria para a saúde, assim como qualquer outro transtorno alimentar.
Sinais de Ortorexia
- Examinar cada detalhe nutricional de cada alimento
- Só se permitir alimentos saudáveis
- Ter dificuldades em comer uma refeição preparada por outra pessoa
- Observar e comentar a maneira como outras pessoas preparam a comida
- Analisar diariamente o conteúdo nutricional do que comeu, esquecendo o prazer em comer
- Perder muito peso sem seguir conscientemente uma dieta
- Isolar-se socialmente por causa da dieta saudável
Sobre a DASA
A DASA é a maior empresa de medicina diagnóstica na América Latina em termos de receita bruta e população e a quinta maior rede no mundo. Com mais de 12 mil colaboradores, atende aproximadamente 55 mil pacientes por dia em 328 unidades. Processa em média, 6,5 milhões de exames por mês. Oferece mais de três mil tipos de exames de análises clínicas e diagnóstico por imagem. Atualmente, o grupo é formado por 20 marcas em treze estados – Delboni Auriemo, Lavoisier e Maximagem, em São Paulo ; Bronstein, Lâmina e MedImagem, no Rio de Janeiro; Club DA, em São Paulo e Rio de Janeiro; Pasteur e Exame, em Brasília; MedLabor, em Brasília e Tocantins; Curitiba Santa Casa e Frischmann Aisengart, em Curitiba ; Laboratório Álvaro, em Cascavel e Foz do Iguaçu; CientíficaLab, no Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro; Image Memorial, em Salvador; VITA Lâmina, em Florianópolis; Atalaia, em Goiás; Cedic e Cedilab no Mato Grosso; e LabPasteur e Unimagem, em Fortaleza.
Fonte: Circuito Mato Grosso
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Disturbios Alimentares
quarta-feira, 4 de Novembro de 2009
Cash for eating disorder clinics
Experts are being sought to lead new teams to care for people in Wales living with eating disorders.
Health Minister Edwina Hart has announced funding of £1m a year to develop teams of specialists.
GP surgeries, social services and mental health services will work together under the new plans.
Ms Hart has approved proposals by health boards to use assembly government money to develop one team in north Wales and one in south Wales.
Ms Hart said the funding would improve diagnosis, care and support for those with eating disorders.
Sustained services
Funding of £500,000 is being released this financial year to develop the service and provide extra training. This will rise to £1m every year to sustain services.
Ms Hart said: "I asked the NHS in July to develop proposals for how it would use this funding to improve eating disorders services following the publication of the assembly government's strategy for the conditions.
"I am pleased that I am able to approve the plans which, I believe, will attract experienced staff that will improve services greatly for the benefit of patients. Health boards will now be recruiting staff to lead the new services.
"It is important that people with eating disorders, as with any other condition, have prompt diagnosis and treatment to ensure the best outcome."
Specialist care
Ms Hart added the assembly government is working to improve mental health facilities with new units opening across Wales, including the new Child and Adolescent Unit in Abergele, for people who require more specialist care.
"The new teams will focus on a small, but extremely vulnerable group of patients, who have not always had the level of care they need to recover and live more independent lives," she said.
The south Wales team will be spilt to focus on individual health organisations across the area but work together to share expertise.
The assembly government has also invested in the development of an electronic course for primary care workers on eating disorders.
BBC
Health Minister Edwina Hart has announced funding of £1m a year to develop teams of specialists.
GP surgeries, social services and mental health services will work together under the new plans.
Ms Hart has approved proposals by health boards to use assembly government money to develop one team in north Wales and one in south Wales.
Ms Hart said the funding would improve diagnosis, care and support for those with eating disorders.
Sustained services
Funding of £500,000 is being released this financial year to develop the service and provide extra training. This will rise to £1m every year to sustain services.
Ms Hart said: "I asked the NHS in July to develop proposals for how it would use this funding to improve eating disorders services following the publication of the assembly government's strategy for the conditions.
"I am pleased that I am able to approve the plans which, I believe, will attract experienced staff that will improve services greatly for the benefit of patients. Health boards will now be recruiting staff to lead the new services.
"It is important that people with eating disorders, as with any other condition, have prompt diagnosis and treatment to ensure the best outcome."
Specialist care
Ms Hart added the assembly government is working to improve mental health facilities with new units opening across Wales, including the new Child and Adolescent Unit in Abergele, for people who require more specialist care.
"The new teams will focus on a small, but extremely vulnerable group of patients, who have not always had the level of care they need to recover and live more independent lives," she said.
The south Wales team will be spilt to focus on individual health organisations across the area but work together to share expertise.
The assembly government has also invested in the development of an electronic course for primary care workers on eating disorders.
BBC
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Entrevista
quinta-feira, 29 de Outubro de 2009
Nova pareceria
CoMMedida e Oficina de Psicologia unem-se para o tratamento da Bulimia e Compulsão Alimentar
A CoMMedida acaba de realizar uma parceria com a Oficina de Psicologia para dar resposta a pessoas que sofram de Bulimia e de Ingestão Compulsiva. As perturbações do comportamento alimentar surgem como complexas e, para a sua resolução eficaz, requer-se, muitas vezes, um enquadramento mais integrativo do que apenas o de acompanhamento psicoterapêutico. Por isso, a Oficina de Psicologia e a CoMMedida - Associação de Apoio a Doentes do Comportamento Alimentar aliaram-se para conseguirem prestar o apoio mais eficaz nestas situações, acompanhando-as com recurso às intervenções mais actuais e inclusivas, numa estrutura que inclui o atendimento individual semanal e o enquadramento em grupos de suporte e de treino de competências.
Por enquanto, este projecto apenas beneficia a população de Lisboa.
Programa Paparocas CoMMedida
O programa de intervenção nas situações de bulimia e ingestão compulsiva comporta três componentes:
•Intervenção individual - sessões semanais, durante as quais se trabalham os aspectos principais de mudança de comportamentos alimentares e se exploram emoções, comportamentos e crenças que estão na base do problema, analisando-se e experienciando vias alternativas para regular de uma forma eficaz a relação com os alimentos e com o corpo. Custo: 25€/sessão
•Intervenção de grupo em treino de competências - sessões quinzenais, durante as quais são trabalhados temas que se verificam essenciais ao processo de mudança, nomedamente: assertividade, disfusão de pensamentos, definição de valores pessoais e mindfulness. Custo: 15€/sessão
•Intervenção em grupos de suporte - sessões quinzenais, alternadas com as sessões de treino de competências, durante as quais se abre um espaço de partilha e reflexão conjunta sobre os temas críticos que sustentam o comportamento indesejado. Custo: gratuito
Sabendo que os problemas de comportamento alimentar são complexos e querendo manter a elevada qualidade e eficácia do acompanhamento psicoterapêutico que tem pautado a nossa actuação, optámos por ter dois contactos terapêuticos por semana com todas as participantes. Para manter a intervenção acessível, e podermos continuar a beneficiar a maioria, a intervenção em grupos de suporte é gratuita.
Chamamos a atenção para o facto de que todas as situações cuja queixa principal resida numa perturbação alimentar, atendidas em Lisboa, serão encaminhadas para este programa, salvo excepções analisadas caso a caso.
Oficina de Psicologia
A Oficina de Psicologia é uma instituição composta por psicólogos clínicos credenciados, com ampla experiência em acompanhamento psicoterapêutico.
Saiba mais em www.oficinadepsicologia.com
Inscrever-se
A CoMMedida e a Oficina de Psicologia esforçaram-se por facilitar o acesso a quem precise de nós. Quer precise de mais informações sobre o tipo de apoio geral que pode obter através da Associação, ou mais especificamente sobre o Programa Paparocas, quer deseje enviar o seu pedido de marcação da primeira consulta de avaliação e diagnóstico, poderá preencher o formulário abaixo e será contactada em 24 horas úteis para esclarecimento das suas questões ou marcação de data e hora. Todo o programa Paparocas Com Medida processa-se nas instalações da Oficina de Psicologia.
Se não tiver acesso a internet (por questões logísticas, preferimos sempre o envio do formulário), disponibilizamos-lhe o telefone: 91 970 64 76.
A CoMMedida acaba de realizar uma parceria com a Oficina de Psicologia para dar resposta a pessoas que sofram de Bulimia e de Ingestão Compulsiva. As perturbações do comportamento alimentar surgem como complexas e, para a sua resolução eficaz, requer-se, muitas vezes, um enquadramento mais integrativo do que apenas o de acompanhamento psicoterapêutico. Por isso, a Oficina de Psicologia e a CoMMedida - Associação de Apoio a Doentes do Comportamento Alimentar aliaram-se para conseguirem prestar o apoio mais eficaz nestas situações, acompanhando-as com recurso às intervenções mais actuais e inclusivas, numa estrutura que inclui o atendimento individual semanal e o enquadramento em grupos de suporte e de treino de competências.
Por enquanto, este projecto apenas beneficia a população de Lisboa.
Programa Paparocas CoMMedida
O programa de intervenção nas situações de bulimia e ingestão compulsiva comporta três componentes:
•Intervenção individual - sessões semanais, durante as quais se trabalham os aspectos principais de mudança de comportamentos alimentares e se exploram emoções, comportamentos e crenças que estão na base do problema, analisando-se e experienciando vias alternativas para regular de uma forma eficaz a relação com os alimentos e com o corpo. Custo: 25€/sessão
•Intervenção de grupo em treino de competências - sessões quinzenais, durante as quais são trabalhados temas que se verificam essenciais ao processo de mudança, nomedamente: assertividade, disfusão de pensamentos, definição de valores pessoais e mindfulness. Custo: 15€/sessão
•Intervenção em grupos de suporte - sessões quinzenais, alternadas com as sessões de treino de competências, durante as quais se abre um espaço de partilha e reflexão conjunta sobre os temas críticos que sustentam o comportamento indesejado. Custo: gratuito
Sabendo que os problemas de comportamento alimentar são complexos e querendo manter a elevada qualidade e eficácia do acompanhamento psicoterapêutico que tem pautado a nossa actuação, optámos por ter dois contactos terapêuticos por semana com todas as participantes. Para manter a intervenção acessível, e podermos continuar a beneficiar a maioria, a intervenção em grupos de suporte é gratuita.
Chamamos a atenção para o facto de que todas as situações cuja queixa principal resida numa perturbação alimentar, atendidas em Lisboa, serão encaminhadas para este programa, salvo excepções analisadas caso a caso.
Oficina de Psicologia
A Oficina de Psicologia é uma instituição composta por psicólogos clínicos credenciados, com ampla experiência em acompanhamento psicoterapêutico.
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Oficina de Psicologia
segunda-feira, 26 de Outubro de 2009
Alimente-se melhor com a dieta mental
A partir das teorias apresentadas por três livros*, a revista Vida Simples elaborou a dieta mental, seis dicas interessantes de comportamento para serem adotadas por quem quer se alimentar melhor. Confira:
- PODER É NÃO QUERER. Diga “Obrigado, eu não quero”. Quando você recusa um pedaço de bolo com um sofrido “Eu não posso”, seu interlocutor se sente incitado a persuadi-lo do contrário.
- PRAZERES LIGHT. Não concentre na comida todas as suas expectativas de prazer. Ler, caminhar e namorar são outras delícias da vida que só queimam calorias.
- ATITUDE TERAPÊUTICA. Remédios para emagrecer são reservados para casos específicos, como os de compulsão alimentar, e podem ser importantes para o sucesso da dieta, quando prescritos pelo médico. Aproveite a dieta para exercitar sua força de vontade, persistência e disciplina.
- À LUZ DE VELAS. Faça da refeição um ritual. Sente-se à mesa, use a toalha que guarda para as visitas, aproveite cada mordida. Comer no piloto automático aumenta os riscos de comer muito. Mesmo no escritório você pode fazer do lanche seu momento especial.
- ESTRESSE À PARTE. Alivie a tensão antes de comer. Respire profundamente três vezes ao se sentar à mesa. Você não deve comer por outro motivo que não seja a fome, o cuidado com a saúde e o prazer. Não deixe a ansiedade e a tristeza escolherem por você.
- REEDUCAÇÃO DO LAZER. Mude sua rotina junto com a mudança do cardápio. Em vez de chegar do trabalho e se largar no sofá (e pedir pizza de novo!), faça uma caminhada pelo bairro, brinque com o cachorro. Novas atitudes no cotidiano dão a impressão de que o que mudou não foi só a alimentação, mas a vida.
Para saber mais
*Livros: • A Dieta do Bom Humor, de Sonia Tucunduva Philippi, Panda Books • A Dieta dos Pontos, de Alfredo Halpern, Editora Abril • A Dieta sem Dieta, de Ben Fletcher, Karen Pine e Danny Penman, Best-Seller
Fonte: CLIC RBS
- PODER É NÃO QUERER. Diga “Obrigado, eu não quero”. Quando você recusa um pedaço de bolo com um sofrido “Eu não posso”, seu interlocutor se sente incitado a persuadi-lo do contrário.
- PRAZERES LIGHT. Não concentre na comida todas as suas expectativas de prazer. Ler, caminhar e namorar são outras delícias da vida que só queimam calorias.
- ATITUDE TERAPÊUTICA. Remédios para emagrecer são reservados para casos específicos, como os de compulsão alimentar, e podem ser importantes para o sucesso da dieta, quando prescritos pelo médico. Aproveite a dieta para exercitar sua força de vontade, persistência e disciplina.
- À LUZ DE VELAS. Faça da refeição um ritual. Sente-se à mesa, use a toalha que guarda para as visitas, aproveite cada mordida. Comer no piloto automático aumenta os riscos de comer muito. Mesmo no escritório você pode fazer do lanche seu momento especial.
- ESTRESSE À PARTE. Alivie a tensão antes de comer. Respire profundamente três vezes ao se sentar à mesa. Você não deve comer por outro motivo que não seja a fome, o cuidado com a saúde e o prazer. Não deixe a ansiedade e a tristeza escolherem por você.
- REEDUCAÇÃO DO LAZER. Mude sua rotina junto com a mudança do cardápio. Em vez de chegar do trabalho e se largar no sofá (e pedir pizza de novo!), faça uma caminhada pelo bairro, brinque com o cachorro. Novas atitudes no cotidiano dão a impressão de que o que mudou não foi só a alimentação, mas a vida.
Para saber mais
*Livros: • A Dieta do Bom Humor, de Sonia Tucunduva Philippi, Panda Books • A Dieta dos Pontos, de Alfredo Halpern, Editora Abril • A Dieta sem Dieta, de Ben Fletcher, Karen Pine e Danny Penman, Best-Seller
Fonte: CLIC RBS
domingo, 25 de Outubro de 2009
Casos de anorexia entre idosas quase triplicam na Europa
Estudo espanhol diz que índice de mulheres anoréxicas com mais de 60 passou de 1,8% a 5% na última década.
Um estudo médico espanhol constatou que, no período de uma década, os casos de anorexia quase triplicaram entre a população europeia com mais de 65 anos, avança a BBC Brasil, citada pelo RCM Pharma.
O estudo, apresentado no 9º Congresso Nacional de Organizações de Idosos da Espanha, revela que o índice de mulheres europeias com mais de 60 anos com anorexia passou de 1,8% para 5% nos últimos 10 anos.
O aumento é similar ao da população adolescente: os casos detectados de jovens entre 13 e 18 anos com anorexia e bulimia subiram de 2,4% para 7% na década.
Fonte:Tribuna Médica Press
Um estudo médico espanhol constatou que, no período de uma década, os casos de anorexia quase triplicaram entre a população europeia com mais de 65 anos, avança a BBC Brasil, citada pelo RCM Pharma.
O estudo, apresentado no 9º Congresso Nacional de Organizações de Idosos da Espanha, revela que o índice de mulheres europeias com mais de 60 anos com anorexia passou de 1,8% para 5% nos últimos 10 anos.
O aumento é similar ao da população adolescente: os casos detectados de jovens entre 13 e 18 anos com anorexia e bulimia subiram de 2,4% para 7% na década.
Fonte:Tribuna Médica Press
terça-feira, 20 de Outubro de 2009
Obesidade infantil assusta os médicos
Estudos recentes revelam que um terço das crianças e adolescentes tem excesso de peso.
O nível de excesso de peso entre crianças e adolescentes é "absolutamente assustador". Esta foi a reacção dos nutricionistas portugueses aos resultados de estudos que são divulgados hoje, Dia Mundial da Alimentação.
Alexandra Bento, presidente da Direcção da Associação Portuguesa de Nutricionistas, não ficou muito admirada ao saber que um terço das crianças portuguesas com idades entre os 6 e os 10 anos apresentam excesso de peso, de acordo com um estudo recente, que é divulgado hoje, Dia Mundial da Alimentação. "O resultado está de acordo com outros estudos feitos anteriormente", explicou.
Hoje, em Lisboa, num seminário dedicado ao dia, os ministérios da Educação e da Saúde vão divulgar estudos sobre a obesidade entre crianças e adolescentes.
Um dos trabalhos, elaborado para a Plataforma Contra a Obesidade, da Direcção-Geral de Saúde, analisou 3487 crianças do 1.º Ciclo do Ensino Básico de 185 escolas, com idades entre os 6 e os 10 anos, constituindo uma amostra representativa nacional.
Os resultados revelaram uma prevalência de 32% das crianças com excesso de peso, sendo que 18,1% estavam em pré-obesidade e 13,9% já são obesas.
"São números assustadores. Mostram que um terço das nossas crianças sofre de excesso de peso e que perto de 14% sofrem mesmo de uma doença crónica, que é a obesidade", comentou Alexandra Bento.
A mesma conclusão pode ser tirada de um outro estudo - que também será divulgado hoje -, elaborado pela Sociedade para o Estudo da Obesidade, e que diz respeito a crianças dos 3 aos 5 anos e adolescentes. Fica-se a saber que, das 2251 crianças analisadas, 29% são pré-obesas e obesas, e 28,2% dos 2521 adolescentes analisados também o são.
Para os nutricionistas, não restam dúvidas que a obesidade infantil apresenta-se como um dos mais sérios problemas de saúde pública, quer no espaço europeu quer no mundo. A taxa de crescimento desta doença tem-se mantido constante, acrescentando 400 mil crianças por ano, aos já existentes 45 milhões de crianças com excesso de peso.
Escola responsável?
Alexandra Bento salientou que, de uma forma generalizada, as escolas estão a seguir o "Referencial para uma oferta alimentar saudável" - um guia de orientação para os estabelecimentos de ensino adoptarem uma boa alimentação nas cantinas e bufetes. "É fundamental que exista uma verdadeira cultura da saúde nas escolas, em que os alunos, professores e funcionários tenham conhecimentos sobre o assunto e também atitudes. Mas os pais também têm que ser envolvidos. O que interessa é criar uma moda positiva à volta da alimentação saudável", salientou.
A nutricionista falou sobre a importância de a educação alimentar começar no seio da família, onde é feita a maior parte das refeições. E a crise, no seu entender, não dificulta essa preocupação. "No nosso site - www.apm.org.pt - temos sugestões de menus que demonstram ser possível a uma pessoa ter uma boa alimentação diária por pouco mais do que três euros", revelou.
Por seu turno, Albino Almeida, presidente da Confederação das Associações de Pais, confirmou que as escolas estão a adoptar uma alimentação saudável. No entanto, chamou a atenção para uma preocupação dos pais: "Há reclamações sobre a qualidade e até a higiene das refeições que algumas empresas servem nas escolas".
Jornal de Noticias - Fernando Bastos
Fonte: sapo noticias
O nível de excesso de peso entre crianças e adolescentes é "absolutamente assustador". Esta foi a reacção dos nutricionistas portugueses aos resultados de estudos que são divulgados hoje, Dia Mundial da Alimentação.
Alexandra Bento, presidente da Direcção da Associação Portuguesa de Nutricionistas, não ficou muito admirada ao saber que um terço das crianças portuguesas com idades entre os 6 e os 10 anos apresentam excesso de peso, de acordo com um estudo recente, que é divulgado hoje, Dia Mundial da Alimentação. "O resultado está de acordo com outros estudos feitos anteriormente", explicou.
Hoje, em Lisboa, num seminário dedicado ao dia, os ministérios da Educação e da Saúde vão divulgar estudos sobre a obesidade entre crianças e adolescentes.
Um dos trabalhos, elaborado para a Plataforma Contra a Obesidade, da Direcção-Geral de Saúde, analisou 3487 crianças do 1.º Ciclo do Ensino Básico de 185 escolas, com idades entre os 6 e os 10 anos, constituindo uma amostra representativa nacional.
Os resultados revelaram uma prevalência de 32% das crianças com excesso de peso, sendo que 18,1% estavam em pré-obesidade e 13,9% já são obesas.
"São números assustadores. Mostram que um terço das nossas crianças sofre de excesso de peso e que perto de 14% sofrem mesmo de uma doença crónica, que é a obesidade", comentou Alexandra Bento.
A mesma conclusão pode ser tirada de um outro estudo - que também será divulgado hoje -, elaborado pela Sociedade para o Estudo da Obesidade, e que diz respeito a crianças dos 3 aos 5 anos e adolescentes. Fica-se a saber que, das 2251 crianças analisadas, 29% são pré-obesas e obesas, e 28,2% dos 2521 adolescentes analisados também o são.
Para os nutricionistas, não restam dúvidas que a obesidade infantil apresenta-se como um dos mais sérios problemas de saúde pública, quer no espaço europeu quer no mundo. A taxa de crescimento desta doença tem-se mantido constante, acrescentando 400 mil crianças por ano, aos já existentes 45 milhões de crianças com excesso de peso.
Escola responsável?
Alexandra Bento salientou que, de uma forma generalizada, as escolas estão a seguir o "Referencial para uma oferta alimentar saudável" - um guia de orientação para os estabelecimentos de ensino adoptarem uma boa alimentação nas cantinas e bufetes. "É fundamental que exista uma verdadeira cultura da saúde nas escolas, em que os alunos, professores e funcionários tenham conhecimentos sobre o assunto e também atitudes. Mas os pais também têm que ser envolvidos. O que interessa é criar uma moda positiva à volta da alimentação saudável", salientou.
A nutricionista falou sobre a importância de a educação alimentar começar no seio da família, onde é feita a maior parte das refeições. E a crise, no seu entender, não dificulta essa preocupação. "No nosso site - www.apm.org.pt - temos sugestões de menus que demonstram ser possível a uma pessoa ter uma boa alimentação diária por pouco mais do que três euros", revelou.
Por seu turno, Albino Almeida, presidente da Confederação das Associações de Pais, confirmou que as escolas estão a adoptar uma alimentação saudável. No entanto, chamou a atenção para uma preocupação dos pais: "Há reclamações sobre a qualidade e até a higiene das refeições que algumas empresas servem nas escolas".
Jornal de Noticias - Fernando Bastos
Fonte: sapo noticias
segunda-feira, 19 de Outubro de 2009
Dieta do futuro deverá ter em conta perfil genético individual
A dieta do futuro deverá ter em conta as pequenas, mas abundantes, diferenças genéticas existentes no genoma humano, mas há ainda um longo caminho a percorrer até se generalizarem as dietas personalizadas, defende um nutricionista.
Fábio Pereira, um dos participantes no VIII Congresso da Sociedade Portuguesa de Ciências da Nutrição e Alimentação, que hoje se inicia no Porto, disse à Lusa que uma dieta eficaz terá de aliar as diferenças genéticas à exposição ambiental de cada indivíduo.
O investigador, que está a concluir o doutoramento no Instituto de Investigações Biomédicas da Universidade Autónoma de Madrid, referiu casos em que a mesma dieta pode ter respostas diferentes, como acontece com os regimes baixos em sódio, que reduzem a tensão arterial nuns pacientes e não noutros.
Por outro lado, "dois gémeos com a mesma constituição genética, se forem separados, serão diferentes ao fim de 30 anos".
São questões exploradas pela genómica nutricional, nas suas duas vertentes, a nutrigenética e a nutrigenómica.
"Enquanto a nutrigenética estuda a resposta da constituição genética de cada indivíduo aos diferentes estímulos do ambiente, como a dieta, a nutrigenómica debruça-se sobre os efeitos da dieta na constituição genética de um organismo, ou seja como o ambiente modela a expressão dos genes", explicou.
Exemplificou que 20 a 30 por cento da população tem uma pequena alteração genética na enzima que metaboliza o ácido fólico, ou vitamina B9, de importância reconhecida para as grávidas, segundo demonstrou um estudo realizado nos anos 80 nos Estados Unidos.
Como essas pessoas não metabolizam o ácido fólico da dieta da mesma maneira e dada a frequência dessa alteração genética na população, foi recomendado em vários países, e decidido por lei nos Estados Unidos, fortificar os cereais em ácido fólico.
"Estas pequenas diferenças genéticas entre os indivíduos, a que chamamos polimorfismos, são as formas mais simples de variações genéticas encontradas no nosso genoma", explicou Fábio Pereira, distinguindo-as das mutações genéticas, normalmente patogénicas, que podem levar a doenças graves.
"Um polimorfismo tem um impacto menor ou mais difícil de ver na nossa saúde", afirmou. "Seria por isso muito interessante ver o impacto de um conjunto grande de variações genéticas e o seu significado para a saúde humanas, especialmente a nível preventivo".
Principalmente para algumas vitaminas e alguns minerais, há peritos mundiais que consideram necessário reajustar as recomendações a nível das medidas populacionais de alimentação.
Questionado sobre o custo que implicaria a generalização de dietas personalizadas, Fábio Pereira lembra que as inovações tecnológicas reduziram substancialmente os custos das análises genéticas.
Nos Estados Unidos e mesmo na Europa existem já empresas que propõem dietas personalizadas baseadas em perfis genéticos individuais, mas falta ainda legislação nesta área emergente.
Na perspectiva desde investigador, licenciado em Ciências da Nutrição pela Universidade do Porto, embora existam provas científicas mais ou menos convincentes de alguns polimorfismos, "é ainda muito precoce fazer qualquer tipo de recomendação ou intervenção".
"Estamos ainda no início de um longo caminho", concluiu.
lusa
Fonte: Sic Sapo
Fábio Pereira, um dos participantes no VIII Congresso da Sociedade Portuguesa de Ciências da Nutrição e Alimentação, que hoje se inicia no Porto, disse à Lusa que uma dieta eficaz terá de aliar as diferenças genéticas à exposição ambiental de cada indivíduo.
O investigador, que está a concluir o doutoramento no Instituto de Investigações Biomédicas da Universidade Autónoma de Madrid, referiu casos em que a mesma dieta pode ter respostas diferentes, como acontece com os regimes baixos em sódio, que reduzem a tensão arterial nuns pacientes e não noutros.
Por outro lado, "dois gémeos com a mesma constituição genética, se forem separados, serão diferentes ao fim de 30 anos".
São questões exploradas pela genómica nutricional, nas suas duas vertentes, a nutrigenética e a nutrigenómica.
"Enquanto a nutrigenética estuda a resposta da constituição genética de cada indivíduo aos diferentes estímulos do ambiente, como a dieta, a nutrigenómica debruça-se sobre os efeitos da dieta na constituição genética de um organismo, ou seja como o ambiente modela a expressão dos genes", explicou.
Exemplificou que 20 a 30 por cento da população tem uma pequena alteração genética na enzima que metaboliza o ácido fólico, ou vitamina B9, de importância reconhecida para as grávidas, segundo demonstrou um estudo realizado nos anos 80 nos Estados Unidos.
Como essas pessoas não metabolizam o ácido fólico da dieta da mesma maneira e dada a frequência dessa alteração genética na população, foi recomendado em vários países, e decidido por lei nos Estados Unidos, fortificar os cereais em ácido fólico.
"Estas pequenas diferenças genéticas entre os indivíduos, a que chamamos polimorfismos, são as formas mais simples de variações genéticas encontradas no nosso genoma", explicou Fábio Pereira, distinguindo-as das mutações genéticas, normalmente patogénicas, que podem levar a doenças graves.
"Um polimorfismo tem um impacto menor ou mais difícil de ver na nossa saúde", afirmou. "Seria por isso muito interessante ver o impacto de um conjunto grande de variações genéticas e o seu significado para a saúde humanas, especialmente a nível preventivo".
Principalmente para algumas vitaminas e alguns minerais, há peritos mundiais que consideram necessário reajustar as recomendações a nível das medidas populacionais de alimentação.
Questionado sobre o custo que implicaria a generalização de dietas personalizadas, Fábio Pereira lembra que as inovações tecnológicas reduziram substancialmente os custos das análises genéticas.
Nos Estados Unidos e mesmo na Europa existem já empresas que propõem dietas personalizadas baseadas em perfis genéticos individuais, mas falta ainda legislação nesta área emergente.
Na perspectiva desde investigador, licenciado em Ciências da Nutrição pela Universidade do Porto, embora existam provas científicas mais ou menos convincentes de alguns polimorfismos, "é ainda muito precoce fazer qualquer tipo de recomendação ou intervenção".
"Estamos ainda no início de um longo caminho", concluiu.
lusa
Fonte: Sic Sapo
sábado, 17 de Outubro de 2009
Anorexia e álcool, uma parceria quase mortal
São Paulo - Beber para aliviar a fome, inibida pelos enjoos vivenciados durante a bebedeira. E comer cada vez menos, para que o escape alcoólico não pese sobre a balança. Essa é a rotina das vítimas de transtornos alimentares (TAs) que apresentam junto com eles algum grau de dependência em relação ao álcool - quadro de comorbidade popularmente chamado de ‘drunkorexia’ (do inglês: drunk, que significa bêbado) ou anorexia alcoólica. O termo não é científico, mas já circula livremente pela internet e pelos consultórios médicos.
O termo já entrou na vida dos brasileiros através da novela "Viver a Vida", da TV Globo. Na trama de Manoel Carlos, a atriz Bárbara Paz é quem dá rosto às meninas que se refugiam no álcool para controlar o peso. "No Brasil ainda não há um núcleo especializado em ‘drunkorexia’, mas nos EUA o problema é mais difundido. Existem aqui, porém, centros de tratamento para anorexia ou para alcoolismo. Frequentei alguns como ouvinte, escutei histórias e conheci algumas garotas que sofriam de ‘drunkorexia’ sem conhecer o termo. São mulheres que não quererem engordar, mas quererem estar de bom humor. O álcool dá esse falso bem-estar momentâneo", conta Bárbara.
Para a atriz, a associação entre magreza e abuso de álcool adquiriu um perigoso ar de glamour. "Para entender isso, foquei no que estava próximo, como os bares, a noite paulistana e a academia de ginástica com suas mulheres magras. Ouvi várias vezes a frase: ‘ sou drunkoréxica’,dita sempre em um tom de felicidade. Essa expressão virou quase uma gíria, com a garota querendo dizer que é ‘magra e feliz’. Veja a cantora Amy Winehouse e outras famosas. Elas ficam ainda mais famosas por passarem meses em clínicas de reabilitação. Parece uma moda. E muitas garotas querem ser como elas", diz.
Não acaso, até o visual de Renata foi inspirado na cantora inglesa, com direito a cabelo volumoso no topo da cabeça. O mundo de Renata, personagem de Bárbara, também é cheio de purpurina. "Ela quer ser modelo, é uma atriz iniciante que vive próxima ao mundo da moda. Está doente e não sabe, não consegue focar na faculdade ou no trabalho, não é feliz com seu corpo porque acha que está acima do peso. Para cobrir os vazios ela bebe, mas sem se alimentar direito para não engordar. As coisas vão piorar porque essa situação vai desgastar ainda mais o relacionamento amoroso da Renata. No começo, ela bebe só um pouco, para saciar a fome. E sem que ela perceba a doença começa a aparecer. É aí que acaba o glamour e o brilho disso."
A fictícia Renata e também as moças de verdade que têm algum transtorno alimentar (como anorexia, bulimia e compulsão periódica) e se entregam aos drinques não são só alcoólatras. No estômago vazio, sobretudo o feminino, uma mera lata de cerveja é capaz de provocar sinais de embriaguez. "A mulher, por aspectos fisiológicos, absorve o álcool em velocidade 50% maior se comparada ao homem pois tem mais gordura e menos água no corpo para diluir o álcool", diz a médica Camila Magalhães Silveira, coordenadora do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa).
Segundo Camila, nas mulheres a produção de uma enzima que ajuda a metabolizar o álcool (aldeído desidrogenase) tende a ser reduzida, o que torna a bebida ainda mais agressiva para elas. "Estima-se que um homem leve oito anos para ficar dependente do álcool, prazo que cai para até cinco anos entre as mulheres. Muitas anoréxica bebem para amenizar a dor e a angústia de não poder comer. Assim, embora a ‘drunkorexia’ não seja um termo científico, é considerada uma variação da anorexia."
Na avaliação da profissional, a ligação entre regime e abuso de álcool se explica pela falsa crença de que ele não engorda. Os drinques são, contudo, mais calóricos que muita guloseima: 1 grama de álcool fornece 7 calorias, enquanto que o açúcar, praguejado nos regimes, contém 4 calorias por grama. "Pacientes com transtorno alimentar acreditam que a bebida ajuda a controlar a fome pois provoca uma irritação na mucosa gástrica, levando a náuseas. Essa irritação estimula a produção de leptina, substância que atua na sensação de saciedade", diz Camila.
Coordenadora do Programa de Assistência à Mulher Dependente Química (Promud), serviço vinculado ao Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Silvia Brasiliano conduziu um estudo para investigar a prevalência de TA em dependentes químicas. "Constatei que 34% das pacientes tinham esses transtornos. Nos EUA, estudos mostram que mulheres com TA têm oito vezes mais chance do que as outras mulheres de desenvolver um problema ligado ao álcool. A hipótese mais aceita para explicar essa relação é uma possível falha no controle dos impulsos, que se manifesta ora no consumo abusivo de álcool, ora no descontrole alimentar", analisa.
De acordo com Silvia, tentar suprimir a fome por meio do álcool é um mecanismo com efeito ilusório. "À medida que o corpo vai ficando resistente ao álcool, é preciso beber cada vez mais para se ter o mesmo efeito de antes. E isso acaba provocando ganho de peso", analisa. Ela lembra também que os primeiros sinais do quadro costumam surgir já na adolescência. "O consumo de álcool tem aumentado entre as adolescentes de 15 a 18 anos, e a expectativa é que esse índice se equipare aos números masculinos.
Nessa fase também são comuns alguns desvios alimentares, sobretudo métodos compensatórios muito rígidos, que no futuro podem evoluir para um TA. Há meninas que jejuam por um dia porque comeram uma batata frita, por exemplo."
Na opinião da psiquiatra Analice Gigliotti, presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead), bebida alcoólica e transtorno alimentar formam uma dupla explosiva. "É uma bomba-relógio. Anorexia e consumo de drogas, inclusive o álcool, são os dois distúrbios mentais que mais matam no mundo. E esses dois problemas se potencializam quando concomitantes no paciente, já que ambos diminuem a imunidade da pessoa", esclarece.
A psicóloga Fátima Vasques, do Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares (Ambulim) do Hospital das Clínicas da FMUSP, lembra que todas as drogas, e não só o álcool, estão relacionadas a distúrbios alimentares. E diz que faltam estudos sobre o tema no País. "O que temos são números americanos, que indicam que até 33% das bulímicas enfrentam problemas com o álcool.Nesses casos, é usado por facilitar os vômitos, episódios que caracterizam a doença", diz. "Entre anoréxicas também é frequente a cocaína, que emagrece por cortar a fome", completa.
Boxe:
"FRASES"
Ouvi várias vezes: ‘ sou drunkoréxica’, em um tom de felicidade. É quase uma gíria, com
a garota querendo dizer que é magra e feliz" . - BÁRBARA PAZ, ATRIZ
Fonte:Abril
O termo já entrou na vida dos brasileiros através da novela "Viver a Vida", da TV Globo. Na trama de Manoel Carlos, a atriz Bárbara Paz é quem dá rosto às meninas que se refugiam no álcool para controlar o peso. "No Brasil ainda não há um núcleo especializado em ‘drunkorexia’, mas nos EUA o problema é mais difundido. Existem aqui, porém, centros de tratamento para anorexia ou para alcoolismo. Frequentei alguns como ouvinte, escutei histórias e conheci algumas garotas que sofriam de ‘drunkorexia’ sem conhecer o termo. São mulheres que não quererem engordar, mas quererem estar de bom humor. O álcool dá esse falso bem-estar momentâneo", conta Bárbara.
Para a atriz, a associação entre magreza e abuso de álcool adquiriu um perigoso ar de glamour. "Para entender isso, foquei no que estava próximo, como os bares, a noite paulistana e a academia de ginástica com suas mulheres magras. Ouvi várias vezes a frase: ‘ sou drunkoréxica’,dita sempre em um tom de felicidade. Essa expressão virou quase uma gíria, com a garota querendo dizer que é ‘magra e feliz’. Veja a cantora Amy Winehouse e outras famosas. Elas ficam ainda mais famosas por passarem meses em clínicas de reabilitação. Parece uma moda. E muitas garotas querem ser como elas", diz.
Não acaso, até o visual de Renata foi inspirado na cantora inglesa, com direito a cabelo volumoso no topo da cabeça. O mundo de Renata, personagem de Bárbara, também é cheio de purpurina. "Ela quer ser modelo, é uma atriz iniciante que vive próxima ao mundo da moda. Está doente e não sabe, não consegue focar na faculdade ou no trabalho, não é feliz com seu corpo porque acha que está acima do peso. Para cobrir os vazios ela bebe, mas sem se alimentar direito para não engordar. As coisas vão piorar porque essa situação vai desgastar ainda mais o relacionamento amoroso da Renata. No começo, ela bebe só um pouco, para saciar a fome. E sem que ela perceba a doença começa a aparecer. É aí que acaba o glamour e o brilho disso."
A fictícia Renata e também as moças de verdade que têm algum transtorno alimentar (como anorexia, bulimia e compulsão periódica) e se entregam aos drinques não são só alcoólatras. No estômago vazio, sobretudo o feminino, uma mera lata de cerveja é capaz de provocar sinais de embriaguez. "A mulher, por aspectos fisiológicos, absorve o álcool em velocidade 50% maior se comparada ao homem pois tem mais gordura e menos água no corpo para diluir o álcool", diz a médica Camila Magalhães Silveira, coordenadora do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa).
Segundo Camila, nas mulheres a produção de uma enzima que ajuda a metabolizar o álcool (aldeído desidrogenase) tende a ser reduzida, o que torna a bebida ainda mais agressiva para elas. "Estima-se que um homem leve oito anos para ficar dependente do álcool, prazo que cai para até cinco anos entre as mulheres. Muitas anoréxica bebem para amenizar a dor e a angústia de não poder comer. Assim, embora a ‘drunkorexia’ não seja um termo científico, é considerada uma variação da anorexia."
Na avaliação da profissional, a ligação entre regime e abuso de álcool se explica pela falsa crença de que ele não engorda. Os drinques são, contudo, mais calóricos que muita guloseima: 1 grama de álcool fornece 7 calorias, enquanto que o açúcar, praguejado nos regimes, contém 4 calorias por grama. "Pacientes com transtorno alimentar acreditam que a bebida ajuda a controlar a fome pois provoca uma irritação na mucosa gástrica, levando a náuseas. Essa irritação estimula a produção de leptina, substância que atua na sensação de saciedade", diz Camila.
Coordenadora do Programa de Assistência à Mulher Dependente Química (Promud), serviço vinculado ao Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Silvia Brasiliano conduziu um estudo para investigar a prevalência de TA em dependentes químicas. "Constatei que 34% das pacientes tinham esses transtornos. Nos EUA, estudos mostram que mulheres com TA têm oito vezes mais chance do que as outras mulheres de desenvolver um problema ligado ao álcool. A hipótese mais aceita para explicar essa relação é uma possível falha no controle dos impulsos, que se manifesta ora no consumo abusivo de álcool, ora no descontrole alimentar", analisa.
De acordo com Silvia, tentar suprimir a fome por meio do álcool é um mecanismo com efeito ilusório. "À medida que o corpo vai ficando resistente ao álcool, é preciso beber cada vez mais para se ter o mesmo efeito de antes. E isso acaba provocando ganho de peso", analisa. Ela lembra também que os primeiros sinais do quadro costumam surgir já na adolescência. "O consumo de álcool tem aumentado entre as adolescentes de 15 a 18 anos, e a expectativa é que esse índice se equipare aos números masculinos.
Nessa fase também são comuns alguns desvios alimentares, sobretudo métodos compensatórios muito rígidos, que no futuro podem evoluir para um TA. Há meninas que jejuam por um dia porque comeram uma batata frita, por exemplo."
Na opinião da psiquiatra Analice Gigliotti, presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead), bebida alcoólica e transtorno alimentar formam uma dupla explosiva. "É uma bomba-relógio. Anorexia e consumo de drogas, inclusive o álcool, são os dois distúrbios mentais que mais matam no mundo. E esses dois problemas se potencializam quando concomitantes no paciente, já que ambos diminuem a imunidade da pessoa", esclarece.
A psicóloga Fátima Vasques, do Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares (Ambulim) do Hospital das Clínicas da FMUSP, lembra que todas as drogas, e não só o álcool, estão relacionadas a distúrbios alimentares. E diz que faltam estudos sobre o tema no País. "O que temos são números americanos, que indicam que até 33% das bulímicas enfrentam problemas com o álcool.Nesses casos, é usado por facilitar os vômitos, episódios que caracterizam a doença", diz. "Entre anoréxicas também é frequente a cocaína, que emagrece por cortar a fome", completa.
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"FRASES"
Ouvi várias vezes: ‘ sou drunkoréxica’, em um tom de felicidade. É quase uma gíria, com
a garota querendo dizer que é magra e feliz" . - BÁRBARA PAZ, ATRIZ
Fonte:Abril
sexta-feira, 16 de Outubro de 2009
Crianças com obesidade abdominal correm maior risco de problemas cardíacosPublicado
Estudo norte-americano sugere que a obesidade abdominal em crianças representa um risco para a saúde cardíaca não apenas para os adultos como também para as crianças
A pesquisa avaliou 188 crianças obesas aparentemente saudáveis com idades compreendidas entre os sete e os onze anos. A equipa de investigadores descobriu que, quando comparadas a crianças com menor circunferência de cintura, aquelas com maior obesidade abdominal tinham uma propensão 27 vezes superior de se tornarem severamente obesas, tinham 3,6 vezes mais riscos de ter níveis reduzidos de "bom" colesterol, três vezes mais probabilidade de ter triglicéridos altos, e 3,7 vezes maior risco de ter altos níveis de insulina em jejum - factor de risco para a diabetes.
"Isso diz-nos que eles estão em maior risco de problemas cardíacos mais tarde", afirmou o investigador Reda Bassali.
Seguindo estes resultados, a equipa de especialistas destacou que medir a circunferência da cintura em crianças obesas pode ser uma forma eficaz de identificar aquelas com um risco maior de desenvolver diabetes e doença cardíaca.
Os autores recomendam assim que o estilo de vida seja alterado nessas crianças, através da adopção de uma alimentação equilibrada e praticando actividades físicas.
Fonte: Sapo Saúde
Tags: cardíacos, crianças, diabetes, obesidade
Fonte:Farmacia.com.pt
A pesquisa avaliou 188 crianças obesas aparentemente saudáveis com idades compreendidas entre os sete e os onze anos. A equipa de investigadores descobriu que, quando comparadas a crianças com menor circunferência de cintura, aquelas com maior obesidade abdominal tinham uma propensão 27 vezes superior de se tornarem severamente obesas, tinham 3,6 vezes mais riscos de ter níveis reduzidos de "bom" colesterol, três vezes mais probabilidade de ter triglicéridos altos, e 3,7 vezes maior risco de ter altos níveis de insulina em jejum - factor de risco para a diabetes.
"Isso diz-nos que eles estão em maior risco de problemas cardíacos mais tarde", afirmou o investigador Reda Bassali.
Seguindo estes resultados, a equipa de especialistas destacou que medir a circunferência da cintura em crianças obesas pode ser uma forma eficaz de identificar aquelas com um risco maior de desenvolver diabetes e doença cardíaca.
Os autores recomendam assim que o estilo de vida seja alterado nessas crianças, através da adopção de uma alimentação equilibrada e praticando actividades físicas.
Fonte: Sapo Saúde
Tags: cardíacos, crianças, diabetes, obesidade
Fonte:Farmacia.com.pt
quinta-feira, 15 de Outubro de 2009
Tais Araújo em Vive a Vida
Taís Araújo fica feliz por ter emagrecido para papel na novela 'Viver a vida'
por Tatiana Mattos
O elenco de "Viver A Vida", novela de Manoel Carlos, que estreou no horário nobre da Rede Globo, nesta segunda-feira, assistiu ao primeiro capítulo na churrascaria "Porcão", no Flamengo, Zona Sul do Rio. Taís Araújo, que vive a tão querida "Helena" de Maneco, chegou ao evento por volta das 22h30. A morena está magérrima para viver a protagonista, que é uma modelo de 30 anos no auge da carreira. "Quantos quilos eu emagreci, eu não sei, mas foi o suficiente para as calças ficarem largas e eu muito feliz", divertiu-se Taís. Sobre o papel de destaque: "Estou amando fazer a novela e espero que vocês gostem", confessou.
O diretor da trama, Jaime Monjardim, fez questão de dizer que Taís Araújo não foi escolhida para o papel por ser negra. "A escolha foi porque queríamos uma Helena jovem e a Taís é linda", disse Jaime. O galã Rodrigo Hilbert, que viverá um aventureiro, foi um dos primeiros a chegar. "Estou muito feliz trabalhando nessa novela maravilhosa e com a minha família maravilhosa", declarou o belo. Para ele, seu papel se parece um pouco com sua personalidade: "Felipe é um cara que gosta de viajar, é aventureiro e pratica esportes. Eu também sou assim".
Daniele Suzuki, que vai viver uma médica que trata de pacientes em fase terminal de câncer, disse que se preparou muito para a sua personagem. "Estudei bastante e fui algumas vezes no Hospital do Câncer", explicou. Outra atriz que viverá um papel intimamente ligado a drama é Bárbara Paz, que viverá a agoréxica Renata. "Ela tem distúrbios alimentares e troca alimentos por bebidas", contou Bárbara.
Fonte: SRZD
por Tatiana Mattos
O elenco de "Viver A Vida", novela de Manoel Carlos, que estreou no horário nobre da Rede Globo, nesta segunda-feira, assistiu ao primeiro capítulo na churrascaria "Porcão", no Flamengo, Zona Sul do Rio. Taís Araújo, que vive a tão querida "Helena" de Maneco, chegou ao evento por volta das 22h30. A morena está magérrima para viver a protagonista, que é uma modelo de 30 anos no auge da carreira. "Quantos quilos eu emagreci, eu não sei, mas foi o suficiente para as calças ficarem largas e eu muito feliz", divertiu-se Taís. Sobre o papel de destaque: "Estou amando fazer a novela e espero que vocês gostem", confessou.
O diretor da trama, Jaime Monjardim, fez questão de dizer que Taís Araújo não foi escolhida para o papel por ser negra. "A escolha foi porque queríamos uma Helena jovem e a Taís é linda", disse Jaime. O galã Rodrigo Hilbert, que viverá um aventureiro, foi um dos primeiros a chegar. "Estou muito feliz trabalhando nessa novela maravilhosa e com a minha família maravilhosa", declarou o belo. Para ele, seu papel se parece um pouco com sua personalidade: "Felipe é um cara que gosta de viajar, é aventureiro e pratica esportes. Eu também sou assim".
Daniele Suzuki, que vai viver uma médica que trata de pacientes em fase terminal de câncer, disse que se preparou muito para a sua personagem. "Estudei bastante e fui algumas vezes no Hospital do Câncer", explicou. Outra atriz que viverá um papel intimamente ligado a drama é Bárbara Paz, que viverá a agoréxica Renata. "Ela tem distúrbios alimentares e troca alimentos por bebidas", contou Bárbara.
Fonte: SRZD
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Entrevista
terça-feira, 13 de Outubro de 2009
Gorda num dia, bulímica no outro
Por que mais jovens sofrem dos dois problemas
Repórter especial, faz parte da equipe de ÉPOCA desde o lançamento da revista, em 1998. Escreve sobre medicina há 14 anos e ganhou mais de 10 prêmios nacionais de jornalismoEntrar na faculdade engorda. Não é de hoje que esse efeito colateral comum a tantos estudantes é observado e estudado. Nos Estados Unidos, existe até um termo popular para designar o ganho de peso que os alunos sofrem no primeiro ano da universidade. É o “freshman 15”. Isso porque os novatos engordam, em média, 15 pounds (6,8 kg) durante o primeiro ano. Universitários costumam consumir mais bebida alcóolica, pular o café da manhã e abusar de fast food. É uma fase desregrada e engordativa. Isso tudo parece óbvio. Menos óbvia, porém, é a quantidade de universitárias obesas que, na tentativa de emagrecer, se tornam bulímicas.
Um estudo recente conduzido pela professora Dianne Neumark-Sztainer, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, revelou que 40% das universitárias acima do peso adotavam comportamentos típicos de quem sofre de distúrbios alimentares como a bulimia. Em geral, elas comem enormes porções calóricas e depois provocam vômitos ou tomam laxantes. Entre os estudantes do sexo masculino, o índice é de 20%.
Ao contrário do que muita gente pensa, vomitar não emagrece. O corpo de quem tem bulimia cria mecanismos de absorção rápida. Manda os alimentos direto para o intestino, como se aprendesse que a comida não vai ficar muito tempo no estômago. Vomitar, portanto, não anula as calorias ingeridas. Usar laxante também não adianta: o remédio age no intestino grosso, quando os nutrientes já foram absorvidos.
“As pessoas estão preocupadas com o fato dos obesos se tornarem mais obesos e os magros se tornarem anoréxicos”, diz Dianne. “Mas ninguém se preocupa com os distúrbios alimentares sofridos pelos jovens que estão acima do peso.” Li essas declarações numa reportagem sobre o assunto publicada pela revista Newsweek e assinada por Johannah Cornblatt.
É um tema revelante. Os danos provocados pelos distúrbios alimentares são graves: infertilidade, perda óssea, dificuldades cognitivas e, em casos extremos, morte. Gordos e magros sofrem disso. Esse fato levanta uma interessante discussão: estimular na população a obsessão pela contagem de calorias traz algum benefício?
A justificativa para espalhar em restaurantes avisos com a quantidade de calorias de alimentos é tentar combater os alarmantes índices de obesidade (60% dos americanos e 40% dos brasileiros estão acima do peso). A medida nasceu de uma boa intenção, mas está provocando efeitos indesejados.
Nos restaurantes universitários americanos, os avisos sobre as calorias dos alimentos assustam as anoréxicas. Elas passam a comer cada vez menos. Também não parecem estar ajudando as obesas. Em vez de usar a informação para fazer combinações equilibradas, elas se apavoram com as calorias ingeridas. Muitas provocam vômitos.
Cartazes com informação sobre calorias foram removidos das paredes dos refeitórios da Universidade Harvard. A justificativa para a remoção foi a surpreendente quantidade de pessoas com distúrbios alimentares que a universidade descobriu fazer parte de sua comunidade.
Quadros como esse são úteis para as pessoas que sabem interpretá-los. Aquelas que entendem que representam guias gerais criados para facilitar escolhas. Na prática, porém, os especialistas têm observado que muita gente superestima o significado dos números.
Muitos se assustam com as 128 calorias de um copo de suco de laranja. Escolhem todos os dias um refrigerante diet com menos de uma caloria. Não levam em consideração o fato de que o suco de laranja garante nutrientes essenciais. O refrigerante é nada.
Esse policiamento ostensivo em torno da contagem de calorias não produz mais saúde - nem física, nem mental. Produz mais neuróticos. Quanto mais informação as pessoas recebem, menos conseguem seguir o caminho do meio, o do equilíbrio.
Tenho visto muitas pessoas com peso normal caindo nessa armadilha. Falam de calorias o tempo todo. Imaginam que o mínimo desvio do que acham ser uma alimentação saudável será capaz de provocar uma catástrofe no organismo. Não percebem que uma rotina de alimentação equilibrada e atividade física nos permite cometer pequenos pecados que dão sabor à vida: um brigadeiro, um torresminho, uma pizza sem um grama de culpa.
Esse distúrbio de comportamento tem nome: ortorexia. Escrevi recentemente uma reportagem de capa sobre isso. Nos próximos anos, é possível que ele seja classificado como um transtorno psiquiátrico -- assim como a bulimia e a anorexia.
Pensei na ortorexia na semana passada, quando recebi uma mensagem aflita de um colega que havia lido uma reportagem sobre os malefícios do açúcar. O que me deixou preocupada foi perceber como a capacidade de julgamento dele estava prejudicada. O rapaz é inteligente, articulado, nada todos os dias, corre algumas vezes por semana e se alimenta de forma muito saudável. As nutricionistas que o acompanham recomendaram que ele consumisse um pouco mais de açúcar para melhorar seu desempenho na atividade física. Não vejo nenhum problema nisso. Mas o meu amigo ficou tão alarmado que resolveu disparar um email no domingão, às 8 horas da manhã, para sondar a minha opinião.
Minha resposta: “Você tem não apenas uma, mas duas nutricionistas cuidando da sua alimentação. Malha a semana toda e gasta todo o açúcar que ingere. Está preocupado por quê? Pare de pensar em dieta e vá ser feliz”. Acho que ele não ficou chateado. Está muito acostumado ao meu estilo objetivo - às vezes, excessivamente objetivo. Mas eu fiquei sinceramente preocupada com a paranoia sobre dieta e malhação que atinge cada vez mais pessoas das minhas relações.
Enquanto preparava a reportagem sobre ortorexia ouvi uma ótima frase da Mara Salles, a premiada chef de cozinha do Restaurante Tordesilhas, em São Paulo. Ela disse tudo: “As pessoas não estão perdendo só o prazer. Elas estão perdendo o juízo.”
Como ainda tenho algum juízo, assim que terminar de escrever esse texto vou sair para comer uma pizza de calabresa e tomar uma cervejinha. A semana foi pesada e eu nunca fui de ferro.
O que você acha? Queremos ouvir a sua opinião.
28/09/2009 - 17:52 - Atualizado em 28/09/2009 - 17:52
Fonte: Época - CRISTIANE SEGATTO
cristianes@edglobo.com.br
Repórter especial, faz parte da equipe de ÉPOCA desde o lançamento da revista, em 1998. Escreve sobre medicina há 14 anos e ganhou mais de 10 prêmios nacionais de jornalismoEntrar na faculdade engorda. Não é de hoje que esse efeito colateral comum a tantos estudantes é observado e estudado. Nos Estados Unidos, existe até um termo popular para designar o ganho de peso que os alunos sofrem no primeiro ano da universidade. É o “freshman 15”. Isso porque os novatos engordam, em média, 15 pounds (6,8 kg) durante o primeiro ano. Universitários costumam consumir mais bebida alcóolica, pular o café da manhã e abusar de fast food. É uma fase desregrada e engordativa. Isso tudo parece óbvio. Menos óbvia, porém, é a quantidade de universitárias obesas que, na tentativa de emagrecer, se tornam bulímicas.
Um estudo recente conduzido pela professora Dianne Neumark-Sztainer, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, revelou que 40% das universitárias acima do peso adotavam comportamentos típicos de quem sofre de distúrbios alimentares como a bulimia. Em geral, elas comem enormes porções calóricas e depois provocam vômitos ou tomam laxantes. Entre os estudantes do sexo masculino, o índice é de 20%.
Ao contrário do que muita gente pensa, vomitar não emagrece. O corpo de quem tem bulimia cria mecanismos de absorção rápida. Manda os alimentos direto para o intestino, como se aprendesse que a comida não vai ficar muito tempo no estômago. Vomitar, portanto, não anula as calorias ingeridas. Usar laxante também não adianta: o remédio age no intestino grosso, quando os nutrientes já foram absorvidos.
“As pessoas estão preocupadas com o fato dos obesos se tornarem mais obesos e os magros se tornarem anoréxicos”, diz Dianne. “Mas ninguém se preocupa com os distúrbios alimentares sofridos pelos jovens que estão acima do peso.” Li essas declarações numa reportagem sobre o assunto publicada pela revista Newsweek e assinada por Johannah Cornblatt.
É um tema revelante. Os danos provocados pelos distúrbios alimentares são graves: infertilidade, perda óssea, dificuldades cognitivas e, em casos extremos, morte. Gordos e magros sofrem disso. Esse fato levanta uma interessante discussão: estimular na população a obsessão pela contagem de calorias traz algum benefício?
A justificativa para espalhar em restaurantes avisos com a quantidade de calorias de alimentos é tentar combater os alarmantes índices de obesidade (60% dos americanos e 40% dos brasileiros estão acima do peso). A medida nasceu de uma boa intenção, mas está provocando efeitos indesejados.
Nos restaurantes universitários americanos, os avisos sobre as calorias dos alimentos assustam as anoréxicas. Elas passam a comer cada vez menos. Também não parecem estar ajudando as obesas. Em vez de usar a informação para fazer combinações equilibradas, elas se apavoram com as calorias ingeridas. Muitas provocam vômitos.
Cartazes com informação sobre calorias foram removidos das paredes dos refeitórios da Universidade Harvard. A justificativa para a remoção foi a surpreendente quantidade de pessoas com distúrbios alimentares que a universidade descobriu fazer parte de sua comunidade.
Quadros como esse são úteis para as pessoas que sabem interpretá-los. Aquelas que entendem que representam guias gerais criados para facilitar escolhas. Na prática, porém, os especialistas têm observado que muita gente superestima o significado dos números.
Muitos se assustam com as 128 calorias de um copo de suco de laranja. Escolhem todos os dias um refrigerante diet com menos de uma caloria. Não levam em consideração o fato de que o suco de laranja garante nutrientes essenciais. O refrigerante é nada.
Esse policiamento ostensivo em torno da contagem de calorias não produz mais saúde - nem física, nem mental. Produz mais neuróticos. Quanto mais informação as pessoas recebem, menos conseguem seguir o caminho do meio, o do equilíbrio.
Tenho visto muitas pessoas com peso normal caindo nessa armadilha. Falam de calorias o tempo todo. Imaginam que o mínimo desvio do que acham ser uma alimentação saudável será capaz de provocar uma catástrofe no organismo. Não percebem que uma rotina de alimentação equilibrada e atividade física nos permite cometer pequenos pecados que dão sabor à vida: um brigadeiro, um torresminho, uma pizza sem um grama de culpa.
Esse distúrbio de comportamento tem nome: ortorexia. Escrevi recentemente uma reportagem de capa sobre isso. Nos próximos anos, é possível que ele seja classificado como um transtorno psiquiátrico -- assim como a bulimia e a anorexia.
Pensei na ortorexia na semana passada, quando recebi uma mensagem aflita de um colega que havia lido uma reportagem sobre os malefícios do açúcar. O que me deixou preocupada foi perceber como a capacidade de julgamento dele estava prejudicada. O rapaz é inteligente, articulado, nada todos os dias, corre algumas vezes por semana e se alimenta de forma muito saudável. As nutricionistas que o acompanham recomendaram que ele consumisse um pouco mais de açúcar para melhorar seu desempenho na atividade física. Não vejo nenhum problema nisso. Mas o meu amigo ficou tão alarmado que resolveu disparar um email no domingão, às 8 horas da manhã, para sondar a minha opinião.
Minha resposta: “Você tem não apenas uma, mas duas nutricionistas cuidando da sua alimentação. Malha a semana toda e gasta todo o açúcar que ingere. Está preocupado por quê? Pare de pensar em dieta e vá ser feliz”. Acho que ele não ficou chateado. Está muito acostumado ao meu estilo objetivo - às vezes, excessivamente objetivo. Mas eu fiquei sinceramente preocupada com a paranoia sobre dieta e malhação que atinge cada vez mais pessoas das minhas relações.
Enquanto preparava a reportagem sobre ortorexia ouvi uma ótima frase da Mara Salles, a premiada chef de cozinha do Restaurante Tordesilhas, em São Paulo. Ela disse tudo: “As pessoas não estão perdendo só o prazer. Elas estão perdendo o juízo.”
Como ainda tenho algum juízo, assim que terminar de escrever esse texto vou sair para comer uma pizza de calabresa e tomar uma cervejinha. A semana foi pesada e eu nunca fui de ferro.
O que você acha? Queremos ouvir a sua opinião.
28/09/2009 - 17:52 - Atualizado em 28/09/2009 - 17:52
Fonte: Época - CRISTIANE SEGATTO
cristianes@edglobo.com.br
segunda-feira, 12 de Outubro de 2009
Ortorexia Nervosa
Mais uma armadilha do culto ao corpo: a ortorexia
Cuidar da saúde seja algo necessário para se adquirir mais qualidade de vida
Embora cuidar da saúde seja algo necessário para se adquirir mais qualidade de vida, estudos clínicos afirmam que a preocupação obsessiva e pa-tológica com os hábitos sau-dáveis pode dar início a uma grave doença, a ortorexia nervosa. Apesar de ainda não ser muito conhecida, a ortorexia foi descrita pela primeira vez pelo médico americano Steven Bratman, que batizou esse termo baseado num neologismo grego (orthós significa “correto” e oréxis quer dizer “apetite”).
Os ortoréxicos não consomem, em hipótese alguma, produtos ricos em gorduras, conservantes, herbicidas, pes-ticidas, corantes, carnes ver-melhas ou outros agentes que podem ser prejudiciais à saúde. Nesse caso, diferentemente das pessoas anoréxicas, que se preocupam apenas com as calorias e o ganho de peso, a obsessão é pela qualidade e procedência dos alimentos e a busca incontrolável por uma dieta equilibrada e o mais natural possível, livre de impurezas.
A nutricionista Alissa Gonçalves Mesquita diz que a preocupação com a alimentação é muito importante, mas as pessoas criteriosas demais com estas questões podem prejudicar a saúde e transformar esse hábito em uma doença. “Esses indi-víduos acreditam que apenas cereais e vegetais são alimentos saudáveis. Não que estes não sejam, são alimentos saudáveis sim, mas quando se chega a um extremo, passa a ser prejudicial a saúde”, salienta Alissa.
Segundo ela, os orto-réxicos deixam de consumir alimentos ricos em nutrientes essenciais, para consumir, por exemplo, somente vegetais. A conseqüência do consumo de poucos alimentos é inúmera, como, por exemplo, a anemia, a carência vitamínica e também as hipervitaminoses, causadas pelo excesso de complementos vita-mínicos.
Para a psicóloga Roberta Fonseca, a busca obsessiva da perfeição do corpo tem várias formas de se manifestar e algumas delas diferem notavelmente entre si. “Existem os transtornos alimentares mais tradicionais, que são a anorexia e bulimia nervosas. Já a ortorexia é desencadeada por culto ao corpo e publicidade de produtos supostamente saudá-veis ou enriquecidos.A falta de auto-estima e o medo do fracasso são outros condicionantes que acompanham os pacientes. As mulheres de 18 a 40 anos, da classe média, são apontadas como o grupo que pode ser mais vulnerável a serem acometidas por esse transtorno”comenta Roberta,
dizendo que existem casos de ortorexias que acabam em anorexias, porque os ortoréxicos preferem não se alimentar a recorrer à comida que considerem ‘‘impuras’’ e prejudiciais à saúde. Muitas vezes o desejo de querer fazer uma dieta alimentar não é visto como um início para a doença, pois se trata de um comportamento tido como “normal”, que é estimulado dentro do seio familiar. “A procura por uma alimentação saudável é fundamental, porém a orientação de uma nutricionista passa a ser indispensável nessas circunstâncias. O problema também pode ser de psicologia, pois as pessoas podem criar mitos de ‘serem saudáveis’, prejudicando a auto-estima, dificultando a socialização, dentre outras situações”, encerra a psicóloga Roberta.
Fonte:O Combate
Cuidar da saúde seja algo necessário para se adquirir mais qualidade de vida
Embora cuidar da saúde seja algo necessário para se adquirir mais qualidade de vida, estudos clínicos afirmam que a preocupação obsessiva e pa-tológica com os hábitos sau-dáveis pode dar início a uma grave doença, a ortorexia nervosa. Apesar de ainda não ser muito conhecida, a ortorexia foi descrita pela primeira vez pelo médico americano Steven Bratman, que batizou esse termo baseado num neologismo grego (orthós significa “correto” e oréxis quer dizer “apetite”).
Os ortoréxicos não consomem, em hipótese alguma, produtos ricos em gorduras, conservantes, herbicidas, pes-ticidas, corantes, carnes ver-melhas ou outros agentes que podem ser prejudiciais à saúde. Nesse caso, diferentemente das pessoas anoréxicas, que se preocupam apenas com as calorias e o ganho de peso, a obsessão é pela qualidade e procedência dos alimentos e a busca incontrolável por uma dieta equilibrada e o mais natural possível, livre de impurezas.
A nutricionista Alissa Gonçalves Mesquita diz que a preocupação com a alimentação é muito importante, mas as pessoas criteriosas demais com estas questões podem prejudicar a saúde e transformar esse hábito em uma doença. “Esses indi-víduos acreditam que apenas cereais e vegetais são alimentos saudáveis. Não que estes não sejam, são alimentos saudáveis sim, mas quando se chega a um extremo, passa a ser prejudicial a saúde”, salienta Alissa.
Segundo ela, os orto-réxicos deixam de consumir alimentos ricos em nutrientes essenciais, para consumir, por exemplo, somente vegetais. A conseqüência do consumo de poucos alimentos é inúmera, como, por exemplo, a anemia, a carência vitamínica e também as hipervitaminoses, causadas pelo excesso de complementos vita-mínicos.
Para a psicóloga Roberta Fonseca, a busca obsessiva da perfeição do corpo tem várias formas de se manifestar e algumas delas diferem notavelmente entre si. “Existem os transtornos alimentares mais tradicionais, que são a anorexia e bulimia nervosas. Já a ortorexia é desencadeada por culto ao corpo e publicidade de produtos supostamente saudá-veis ou enriquecidos.A falta de auto-estima e o medo do fracasso são outros condicionantes que acompanham os pacientes. As mulheres de 18 a 40 anos, da classe média, são apontadas como o grupo que pode ser mais vulnerável a serem acometidas por esse transtorno”comenta Roberta,
dizendo que existem casos de ortorexias que acabam em anorexias, porque os ortoréxicos preferem não se alimentar a recorrer à comida que considerem ‘‘impuras’’ e prejudiciais à saúde. Muitas vezes o desejo de querer fazer uma dieta alimentar não é visto como um início para a doença, pois se trata de um comportamento tido como “normal”, que é estimulado dentro do seio familiar. “A procura por uma alimentação saudável é fundamental, porém a orientação de uma nutricionista passa a ser indispensável nessas circunstâncias. O problema também pode ser de psicologia, pois as pessoas podem criar mitos de ‘serem saudáveis’, prejudicando a auto-estima, dificultando a socialização, dentre outras situações”, encerra a psicóloga Roberta.
Fonte:O Combate
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ortorexia
sexta-feira, 9 de Outubro de 2009
Obesidade aumenta risco de problemas no coração dos bebés
Estudo norte-americano afirma que as mulheres com excesso de peso ou obesas antes da gravidez têm um risco 18% maior de terem o bebé com problemas no coração
A pesquisa descobriu um aumento significativo de vários tipos de defeitos coronários em bebés cujas mães tinham excesso de peso ou eram obesas, comparativamente aos bebés cujas mães tinham um peso normal.
Os investigadores analisaram 25 tipos de defeitos do coração, tendo descoberto uma associação com a obesidade em 10 deles.
Aquelas que tinham excesso de peso mas não eram obesas tinham um risco 15% aproximadamente maior de terem um bebé com problemas no coração, segundo o estudo.
"As mulheres que são obesas e que estão a planear uma gravidez iriam beneficiar de um trabalho com os seus profissionais de saúde de forma a alcançarem um peso saudável antes da gravidez", afirmou o médico Edwin Trevatan.
Fonte: Upi
Tags: coração, gravidez, obesidade
Publicado por Pedro Santos em 2 outubro 2009 às 16:39
Fonte: Farmacia.com.pt
A pesquisa descobriu um aumento significativo de vários tipos de defeitos coronários em bebés cujas mães tinham excesso de peso ou eram obesas, comparativamente aos bebés cujas mães tinham um peso normal.
Os investigadores analisaram 25 tipos de defeitos do coração, tendo descoberto uma associação com a obesidade em 10 deles.
Aquelas que tinham excesso de peso mas não eram obesas tinham um risco 15% aproximadamente maior de terem um bebé com problemas no coração, segundo o estudo.
"As mulheres que são obesas e que estão a planear uma gravidez iriam beneficiar de um trabalho com os seus profissionais de saúde de forma a alcançarem um peso saudável antes da gravidez", afirmou o médico Edwin Trevatan.
Fonte: Upi
Tags: coração, gravidez, obesidade
Publicado por Pedro Santos em 2 outubro 2009 às 16:39
Fonte: Farmacia.com.pt
terça-feira, 6 de Outubro de 2009
Comer durante a noite pode aumentar o peso
Estudo efectuado pela Universidade de Northwestern afirma que comer durante o horário de sono pode provocar aumento de peso
Segundo o jornal New York Times, a pesquisa foi conduzida para se averiguar se o comer durante a noite contribuía para o aumento de peso devido a razões comportamentais, tais como comer em excesso enquanto se vê televisão, ou por motivos psicológicos.
Os resultados revelaram que os ratos que comiam durante as horas normais de sono tinham, em média, um aumento de 48% do seu peso, enquanto que aqueles que comiam o mesmo mas nas horas normais registaram apenas um aumento de 20%.
Estudos realizados em humanos têm que ser realizados de forma a determinar se as horas de consumo de comida afectam realmente o peso, afirmaram os investigadores.
"Após o pôr-do-sol não existem frigoríficos, nem comida disponível", afirmou Fred Turek, investigador principal do estudo, referindo-se ao tempo do homem primitivo.
"Simplesmente não comiam a essas horas, e as pessoas consomem a maior parte das suas calorias depois do pôr-do-sol", concluiu.
Fonte: Upi
Publicado por pedro Santos em www.farmacia.com.pt
Enviado por H.Vargas
Segundo o jornal New York Times, a pesquisa foi conduzida para se averiguar se o comer durante a noite contribuía para o aumento de peso devido a razões comportamentais, tais como comer em excesso enquanto se vê televisão, ou por motivos psicológicos.
Os resultados revelaram que os ratos que comiam durante as horas normais de sono tinham, em média, um aumento de 48% do seu peso, enquanto que aqueles que comiam o mesmo mas nas horas normais registaram apenas um aumento de 20%.
Estudos realizados em humanos têm que ser realizados de forma a determinar se as horas de consumo de comida afectam realmente o peso, afirmaram os investigadores.
"Após o pôr-do-sol não existem frigoríficos, nem comida disponível", afirmou Fred Turek, investigador principal do estudo, referindo-se ao tempo do homem primitivo.
"Simplesmente não comiam a essas horas, e as pessoas consomem a maior parte das suas calorias depois do pôr-do-sol", concluiu.
Fonte: Upi
Publicado por pedro Santos em www.farmacia.com.pt
Enviado por H.Vargas
segunda-feira, 5 de Outubro de 2009
Mulheres comem mais em companhia de outras mulheres
De acordo com um estudo da Universidade McGill, no Canadá, as mulheres consomem mais comida quando estão juntamente com outras mulheres.
"Mulheres que comem em grupos de mulheres tendem a aumentar os valores calóricos dos alimentos escolhidos", afirma o estudo, acrescentando que aquelas que comem em menores grupos de amigas acabam por comer menos, e se a companhia for masculina o consumo é ainda menor.
Foram observados 469 homens e mulheres universitários que comiam em três cafetarias diferentes, tendo os investigadores notado que quando as mulheres estavam na companhia de um homem consumiam cerca de 552 calorias, mas com uma mulher esse consumo aumentava para 665 calorias. Estas diferenças não foram constatadas entre indivíduos do sexo masculino.
"A hipótese que gostaríamos de manter agora refere-se à sinalização social", destacou a investigadora Meredith Young. Segundo a própria, as mulheres querem parecer mais atraentes, especialmente se estiverem num encontro romântico ou se parceiro estiver à mesa,
Assim, acabam frequentemente por controlar a quantidade de comida que comem para transmitir uma impressão positiva.
Fonte: Boa Saúde
Publicado por Pedro Santos em www.farmacia.com.pt
Enviado por H.Vargas
"Mulheres que comem em grupos de mulheres tendem a aumentar os valores calóricos dos alimentos escolhidos", afirma o estudo, acrescentando que aquelas que comem em menores grupos de amigas acabam por comer menos, e se a companhia for masculina o consumo é ainda menor.
Foram observados 469 homens e mulheres universitários que comiam em três cafetarias diferentes, tendo os investigadores notado que quando as mulheres estavam na companhia de um homem consumiam cerca de 552 calorias, mas com uma mulher esse consumo aumentava para 665 calorias. Estas diferenças não foram constatadas entre indivíduos do sexo masculino.
"A hipótese que gostaríamos de manter agora refere-se à sinalização social", destacou a investigadora Meredith Young. Segundo a própria, as mulheres querem parecer mais atraentes, especialmente se estiverem num encontro romântico ou se parceiro estiver à mesa,
Assim, acabam frequentemente por controlar a quantidade de comida que comem para transmitir uma impressão positiva.
Fonte: Boa Saúde
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domingo, 4 de Outubro de 2009
Excesso de peso provoca maior desgaste nas articulações
Segundo um estudo publicado na revista científica Radiology, o excesso de peso e a obesidade podem causar um impacto significativo na artrite, provocando um desgaste mais acelerado das cartilagens do joelho.
A equipa investigadores avaliou 336 pacientes com excesso de peso e que apresentavam risco de osteoartrite, uma doença das articulações que progride lentamente, mas que pode piorar mais rapidamente em alguns pacientes.
Durante 30 meses de acompanhamento, 20,2% tiveram uma perda lenta de cartilagem, sendo que em quase 6% esse desgaste era mais rápido.
Juntamente com a pré-existência de um dano ou lesão na cartilagem, as análises revelaram que a inflamação nas articulações e acumulação de líquido nas juntas e o excesso de peso e a obesidade estavam associados a uma rápida perda de cartilagem.
Para cada unidade a mais no IMC (índice de massa corporal), havia um aumento de 11% nos riscos de perda rápida de cartilagem.
"Sabemos que a perda de peso é, provavelmente, o factor mais importante para retardar a progressão da doença", afirmou Frank W. Roemer, líder do estudo.
"Mais estudos terão de mostrar se outras medidas, como vitaminas ou tratamento direccionado das lesões na medula óssea irão ajudar a retardar a progressão", acrescentou o especialista, destacando ainda que a doença não tem cura.
Fontes: EcoDiario
Publicado por Pedro Santos em www.farmacia.com.pt
Enviado por H.Vargas
A equipa investigadores avaliou 336 pacientes com excesso de peso e que apresentavam risco de osteoartrite, uma doença das articulações que progride lentamente, mas que pode piorar mais rapidamente em alguns pacientes.
Durante 30 meses de acompanhamento, 20,2% tiveram uma perda lenta de cartilagem, sendo que em quase 6% esse desgaste era mais rápido.
Juntamente com a pré-existência de um dano ou lesão na cartilagem, as análises revelaram que a inflamação nas articulações e acumulação de líquido nas juntas e o excesso de peso e a obesidade estavam associados a uma rápida perda de cartilagem.
Para cada unidade a mais no IMC (índice de massa corporal), havia um aumento de 11% nos riscos de perda rápida de cartilagem.
"Sabemos que a perda de peso é, provavelmente, o factor mais importante para retardar a progressão da doença", afirmou Frank W. Roemer, líder do estudo.
"Mais estudos terão de mostrar se outras medidas, como vitaminas ou tratamento direccionado das lesões na medula óssea irão ajudar a retardar a progressão", acrescentou o especialista, destacando ainda que a doença não tem cura.
Fontes: EcoDiario
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sábado, 3 de Outubro de 2009
SABIA QUE...
...A “chocodependência” tem sobretudo a ver com o açúcar?
Em termos biológicos, somos facilmente impelidos a escolher alimentos doces e ricos em gordura porque são os alimentos que nos fornecem mais energia. Naturalmente que hoje estamos longe de continuar a precisar de armazenar calorias!
Assim, o que experenciamos quando pensamos em chocolate é a expectativa de algo doce e agradável, e não uma verdadeira dependência.
O chocolate contém, de facto, algumas substâncias psicoactivas. Mas estas encontram-se em quantidades tão ínfimas que acredito que teríamos de consumir uma banheira cheia de chocolate para conseguirmos uma dose potencialmente viciante.
E agora, que ficou sem desculpa, vai continuar a comer chocolate?
Carina Barroca
Nutricionista
Em termos biológicos, somos facilmente impelidos a escolher alimentos doces e ricos em gordura porque são os alimentos que nos fornecem mais energia. Naturalmente que hoje estamos longe de continuar a precisar de armazenar calorias!
Assim, o que experenciamos quando pensamos em chocolate é a expectativa de algo doce e agradável, e não uma verdadeira dependência.
O chocolate contém, de facto, algumas substâncias psicoactivas. Mas estas encontram-se em quantidades tão ínfimas que acredito que teríamos de consumir uma banheira cheia de chocolate para conseguirmos uma dose potencialmente viciante.
E agora, que ficou sem desculpa, vai continuar a comer chocolate?
Carina Barroca
Nutricionista
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Dicas de Nutrição
Grupo de Apoio
Grupo de Suporte às Terças-feiras
Das 20:30h às 22h00.
Das 20:30h às 22h00.

Igreja de São Tomás de Aquino
R. Virgílio Correia, 1600 São Domingos de Benfica, Lisboa.
(perto da Loja do Cidadão das laranjeiras)
Nota:
Entrada pelas traseiras da Igreja - Rua Ginestal Machado, através de um portão gradeado preto. A sala onde decorreram as sessões dos Grupos estará devidamente assinalada.
Transportes:
Metro das laranjeiras; Autocarro 726
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Grupos de Suporte
segunda-feira, 14 de Setembro de 2009
Convocatória
Lisboa, 14 de Setembro de 2009
Nos termos do Art.º 12, nº 3 dos estatutos da CoMMedida – Associação de Apoio a Doentes do Comportamento Alimentar, convoco uma Assembleia-Geral para o próximo dia 3 de Outubro de 2009 (Sábado), pelas 10h00m, que vai ter lugar na sede da associação – Estrada da Luz, nº 118, 2º Frente, 1600-162 Lisboa.
Se à hora marcada não se encontrar presente ou representada pelo menos metade dos Associados com direito de voto, a Assembleia Geral reunirá em segunda convocatória, pelas 10h30m, no mesmo local, com o número de Associados que estiver presente ou representado, nos termos do Art.º 15º dos Estatutos.
A Ordem de Trabalhos é a seguinte:
1- Demissão em bloco da Presidente e da Vogal da Direcção; e da Presidente e Vice-Presidente da Assembleia Geral;
2- Eleição dos novos órgão directivos da CoMMedida.
3 – Revisão dos estatutos: Mudança da Sede.
De acordo com o Artigo 8º, nº 4, as candidaturas para os órgãos sociais devem constar de três listas separadas, sendo uma para cada um dos órgãos e deverão ser apresentadas ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, até quinze dias antes da realização da Assembleia Geral eleitoral.
A posse dos membros que integram os órgãos sociais é conferida pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral, mantendo-se em funções os membros cessantes até aquela data.
Com os melhores cumprimentos,
Cátia Barroca
Presidente da Mesa da Assembleia Geral
Nos termos do Art.º 12, nº 3 dos estatutos da CoMMedida – Associação de Apoio a Doentes do Comportamento Alimentar, convoco uma Assembleia-Geral para o próximo dia 3 de Outubro de 2009 (Sábado), pelas 10h00m, que vai ter lugar na sede da associação – Estrada da Luz, nº 118, 2º Frente, 1600-162 Lisboa.
Se à hora marcada não se encontrar presente ou representada pelo menos metade dos Associados com direito de voto, a Assembleia Geral reunirá em segunda convocatória, pelas 10h30m, no mesmo local, com o número de Associados que estiver presente ou representado, nos termos do Art.º 15º dos Estatutos.
A Ordem de Trabalhos é a seguinte:
1- Demissão em bloco da Presidente e da Vogal da Direcção; e da Presidente e Vice-Presidente da Assembleia Geral;
2- Eleição dos novos órgão directivos da CoMMedida.
3 – Revisão dos estatutos: Mudança da Sede.
De acordo com o Artigo 8º, nº 4, as candidaturas para os órgãos sociais devem constar de três listas separadas, sendo uma para cada um dos órgãos e deverão ser apresentadas ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, até quinze dias antes da realização da Assembleia Geral eleitoral.
A posse dos membros que integram os órgãos sociais é conferida pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral, mantendo-se em funções os membros cessantes até aquela data.
Com os melhores cumprimentos,
Cátia Barroca
Presidente da Mesa da Assembleia Geral
Obesidade e tabaco são responsáveis por até 70% dos cancros
Especialistas alertam que factores de risco como a obesidade ou o tabaco são os responsáveis por até 70 por cento de todos os casos de cancro.
A Dra. María Álvarez, oncologista do Instituto Madrileno de Oncologia e assessora da Associação Espanhola contra o Cancro, mencionou outros factores de risco, como a exposição solar prolongada ou uma dieta inadequada muito rica em gorduras, além da obesidade, que aumenta o risco de sofrer de cancro até 50 por cento, e do tabaco, que é um factor importante para o desenvolvimento de tumores.
A oncologista destacou que o cancro pode ser prevenido numa percentagem muito elevada de casos, o que depende dos factores externos citados.
A especialista explicou ainda que existem três tipos de prevenção: os tratamentos de prevenção primária, secundária e terciária.
Em relação à prevenção primária, esta consiste numa série de actuações para evitar que se entre em contacto com o agente cancerígeno. Neste âmbito, figuram factores como não fumar, evitar a obesidade, fazer exercício físico, não consumir álcool, ter hábitos de alimentação saudáveis, nos quais se incluam frutas e verduras, ter as vacinas em dia, manter a segurança no trabalho, pois existem actividades onde os trabalhadores estão em contacto com substâncias cancerígenas.
Por outro lado, a prevenção secundária pretende diagnosticar a tempo um tumor, ou seja, impedir a evolução do cancro mediante um diagnóstico precoce, mesmo quando o tumor ainda não apresentou sintomas.
Por último, a prevenção terciária acontece após o cancro ser diagnosticado. Neste âmbito, englobam-se os tratamentos oncológicos e as medidas psicossociais para a reabilitação do paciente.
Fontes: EcoDiario
Publicado por Isabel Marques em www.farmacia.com.pt
Enviado por H.Vargas
A Dra. María Álvarez, oncologista do Instituto Madrileno de Oncologia e assessora da Associação Espanhola contra o Cancro, mencionou outros factores de risco, como a exposição solar prolongada ou uma dieta inadequada muito rica em gorduras, além da obesidade, que aumenta o risco de sofrer de cancro até 50 por cento, e do tabaco, que é um factor importante para o desenvolvimento de tumores.
A oncologista destacou que o cancro pode ser prevenido numa percentagem muito elevada de casos, o que depende dos factores externos citados.
A especialista explicou ainda que existem três tipos de prevenção: os tratamentos de prevenção primária, secundária e terciária.
Em relação à prevenção primária, esta consiste numa série de actuações para evitar que se entre em contacto com o agente cancerígeno. Neste âmbito, figuram factores como não fumar, evitar a obesidade, fazer exercício físico, não consumir álcool, ter hábitos de alimentação saudáveis, nos quais se incluam frutas e verduras, ter as vacinas em dia, manter a segurança no trabalho, pois existem actividades onde os trabalhadores estão em contacto com substâncias cancerígenas.
Por outro lado, a prevenção secundária pretende diagnosticar a tempo um tumor, ou seja, impedir a evolução do cancro mediante um diagnóstico precoce, mesmo quando o tumor ainda não apresentou sintomas.
Por último, a prevenção terciária acontece após o cancro ser diagnosticado. Neste âmbito, englobam-se os tratamentos oncológicos e as medidas psicossociais para a reabilitação do paciente.
Fontes: EcoDiario
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domingo, 13 de Setembro de 2009
Obesidade associada à recorrência do cancro da próstata
Um estudo norte-americano, publicado na revista científica “Cancer”, revelou que a obesidade aumenta o risco de recorrência do cancro da próstata tanto nos homens caucasianos como nos homens negros, confrontando investigações anteriores que sugeriam que a obesidade poderia ser mais significativa para os homens de raça negra.
De acordo com o investigador principal, o Dr. Stephen Freedland, do Centro Médico da Universidade Duke, a obesidade leva a um pior prognóstico de cancro em ambos os grupos.
O Dr. Freedland e o Dr. Jayakrishnan Jayachandran examinaram registos médicos de 1415 pacientes com cancro da próstata que se tinham submetido a uma prostatectomia radical. Os investigadores descobriram que a raça não tinham qualquer influência na relação entre a obesidade e a agressividade do cancro.
O Dr. Jayachandran referiu que descobriram que um Índice de Massa Corporal (IMC) mais elevado estava associado a um aumento significativo do risco de recorrência do cancro para ambas as raças.
Os investigadores referiram que não é clara a razão pela qual a obesidade aumenta o risco de recorrência do cancro da próstata, mas a alteração dos níveis hormonais pode ter influência.
A obesidade está associada a níveis mais elevados de estrogénio e mais reduzidos de testosterona, podendo acontecer que os níveis mais baixos de testosterona promovam tumores mais agressivos, como foi sugerido por estudos recentes.
Outras alterações relacionadas com a obesidade na produção de hormonas, tais como a insulina, o factor de crescimento semelhante à insulina ou a leptina, podem estar também envolvidas no desenvolvimento de um cancro da próstata mais agressivo.
Fontes: MedlinePlus
Publicado por Isabel Marques em www.farmacia.com.pt
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De acordo com o investigador principal, o Dr. Stephen Freedland, do Centro Médico da Universidade Duke, a obesidade leva a um pior prognóstico de cancro em ambos os grupos.
O Dr. Freedland e o Dr. Jayakrishnan Jayachandran examinaram registos médicos de 1415 pacientes com cancro da próstata que se tinham submetido a uma prostatectomia radical. Os investigadores descobriram que a raça não tinham qualquer influência na relação entre a obesidade e a agressividade do cancro.
O Dr. Jayachandran referiu que descobriram que um Índice de Massa Corporal (IMC) mais elevado estava associado a um aumento significativo do risco de recorrência do cancro para ambas as raças.
Os investigadores referiram que não é clara a razão pela qual a obesidade aumenta o risco de recorrência do cancro da próstata, mas a alteração dos níveis hormonais pode ter influência.
A obesidade está associada a níveis mais elevados de estrogénio e mais reduzidos de testosterona, podendo acontecer que os níveis mais baixos de testosterona promovam tumores mais agressivos, como foi sugerido por estudos recentes.
Outras alterações relacionadas com a obesidade na produção de hormonas, tais como a insulina, o factor de crescimento semelhante à insulina ou a leptina, podem estar também envolvidas no desenvolvimento de um cancro da próstata mais agressivo.
Fontes: MedlinePlus
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sábado, 12 de Setembro de 2009
Obesidade associada a um maior risco de Alzheimer
O excesso de peso e a obesidade podem levar a um encolhimento de algumas áreas do cérebro, bem como a um maior risco de desenvolver a doença de Alzheimer. Esta é a opinião de investigadores norte-americanos que compararam o cérebro de 95 idosos, incluindo pessoas com peso a mais, obesidade e peso normal, tendo descoberto uma diferença significativa entre eles.
Os resultados revelaram que as pessoas obesas apresentavam tecido cerebral 8% vezes menor comparativamente a pessoas com peso normal, tendo o excesso de peso sido associado a uma redução de 4% do tecido cerebral. As análises revelaram ainda que as regiões mais afectadas pela redução, nomeadamente nos lobos frontal e temporal, áreas importantes do cérebro para o planeamento e para a memória, e ainda em regiões envolvidas na atenção e funções executivas e no movimento.
Os especialistas acreditam que essa perda de massa cerebral pode ser responsável por importantes deficits cognitivos.
"É uma grande perda de tecido, e ela esgota as suas reservas cognitivas, colocando a pessoa num risco muito maior de Alzheimer e outras doenças que atacam o cérebro", afirmou Paul Thompson, líder do estudo.
O risco da doença de Alzheimer pode ser reduzido através de uma alimentação saudável, praticamente regularmente exercício físico e mantendo o peso sob controlo, acrescentaram ainda os investigadores.
Apesar dos resultados, são necessários mais estudos para confirmar a relação entre a obesidade e problemas cognitivos, e desvendar as possíveis razões e mecanismos envolvidos.
Fonte: Boa Saúde
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Os resultados revelaram que as pessoas obesas apresentavam tecido cerebral 8% vezes menor comparativamente a pessoas com peso normal, tendo o excesso de peso sido associado a uma redução de 4% do tecido cerebral. As análises revelaram ainda que as regiões mais afectadas pela redução, nomeadamente nos lobos frontal e temporal, áreas importantes do cérebro para o planeamento e para a memória, e ainda em regiões envolvidas na atenção e funções executivas e no movimento.
Os especialistas acreditam que essa perda de massa cerebral pode ser responsável por importantes deficits cognitivos.
"É uma grande perda de tecido, e ela esgota as suas reservas cognitivas, colocando a pessoa num risco muito maior de Alzheimer e outras doenças que atacam o cérebro", afirmou Paul Thompson, líder do estudo.
O risco da doença de Alzheimer pode ser reduzido através de uma alimentação saudável, praticamente regularmente exercício físico e mantendo o peso sob controlo, acrescentaram ainda os investigadores.
Apesar dos resultados, são necessários mais estudos para confirmar a relação entre a obesidade e problemas cognitivos, e desvendar as possíveis razões e mecanismos envolvidos.
Fonte: Boa Saúde
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sexta-feira, 11 de Setembro de 2009
Dieta pobre em hidratos de carbono prejudica as artérias
Cientistas norte-amerianos afirmam que as dietas pobres em hidratos de carbono e ricas em proteínas aumentam o risco de enfartes e ataques cardíacos por serem prejudiciais para as artérias
A equipa de investigadores do Beth Deaconess Medical Center, da Universidade de Harvard, testou três tipos de dietas diferentes em camundongos, notando que a alimentação rica em peixes, carnes e queijo provocava danos às artérias dos roedores.
Os animais foram divididos em três grupos, tendo o primeiro recebido uma dieta padrão, o segundo uma dieta ocidental rica em gordura, e o terceiro uma dieta pobre em hidratos e rica em proteínas.
Após o período de 12 semanas, os investigadores analisaram os animais, tendo identificado que a dieta pobre em hidratos não tinha alterado os níveis de colesterol nos animais testados. No entanto, a equipa identificou uma diferença significativa no impacto na arteriosclerose, formação de uma placa de gordura na parede arterial que pode conduzir a ataques cardíacos e enfartes.
Os resultados revelaram que os camundongos que receberam a dieta pobre em hidratos tinham ganho menos peso mas desenvolvido 15% mais de arteriosclerose comparativamente aos que seguiram a dieta padrão. Quanto ao grupo que recebeu a dieta ocidental registou um aumento de 9% nos níveis de arteriosclerose.
Apesar de não terem conseguido explicar as razões desse efeito, os investigadores sugerem que as dietas pobres em hidratos podem afectar o modo como as células da medula óssea limpam os depósitos de gordura nas artérias.
“Tudo indica que uma dieta equilibrada, combinada com exercícios frequentes é provavelmente melhor para a maioria das pessoas”, concluíram os investigadores.
Fonte: BBC
Publicado por pedro Santos em www.farmacia.com.pt
Enviado por H.Vargas
A equipa de investigadores do Beth Deaconess Medical Center, da Universidade de Harvard, testou três tipos de dietas diferentes em camundongos, notando que a alimentação rica em peixes, carnes e queijo provocava danos às artérias dos roedores.
Os animais foram divididos em três grupos, tendo o primeiro recebido uma dieta padrão, o segundo uma dieta ocidental rica em gordura, e o terceiro uma dieta pobre em hidratos e rica em proteínas.
Após o período de 12 semanas, os investigadores analisaram os animais, tendo identificado que a dieta pobre em hidratos não tinha alterado os níveis de colesterol nos animais testados. No entanto, a equipa identificou uma diferença significativa no impacto na arteriosclerose, formação de uma placa de gordura na parede arterial que pode conduzir a ataques cardíacos e enfartes.
Os resultados revelaram que os camundongos que receberam a dieta pobre em hidratos tinham ganho menos peso mas desenvolvido 15% mais de arteriosclerose comparativamente aos que seguiram a dieta padrão. Quanto ao grupo que recebeu a dieta ocidental registou um aumento de 9% nos níveis de arteriosclerose.
Apesar de não terem conseguido explicar as razões desse efeito, os investigadores sugerem que as dietas pobres em hidratos podem afectar o modo como as células da medula óssea limpam os depósitos de gordura nas artérias.
“Tudo indica que uma dieta equilibrada, combinada com exercícios frequentes é provavelmente melhor para a maioria das pessoas”, concluíram os investigadores.
Fonte: BBC
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quarta-feira, 9 de Setembro de 2009
SABIA QUE...
...Quando não comemos, entramos em “modo POUPANÇA de ENERGIA” e armazenamos mais gordura?
Foi esta a estratégia evolutiva que o nosso corpo adoptou para sobreviver, desde os primórdios da humanidade, a períodos de escassez de alimento.
Assim, se formos dividindo o que comemos ao longo do dia, estamos sempre a gastar o que ingerimos, e a “contrariar” esta tendência de armazenar gordura.
E hoje? Quantas refeições fez?
Carina Barroca
Nutricionista
Foi esta a estratégia evolutiva que o nosso corpo adoptou para sobreviver, desde os primórdios da humanidade, a períodos de escassez de alimento.
Assim, se formos dividindo o que comemos ao longo do dia, estamos sempre a gastar o que ingerimos, e a “contrariar” esta tendência de armazenar gordura.
E hoje? Quantas refeições fez?
Carina Barroca
Nutricionista
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Comer devagar ajuda a reduzir consumo de calorias
Estudo afirma que colocar porções mais pequenas de comida na boca e mastigá-la durante mais tempo pode ajudar a reduzir a ingestão de calorias, e assim a perder mais peso
Segundo os autores do estudo, efectuado pela Universidade de Wageningen, na Holanda, a prática faz com que as pessoas se sintam saciadas mais rapidamente, acabando assim por comer menos também.
No estudo foram avaliados oito homens e catorze mulheres saudáveis, com uma média de idades de 21 anos, que passaram a consumir uma determinada quantidade de pudim de chocolate.
Cada um dos participantes foi colocado em diversas situações, podendo escolher o tamanho da mordida do alimento, pequena ou grande, e ainda o tempo de mastigação, três ou nove segundos.
Os resultados revelaram que as porções menores de comida na boca e mastigadas durante mais tempo estavam associadas a um menor consumo de alimentos de forma geral, levando os investigadores a recomendar esta prática para aqueles que pretendem combater a obesidade.
Nutrição Virtual
Fonte: Farmacia.com.pt
Segundo os autores do estudo, efectuado pela Universidade de Wageningen, na Holanda, a prática faz com que as pessoas se sintam saciadas mais rapidamente, acabando assim por comer menos também.
No estudo foram avaliados oito homens e catorze mulheres saudáveis, com uma média de idades de 21 anos, que passaram a consumir uma determinada quantidade de pudim de chocolate.
Cada um dos participantes foi colocado em diversas situações, podendo escolher o tamanho da mordida do alimento, pequena ou grande, e ainda o tempo de mastigação, três ou nove segundos.
Os resultados revelaram que as porções menores de comida na boca e mastigadas durante mais tempo estavam associadas a um menor consumo de alimentos de forma geral, levando os investigadores a recomendar esta prática para aqueles que pretendem combater a obesidade.
Nutrição Virtual
Fonte: Farmacia.com.pt
terça-feira, 8 de Setembro de 2009
FDA alerta que fármacos para perda de peso Xenical e Alli podem causar danos no fígado
A agência norte-americana que regula os medicamentos (FDA) referiu que o fármaco para a perda de peso orlistato, comercializado como Xenical e Alli, pode aumentar o risco de danos graves no fígado.
Entre 1999 e 2008, a agência norte-americana recebeu 32 relatos de danos hepáticos graves em pessoas que estavam a tomar orlistato. Entre estas pessoas, 27 necessitaram de hospitalização e seis sofreram de insuficiência hepática.
O orlistato bloqueia a absorção de gordura no estômago e intestino delgado e assim reduz a ingestão de calorias. Os efeitos secundários mais comuns do Xenical e do Alli são mancha oleosa rectal, flatulência com descarga fecal, sensação de urgência em defecar, fezes gordurosas/oleosas, evacuação oleosa, aumento da defecação e incontinência fecal, ou seja, o fármaco pode provocar diarreia gordurosa incontrolável. Para as pessoas que tomam o fármaco, estes efeitos secundários são um poderoso incentivo para não ingerirem comidas gordurosas.
Como o orlistato bloqueia a absorção de gordura, também bloqueia a absorção de vitaminas solúveis em gordura, como as vitaminas A, D, E e beta-caroteno. As mulheres que tomam orlistato são aconselhadas a tomarem suplementos multivitamínicos.
Um dos poucos sinais iniciais evidentes de alerta relativamente a danos no fígado é a icterícia, que se caracteriza pela cor amarelada da pele e da zona branca dos olhos. Outros sintomas de danos hepáticos podem incluir fraqueza, fadiga, irritabilidade, dores de cabeça, febre, urina castanha, fezes de cor clara, dor no lado direito abaixo da caixa torácica e prurido na palma das mãos e planta dos pés.
Fonte: Examiner.com
Publicado em Farmacia.com.pthttp://www.farmacia.com.pt/
Enviado por H.Vargas
Entre 1999 e 2008, a agência norte-americana recebeu 32 relatos de danos hepáticos graves em pessoas que estavam a tomar orlistato. Entre estas pessoas, 27 necessitaram de hospitalização e seis sofreram de insuficiência hepática.
O orlistato bloqueia a absorção de gordura no estômago e intestino delgado e assim reduz a ingestão de calorias. Os efeitos secundários mais comuns do Xenical e do Alli são mancha oleosa rectal, flatulência com descarga fecal, sensação de urgência em defecar, fezes gordurosas/oleosas, evacuação oleosa, aumento da defecação e incontinência fecal, ou seja, o fármaco pode provocar diarreia gordurosa incontrolável. Para as pessoas que tomam o fármaco, estes efeitos secundários são um poderoso incentivo para não ingerirem comidas gordurosas.
Como o orlistato bloqueia a absorção de gordura, também bloqueia a absorção de vitaminas solúveis em gordura, como as vitaminas A, D, E e beta-caroteno. As mulheres que tomam orlistato são aconselhadas a tomarem suplementos multivitamínicos.
Um dos poucos sinais iniciais evidentes de alerta relativamente a danos no fígado é a icterícia, que se caracteriza pela cor amarelada da pele e da zona branca dos olhos. Outros sintomas de danos hepáticos podem incluir fraqueza, fadiga, irritabilidade, dores de cabeça, febre, urina castanha, fezes de cor clara, dor no lado direito abaixo da caixa torácica e prurido na palma das mãos e planta dos pés.
Fonte: Examiner.com
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segunda-feira, 7 de Setembro de 2009
PROIBIDA A VENDA DE LARANJAS A MENORES DE 18
53,6% da população adulta portuguesa tem excesso de peso. Isto quer dizer que metade dos nossos amigos são, de facto, AMIGOS DE PESO...
Com uma indústria alimentar empenhada na luta contra a obesidade e em processo de transição para a aposta numa imagem saudável (a forte tendência do mercado, naturalmente...), deparamo-nos com uma nova população em franco crescimento: os ortorécticos.
A ortorexia, que deriva das palavras gregas orthos, correcto, e orexis, apetite, traduz, mais do que a preocupação por uma alimentação saudável, uma verdadeira obsessão pela qualidade e procedência dos alimentos, a busca incontrolável por uma dieta equilibrada e o mais natural possível, livre de químicos ou aditivos.
Aqui não se sai de casa sem verdadeiros kits de sobrevivência. Isto porque nem sempre se encontram alimentos permitidos na rua; ir a casa a correr para mordiscar qualquer coisa pode ser de todo impossível; e uma mera refeição em casa de um amigo é quase sempre uma aposta de risco!
Será que somos incapazes de ter uma relação verdadeiramente ajustada com os alimentos? De alcançar um equilíbrio na alimentação sem aderir a um plano restritivo, desgastante e neurótico?
Talvez este “estilo de vida” (já que não se encontra ainda descrito entre as clássicas perturbações do comportamento alimentar) venha a ser o fio condutor de uma política de ataque à obesidade...
E isso assusta-me. Aterra-me o facto dos defensores da saúde pública poderem ver no rótulo do saco de um quilo e meio de cenouras não ecológicas uma oportunidade educacional...
Estaremos a um passo de ver escrito, numa embalagem de maçãs, verdinhas, normalizadas e enceradas, “ESTE PRODUTO PODE MATAR”?...
Cátia M Barroca
Psicóloga Clínica
Com uma indústria alimentar empenhada na luta contra a obesidade e em processo de transição para a aposta numa imagem saudável (a forte tendência do mercado, naturalmente...), deparamo-nos com uma nova população em franco crescimento: os ortorécticos.
A ortorexia, que deriva das palavras gregas orthos, correcto, e orexis, apetite, traduz, mais do que a preocupação por uma alimentação saudável, uma verdadeira obsessão pela qualidade e procedência dos alimentos, a busca incontrolável por uma dieta equilibrada e o mais natural possível, livre de químicos ou aditivos.
Aqui não se sai de casa sem verdadeiros kits de sobrevivência. Isto porque nem sempre se encontram alimentos permitidos na rua; ir a casa a correr para mordiscar qualquer coisa pode ser de todo impossível; e uma mera refeição em casa de um amigo é quase sempre uma aposta de risco!
Será que somos incapazes de ter uma relação verdadeiramente ajustada com os alimentos? De alcançar um equilíbrio na alimentação sem aderir a um plano restritivo, desgastante e neurótico?
Talvez este “estilo de vida” (já que não se encontra ainda descrito entre as clássicas perturbações do comportamento alimentar) venha a ser o fio condutor de uma política de ataque à obesidade...
E isso assusta-me. Aterra-me o facto dos defensores da saúde pública poderem ver no rótulo do saco de um quilo e meio de cenouras não ecológicas uma oportunidade educacional...
Estaremos a um passo de ver escrito, numa embalagem de maçãs, verdinhas, normalizadas e enceradas, “ESTE PRODUTO PODE MATAR”?...
Cátia M Barroca
Psicóloga Clínica
sábado, 5 de Setembro de 2009
Quando comer é uma doença
Ataques frequentes ao frigorífico em plena madrugada para devorar, de um trago e sem saborear, todos os doces e afins que por lá existam podem ser indício de uma desordem alimentar: as chamadas crises de voracidade alimentar.
As desordens alimentares estão na moda. Sobretudo a anorexia e a bulimia. Fala-se delas, escrevem-se livros, multiplicam-se reportagens com testemunhos, dão-se exemplos famosos, contam-se histórias de meninas que buscam a perfeição do corpo a todo o custo, com sacrifício da sua própria saúde.
Meninas com uma relação difícil com os alimentos, que encontram neles a culpa dos seus (tantas vezes imaginados) quilos a mais ou que encontram neles a expiação da sua culpa de não conseguirem ser perfeitas.
As anorécticas não comem devido ao seu medo intenso de ganhar peso, esforçando-se por mantê-lo abaixo do normal numa verdadeira ditadura em que a balança é o juiz supremo. Sentem-se gordas quando estão magras, sentem-se culpadas quando comem, perdem a auto-estima, pensam o pior de si próprias.
As bulímicas também se sentem culpadas e também vivem excessivamente preocupadas com o controlo do seu peso. Com a diferença de que soçobram a verdadeiros ataques de fome, comendo compulsivamente até que a culpa ou o medo de engordar as leva a uma luta dolorosa para provocar o vómito e assim expulsar os indesejáveis alimentos.
Em ambos os casos, esta obsessão pela perfeição do corpo implica alterações emocionais, da irritabilidade à tristeza, podendo culminar na depressão.
Quer a anorexia quer a bulimia são desvios do comportamento alimentar e têm em comum uma representação distorcida da forma corporal e um medo patológico de engordar. Em ambos os casos, as pessoas julgam-se pela sua forma física, constituindo estes os transtornos alimentares mais frequentes e também os mais conhecidos.
Não são, porém, os únicos e de um outro se começa agora a falar: as crises de voracidade alimentar. São protagonizadas por pessoas que perdem o domínio de si mesmas perante a comida. Pessoas que devoram uma grande quantidade de alimentos num curto espaço de tempo, quase sem mastigar ou lhes sentir o gosto. Pessoas que em cada um desses ataques ingerem para cima de três mil calorias, já que a voracidade se dirige sobretudo aos doces, hidratos de carbono e gorduras. Um ciclo vicioso, na medida em que estes nutrientes são os que mais estimulam a produção de serotonina, uma hormona que actua no cérebro e, entre outras funções, regula o apetite. Neste caso, aumentando-o.
Fonte: Saude Sapo
As desordens alimentares estão na moda. Sobretudo a anorexia e a bulimia. Fala-se delas, escrevem-se livros, multiplicam-se reportagens com testemunhos, dão-se exemplos famosos, contam-se histórias de meninas que buscam a perfeição do corpo a todo o custo, com sacrifício da sua própria saúde.
Meninas com uma relação difícil com os alimentos, que encontram neles a culpa dos seus (tantas vezes imaginados) quilos a mais ou que encontram neles a expiação da sua culpa de não conseguirem ser perfeitas.
As anorécticas não comem devido ao seu medo intenso de ganhar peso, esforçando-se por mantê-lo abaixo do normal numa verdadeira ditadura em que a balança é o juiz supremo. Sentem-se gordas quando estão magras, sentem-se culpadas quando comem, perdem a auto-estima, pensam o pior de si próprias.
As bulímicas também se sentem culpadas e também vivem excessivamente preocupadas com o controlo do seu peso. Com a diferença de que soçobram a verdadeiros ataques de fome, comendo compulsivamente até que a culpa ou o medo de engordar as leva a uma luta dolorosa para provocar o vómito e assim expulsar os indesejáveis alimentos.
Em ambos os casos, esta obsessão pela perfeição do corpo implica alterações emocionais, da irritabilidade à tristeza, podendo culminar na depressão.
Quer a anorexia quer a bulimia são desvios do comportamento alimentar e têm em comum uma representação distorcida da forma corporal e um medo patológico de engordar. Em ambos os casos, as pessoas julgam-se pela sua forma física, constituindo estes os transtornos alimentares mais frequentes e também os mais conhecidos.
Não são, porém, os únicos e de um outro se começa agora a falar: as crises de voracidade alimentar. São protagonizadas por pessoas que perdem o domínio de si mesmas perante a comida. Pessoas que devoram uma grande quantidade de alimentos num curto espaço de tempo, quase sem mastigar ou lhes sentir o gosto. Pessoas que em cada um desses ataques ingerem para cima de três mil calorias, já que a voracidade se dirige sobretudo aos doces, hidratos de carbono e gorduras. Um ciclo vicioso, na medida em que estes nutrientes são os que mais estimulam a produção de serotonina, uma hormona que actua no cérebro e, entre outras funções, regula o apetite. Neste caso, aumentando-o.
Fonte: Saude Sapo
sexta-feira, 4 de Setembro de 2009
Mulheres que sofrem de "drunkorexia" trocam comida por álcool
Por
JULIANA CALDERARI
colaboração para a Folha de S.Paulo
Aos 11 anos, Sueli (nome fictício) era uma criança bastante ativa. Fazia natação, ginástica rítmica e até se envolvia em competições. Seu peso era o esperado para uma garota de sua idade, mas, mesmo assim, Sueli não queria comer.
"De manhã, minha mãe mandava o lanchinho para a escola, mas eu não comia. No início, ele embolorava dentro da lancheira. Depois, comecei a jogar fora. À noite eu jantava, mas vomitava tudo", conta.
Sueli faz parte do grupo crescente de mulheres que, em algum momento da vida, desenvolverá algum tipo de transtorno alimentar --no caso dela, os 4% que sofrem de anorexia nervosa. O dado é do Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (Ambulim/IPq).
Seu drama alimentar se iniciou com uma anorexia com vômitos provocados. Mas não parou por aí. Com o repúdio aos alimentos, veio o uso de álcool e de remédios para emagrecer. "Com 13 anos, comecei a fazer regime. Estava pesando 67 kg para os meus 1,68 m quando comecei a tomar remédio para perder peso."
O álcool e as drogas psicoativas costumam ser usados para aliviar a dor e a ansiedade causadas pela fome, mas o contrário também acontece. Alcoólatras -ou alcoólicos, termo preferido por entidades ligadas ao tema- e dependentes químicos podem desenvolver transtornos alimentares.
Segundo uma pesquisa feita com 80 pacientes do Programa da Mulher Dependente Química (Promud/IPq), 56% das mulheres dependentes de álcool ou de drogas que estavam em tratamento tinham algum tipo de transtorno alimentar.
Dessa porcentagem, 41% tinham transtorno do comer compulsivo, 30% tinham bulimia e 8% eram anoréxicas. Os dados serão apresentados amanhã no 8º Congresso Brasileiro de Transtornos Alimentares e Obesidade pela psicóloga Silvia Brasiliano, coordenadora do Promud. "As mulheres com transtornos alimentares têm oito vezes mais chance de ter um transtorno relacionado ao álcool e a outras drogas", diz.
A droga mais procurada por quem sofre dos transtornos é o álcool, mas são comuns os casos de uso de anfetaminas, cocaína e crack, que também ajudam a aplacar a fome.
As anoréxicas passam a recusar a comida, mas a aceitar o uso dessas substâncias. As compulsivas geralmente tentam substituir a comida por alguma delas, enquanto as bulímicas juntam, à compulsão, formas de compensar a ingestão de calorias, como vomitar ou usar laxantes e diuréticos.
Foi o que fez Sueli para chegar aos 45 kg. "Durante um bom tempo, fiquei à base só de remédio. Passei 21 dias sem comer, só chupava limão. Comecei a ter quedas de pressão. Aí eu comia e vomitava tudo."
No ano que se seguiu, ela teve grandes alterações de peso e entrou no que se chama de "efeito sanfona". Teve que tomar injeção de corticoides para asma e engordou um pouco. "No fim do mesmo ano, estava com 68 kg. Engordei e fiz dieta de novo. Fui para 78 kg. No início do ano seguinte, eu já estava com 53 kg", lembra.
Para a psicanalista Dirce de Sá Freire, coordenadora do curso de especialização "Transtornos alimentares- obesidade, anorexia e bulimia", da PUC-RJ, a chave dos transtornos alimentares e da dependência de drogas é a mesma: a compulsão.
As duas psicólogas concordam que a sociedade moderna tem sua parcela de culpa nos transtornos. "Nossa sociedade é centrada no indivíduo e há enfraquecimento de vínculo social", afirma Brasiliano.
"Isso abre portas para o que chamamos de patologias do desamparo, como a compra e o jogo compulsivos", completa a coordenadora do Promud.
Dirce de Sá, da PUC-RJ, acredita que esse tipo de comportamento esteja ligado à dificuldade de estabelecer e obedecer a limites. "As marcas do nosso tempo são a falta de limites e o excesso. Estamos sempre à beira da transgressão", diz.
A isso soma-se a busca da imagem ideal, inalcançável para a maioria das pessoas.
"A mídia vê a magreza como padrão ouro de beleza. Há um estímulo a viver perigosamente", afirma o psiquiatra Hamer Nastasy Palhares, do Núcleo Einstein de Álcool e Drogas, do hospital Albert Einstein.
"Drunkorexia"
Musas da música pop como Amy Winehouse e Britney Spears, que frequentemente combinam o uso de álcool e drogas com pouca ou nenhuma comida, costumam influenciar as jovens.
Elas foram a inspiração para o transtorno que vai virar assunto da próxima novela das oito, a "drunkorexia" (em inglês) ou "ebriorexia" (em espanhol). Os nomes não são científicos, mas, segundo Palhares, podem ajudar a esclarecer o problema. "Não é um termo oficial, mas tem um apelo didático. Ajuda as pessoas a identificar que têm um problema", diz.
Embora seja novidade para alguns, os termos já são comuns em blogs de adolescentes. Depois das páginas que encorajavam a anorexia e a bulimia, o assunto da vez é a "drunkorexia".
Ágata (também nome fictício), 19, é um exemplo. Ela e uma amiga criaram uma comunidade no site de relacionamento Orkut para contar suas experiências.
Para não ingerir muitas calorias, Ágata costuma pular refeições e fazer jejum nos dias de festa ou de happy hour. "Evito comer, até para não pesar o estômago, para poder beber à vontade e sentir que minha roupa continua agradável", conta a estudante.
Casos como o de Ágata podem não parecer alarmantes, mas é tênue a linha que os separa da doença. "O divisor de águas é quando a pessoa passa a consumir o álcool a ponto de se envolver em problemas como atrasar no trabalho, provocar uma pequena batida de carro ou restringir a alimentação exageradamente", explica Brasiliano, do Promud.
Antes de frequentar bares ou festas, Ágata teve um "princípio de anorexia". Na época, ela tinha um fotolog onde exibia suas fotos e comunicava os avanços de sua dieta. Com o tempo, porém, a jovem desistiu da ideia e voltou a ganhar peso. "Recuperei todos os sofridos quilos que emagreci", conta.
"De 20% a 30% dos casos de aneroxia envolvem o uso de substâncias psicoativas. É comum haver dieta bastante restritiva e uso de álcool", afirma o psiquiatra Palhares.
Ele lembra que a prática, no entanto, é um péssimo negócio. "Um grama de álcool tem sete calorias, o que é quase o dobro do valor calórico de um um grama de açúcar."
Embora os transtornos alimentares atinjam principalmente as mulheres, eles não são mais problemas exclusivos delas. "Entre 10% e 15% dos anoréxicos são homens. Não é mais uma doença de gênero como se acreditava", diz a psicóloga Dirce de Sá.
Consequências
Ao se deparar com uma página similar à de Ágata na internet, Sueli não se conteve e enviou uma resposta à garota. "Resumi meu histórico para ela e espero que sirva para alguma coisa", diz.
Depois de conviver 25 anos com os transtornos alimentares e a dependência química, entrar em coma alcoólico e tentar o suicídio, ela vê no corpo os efeitos dessa combinação. Sofre de refluxo, hipertensão e problemas intestinais.
Atualmente, Sueli tenta manter sua compulsão sob controle, mas sem ilusões. "Não é fácil, é um problema para a vida inteira", reflete.
Editoria de Arte/Folha Imagem
Fonte: Folha On Line
JULIANA CALDERARI
colaboração para a Folha de S.Paulo
Aos 11 anos, Sueli (nome fictício) era uma criança bastante ativa. Fazia natação, ginástica rítmica e até se envolvia em competições. Seu peso era o esperado para uma garota de sua idade, mas, mesmo assim, Sueli não queria comer.
"De manhã, minha mãe mandava o lanchinho para a escola, mas eu não comia. No início, ele embolorava dentro da lancheira. Depois, comecei a jogar fora. À noite eu jantava, mas vomitava tudo", conta.
Sueli faz parte do grupo crescente de mulheres que, em algum momento da vida, desenvolverá algum tipo de transtorno alimentar --no caso dela, os 4% que sofrem de anorexia nervosa. O dado é do Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (Ambulim/IPq).
Seu drama alimentar se iniciou com uma anorexia com vômitos provocados. Mas não parou por aí. Com o repúdio aos alimentos, veio o uso de álcool e de remédios para emagrecer. "Com 13 anos, comecei a fazer regime. Estava pesando 67 kg para os meus 1,68 m quando comecei a tomar remédio para perder peso."
O álcool e as drogas psicoativas costumam ser usados para aliviar a dor e a ansiedade causadas pela fome, mas o contrário também acontece. Alcoólatras -ou alcoólicos, termo preferido por entidades ligadas ao tema- e dependentes químicos podem desenvolver transtornos alimentares.
Segundo uma pesquisa feita com 80 pacientes do Programa da Mulher Dependente Química (Promud/IPq), 56% das mulheres dependentes de álcool ou de drogas que estavam em tratamento tinham algum tipo de transtorno alimentar.
Dessa porcentagem, 41% tinham transtorno do comer compulsivo, 30% tinham bulimia e 8% eram anoréxicas. Os dados serão apresentados amanhã no 8º Congresso Brasileiro de Transtornos Alimentares e Obesidade pela psicóloga Silvia Brasiliano, coordenadora do Promud. "As mulheres com transtornos alimentares têm oito vezes mais chance de ter um transtorno relacionado ao álcool e a outras drogas", diz.
A droga mais procurada por quem sofre dos transtornos é o álcool, mas são comuns os casos de uso de anfetaminas, cocaína e crack, que também ajudam a aplacar a fome.
As anoréxicas passam a recusar a comida, mas a aceitar o uso dessas substâncias. As compulsivas geralmente tentam substituir a comida por alguma delas, enquanto as bulímicas juntam, à compulsão, formas de compensar a ingestão de calorias, como vomitar ou usar laxantes e diuréticos.
Foi o que fez Sueli para chegar aos 45 kg. "Durante um bom tempo, fiquei à base só de remédio. Passei 21 dias sem comer, só chupava limão. Comecei a ter quedas de pressão. Aí eu comia e vomitava tudo."
No ano que se seguiu, ela teve grandes alterações de peso e entrou no que se chama de "efeito sanfona". Teve que tomar injeção de corticoides para asma e engordou um pouco. "No fim do mesmo ano, estava com 68 kg. Engordei e fiz dieta de novo. Fui para 78 kg. No início do ano seguinte, eu já estava com 53 kg", lembra.
Para a psicanalista Dirce de Sá Freire, coordenadora do curso de especialização "Transtornos alimentares- obesidade, anorexia e bulimia", da PUC-RJ, a chave dos transtornos alimentares e da dependência de drogas é a mesma: a compulsão.
As duas psicólogas concordam que a sociedade moderna tem sua parcela de culpa nos transtornos. "Nossa sociedade é centrada no indivíduo e há enfraquecimento de vínculo social", afirma Brasiliano.
"Isso abre portas para o que chamamos de patologias do desamparo, como a compra e o jogo compulsivos", completa a coordenadora do Promud.
Dirce de Sá, da PUC-RJ, acredita que esse tipo de comportamento esteja ligado à dificuldade de estabelecer e obedecer a limites. "As marcas do nosso tempo são a falta de limites e o excesso. Estamos sempre à beira da transgressão", diz.
A isso soma-se a busca da imagem ideal, inalcançável para a maioria das pessoas.
"A mídia vê a magreza como padrão ouro de beleza. Há um estímulo a viver perigosamente", afirma o psiquiatra Hamer Nastasy Palhares, do Núcleo Einstein de Álcool e Drogas, do hospital Albert Einstein.
"Drunkorexia"
Musas da música pop como Amy Winehouse e Britney Spears, que frequentemente combinam o uso de álcool e drogas com pouca ou nenhuma comida, costumam influenciar as jovens.
Elas foram a inspiração para o transtorno que vai virar assunto da próxima novela das oito, a "drunkorexia" (em inglês) ou "ebriorexia" (em espanhol). Os nomes não são científicos, mas, segundo Palhares, podem ajudar a esclarecer o problema. "Não é um termo oficial, mas tem um apelo didático. Ajuda as pessoas a identificar que têm um problema", diz.
Embora seja novidade para alguns, os termos já são comuns em blogs de adolescentes. Depois das páginas que encorajavam a anorexia e a bulimia, o assunto da vez é a "drunkorexia".
Ágata (também nome fictício), 19, é um exemplo. Ela e uma amiga criaram uma comunidade no site de relacionamento Orkut para contar suas experiências.
Para não ingerir muitas calorias, Ágata costuma pular refeições e fazer jejum nos dias de festa ou de happy hour. "Evito comer, até para não pesar o estômago, para poder beber à vontade e sentir que minha roupa continua agradável", conta a estudante.
Casos como o de Ágata podem não parecer alarmantes, mas é tênue a linha que os separa da doença. "O divisor de águas é quando a pessoa passa a consumir o álcool a ponto de se envolver em problemas como atrasar no trabalho, provocar uma pequena batida de carro ou restringir a alimentação exageradamente", explica Brasiliano, do Promud.
Antes de frequentar bares ou festas, Ágata teve um "princípio de anorexia". Na época, ela tinha um fotolog onde exibia suas fotos e comunicava os avanços de sua dieta. Com o tempo, porém, a jovem desistiu da ideia e voltou a ganhar peso. "Recuperei todos os sofridos quilos que emagreci", conta.
"De 20% a 30% dos casos de aneroxia envolvem o uso de substâncias psicoativas. É comum haver dieta bastante restritiva e uso de álcool", afirma o psiquiatra Palhares.
Ele lembra que a prática, no entanto, é um péssimo negócio. "Um grama de álcool tem sete calorias, o que é quase o dobro do valor calórico de um um grama de açúcar."
Embora os transtornos alimentares atinjam principalmente as mulheres, eles não são mais problemas exclusivos delas. "Entre 10% e 15% dos anoréxicos são homens. Não é mais uma doença de gênero como se acreditava", diz a psicóloga Dirce de Sá.
Consequências
Ao se deparar com uma página similar à de Ágata na internet, Sueli não se conteve e enviou uma resposta à garota. "Resumi meu histórico para ela e espero que sirva para alguma coisa", diz.
Depois de conviver 25 anos com os transtornos alimentares e a dependência química, entrar em coma alcoólico e tentar o suicídio, ela vê no corpo os efeitos dessa combinação. Sofre de refluxo, hipertensão e problemas intestinais.
Atualmente, Sueli tenta manter sua compulsão sob controle, mas sem ilusões. "Não é fácil, é um problema para a vida inteira", reflete.
Editoria de Arte/Folha ImagemFonte: Folha On Line
quinta-feira, 3 de Setembro de 2009
A INSACIABILIDADE DO CÉREBRO
Porque é que comemos demais? Será assim tão complicado controlarmo-nos? Escutarmos o nosso corpo e percebermos que já basta, que aquela quantidade de comida foi, de facto, suficiente?!
A verdade é que, contrariamente aos sinais de saciedade que o nosso corpo nos dá relativamente à alimentação real, o apetite do cérebro, em termos de estimulação, é insaciável.
É já sabido que a libertação de dopamina se encontra mais associada ao desejo do que ao prazer. Ou seja, a dopamina é responsável pelo aumento do DESEJO mas pouco relacionada está com o PRAZER.
Se tivermos em conta que o prazer não é mais do um “gostar” e o desejo mais do que um “querer”, concluímos que continuamos a comer desalmadamente não porque achamos termos ali uma fonte fiável de prazer, mas porque envolve o desejo.
Será que então comemos porque queremos e não porque realmente gostamos?! Que sempre que somos impelidos a pensar que é difícil deixar de comer demais porque nos dá prazer, estamos apenas a comer assim porque desejamos? Porque queremos?
Se pensarmos bem, da mesma forma que nem sempre desejamos as coisas que nos dão prazer, também nem sempre retiramos prazer daquilo que desejamos.
Temos, portanto, um longo caminho a percorrer...
Mas assumir que um “querer” não pode ter vontade própria é, definitivamente, meio caminho andado para o sucesso. Neste caso, para o emagrecimento.
Cátia M Barroca
Psicóloga Clínica
* A Dopamina, muitas vezes apelidada de “químico do prazer” é um neurotransmissor sintetizado por certas células nervosas que age em regiões do cérebro e desempenha um papel determinante na regulação e controlo do movimento, motivação e cognição.
A verdade é que, contrariamente aos sinais de saciedade que o nosso corpo nos dá relativamente à alimentação real, o apetite do cérebro, em termos de estimulação, é insaciável.
É já sabido que a libertação de dopamina se encontra mais associada ao desejo do que ao prazer. Ou seja, a dopamina é responsável pelo aumento do DESEJO mas pouco relacionada está com o PRAZER.
Se tivermos em conta que o prazer não é mais do um “gostar” e o desejo mais do que um “querer”, concluímos que continuamos a comer desalmadamente não porque achamos termos ali uma fonte fiável de prazer, mas porque envolve o desejo.
Será que então comemos porque queremos e não porque realmente gostamos?! Que sempre que somos impelidos a pensar que é difícil deixar de comer demais porque nos dá prazer, estamos apenas a comer assim porque desejamos? Porque queremos?
Se pensarmos bem, da mesma forma que nem sempre desejamos as coisas que nos dão prazer, também nem sempre retiramos prazer daquilo que desejamos.
Temos, portanto, um longo caminho a percorrer...
Mas assumir que um “querer” não pode ter vontade própria é, definitivamente, meio caminho andado para o sucesso. Neste caso, para o emagrecimento.
Cátia M Barroca
Psicóloga Clínica
* A Dopamina, muitas vezes apelidada de “químico do prazer” é um neurotransmissor sintetizado por certas células nervosas que age em regiões do cérebro e desempenha um papel determinante na regulação e controlo do movimento, motivação e cognição.
quarta-feira, 2 de Setembro de 2009
Misto de alcoolismo e anorexia, 'drunkorexia' afeta mais as mulheres
Os transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, por si só já são motivos de preocupação, principalmente entre as mulheres, as mais afetadas. No Dia Nacional da Saúde, comemorado hoje, 5 de agosto, o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa) faz um alerta: seus portadores ou pessoas mais propensas a desenvolvê-los consomem bebidas alcoólicas em maior quantidade e frequência. Essa ligação será um dos temas abordados na próxima novela global, Viver a Vida, de Manoel Carlos. Na trama, a atriz Bárbara Paz terá drunkorexia, caracterizado por substituir refeições por álcool.
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e notícias
» Chat: tecle sobre o assunto
De acordo com a Associação Brasileira de Transtornos Alimentares, uma pesquisa feita pelo Programa da Mulher Dependente Química verificou que mais da metade das dependentes de álcool ou de drogas que estavam em tratamento tinham algum tipo de transtorno alimentar.
Mas, afinal, qual é o motivo dessa relação? "Algumas pessoas fazem uso abusivo do álcool e de outras substâncias, como anfetamina e cocaína, para inibir o apetite. Outras bebem com o intuito de lidar melhor com os problemas. Com o tempo, podem se tornar alcoólatras, se a quantidade e a frequência aumentam", disse a psiquiatra Camila Magalhães Silveira, coordenadora do Cisa e uma das responsáveis pela revisão literária de 15 artigos científicos, publicados entre os anos de 2002 e 2009, sobre a coexistência de transtornos alimentares e a ingestão de bebidas alcoólicas.
Os dados colhidos pela médica mostram que, na Europa, especialmente na Espanha, Áustria e Eslovênia, a prevalência do uso de álcool é maior entre portadores de transtornos alimentares (34,1%) em relação à população saudável (26,9%). O consumo excessivo de álcool e o alcoolismo são identificados em 16% dos pacientes. Um estudo canadense realizado com mais de 9 mil mulheres observou que a chance de se tornar alcoólatra entre os 50 e 64 anos é seis vezes maior em quem tem sintomas de transtorno alimentar. O Brasil ainda não conta com números sobre o assunto.
Entre os tipos de transtornos alimentares, a bulimia nervosa está mais ligada ao álcool (acontece em 16% dos casos). "Isso porque as bulímicas têm atitudes compulsivas. Podem comer e beber muito e, depois, tomar atitudes compensatórias, como passar horas fazendo exercícios, provocar vômito, usar laxantes. As anorexas, por sua vez, adotam posturas mais restritivas." O segundo lugar do ranking (14%) fica com a anorexia nervosa purgativa e os transtornos alimentares sem outra especificação.
Transtornos
A coordenadora do Cisa disse que de 3% a 4% das mulheres brasileiras têm transtornos alimentares. "A mulher está mais disposta aos transtornos ansiosos em geral, excetuando a fobia social. Parecem ter preocupação maior em relação à estética do que os homens, além de sofrerem as variações hormonais." Adolescentes e jovens formam o grupo mais atingido.
Não há uma causa determinada para desenvolvê-los. É o resultado de um conjunto de fatores, como predisposição genética, obsessão por seguir padrões, dificuldades afetivas. Entre os mais comuns estão a anorexia (quando restringe a quantidade de alimentos por se achar gordo ou ter medo de engordar, sendo que já está bem abaixo do peso ideal), a bulimia (compulsão alimentar seguida por indução de vômito, uso de diuréticos ou de laxantes) e o comer compulsivo (ingestão de grande quantidade alimento em curtos espaços de tempo). A psiquiatra Camila disse que não há cura, porque existe a possibilidade de recaídas. O tratamento consiste em aliar remédios, terapia e mudança nutricional.
Alcoolismo
De forma geral, as brasileiras estão bebendo mais, como constatou uma pesquisa realizada pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas, do Ministério da Saúde, divulgada no mês de abril. O índice de consumo abusivo de álcool (mais de quatro doses) por pessoas do sexo feminino em 2008 é de 10,5%, contra 9,3% de 2007 e 8,1% de 2006.
A situação é mais complexa do que parece porque as mulheres tendem a desenvolver a dependência mais rapidamente que o homem. Além disso, sentem mais o efeito do álcool. "O organismo feminino tem uma menor quantidade de água e mais tecido adiposo. Assim, há um aumento na concentração de álcool no organismo. Para elas, três copos de chope equivalem a quase cinco em um homem", disse a psiquiatra Analice Gigliotti, presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead).
A ingestão excessiva de bebidas pode levar ao alcoolismo, uma doença também sem cura caracterizada pela perda de controle, prejuízos no cotidiano por conta do hábito, desejo compulsivo pela bebida e maior tolerância a ela. "O tratamento ideal combina terapia para evitar os gatilhos que fazem a pessoa beber, medicação para diminuir a compulsão e a síndrome de abstinência, além de conversar com a família para que possa ajudar o paciente. O alcoólatra não pode beber de forma alguma", disse Analice.
por Patricia Zwipp
Especial para Terra
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De acordo com a Associação Brasileira de Transtornos Alimentares, uma pesquisa feita pelo Programa da Mulher Dependente Química verificou que mais da metade das dependentes de álcool ou de drogas que estavam em tratamento tinham algum tipo de transtorno alimentar.
Mas, afinal, qual é o motivo dessa relação? "Algumas pessoas fazem uso abusivo do álcool e de outras substâncias, como anfetamina e cocaína, para inibir o apetite. Outras bebem com o intuito de lidar melhor com os problemas. Com o tempo, podem se tornar alcoólatras, se a quantidade e a frequência aumentam", disse a psiquiatra Camila Magalhães Silveira, coordenadora do Cisa e uma das responsáveis pela revisão literária de 15 artigos científicos, publicados entre os anos de 2002 e 2009, sobre a coexistência de transtornos alimentares e a ingestão de bebidas alcoólicas.
Os dados colhidos pela médica mostram que, na Europa, especialmente na Espanha, Áustria e Eslovênia, a prevalência do uso de álcool é maior entre portadores de transtornos alimentares (34,1%) em relação à população saudável (26,9%). O consumo excessivo de álcool e o alcoolismo são identificados em 16% dos pacientes. Um estudo canadense realizado com mais de 9 mil mulheres observou que a chance de se tornar alcoólatra entre os 50 e 64 anos é seis vezes maior em quem tem sintomas de transtorno alimentar. O Brasil ainda não conta com números sobre o assunto.
Entre os tipos de transtornos alimentares, a bulimia nervosa está mais ligada ao álcool (acontece em 16% dos casos). "Isso porque as bulímicas têm atitudes compulsivas. Podem comer e beber muito e, depois, tomar atitudes compensatórias, como passar horas fazendo exercícios, provocar vômito, usar laxantes. As anorexas, por sua vez, adotam posturas mais restritivas." O segundo lugar do ranking (14%) fica com a anorexia nervosa purgativa e os transtornos alimentares sem outra especificação.
Transtornos
A coordenadora do Cisa disse que de 3% a 4% das mulheres brasileiras têm transtornos alimentares. "A mulher está mais disposta aos transtornos ansiosos em geral, excetuando a fobia social. Parecem ter preocupação maior em relação à estética do que os homens, além de sofrerem as variações hormonais." Adolescentes e jovens formam o grupo mais atingido.
Não há uma causa determinada para desenvolvê-los. É o resultado de um conjunto de fatores, como predisposição genética, obsessão por seguir padrões, dificuldades afetivas. Entre os mais comuns estão a anorexia (quando restringe a quantidade de alimentos por se achar gordo ou ter medo de engordar, sendo que já está bem abaixo do peso ideal), a bulimia (compulsão alimentar seguida por indução de vômito, uso de diuréticos ou de laxantes) e o comer compulsivo (ingestão de grande quantidade alimento em curtos espaços de tempo). A psiquiatra Camila disse que não há cura, porque existe a possibilidade de recaídas. O tratamento consiste em aliar remédios, terapia e mudança nutricional.
Alcoolismo
De forma geral, as brasileiras estão bebendo mais, como constatou uma pesquisa realizada pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas, do Ministério da Saúde, divulgada no mês de abril. O índice de consumo abusivo de álcool (mais de quatro doses) por pessoas do sexo feminino em 2008 é de 10,5%, contra 9,3% de 2007 e 8,1% de 2006.
A situação é mais complexa do que parece porque as mulheres tendem a desenvolver a dependência mais rapidamente que o homem. Além disso, sentem mais o efeito do álcool. "O organismo feminino tem uma menor quantidade de água e mais tecido adiposo. Assim, há um aumento na concentração de álcool no organismo. Para elas, três copos de chope equivalem a quase cinco em um homem", disse a psiquiatra Analice Gigliotti, presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead).
A ingestão excessiva de bebidas pode levar ao alcoolismo, uma doença também sem cura caracterizada pela perda de controle, prejuízos no cotidiano por conta do hábito, desejo compulsivo pela bebida e maior tolerância a ela. "O tratamento ideal combina terapia para evitar os gatilhos que fazem a pessoa beber, medicação para diminuir a compulsão e a síndrome de abstinência, além de conversar com a família para que possa ajudar o paciente. O alcoólatra não pode beber de forma alguma", disse Analice.
por Patricia Zwipp
Especial para Terra
terça-feira, 1 de Setembro de 2009
Meta Real - Maria Eliza Zuccon
O Meta Real foi idealizado pela química e terapeuta Maria Eliza Zuccon há 23 anos e tem conquistado muitos adeptos desde então
Mulher está sempre de dieta. Algumas vivem nessa situação por pura vaidade, outras realmente precisam emagrecer, mas a verdade é que fazer regime virou mania entre elas. E quando se fala em dieta, imaginamos logo restrição de doces, massas e gorduras e excesso de salada e coisas saudáveis. Mas existe um método que vai muito além disso. Já ouviu falar no Meta Real (Método Tático de Reabilitação Alimentar)? Une reeducação alimentar com mudança de certos padrões psicológicos e emocionais. E, acredite, esse tipo de dieta pode fazer com que você elimine até seis quilos por mês.
O Meta Real foi idealizado pela química e terapeuta Maria Eliza Zuccon há 23 anos e tem conquistado muitos adeptos desde então. Funciona como um "curso", em que o interessado conhece os métodos do Meta Real, se matricula e assiste uma vez por semana a palestras com temas relacionados a novas atitudes, autodescoberta, novas percepções. Além disso, os adeptos recebem material de reeducação alimentar formulado por nutricionistas.
"O diferencial do Meta Real é que nós não trabalhamos apenas com reeducação alimentar e sim com o psicológico, nós tentamos mudar a maneira das pessoas pensarem. O intuito é diferenciar a fome física da psicológica, porque a obesidade está, muitas vezes, relacionada com angústia e problemas emocionais que causam compulsão alimentar", explica Tamara L. Allgauer de Melo, orientadora do Meta Real de Fortaleza. Cuidando da alimentação...
Além de trabalhar o lado psicológico e a compulsão por alimentos, o Meta Real também estimula uma reeducação alimentar. Dessa forma, um material de apoio, elaborado por nutricionastas é distribuido para os adeptos da dieta.
1ª Fase:usar um disco alimentar – É como se fosse um guia que orienta a pessoa a montar a própria alimentação de maneira consciente com uma variedade grande de alimentos. A roda, que indica o que, quanto e como comer, é dividida em três grupos alimentares: os construtores (proteínas, como carne vermelha, ovos, aves), os energéticos (gorduras, cereais, açúcares) e os reguladores (frutas, verduras e legumes). Basta girar o disco, escolher uma das sugestões de cada faixa e variar seu cardápio.
2ª Fase:a pessoa já pode parar de usar o disco alimentar e introduzir no dia-a-dia qualquer tipo de alimento. "Nessa fase, a pessoa já está conscientizada de que não existe alimento que engorda ou emagrece, o que conta é a postura de cada pessoa. Ela tem que perceber que dá para comer de tudo, basta parar de comer quando sentir saciedade e não continuar comendo com gula", explica Tâmara, que ainda completa que também é importante comer devagar e saborear bastante os alimentos.
3ª Fase:ter consciência de que é para comer quando sentir fome física e abandonar o prato assim que sentir saciedade", diz a especialista.
O Meta Real estimula que as pessoas façam apenas as três principais refeições do dia: café da manhã, almoço e janta. "O sucesso desse tipo de dieta está no trabalho paralelo da mente com a alimentação. Dessa maneira, dificilmente a pessoa voltará a engordar e é possível perder até 1,5 kg por semana", finaliza Tâmara.
Depoimentos
Alessandra Chimenti, 39 anos – Sempre tive problema de obesidade. Iniciei meu primeiro regime com remédio aos 10 anos e fazia todos os regimes que apareciam, inclusive simpatias, mas nunca atingia minha meta até um dia que cheguei aos 120 kg. Aí uma tia me apresentou o Meta Real. No início tive um pouco de resistência, porque achava que seria só mais uma dieta. Sem nenhuma esperança, comecei a fazer o que foi proposto e o resultado começou a aparecer não só no corpo, mas também emocionalmente/psicologicamente, a mudança foi geral! Emagreci 50 kg em três anos!
Roseli Masi, 40 anos – Comecei a engordar aos 12 anos, quando comecei a me preocupar com minha aparência física e achar que estava gorda. Fiz as primeiras dietas, mas como não eram suficientes, apelei para simpatias, atividade física, fechar a boca e, enfim, tudo para tentar ficar magra, mas era necessário um esforço constante, pois ao menor descuido engordava de 5 a 6 kg.
Fui engordando e emagrecendo inúmeras vezes, até meu primeiro casamento aos 20 anos de idade. Antes de me casar, fiz uma dieta maluca, que chamei de "Dieta da maçã", onde eu não comia nada, quando ia desmaiar, comia apenas uma maçã. Cheguei a desmaiar algumas vezes! A partir daí comecei a engordar sem parar. Em menos de um ano, engordei mais de 20 kg. Fiz diversas tentativas para emagrecer e não conseguia bons resultados. Resolvi tomar remédios sem passar por um médico, usando a mesma fórmula de uma amiga. Emagreci 8 kg e no dia da minha formatura parei de tomá-los, pois tinha a intenção de beber e comer. Nos quatro meses seguintes, engordei 18 kg. Minha vida era assim: um verdadeiro ioiô.
Entre idas e vindas cheguei a pesar 30 kg acima do que eu desejava. Tentava de tudo: fechar a boca, chás milagrosos, remédios naturais, dietas da moda, mas nada adiantava. Com isso, me frustrava cada vez mais e continuava me agredindo, comendo cada vez mais. Foi ai que conheci a Meta Real. Na época estava muito acima do meu peso e não falava de outro assunto que não fosse emagrecer e comer... Trabalhava numa clínica odontológica e lá um dos dentistas comentou que tinha um paciente que havia emagrecido muito em pouco tempo na Meta Real (era exatamente o que eu queria) e outra dentista comentou que sabia onde era, peguei o endereço e fui conhecer uma reunião. Na semana seguinte comecei a frequentar. Emagreci 24 kg em dez meses. No total cheguei a eliminar 30 kg.
29.Ago.2009
fonte: O progresso
Mulher está sempre de dieta. Algumas vivem nessa situação por pura vaidade, outras realmente precisam emagrecer, mas a verdade é que fazer regime virou mania entre elas. E quando se fala em dieta, imaginamos logo restrição de doces, massas e gorduras e excesso de salada e coisas saudáveis. Mas existe um método que vai muito além disso. Já ouviu falar no Meta Real (Método Tático de Reabilitação Alimentar)? Une reeducação alimentar com mudança de certos padrões psicológicos e emocionais. E, acredite, esse tipo de dieta pode fazer com que você elimine até seis quilos por mês.
O Meta Real foi idealizado pela química e terapeuta Maria Eliza Zuccon há 23 anos e tem conquistado muitos adeptos desde então. Funciona como um "curso", em que o interessado conhece os métodos do Meta Real, se matricula e assiste uma vez por semana a palestras com temas relacionados a novas atitudes, autodescoberta, novas percepções. Além disso, os adeptos recebem material de reeducação alimentar formulado por nutricionistas.
"O diferencial do Meta Real é que nós não trabalhamos apenas com reeducação alimentar e sim com o psicológico, nós tentamos mudar a maneira das pessoas pensarem. O intuito é diferenciar a fome física da psicológica, porque a obesidade está, muitas vezes, relacionada com angústia e problemas emocionais que causam compulsão alimentar", explica Tamara L. Allgauer de Melo, orientadora do Meta Real de Fortaleza. Cuidando da alimentação...
Além de trabalhar o lado psicológico e a compulsão por alimentos, o Meta Real também estimula uma reeducação alimentar. Dessa forma, um material de apoio, elaborado por nutricionastas é distribuido para os adeptos da dieta.
1ª Fase:usar um disco alimentar – É como se fosse um guia que orienta a pessoa a montar a própria alimentação de maneira consciente com uma variedade grande de alimentos. A roda, que indica o que, quanto e como comer, é dividida em três grupos alimentares: os construtores (proteínas, como carne vermelha, ovos, aves), os energéticos (gorduras, cereais, açúcares) e os reguladores (frutas, verduras e legumes). Basta girar o disco, escolher uma das sugestões de cada faixa e variar seu cardápio.
2ª Fase:a pessoa já pode parar de usar o disco alimentar e introduzir no dia-a-dia qualquer tipo de alimento. "Nessa fase, a pessoa já está conscientizada de que não existe alimento que engorda ou emagrece, o que conta é a postura de cada pessoa. Ela tem que perceber que dá para comer de tudo, basta parar de comer quando sentir saciedade e não continuar comendo com gula", explica Tâmara, que ainda completa que também é importante comer devagar e saborear bastante os alimentos.
3ª Fase:ter consciência de que é para comer quando sentir fome física e abandonar o prato assim que sentir saciedade", diz a especialista.
O Meta Real estimula que as pessoas façam apenas as três principais refeições do dia: café da manhã, almoço e janta. "O sucesso desse tipo de dieta está no trabalho paralelo da mente com a alimentação. Dessa maneira, dificilmente a pessoa voltará a engordar e é possível perder até 1,5 kg por semana", finaliza Tâmara.
Depoimentos
Alessandra Chimenti, 39 anos – Sempre tive problema de obesidade. Iniciei meu primeiro regime com remédio aos 10 anos e fazia todos os regimes que apareciam, inclusive simpatias, mas nunca atingia minha meta até um dia que cheguei aos 120 kg. Aí uma tia me apresentou o Meta Real. No início tive um pouco de resistência, porque achava que seria só mais uma dieta. Sem nenhuma esperança, comecei a fazer o que foi proposto e o resultado começou a aparecer não só no corpo, mas também emocionalmente/psicologicamente, a mudança foi geral! Emagreci 50 kg em três anos!
Roseli Masi, 40 anos – Comecei a engordar aos 12 anos, quando comecei a me preocupar com minha aparência física e achar que estava gorda. Fiz as primeiras dietas, mas como não eram suficientes, apelei para simpatias, atividade física, fechar a boca e, enfim, tudo para tentar ficar magra, mas era necessário um esforço constante, pois ao menor descuido engordava de 5 a 6 kg.
Fui engordando e emagrecendo inúmeras vezes, até meu primeiro casamento aos 20 anos de idade. Antes de me casar, fiz uma dieta maluca, que chamei de "Dieta da maçã", onde eu não comia nada, quando ia desmaiar, comia apenas uma maçã. Cheguei a desmaiar algumas vezes! A partir daí comecei a engordar sem parar. Em menos de um ano, engordei mais de 20 kg. Fiz diversas tentativas para emagrecer e não conseguia bons resultados. Resolvi tomar remédios sem passar por um médico, usando a mesma fórmula de uma amiga. Emagreci 8 kg e no dia da minha formatura parei de tomá-los, pois tinha a intenção de beber e comer. Nos quatro meses seguintes, engordei 18 kg. Minha vida era assim: um verdadeiro ioiô.
Entre idas e vindas cheguei a pesar 30 kg acima do que eu desejava. Tentava de tudo: fechar a boca, chás milagrosos, remédios naturais, dietas da moda, mas nada adiantava. Com isso, me frustrava cada vez mais e continuava me agredindo, comendo cada vez mais. Foi ai que conheci a Meta Real. Na época estava muito acima do meu peso e não falava de outro assunto que não fosse emagrecer e comer... Trabalhava numa clínica odontológica e lá um dos dentistas comentou que tinha um paciente que havia emagrecido muito em pouco tempo na Meta Real (era exatamente o que eu queria) e outra dentista comentou que sabia onde era, peguei o endereço e fui conhecer uma reunião. Na semana seguinte comecei a frequentar. Emagreci 24 kg em dez meses. No total cheguei a eliminar 30 kg.
29.Ago.2009
fonte: O progresso
domingo, 30 de Agosto de 2009
Veja o que esta faltando....
A partir de uma certa idade, temos quase todos esses sintomas, provocados pela falta dos alimentos aqui mencionados.
1. DIFICULDADE DE PERDER PESO
O QUE ESTÁ FALTANDO: ácidos graxos essenciais e vitamina.
ONDE OBTER: semente de linhaça, cenoura e salmão - além de suplementos específicos.
2. RETENÇÃO DE LÍQUIDOS
O QUE ESTÁ FALTANDO: na verdade um desequilíbrio entre o potássio, fósforo e sódio.
ONDE OBTER: água de côco, azeitona, pêssego, ameixa, figo, amêndoa, nozes, acelga, coentro e os suplementos.
3. COMPULSÃO A DOCES
O QUE ESTÁ FALTANDO: cromo.
ONDE OBTER: cereais integrais, nozes, centeio, banana, espinafre,cenoura + suplementos..
4. CÂIMBRA, DOR DE CABEÇA
O QUE ESTÁ FALTANDO: potássio e magnésio
ONDE OBTER: banana, cevada, milho, manga, pêssego, acerola, laranja e água.
5. DESCONFORTO INTESTINAL, GASES, INCHAÇO ABDOMINAL
O QUE ESTÁ FALTANDO: lactobacilos vivos
ONDE OBTER: coalhada, iogurte, missô, yakult e similares.
6. MEMÓRIA RUIM
O QUE ESTÁ FALTANDO: acetil colina, inositol.
ONDE OBTER: lecitina de soja, gema de ovo + suplementos.
7. HIPOTIREOIDISMO (PROVOCA GANHO DE PESO SEM CAUSA APARENTE)
O QUE ESTÁ FALTANDO: iodo.
ONDE OBTER: algas marinhas, cenoura, óleo, pêra, abacaxi, peixes de água salgada e sal marinho.
8. CABELOS QUEBRADIÇOS E UNHAS FRACAS
O QUE ESTÁ FALTANDO: colágeno.
ONDE OBTER: peixes, ovos, carnes magras, gelatina + suplementos.
9. FRAQUEZA, INDISPOSIÇÃO, MAL ESTAR
O QUE ESTÁ FALTANDO: vitaminas A, C, e E e ferro.
ONDE OBTER: verduras, frutas, carnes magras e suplementos.
10. COLESTEROL E TRIGLICERÍDEOS ALTOS
O QUE ESTÁ FALTANDO: Ômega 3 e 6.
ONDE OBTER: sardinha, salmão, abacate, azeite
Fonte - Recebido por email....
1. DIFICULDADE DE PERDER PESO
O QUE ESTÁ FALTANDO: ácidos graxos essenciais e vitamina.
ONDE OBTER: semente de linhaça, cenoura e salmão - além de suplementos específicos.
2. RETENÇÃO DE LÍQUIDOS
O QUE ESTÁ FALTANDO: na verdade um desequilíbrio entre o potássio, fósforo e sódio.
ONDE OBTER: água de côco, azeitona, pêssego, ameixa, figo, amêndoa, nozes, acelga, coentro e os suplementos.
3. COMPULSÃO A DOCES
O QUE ESTÁ FALTANDO: cromo.
ONDE OBTER: cereais integrais, nozes, centeio, banana, espinafre,cenoura + suplementos..
4. CÂIMBRA, DOR DE CABEÇA
O QUE ESTÁ FALTANDO: potássio e magnésio
ONDE OBTER: banana, cevada, milho, manga, pêssego, acerola, laranja e água.
5. DESCONFORTO INTESTINAL, GASES, INCHAÇO ABDOMINAL
O QUE ESTÁ FALTANDO: lactobacilos vivos
ONDE OBTER: coalhada, iogurte, missô, yakult e similares.
6. MEMÓRIA RUIM
O QUE ESTÁ FALTANDO: acetil colina, inositol.
ONDE OBTER: lecitina de soja, gema de ovo + suplementos.
7. HIPOTIREOIDISMO (PROVOCA GANHO DE PESO SEM CAUSA APARENTE)
O QUE ESTÁ FALTANDO: iodo.
ONDE OBTER: algas marinhas, cenoura, óleo, pêra, abacaxi, peixes de água salgada e sal marinho.
8. CABELOS QUEBRADIÇOS E UNHAS FRACAS
O QUE ESTÁ FALTANDO: colágeno.
ONDE OBTER: peixes, ovos, carnes magras, gelatina + suplementos.
9. FRAQUEZA, INDISPOSIÇÃO, MAL ESTAR
O QUE ESTÁ FALTANDO: vitaminas A, C, e E e ferro.
ONDE OBTER: verduras, frutas, carnes magras e suplementos.
10. COLESTEROL E TRIGLICERÍDEOS ALTOS
O QUE ESTÁ FALTANDO: Ômega 3 e 6.
ONDE OBTER: sardinha, salmão, abacate, azeite
Fonte - Recebido por email....
sábado, 29 de Agosto de 2009
Sabia que...Aquilo que comemos traduz aquilo que sentimos?
SABIA QUE...
...Aquilo que comemos traduz aquilo que sentimos?
Se deseja AÇÚCAR, como o chocolate, provavelmente sente-se DEPRIMIDO;
Se deseja SALGADOS, provavelmente sente-se em STRESS;
Se deseja ALIMENTOS MACIOS e DOCES, como sobremesas, provavelmente sente-se ANSIOSO;
Se deseja ALIMENTOS DUROS que têm de se trincar, provavelmente sente-se ZANGADO;
Se deseja alimentos que enchem, como BOLACHAS ou MASSAS, provavelmente sente-se SOZINHO;
Se deseja de tudo um pouco, provavelmente sente-se CIUMENTO.
E hoje? Qual foi o seu pecado?
Carina Barroca
Nutricionista
Fonte: Mulher no sapo
...Aquilo que comemos traduz aquilo que sentimos?
Se deseja AÇÚCAR, como o chocolate, provavelmente sente-se DEPRIMIDO;
Se deseja SALGADOS, provavelmente sente-se em STRESS;
Se deseja ALIMENTOS MACIOS e DOCES, como sobremesas, provavelmente sente-se ANSIOSO;
Se deseja ALIMENTOS DUROS que têm de se trincar, provavelmente sente-se ZANGADO;
Se deseja alimentos que enchem, como BOLACHAS ou MASSAS, provavelmente sente-se SOZINHO;
Se deseja de tudo um pouco, provavelmente sente-se CIUMENTO.
E hoje? Qual foi o seu pecado?
Carina Barroca
Nutricionista
Fonte: Mulher no sapo
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Dicas de Nutrição,
Nutrição
quarta-feira, 26 de Agosto de 2009
Um apoio «Com medida»

Associação desenvolve projecto para ajudar pessoas com distúrbios alimentares
2009-08-24
Escolha criteriosa de alimentos é sinal de risco
Já os ingleses têm um provérbio que diz: “Uma maçã por dia mantém o médico longe” (“An apple a day keeps the doctor away”). Comer fruta é saudável, sim, o problema surge quando, derivado a um distúrbio alimentar, apenas se come isso.
Paula é uma mulher de 42 anos com anorexia purgativa e está internada num hospital de Lisboa há dois meses. Para controlar a sua doença, necessita diariamente de apoio psicológico, médico e nutricional – devido a estes factores não pode correr o risco de ir para casa e ficar sem cuidados –; por conseguinte, recusam-se a dar-lhe alta.
Tal como a Paula, existem milhares de pessoas em Portugal que sofrem de distúrbios alimentares, que a cada dia que passa se afastam cada vez mais da sociedade e da possibilidade de levar uma vida normal.
Para combater o problema, a CoMMedida- Associação de Apoio a Doentes do Comportamento Alimentar desenvolveu o projecto «Grupos de Apoio Interpares» –, um programa pioneiro de suporte multidisciplinar, para todos os que padecem de um conflito com os alimentos e com o seu corpo.
A iniciativa tem como objectivos colocar os doentes no seu ambiente social e familiar e, ao mesmo tempo, garantir que continuem a receber o apoio de que necessitam. E para tal, foram criados vários grupos de suporte formados por um psicólogo, um nutricionista e um professor de educação física, que estarão semanalmente responsáveis por reuniões presenciais e online.
Doença precisa de ser controlada
Sinais de alerta
A CoMMedida é uma associação que surgiu há vários anos e a ideia foi de Suzana Pereira, presidente da instituição. Suzana Pereira sabe exactamente como é sofrer de distúrbios alimentares e não ter amparo e após uma longa busca por auxílio foi então que se lembrou de criar o projecto - uma espécie de auto-ajuda.
Alguns dos sinais de alerta para um comportamento de risco são o emagrecimento rápido sem causa aparente, a redução na quantidade de alimentos ingeridos ou escolha de produtos magros ou de baixo valor calórico (dieta), desculpas frequentes para não comer ou para o fazer isoladamente, praticar exercício físico em excesso, mudança de temperamento (maior agressividade, irritabilidade e isolamento social), comportamentos ritualizados à refeição (cortar a comida aos bocadinhos), não assumir a fome, isolamento social, entre outros.
Fonte: Ciência Hoje
2009-08-24
Escolha criteriosa de alimentos é sinal de risco
Já os ingleses têm um provérbio que diz: “Uma maçã por dia mantém o médico longe” (“An apple a day keeps the doctor away”). Comer fruta é saudável, sim, o problema surge quando, derivado a um distúrbio alimentar, apenas se come isso.
Paula é uma mulher de 42 anos com anorexia purgativa e está internada num hospital de Lisboa há dois meses. Para controlar a sua doença, necessita diariamente de apoio psicológico, médico e nutricional – devido a estes factores não pode correr o risco de ir para casa e ficar sem cuidados –; por conseguinte, recusam-se a dar-lhe alta.
Tal como a Paula, existem milhares de pessoas em Portugal que sofrem de distúrbios alimentares, que a cada dia que passa se afastam cada vez mais da sociedade e da possibilidade de levar uma vida normal.
Para combater o problema, a CoMMedida- Associação de Apoio a Doentes do Comportamento Alimentar desenvolveu o projecto «Grupos de Apoio Interpares» –, um programa pioneiro de suporte multidisciplinar, para todos os que padecem de um conflito com os alimentos e com o seu corpo.
A iniciativa tem como objectivos colocar os doentes no seu ambiente social e familiar e, ao mesmo tempo, garantir que continuem a receber o apoio de que necessitam. E para tal, foram criados vários grupos de suporte formados por um psicólogo, um nutricionista e um professor de educação física, que estarão semanalmente responsáveis por reuniões presenciais e online.
Doença precisa de ser controlada
Sinais de alerta
A CoMMedida é uma associação que surgiu há vários anos e a ideia foi de Suzana Pereira, presidente da instituição. Suzana Pereira sabe exactamente como é sofrer de distúrbios alimentares e não ter amparo e após uma longa busca por auxílio foi então que se lembrou de criar o projecto - uma espécie de auto-ajuda.
Alguns dos sinais de alerta para um comportamento de risco são o emagrecimento rápido sem causa aparente, a redução na quantidade de alimentos ingeridos ou escolha de produtos magros ou de baixo valor calórico (dieta), desculpas frequentes para não comer ou para o fazer isoladamente, praticar exercício físico em excesso, mudança de temperamento (maior agressividade, irritabilidade e isolamento social), comportamentos ritualizados à refeição (cortar a comida aos bocadinhos), não assumir a fome, isolamento social, entre outros.
Fonte: Ciência Hoje
domingo, 23 de Agosto de 2009
Anorexia, bulimia - more than nutritional problems
NUTRITIONIST Dr Heather Little-White has said that nutrition is secondary in the treatment of anorexia and bulimia, and can only come about after psychological treatment is administered.
The reality, she said, is that such conditions are more psychological than physical.
Young women with bulimia secretly purge themselves by vomiting or using laxatives.
"A lot of it has to do with the mind and how persons perceive themselves," she noted. "It really is about the psychological aspect. Some persons don't want to eat, maybe as a result of low self-esteem because as a child they may have been told that they were fat and ugly."
Bulimia and anorexia are eating disorders which involve either overeating, voluntary starvation, or both. No one is sure what causes these eating disorders, but researchers think that family dynamics, biochemical abnormalities, and society's preoccupation with thinness may all be contributory factors.
"A lot of persons affected are young adults not wanting to be of a particular size. Sometimes it comes about as a result of problems in the home. Sometimes they are sexually abused and don't believe they are worthwhile. That is why it is recommended that once persons suffer from these conditions, the home is the first place that is checked out," Little-White said.
She added that while she has seen a number of cases, anorexia and bulimia are not conditions that are talked about much in Jamaica. So while parents may take their children to her because they are not eating, they are unaware of the severity of the condition.
"Education is not out there in the open," she said. "People will hear the term, but do not know what it really is."
Statistics show that young people are more likely than older people to develop an eating disorder, with the condition usually starting before age 20. Although both men and women can develop the problem, it is more common in women as statistics also show that only about five per cent of people with eating disorders are males.
According to general practitioner Dr Orlando Thomas, these eating disorders are considered serious and potentially dangerous.
"The conditions are serious health conditions that are treated with psychotherapy," he said. "If persons do not respond to psychotherapy then certain drugs are recommended. So they also have to be treated by a general practitioner."
Thomas, too, confirmed that the incidence of anorexia and bulimia is very low in Jamaica and when it is present, people tend to call it by other names.
"Within the last seven years I have seen about three to four cases. And those that I saw came not because they recognised that they had an eating problem, but because they had stomach problems as a result of the consequences of that condition," he said.
However, Thomas said that what is rampant in Jamaica is the incidence of obesity - a condition which sees a large number of women rushing to doctors.
In treating obesity, the two most commonly prescribed drugs are Raductil and Dinintel, which help to reduce the appetite or to increase the body's metabolism. Orlistat is prescribed to stop the absorption of fats in the bowel, thus reducing caloric intake.
While many people will turn to popular weight-loss programmes, like Herbal Life, Thomas said that these will work based on how long people are willing to stay on them.
"What you find is that persons will be on the programme, lose weight and then stop. So you find that the weight will come back on. Persons have to be prepared to stay on it for life, eat healthy and exercise - that is when they will keep off the weight."
This also holds true, he said, for meal supplements.
ANOREXIA
People with anorexia starve themselves until they look sickly skinny. However, their self-image is so distorted that they see themselves as fat, even when they are emaciated. Some refuse to eat at all, while others nibble only small portions of fruit and vegetables or live on diet drinks. In addition to not eating, they may exercise strenuously to keep their weight abnormally low. No matter how much weight they lose, they always worry about getting fat.
BULIMIA
Bulimia is much more difficult to detect than anorexia as people will binge-eat (eat excessively) and then secretly purge themselves by vomiting or using laxatives. Many suffer from depression, repressed anger, anxiety, and low self-esteem, combined with a tendency toward perfectionism. About 20 per cent of bulimics also have problems with alcohol or drug addiction, and they are more likely than other people to commit suicide.Fonte:
OBESITY
Obesity is an excess of body fat. Some doctors classify a person as obese whose weight is 20 per cent or more over the recommended weight for his or her height. However, this has been a source of debate over time.
Donna Hussey-Whyte
Monday, August 17, 2009
Fonte: Jamaica Observer
The reality, she said, is that such conditions are more psychological than physical.
Young women with bulimia secretly purge themselves by vomiting or using laxatives.
"A lot of it has to do with the mind and how persons perceive themselves," she noted. "It really is about the psychological aspect. Some persons don't want to eat, maybe as a result of low self-esteem because as a child they may have been told that they were fat and ugly."
Bulimia and anorexia are eating disorders which involve either overeating, voluntary starvation, or both. No one is sure what causes these eating disorders, but researchers think that family dynamics, biochemical abnormalities, and society's preoccupation with thinness may all be contributory factors.
"A lot of persons affected are young adults not wanting to be of a particular size. Sometimes it comes about as a result of problems in the home. Sometimes they are sexually abused and don't believe they are worthwhile. That is why it is recommended that once persons suffer from these conditions, the home is the first place that is checked out," Little-White said.
She added that while she has seen a number of cases, anorexia and bulimia are not conditions that are talked about much in Jamaica. So while parents may take their children to her because they are not eating, they are unaware of the severity of the condition.
"Education is not out there in the open," she said. "People will hear the term, but do not know what it really is."
Statistics show that young people are more likely than older people to develop an eating disorder, with the condition usually starting before age 20. Although both men and women can develop the problem, it is more common in women as statistics also show that only about five per cent of people with eating disorders are males.
According to general practitioner Dr Orlando Thomas, these eating disorders are considered serious and potentially dangerous.
"The conditions are serious health conditions that are treated with psychotherapy," he said. "If persons do not respond to psychotherapy then certain drugs are recommended. So they also have to be treated by a general practitioner."
Thomas, too, confirmed that the incidence of anorexia and bulimia is very low in Jamaica and when it is present, people tend to call it by other names.
"Within the last seven years I have seen about three to four cases. And those that I saw came not because they recognised that they had an eating problem, but because they had stomach problems as a result of the consequences of that condition," he said.
However, Thomas said that what is rampant in Jamaica is the incidence of obesity - a condition which sees a large number of women rushing to doctors.
In treating obesity, the two most commonly prescribed drugs are Raductil and Dinintel, which help to reduce the appetite or to increase the body's metabolism. Orlistat is prescribed to stop the absorption of fats in the bowel, thus reducing caloric intake.
While many people will turn to popular weight-loss programmes, like Herbal Life, Thomas said that these will work based on how long people are willing to stay on them.
"What you find is that persons will be on the programme, lose weight and then stop. So you find that the weight will come back on. Persons have to be prepared to stay on it for life, eat healthy and exercise - that is when they will keep off the weight."
This also holds true, he said, for meal supplements.
ANOREXIA
People with anorexia starve themselves until they look sickly skinny. However, their self-image is so distorted that they see themselves as fat, even when they are emaciated. Some refuse to eat at all, while others nibble only small portions of fruit and vegetables or live on diet drinks. In addition to not eating, they may exercise strenuously to keep their weight abnormally low. No matter how much weight they lose, they always worry about getting fat.
BULIMIA
Bulimia is much more difficult to detect than anorexia as people will binge-eat (eat excessively) and then secretly purge themselves by vomiting or using laxatives. Many suffer from depression, repressed anger, anxiety, and low self-esteem, combined with a tendency toward perfectionism. About 20 per cent of bulimics also have problems with alcohol or drug addiction, and they are more likely than other people to commit suicide.Fonte:
OBESITY
Obesity is an excess of body fat. Some doctors classify a person as obese whose weight is 20 per cent or more over the recommended weight for his or her height. However, this has been a source of debate over time.
Donna Hussey-Whyte
Monday, August 17, 2009
Fonte: Jamaica Observer
sábado, 22 de Agosto de 2009
Linhaça: mitos, verdades e dicas práticas
Nutricionistas da rede Mundo Verde esclarecem dúvidas sobre esta pequena e poderosa semente que apresenta inúmeros benefícios à saúde .
A linhaça se tornou o alimento da vez entre pessoas que buscam uma dieta saudável e equilibrada. Por suas propriedades já comprovadas cientificamente, esta pequena e poderosa semente é capaz de proporcionar inúmeros benefícios à saúde, ao fortalecer o sistema imunológico e ajudar na prevenção e combate de patologias. Sua eficácia é comprovada desde o controle da diabetes, colesterol alto, problemas do coração e TPM até a prevenção de diversos tipos de câncer, sendo ainda um importante coadjuvante nos processos de perda saudável de peso.
Apesar de a linhaça estar ganhando cada vez mais as prateleiras – e a adesão dos consumidores –, muitas ainda são as dúvidas em relação a este alimento funcional, especialmente em relação ao seu uso nas dietas para redução de peso. Para auxiliar os consumidores na hora de optar por uma alimentação que inclua o produto, em qualquer uma de suas formas (semente, farinha, óleo ou cápsula), as nutricionistas Flávia Morais e Bruna Murta, da rede Mundo Verde, especializada em produtos naturais, orgânicos e para bem-estar, prepararam uma bateria de perguntas e respostas. Elas também sugerem três receitas práticas com linhaça para usar no dia-a-dia: Suco Desintoxicante, Suco de Laranja com morango e Molho cremoso de Linhaça, para ser usado como alternativa à maionese em sanduíches e saladas.
. Por que a linhaça é um alimento funcional? - A linhaça é considerada um alimento funcional por ser fonte de ômega 3, fibras e lignanas (fitoestrógenos). Estes compostos fazem com que a linhaça auxilie na prevenção e controle de algumas doenças.
. A linhaça realmente ajuda na prevenção e combate de diversas patologias? - Sim. Estudos comprovam os efeitos benéficos do consumo regular de linhaça no controle e prevenção do risco de doenças cardiovasculares. Também atua na diminuição dos sintomas de TPM e as fibras auxiliam no controle de peso e regularização do intestino.Confira algumas de suas características:
Aliada do coração - O ômega 3 é uma gordura insaturada, aliada à saúde do coração. Estudos mostram que o consumo de linhaça, rica em ômega 3, reduz o colesterol total e o LDL (colesterol ruim) e a pressão arterial e aumenta o HDL (colesterol bom), confirmando o seu efeito cardiprotetor.
. Antiinflamatório - A linhaça também possui efeito antiinflamatório, podendo ser usado no tratamento de artrite e dermatite. , Fortalece a imunidade - Sua ação antioxidante reforça o sistema imunológico. . Antidepressivo - Coadjuvante no tratamento da depressão, a linhaça melhora as funções mentais de idosos e de portadores de esquizofrenia. . Ação na memória - Estudos demonstram ainda que o ômega 3 presente na linhaça atua na prevenção de demência e mal de Alzheimer. . Anti-TPM - Pesquisas mostram que a linhaça é o principal alimento fonte de lignanas, que desempenham importante papel no equilíbrio hormonal, atuando no combate a sintomas de TPM (Tensão Pré-Menstrual) e menopausa. . Previne o câncer – Estudos mostram o efeito da linhaça na redução de risco de câncer hormônio dependente. A lignana protege contra câncer de mama e próstata, principalmente se combinada às isoflavonas da soja. . Controla e previne o diabetes - As fibras da linhaça auxiliam no controle das taxas de glicose sanguíneas, diminuindo o risco de diabetes. . Fortalece os ossos - Estudos com mulheres mostram o papel da linhaça na manutenção da saúde óssea.
.É verdade que consumir linhaça ajuda a emagrecer? - As fibras da linhaça auxiliam na perda de peso pois absorvem água e formam um gel que retarda o esvaziamento do estômago. Isso faz aumentar a saciedade e, dessa forma, reduzir o apetite e controlar a compulsão alimentar. Esse gel aumenta também o volume do bolo fecal e regulariza o funcionamento do intestino, além de prevenir o câncer coloretal.
. Como fazer a “dieta da linhaça”? - Não existe uma “dieta da linhaça”. O que se sugere é o uso da linhaça, associada a uma alimentação equilibrada, como coadjuvante no emagrecimento, pelo alto teor de fibras que possui.
É possível emagrecer apenas incorporando a linhaça à dieta diária? - Não basta fazer uso da linhaça no dia-a-dia. Apenas com uma alimentação equilibrada associada à prática de exercícios regulares e a inclusão da linhaça, é possível a pessoa alcançar seus objetivos.
. Então a perda de peso pode variar de pessoa para pessoa? - Isso mesmo. O processo de emagrecimento irá variar da disciplina alimentar da pessoa. Para o emagrecimento, é fundamental que haja mudanças nos hábitos alimentares. A linhaça, nesse caso, será utilizada como um coadjuvante no tratamento. O primeiro passo é rever os hábitos alimentares e consultar um nutricionista que, por meio de uma avaliação nutricional individualizada, poderá elaborar um plano alimentar adequado a cada pessoa e indicar quais alimentos incluir na dieta e suas quantidades.
. Qual a diferença entre a linhaça marrom e a dourada? - A linhaça marrom, nativa da região mediterrânea, já está adaptada ao solo brasileiro e ao clima quente e úmido. Apresenta casca uma pouco mais dura e resistente, o que pode diminuir a biodisponibilidade dos seus nutrientes. A linhaça dourada cresce em climas frios. Geralmente é importada do Canadá. Tem a casca mais fina e seu sabor é mais suave do que o da linhaça marrom.
. Qual delas é mais potente? - Estudos já demonstram que não existe diferença significativa na atividade antioxidante e quantidade de nutrientes nos dois tipos de linhaça. Ambos possuem teores similares de ômega 3.
. Como é possível encontrar a linhaça no mercado? - Em diversas formas: semente, farinha, óleo e cápsulas. Alimento sem glúten, a linhaça ainda pode ser encontrada na composição de barras de cereais, biscoitos, bolos, granolas.
. Quais são as propriedades da semente de linhaça e como se pode usá-la? - A semente de linhaça é rica em ômegas 3, é fonte ainda dos ômegas 6 e 9, lignanas e fibras. Para absorver todos estes nutrientes, deve ser consumida triturada. Como os ômegas se oxidam facilmente, depois de triturada, a linhaça deve ser guardada em pote bem fechado, opaco e sob refrigeração por até três dias. A semente também pode ser germinada e adicionada a sucos verdes.
. Como é possível obter a farinha da linhaça? - A farinha é obtida através dos grãos de linhaça torrados e moídos. Boa fonte de fibras, mas como a maioria é parcialmente desengordurada, tem menor teor de ômega 3, (gorduras) e de lignanas se comparada à semente inteira ou triturada em casa.
. E o óleo de linhaça? Como escolher? - O óleo de linhaça, rico em ômega-3 e ômega-6, é extraído da prensa das sementes. Recomenda-se o óleo de linhaça 100% integral e natural, obtido por uma única prensagem a frio, sem aditivos ou solventes. A exposição ao calor, à luz e ao oxigênio provoca oxidação dos óleos. Por isso é importante escolher os não-refinados, embalados em garrafas à prova de luz (opacas).
. A cápsula de linhaça também possui o mesmo efeito? - A linhaça em cápsulas é uma forma de suplementar a dieta com ômega 3. O óleo de linhaça é encapsulado, tornando mais prática sua administração. Como qualquer alimento encapsulado, precisa de registro no Ministério da Saúde que garanta sua qualidade.
. Qual a ingestão diária recomendada de linhaça? - Normalmente, o recomendável é consumir três colheres de sobremesa/dia da semente triturada, nas três principais refeições (café da manhã, almoço e jantar). Pode ser consumida antes das refeições misturada em suco ou uma fruta ou junto às refeições.
. Deve-se comer a linhaça pura ou adicionada a alimentos? - A linhaça pode ser incorporada na refeição que a pessoa preferir. Pode ser acrescentada em frutas, iogurtes, saladas, sucos, vitaminas, sopas e em preparações como bolos, tortas e massas de pães. Também pode substituir o óleo ou gordura utilizada em uma receita.
. E para quem passa o dia inteiro fora de casa? - Podemos sugerir que acrescente uma porção de linhaça no café da manhã (em frutas, iogurtes, vitaminas, sucos). Se almoçar na rua, pode levar consigo a linhaça e acrescentar ao seu prato. À noite, ao chegar em casa, acrescentar a linhaça em sua refeição (sopa, saladas etc).
. Qual é a melhor – inteira ou triturada? - Os benefícios da linhaça são observados quando ela é consumida triturada. Se for inteira, a linhaça não é digerida porque sua casca é resistente à ação do suco gástrico e, portanto, seus nutrientes não são absorvidos pelo organismo.
. É possível triturar a linhaça em casa? - Um modo fácil de quebrar as sementes é passá-las em um liquidificador na tecla “pulsar”, para que não vire pó. Guardar em pote bem fechado no refrigerador e ao abrigo da luz por até três dias. Outra opção é germinar as sementes.
. Como se pode usar o produto nas receitas? -A semente ou a linhaça triturada podem ser usadas em receitas de pães e massas, em geral para aumentar sua quantidade de fibra. Podem também ser adicionadas em sucos ou vitaminas ou ao último cozimento do feijão ou sopa. A linhaça também pode substituir perfeitamente os ovos no preparo de pratos salgados ou doces. É possível trocar um ovo por três colheres (sopa) de linhaça hidratada, para dar liga ou consistência. A dica é colocar três colheres de sopa de semente de linhaça em meio copo de água, deixar de molho por quatro horas e adicionar na receita em substituição ao ovo. Pode ser usada em panquecas, bolos e bolinhos.
Mais sobre o Mundo Verde - Maior rede de lojas especializadas em produtos naturais e para bem-estar da América Latina, o Mundo Verde oferece conceito em alimentação e não simplesmente alimentos naturais (light, diet, integrais, sem glúten etc.) e orgânicos (livres de agrotóxicos). Os vendedores são treinados para dar informações nutricionais e deixar os consumidores à vontade, em um ambiente que estimula o relaxamento, com música e incensos. [Também disponibiliza um serviço de orientação nutricional gratuito pelo telefone, o Alô Nutricionista Mundo Verde (0800-0222528), que pode ser acessado também pela internet, no portal www.mundoverde.com.]
Receitas práticas com linhaça.: Molho cremoso de Linhaça Ingredientes: 150ml de azeite de oliva extra virgem orgânico 100ml de óleo de linhaça 3 colheres (sopa) de farinha de linhaça Suco de 1/2 limão 1 colher (sopa) de mostarda Alho à gosto Ervas desidratadas à gosto (cebolinha, salsa, tomilho).
Modo de preparo: Misturar o azeite de oliva extra virgem com o óleo de linhaça e reservar. Hidratar a farinha de linhaça com 9 colheres de água morna por 30 minutos. Colocar no liquidificador a farinha de linhaça hidratada, o suco de limão, a mostarda, o alho e as ervas. Bater levemente. Acrescentar a mistura de azeite e óleo de linhaça aos poucos, mantendo o liquidificador ligado até formar um molho cremoso e espesso. Usar como alternativa à maionese em sanduíches e saladas.
.Suco de Laranja com morango e linhaça.: Ingredientes: Suco de 3 laranjas 10 morangos 1 colher de sopa de semente de linhaça. Modo de preparo: Bater no liquidificador o suco de laranja com os morangos e a linhaça. Servir com gelo. Suco Desintoxicante com Linhaça Ingredientes: 1 copo (200ml) de água de coco 1 maçã 1 folha de couve 1 colher (sopa) de semente de linhaça. Modo de preparo: Bater todos os ingredientes no liquidificador e servir.
Fonte: Revista fator
A linhaça se tornou o alimento da vez entre pessoas que buscam uma dieta saudável e equilibrada. Por suas propriedades já comprovadas cientificamente, esta pequena e poderosa semente é capaz de proporcionar inúmeros benefícios à saúde, ao fortalecer o sistema imunológico e ajudar na prevenção e combate de patologias. Sua eficácia é comprovada desde o controle da diabetes, colesterol alto, problemas do coração e TPM até a prevenção de diversos tipos de câncer, sendo ainda um importante coadjuvante nos processos de perda saudável de peso.
Apesar de a linhaça estar ganhando cada vez mais as prateleiras – e a adesão dos consumidores –, muitas ainda são as dúvidas em relação a este alimento funcional, especialmente em relação ao seu uso nas dietas para redução de peso. Para auxiliar os consumidores na hora de optar por uma alimentação que inclua o produto, em qualquer uma de suas formas (semente, farinha, óleo ou cápsula), as nutricionistas Flávia Morais e Bruna Murta, da rede Mundo Verde, especializada em produtos naturais, orgânicos e para bem-estar, prepararam uma bateria de perguntas e respostas. Elas também sugerem três receitas práticas com linhaça para usar no dia-a-dia: Suco Desintoxicante, Suco de Laranja com morango e Molho cremoso de Linhaça, para ser usado como alternativa à maionese em sanduíches e saladas.
. Por que a linhaça é um alimento funcional? - A linhaça é considerada um alimento funcional por ser fonte de ômega 3, fibras e lignanas (fitoestrógenos). Estes compostos fazem com que a linhaça auxilie na prevenção e controle de algumas doenças.
. A linhaça realmente ajuda na prevenção e combate de diversas patologias? - Sim. Estudos comprovam os efeitos benéficos do consumo regular de linhaça no controle e prevenção do risco de doenças cardiovasculares. Também atua na diminuição dos sintomas de TPM e as fibras auxiliam no controle de peso e regularização do intestino.Confira algumas de suas características:
Aliada do coração - O ômega 3 é uma gordura insaturada, aliada à saúde do coração. Estudos mostram que o consumo de linhaça, rica em ômega 3, reduz o colesterol total e o LDL (colesterol ruim) e a pressão arterial e aumenta o HDL (colesterol bom), confirmando o seu efeito cardiprotetor.
. Antiinflamatório - A linhaça também possui efeito antiinflamatório, podendo ser usado no tratamento de artrite e dermatite. , Fortalece a imunidade - Sua ação antioxidante reforça o sistema imunológico. . Antidepressivo - Coadjuvante no tratamento da depressão, a linhaça melhora as funções mentais de idosos e de portadores de esquizofrenia. . Ação na memória - Estudos demonstram ainda que o ômega 3 presente na linhaça atua na prevenção de demência e mal de Alzheimer. . Anti-TPM - Pesquisas mostram que a linhaça é o principal alimento fonte de lignanas, que desempenham importante papel no equilíbrio hormonal, atuando no combate a sintomas de TPM (Tensão Pré-Menstrual) e menopausa. . Previne o câncer – Estudos mostram o efeito da linhaça na redução de risco de câncer hormônio dependente. A lignana protege contra câncer de mama e próstata, principalmente se combinada às isoflavonas da soja. . Controla e previne o diabetes - As fibras da linhaça auxiliam no controle das taxas de glicose sanguíneas, diminuindo o risco de diabetes. . Fortalece os ossos - Estudos com mulheres mostram o papel da linhaça na manutenção da saúde óssea.
.É verdade que consumir linhaça ajuda a emagrecer? - As fibras da linhaça auxiliam na perda de peso pois absorvem água e formam um gel que retarda o esvaziamento do estômago. Isso faz aumentar a saciedade e, dessa forma, reduzir o apetite e controlar a compulsão alimentar. Esse gel aumenta também o volume do bolo fecal e regulariza o funcionamento do intestino, além de prevenir o câncer coloretal.
. Como fazer a “dieta da linhaça”? - Não existe uma “dieta da linhaça”. O que se sugere é o uso da linhaça, associada a uma alimentação equilibrada, como coadjuvante no emagrecimento, pelo alto teor de fibras que possui.
É possível emagrecer apenas incorporando a linhaça à dieta diária? - Não basta fazer uso da linhaça no dia-a-dia. Apenas com uma alimentação equilibrada associada à prática de exercícios regulares e a inclusão da linhaça, é possível a pessoa alcançar seus objetivos.
. Então a perda de peso pode variar de pessoa para pessoa? - Isso mesmo. O processo de emagrecimento irá variar da disciplina alimentar da pessoa. Para o emagrecimento, é fundamental que haja mudanças nos hábitos alimentares. A linhaça, nesse caso, será utilizada como um coadjuvante no tratamento. O primeiro passo é rever os hábitos alimentares e consultar um nutricionista que, por meio de uma avaliação nutricional individualizada, poderá elaborar um plano alimentar adequado a cada pessoa e indicar quais alimentos incluir na dieta e suas quantidades.
. Qual a diferença entre a linhaça marrom e a dourada? - A linhaça marrom, nativa da região mediterrânea, já está adaptada ao solo brasileiro e ao clima quente e úmido. Apresenta casca uma pouco mais dura e resistente, o que pode diminuir a biodisponibilidade dos seus nutrientes. A linhaça dourada cresce em climas frios. Geralmente é importada do Canadá. Tem a casca mais fina e seu sabor é mais suave do que o da linhaça marrom.
. Qual delas é mais potente? - Estudos já demonstram que não existe diferença significativa na atividade antioxidante e quantidade de nutrientes nos dois tipos de linhaça. Ambos possuem teores similares de ômega 3.
. Como é possível encontrar a linhaça no mercado? - Em diversas formas: semente, farinha, óleo e cápsulas. Alimento sem glúten, a linhaça ainda pode ser encontrada na composição de barras de cereais, biscoitos, bolos, granolas.
. Quais são as propriedades da semente de linhaça e como se pode usá-la? - A semente de linhaça é rica em ômegas 3, é fonte ainda dos ômegas 6 e 9, lignanas e fibras. Para absorver todos estes nutrientes, deve ser consumida triturada. Como os ômegas se oxidam facilmente, depois de triturada, a linhaça deve ser guardada em pote bem fechado, opaco e sob refrigeração por até três dias. A semente também pode ser germinada e adicionada a sucos verdes.
. Como é possível obter a farinha da linhaça? - A farinha é obtida através dos grãos de linhaça torrados e moídos. Boa fonte de fibras, mas como a maioria é parcialmente desengordurada, tem menor teor de ômega 3, (gorduras) e de lignanas se comparada à semente inteira ou triturada em casa.
. E o óleo de linhaça? Como escolher? - O óleo de linhaça, rico em ômega-3 e ômega-6, é extraído da prensa das sementes. Recomenda-se o óleo de linhaça 100% integral e natural, obtido por uma única prensagem a frio, sem aditivos ou solventes. A exposição ao calor, à luz e ao oxigênio provoca oxidação dos óleos. Por isso é importante escolher os não-refinados, embalados em garrafas à prova de luz (opacas).
. A cápsula de linhaça também possui o mesmo efeito? - A linhaça em cápsulas é uma forma de suplementar a dieta com ômega 3. O óleo de linhaça é encapsulado, tornando mais prática sua administração. Como qualquer alimento encapsulado, precisa de registro no Ministério da Saúde que garanta sua qualidade.
. Qual a ingestão diária recomendada de linhaça? - Normalmente, o recomendável é consumir três colheres de sobremesa/dia da semente triturada, nas três principais refeições (café da manhã, almoço e jantar). Pode ser consumida antes das refeições misturada em suco ou uma fruta ou junto às refeições.
. Deve-se comer a linhaça pura ou adicionada a alimentos? - A linhaça pode ser incorporada na refeição que a pessoa preferir. Pode ser acrescentada em frutas, iogurtes, saladas, sucos, vitaminas, sopas e em preparações como bolos, tortas e massas de pães. Também pode substituir o óleo ou gordura utilizada em uma receita.
. E para quem passa o dia inteiro fora de casa? - Podemos sugerir que acrescente uma porção de linhaça no café da manhã (em frutas, iogurtes, vitaminas, sucos). Se almoçar na rua, pode levar consigo a linhaça e acrescentar ao seu prato. À noite, ao chegar em casa, acrescentar a linhaça em sua refeição (sopa, saladas etc).
. Qual é a melhor – inteira ou triturada? - Os benefícios da linhaça são observados quando ela é consumida triturada. Se for inteira, a linhaça não é digerida porque sua casca é resistente à ação do suco gástrico e, portanto, seus nutrientes não são absorvidos pelo organismo.
. É possível triturar a linhaça em casa? - Um modo fácil de quebrar as sementes é passá-las em um liquidificador na tecla “pulsar”, para que não vire pó. Guardar em pote bem fechado no refrigerador e ao abrigo da luz por até três dias. Outra opção é germinar as sementes.
. Como se pode usar o produto nas receitas? -A semente ou a linhaça triturada podem ser usadas em receitas de pães e massas, em geral para aumentar sua quantidade de fibra. Podem também ser adicionadas em sucos ou vitaminas ou ao último cozimento do feijão ou sopa. A linhaça também pode substituir perfeitamente os ovos no preparo de pratos salgados ou doces. É possível trocar um ovo por três colheres (sopa) de linhaça hidratada, para dar liga ou consistência. A dica é colocar três colheres de sopa de semente de linhaça em meio copo de água, deixar de molho por quatro horas e adicionar na receita em substituição ao ovo. Pode ser usada em panquecas, bolos e bolinhos.
Mais sobre o Mundo Verde - Maior rede de lojas especializadas em produtos naturais e para bem-estar da América Latina, o Mundo Verde oferece conceito em alimentação e não simplesmente alimentos naturais (light, diet, integrais, sem glúten etc.) e orgânicos (livres de agrotóxicos). Os vendedores são treinados para dar informações nutricionais e deixar os consumidores à vontade, em um ambiente que estimula o relaxamento, com música e incensos. [Também disponibiliza um serviço de orientação nutricional gratuito pelo telefone, o Alô Nutricionista Mundo Verde (0800-0222528), que pode ser acessado também pela internet, no portal www.mundoverde.com.]
Receitas práticas com linhaça.: Molho cremoso de Linhaça Ingredientes: 150ml de azeite de oliva extra virgem orgânico 100ml de óleo de linhaça 3 colheres (sopa) de farinha de linhaça Suco de 1/2 limão 1 colher (sopa) de mostarda Alho à gosto Ervas desidratadas à gosto (cebolinha, salsa, tomilho).
Modo de preparo: Misturar o azeite de oliva extra virgem com o óleo de linhaça e reservar. Hidratar a farinha de linhaça com 9 colheres de água morna por 30 minutos. Colocar no liquidificador a farinha de linhaça hidratada, o suco de limão, a mostarda, o alho e as ervas. Bater levemente. Acrescentar a mistura de azeite e óleo de linhaça aos poucos, mantendo o liquidificador ligado até formar um molho cremoso e espesso. Usar como alternativa à maionese em sanduíches e saladas.
.Suco de Laranja com morango e linhaça.: Ingredientes: Suco de 3 laranjas 10 morangos 1 colher de sopa de semente de linhaça. Modo de preparo: Bater no liquidificador o suco de laranja com os morangos e a linhaça. Servir com gelo. Suco Desintoxicante com Linhaça Ingredientes: 1 copo (200ml) de água de coco 1 maçã 1 folha de couve 1 colher (sopa) de semente de linhaça. Modo de preparo: Bater todos os ingredientes no liquidificador e servir.
Fonte: Revista fator
sexta-feira, 21 de Agosto de 2009
Study: Addiction to diet pills common in people with eating disorders
FMI Pharmacy dailyLead
Many people with eating disorders in the U.S. abuse diet pills, laxatives and other over-the-counter medications, according to the Remuda Ranch Programs for Eating and Anxiety Disorders. People who abuse diet pills can suffer from serious health problems, including high blood pressure, abnormal heart rhythms and kidney damage, a spokesman for the group said. Drug Store News (08/20)
Fonte:Smart Brief
Many people with eating disorders in the U.S. abuse diet pills, laxatives and other over-the-counter medications, according to the Remuda Ranch Programs for Eating and Anxiety Disorders. People who abuse diet pills can suffer from serious health problems, including high blood pressure, abnormal heart rhythms and kidney damage, a spokesman for the group said. Drug Store News (08/20)
Fonte:Smart Brief
terça-feira, 18 de Agosto de 2009
Fome Emocional
Um dos principais objectivos da ComMedida é ver cada um responsável pelo seu comportamento. É lógico que com apoio fica muito mais fácil atingir este desiderato.
A situação emocional de cada um é a chave para avançarmos um passo na direcção certa.
Não existe nenhuma reunião, comemoração, intervalo, aniversário, casamento, ou outro qualquer evento social que não seja acompanhado de algo para "petiscar". Comer é um acto socialmente gregário, praticado há milhares de anos pelo Homem na sua evolução como ser social e de "meio", e que o leva a enfrentar alguma atitude de receio pela sua falta ou escassez.
As descobertas tecnológicas do principio do século passado permitiram a criação de novas possibilidades de armazenamento dos alimentos, como o frigorífico, as arcas, as câmaras de refrigeração, as despensas domésticas, no que toca ao volume e à sua perenidade. Esta proximidade com a comida colocou o Homem perante novos desafios sobre a gestão do consumo e o valor da sua conquista trazendo novos desafios sobre o equilíbrio da "prática alimentar". Como lidar, então, com o equilíbrio do consumo, sem consumismo?
A ComMedida nasce da união de um grupo de técnicos que lida com os distúrbios alimentares há anos. O Grupos de Suporte a perturbações do comportamento alimentar, tem como fim a reeducação do comportamento alimentar. Para isso, cada individuo que recorre à ajuda da Com Medida tem: (i) o apoio de um coach (alguém que está atento às nossas necessidades; (ii) definição dos seus objectivos e motivações (a curto e longo prazo); (iii) seguimento por uma nutricionista e acompanhamento por um professor de Educação Física.
Sabemos, contudo, que cabe a cada um perceber que é hora de mudar e predispor-se a fazê-lo.
A comida deve ser vista como ela é: o alimento que nos mantém vivos, saudáveis e com energia, ao invés de um refúgio pelas nossas frustrações, um alento para as nossas tristezas, um apaziguador da nossa raiva. E, sobretudo, jamais deve ser encarada ao estilo de um "guilty pleasure", mais ou menos como o único prazer que se pode aspirar a ter, mas não muito aceitável na comunidade.
Os disparates (chamar-lhes-ia excessos) gastronómicos estão intimamente ligados aos nossos desequilíbrios emocionais. Os assaltos à despensa, armários e frigoríficos são fruto destes desequilíbrios. Em algumas situações, o ideal é fazer um diário alimentar, objectivo e bem documentado.
Um exemplo:
Nome ...dia... dia da semana...
Refeição - hora - local - descrição da refeição - Modo de preparação - Quantidade/Dose - Estado emocional.
Em termos de orientação sugerimos a leitura do interessante livro "Repensar o Peso – Princípios e Métodos Testados para Controlar o seu Peso de Pedro Teixeira e Marlene Silva. Um livro que deveria ser o manual de como perder peso de todos os Portugueses.
A.A.Almeida
A situação emocional de cada um é a chave para avançarmos um passo na direcção certa.
Não existe nenhuma reunião, comemoração, intervalo, aniversário, casamento, ou outro qualquer evento social que não seja acompanhado de algo para "petiscar". Comer é um acto socialmente gregário, praticado há milhares de anos pelo Homem na sua evolução como ser social e de "meio", e que o leva a enfrentar alguma atitude de receio pela sua falta ou escassez.
As descobertas tecnológicas do principio do século passado permitiram a criação de novas possibilidades de armazenamento dos alimentos, como o frigorífico, as arcas, as câmaras de refrigeração, as despensas domésticas, no que toca ao volume e à sua perenidade. Esta proximidade com a comida colocou o Homem perante novos desafios sobre a gestão do consumo e o valor da sua conquista trazendo novos desafios sobre o equilíbrio da "prática alimentar". Como lidar, então, com o equilíbrio do consumo, sem consumismo?
A ComMedida nasce da união de um grupo de técnicos que lida com os distúrbios alimentares há anos. O Grupos de Suporte a perturbações do comportamento alimentar, tem como fim a reeducação do comportamento alimentar. Para isso, cada individuo que recorre à ajuda da Com Medida tem: (i) o apoio de um coach (alguém que está atento às nossas necessidades; (ii) definição dos seus objectivos e motivações (a curto e longo prazo); (iii) seguimento por uma nutricionista e acompanhamento por um professor de Educação Física.
Sabemos, contudo, que cabe a cada um perceber que é hora de mudar e predispor-se a fazê-lo.
A comida deve ser vista como ela é: o alimento que nos mantém vivos, saudáveis e com energia, ao invés de um refúgio pelas nossas frustrações, um alento para as nossas tristezas, um apaziguador da nossa raiva. E, sobretudo, jamais deve ser encarada ao estilo de um "guilty pleasure", mais ou menos como o único prazer que se pode aspirar a ter, mas não muito aceitável na comunidade.
Os disparates (chamar-lhes-ia excessos) gastronómicos estão intimamente ligados aos nossos desequilíbrios emocionais. Os assaltos à despensa, armários e frigoríficos são fruto destes desequilíbrios. Em algumas situações, o ideal é fazer um diário alimentar, objectivo e bem documentado.
Um exemplo:
Nome ...dia... dia da semana...
Refeição - hora - local - descrição da refeição - Modo de preparação - Quantidade/Dose - Estado emocional.
Em termos de orientação sugerimos a leitura do interessante livro "Repensar o Peso – Princípios e Métodos Testados para Controlar o seu Peso de Pedro Teixeira e Marlene Silva. Um livro que deveria ser o manual de como perder peso de todos os Portugueses.
A.A.Almeida
segunda-feira, 17 de Agosto de 2009
Transtornos Alimentares na adolescência: Bulimia Nervosa
Como a Anorexia Nervosa, a Bulimia é uma doença que afeta principalmente as mulheres, especialmente as adolescentes. Até alguns atrás, seu pico de incidência ocorria entre os 16 e 19 anos, porém ultimamente seu início tem sido cada vez mais precocemente, ocorrendo em meninas de até 13 anos de idade.
Como a Anorexia Nervosa, a Bulimia é uma doença que afeta principalmente as mulheres, especialmente as adolescentes. Até alguns atrás, seu pico de incidência ocorria entre os 16 e 19 anos, porém ultimamente seu início tem sido cada vez mais precocemente, ocorrendo em meninas de até 13 anos de idade.
A Bulimia Nervosa se caracteriza pela conduta de comer grandes quantidades de comida em um breve período de tempo, seguida de comportamentos purgativos como vômitos, uso de laxantes, diuréticos, acompanhados de um grande sentimento de culpa e vergonha. Justamente por isso, pacientes com esse tipo de transtorno escondem seus hábitos por anos a fio. Como conseguem manter seu peso e manter em segredo suas práticas compensatórias, os amigos e familiares, na maioria das vezes, sequer desconfiam do drama que elas vivem.
O termo bulimia deriva do grego bous (boi) e limos (fome) e dá uma noção exata do tamanho do apetite dessa pessoa. Quem nunca ouviu alguém dizer que está com tanta fome que comeria um boi? A diferença é que usamos essa expressão metafóricamente e quem sofre de bulimia realmente é capaz de comer quantidades absurdas, rapidamente e de forma indiscriminada, misturando doces, salgados, congelados, refrigerantes e o que encontrar pela frente, até não poder mais.
O medo de engordar, depois desse consumo exagerado de calorias, leva a um sofrimento atroz. Sofrimento, este, também decorrente do fracasso experimentado dia após dia por ter sucumbido à tentação. Pois, diferentemente da anoréxica, que consegue manter sua promessa de “nunca comer”, a bulímica não resiste. Aliás, esse é o pesadelo da anoréxica, começar a comer e não conseguir parar mais – daí não poder comer nada. Daí, também, o ar de vitória e orgulho exibido pela anoréxica e o temor da bulímica de ser descoberta nos seus ataques de comilança.
Em ambos os casos, no entanto, podemos pensar no sentido que o comer tomou em nossos dias. Para ambas, o prazer da comida está proibido. A anoréxica resiste e, na fala de uma delas, “sente-se purificada” quando se controla. A bulímica não resiste, cai em tentação, e em seguida usa métodos purgativos “para se limpar”. Em ambos os casos o prazer ou está impedido ou precisa ser purgado.
Deixando por um momento de lado as explicações psicanalíticas e passando para o plano cultural, o que pensar de uma sociedade que libera o sexo e reprime a alimentação? Não causa estranhamento que pessoas falem publicamente sobre sua vida sexual e comam escondido? Ou que, à mesa, como ouvi outro dia em um jantar bastante cerimonioso, os presentes contassem piadas que fariam nossas avós cairem das cadeiras e se desculpassem por comer uma fatia a mais de pudim? A repressão, me parece, deixou a cama e se instalou na mesa de jantar.
Por Cybelle Weinberg
Como a Anorexia Nervosa, a Bulimia é uma doença que afeta principalmente as mulheres, especialmente as adolescentes. Até alguns atrás, seu pico de incidência ocorria entre os 16 e 19 anos, porém ultimamente seu início tem sido cada vez mais precocemente, ocorrendo em meninas de até 13 anos de idade.
A Bulimia Nervosa se caracteriza pela conduta de comer grandes quantidades de comida em um breve período de tempo, seguida de comportamentos purgativos como vômitos, uso de laxantes, diuréticos, acompanhados de um grande sentimento de culpa e vergonha. Justamente por isso, pacientes com esse tipo de transtorno escondem seus hábitos por anos a fio. Como conseguem manter seu peso e manter em segredo suas práticas compensatórias, os amigos e familiares, na maioria das vezes, sequer desconfiam do drama que elas vivem.
O termo bulimia deriva do grego bous (boi) e limos (fome) e dá uma noção exata do tamanho do apetite dessa pessoa. Quem nunca ouviu alguém dizer que está com tanta fome que comeria um boi? A diferença é que usamos essa expressão metafóricamente e quem sofre de bulimia realmente é capaz de comer quantidades absurdas, rapidamente e de forma indiscriminada, misturando doces, salgados, congelados, refrigerantes e o que encontrar pela frente, até não poder mais.
O medo de engordar, depois desse consumo exagerado de calorias, leva a um sofrimento atroz. Sofrimento, este, também decorrente do fracasso experimentado dia após dia por ter sucumbido à tentação. Pois, diferentemente da anoréxica, que consegue manter sua promessa de “nunca comer”, a bulímica não resiste. Aliás, esse é o pesadelo da anoréxica, começar a comer e não conseguir parar mais – daí não poder comer nada. Daí, também, o ar de vitória e orgulho exibido pela anoréxica e o temor da bulímica de ser descoberta nos seus ataques de comilança.
Em ambos os casos, no entanto, podemos pensar no sentido que o comer tomou em nossos dias. Para ambas, o prazer da comida está proibido. A anoréxica resiste e, na fala de uma delas, “sente-se purificada” quando se controla. A bulímica não resiste, cai em tentação, e em seguida usa métodos purgativos “para se limpar”. Em ambos os casos o prazer ou está impedido ou precisa ser purgado.
Deixando por um momento de lado as explicações psicanalíticas e passando para o plano cultural, o que pensar de uma sociedade que libera o sexo e reprime a alimentação? Não causa estranhamento que pessoas falem publicamente sobre sua vida sexual e comam escondido? Ou que, à mesa, como ouvi outro dia em um jantar bastante cerimonioso, os presentes contassem piadas que fariam nossas avós cairem das cadeiras e se desculpassem por comer uma fatia a mais de pudim? A repressão, me parece, deixou a cama e se instalou na mesa de jantar.
Por Cybelle Weinberg
sábado, 15 de Agosto de 2009
Estudo emocional - III
Sabia que...
A Psicologia Positiva investiga os processos subjacentes às qualidades e emoções positivas.
O seu principal objectivo passa pela descoberta de novos dados sobre a mente humana, não só para ajudar a resolver problemas de saúde mental, mas também para permitir alcançar melhor qualidade de vida e bem-estar.
Dica
A música pode moldar a mente, influenciar o nosso estado de espírito e aliviar o stress. Em momentos de maior ansiedade entregue-se aos seus ritmos preferidos e relaxe.
Ligação corpo-mente
Como as emoções podem interferir no equilíbrio do seu organismo*
Asma
Sentimentos de frustração e conflito são os que mais propiciam um ataque de asma.
Coração
Perturbações emocionais intensas são apontadas como um dos factores responsáveis por um súbito ataque cardíaco.
Artrite
Sentimentos de raiva, descontentamento e autocrítica favorecem esta doença. As mulheres são as mais vulneráveis, sofrendo quatro vezes mais do que os homens.
Dores de costas
A tensão nos músculos das costas, que conduz a dores nesta zona, é uma resposta ao stress emocional.
Úlceras
Sentimentos como ressentimento, culpa e frustração estão associados ao aumento de ácido no estômago, contribuindo para o aparecimento de úlceras.
Insónias
Perturbações emocionais causam insónias, impedindo que a pessoa durma as horas necessárias e o seu corpo descanse.
Texto: Raquel Pires com Edgar Pereira (psicólogo)
* Fonte In Mind/Body Health:The Effects of Attitudes, Emotions, and Relationships Hafen, B.Q., Karren, K.J., Frandsen, K.J. & Smith, N.J.
Fonte:Sapo
A Psicologia Positiva investiga os processos subjacentes às qualidades e emoções positivas.
O seu principal objectivo passa pela descoberta de novos dados sobre a mente humana, não só para ajudar a resolver problemas de saúde mental, mas também para permitir alcançar melhor qualidade de vida e bem-estar.
Dica
A música pode moldar a mente, influenciar o nosso estado de espírito e aliviar o stress. Em momentos de maior ansiedade entregue-se aos seus ritmos preferidos e relaxe.
Ligação corpo-mente
Como as emoções podem interferir no equilíbrio do seu organismo*
Asma
Sentimentos de frustração e conflito são os que mais propiciam um ataque de asma.
Coração
Perturbações emocionais intensas são apontadas como um dos factores responsáveis por um súbito ataque cardíaco.
Artrite
Sentimentos de raiva, descontentamento e autocrítica favorecem esta doença. As mulheres são as mais vulneráveis, sofrendo quatro vezes mais do que os homens.
Dores de costas
A tensão nos músculos das costas, que conduz a dores nesta zona, é uma resposta ao stress emocional.
Úlceras
Sentimentos como ressentimento, culpa e frustração estão associados ao aumento de ácido no estômago, contribuindo para o aparecimento de úlceras.
Insónias
Perturbações emocionais causam insónias, impedindo que a pessoa durma as horas necessárias e o seu corpo descanse.
Texto: Raquel Pires com Edgar Pereira (psicólogo)
* Fonte In Mind/Body Health:The Effects of Attitudes, Emotions, and Relationships Hafen, B.Q., Karren, K.J., Frandsen, K.J. & Smith, N.J.
Fonte:Sapo
sexta-feira, 14 de Agosto de 2009
Escudo emocional - II
«Por isso, torna-se mais fácil manter um melhor equilíbrio do sistema imunitário, ou seja, um melhor equilíbrio ao nível da saúde.
O objectivo é ajudar a pessoa a conquistar melhores competências de confronto com as diversas situações difíceis de vida», refere ainda.
Este é processo pode ser mais ou menos longo, em função da história e das experiências de cada pessoa, do grau do seu problema (grau dos sintomas) e da atempada terapêutica (psicofarmacológica ou psicoterapêutica) que foi feita.
A força do optimismo
Saber encarar a doença com garra, determinação e humor parece ser a chave para que esse caminho difícil se torne menos tortuoso e mais simples de percorrer. Olhar em frente e acreditar parecem ser regras fundamentais para que nos sintamos melhores e mais capazes de enfrentar os maus momentos.
Segundo Larry Dossey, médico e autor do livro «O extraordinário poder curativo das coisas simples», alguns estudos revelam que as pessoas optimistas adoecem menos e vivem mais tempo do que as que encaram a vida com uma atitude negativa.
O seu sistema imunológico parece, também, ser mais forte e o cardiovascular mais estável. Um dos resultados mais consistentes das pesquisas científicas é o de que pessoas com altos níveis de optimismo e esperança tendem a sair fortalecidas e a encontrar benefícios em situações traumáticas e stressantes.
Cancro da mama
Nos anos 90, uma pesquisa feita a mulheres que haviam sido operadas ao cancro da mama revelou que a sua atitude podia contribuir para aumentar as hipóteses de sobrevivência.
Em 1999, outro estudo concluiu que as mulheres que se sentiam mais tristes e desesperadas, depois do diagnóstico, tinham maior probabilidade de não superar a doença.
Para além do choque inicial, à medida que estas mulheres começam uma série de tratamentos deparam-se com outros desafios, nomeadamente ao nível das relações pessoais, sentindo-se quase sempre cansadas e preocupadas. Outras vezes, enfrentam a discriminação no emprego.
Uma vivência emocional negativa que pode prejudicar a sua recuperação. Segundo Cary Cooper, professor da cadeira Organisational Psychology and Health, na Universidade de Lancaster, o pensamento positivo e optimista pode, nestes casos, ser uma grande ajuda, assim como a possibilidade de se poder expressar sentimentos e falar com amigos e familiares:
«Estes comportamentos reduzirão o tamanho do tumor? Não sei dar uma resposta, mas sei que estas estratégias podem conduzir a um maior sucesso dos tratamentos a que estes pacientes estão sujeitos.»
Fonte:Sapo
O objectivo é ajudar a pessoa a conquistar melhores competências de confronto com as diversas situações difíceis de vida», refere ainda.
Este é processo pode ser mais ou menos longo, em função da história e das experiências de cada pessoa, do grau do seu problema (grau dos sintomas) e da atempada terapêutica (psicofarmacológica ou psicoterapêutica) que foi feita.
A força do optimismo
Saber encarar a doença com garra, determinação e humor parece ser a chave para que esse caminho difícil se torne menos tortuoso e mais simples de percorrer. Olhar em frente e acreditar parecem ser regras fundamentais para que nos sintamos melhores e mais capazes de enfrentar os maus momentos.
Segundo Larry Dossey, médico e autor do livro «O extraordinário poder curativo das coisas simples», alguns estudos revelam que as pessoas optimistas adoecem menos e vivem mais tempo do que as que encaram a vida com uma atitude negativa.
O seu sistema imunológico parece, também, ser mais forte e o cardiovascular mais estável. Um dos resultados mais consistentes das pesquisas científicas é o de que pessoas com altos níveis de optimismo e esperança tendem a sair fortalecidas e a encontrar benefícios em situações traumáticas e stressantes.
Cancro da mama
Nos anos 90, uma pesquisa feita a mulheres que haviam sido operadas ao cancro da mama revelou que a sua atitude podia contribuir para aumentar as hipóteses de sobrevivência.
Em 1999, outro estudo concluiu que as mulheres que se sentiam mais tristes e desesperadas, depois do diagnóstico, tinham maior probabilidade de não superar a doença.
Para além do choque inicial, à medida que estas mulheres começam uma série de tratamentos deparam-se com outros desafios, nomeadamente ao nível das relações pessoais, sentindo-se quase sempre cansadas e preocupadas. Outras vezes, enfrentam a discriminação no emprego.
Uma vivência emocional negativa que pode prejudicar a sua recuperação. Segundo Cary Cooper, professor da cadeira Organisational Psychology and Health, na Universidade de Lancaster, o pensamento positivo e optimista pode, nestes casos, ser uma grande ajuda, assim como a possibilidade de se poder expressar sentimentos e falar com amigos e familiares:
«Estes comportamentos reduzirão o tamanho do tumor? Não sei dar uma resposta, mas sei que estas estratégias podem conduzir a um maior sucesso dos tratamentos a que estes pacientes estão sujeitos.»
Fonte:Sapo
quinta-feira, 13 de Agosto de 2009
Escudo emocional - I
A ideia de que a forma como gerimos as emoções tem efeitos na nossa saúde está a tornar-se uma certeza para a comunidade científica
Stress, depressão, doenças coronárias e cancro são palavras assustadoras mas, cada vez mais, presentes nas nossas vidas.
A sociedade actual deixou-se enredar num sem número de situações indesejáveis e os nossos comportamentos são pautados por altos níveis de ansiedade e stress. As consequências dessa postura, garantem estudiosos e especialistas da temática, não são animadoras.
A boa notícia é que a forma como gerimos e controlamos as emoções podem, até certo ponto, funcionar como um escudo protector. Conheça o resultado de alguns estudos importantes nesta área e as opiniões de um psicólogo atento a esta temática.
«Uma vasta investigação científica permite-nos afirmar que é muito óbvia a ligação entre a mente e o nosso estado de saúde. Essa ligação é melhor entendida se estabelecermos uma relação entre os processos superiores da mente (pensamentos, percepções e significações da pessoa) e as suas consequentes respostas emocionais que têm uma forte influência no sistema imunitário», afirma Edgar Pereira, psicólogo.
Assim, respostas emocionais negativas muito fortes (como apreensão, medo ou tristeza), que ocorram durante muito tempo, acabam por afectar o nosso sistema imunitário, responsável pela identificação e supressão de agentes infecciosos externos.
Isto origina uma menor aptidão para desenvolver eficazmente a sua função, acabando por não conseguir evitar o desenvolvimento de algumas doenças.
O factor personalidade
É crescente o número de especialistas que defendem que existe também uma relação intensa entre a rapidez da evolução de uma doença e situações de desgaste ou choque emocional, sobretudo quando esses quadros são prolongados e vividos intensamente.
Há ainda estudos científicos que estabelecem fortes ligações entre certos estados de ansiedade e depressão e um aumento de risco de acidentes vasculares cerebrais e de doenças coronárias.
Segundo revela Edgar Pereira, «estes estudos, realizados pelos cientistas Meyer Friedman e Ray Rosenman, demonstraram correlações entre a personalidade e a doença cardíaca».
De acordo com estes autores existem dois tipos de comportamento, A e B, sendo que o primeiro (caracterizado por personalidades impacientes, competitivas e ambiciosas) é o que maiores riscos apresenta.
Terapias psicológicas
Actualmente, no tratamento de quadros como depressão ou ansiedade a utilização de fármacos é, em muitos casos, combinado com o recurso a terapias do âmbito da Psicologia. Embora as intervenções farmacológicas sejam uma «ferramenta» essencial da Psiquiatria e constituam uma ajuda determinante não alteram significativamente hábitos de pensamento.
Segundo Edgar Pereira, «são muitas vezes estes hábitos que constituem o material que vai ser analisado e melhorado nas sessões de terapia. Ao mudarem-se hábitos de pensamento, mudam-se também os níveis e a qualidade das reacções emocionais».
Fonte:Sapo
Stress, depressão, doenças coronárias e cancro são palavras assustadoras mas, cada vez mais, presentes nas nossas vidas.
A sociedade actual deixou-se enredar num sem número de situações indesejáveis e os nossos comportamentos são pautados por altos níveis de ansiedade e stress. As consequências dessa postura, garantem estudiosos e especialistas da temática, não são animadoras.
A boa notícia é que a forma como gerimos e controlamos as emoções podem, até certo ponto, funcionar como um escudo protector. Conheça o resultado de alguns estudos importantes nesta área e as opiniões de um psicólogo atento a esta temática.
«Uma vasta investigação científica permite-nos afirmar que é muito óbvia a ligação entre a mente e o nosso estado de saúde. Essa ligação é melhor entendida se estabelecermos uma relação entre os processos superiores da mente (pensamentos, percepções e significações da pessoa) e as suas consequentes respostas emocionais que têm uma forte influência no sistema imunitário», afirma Edgar Pereira, psicólogo.
Assim, respostas emocionais negativas muito fortes (como apreensão, medo ou tristeza), que ocorram durante muito tempo, acabam por afectar o nosso sistema imunitário, responsável pela identificação e supressão de agentes infecciosos externos.
Isto origina uma menor aptidão para desenvolver eficazmente a sua função, acabando por não conseguir evitar o desenvolvimento de algumas doenças.
O factor personalidade
É crescente o número de especialistas que defendem que existe também uma relação intensa entre a rapidez da evolução de uma doença e situações de desgaste ou choque emocional, sobretudo quando esses quadros são prolongados e vividos intensamente.
Há ainda estudos científicos que estabelecem fortes ligações entre certos estados de ansiedade e depressão e um aumento de risco de acidentes vasculares cerebrais e de doenças coronárias.
Segundo revela Edgar Pereira, «estes estudos, realizados pelos cientistas Meyer Friedman e Ray Rosenman, demonstraram correlações entre a personalidade e a doença cardíaca».
De acordo com estes autores existem dois tipos de comportamento, A e B, sendo que o primeiro (caracterizado por personalidades impacientes, competitivas e ambiciosas) é o que maiores riscos apresenta.
Terapias psicológicas
Actualmente, no tratamento de quadros como depressão ou ansiedade a utilização de fármacos é, em muitos casos, combinado com o recurso a terapias do âmbito da Psicologia. Embora as intervenções farmacológicas sejam uma «ferramenta» essencial da Psiquiatria e constituam uma ajuda determinante não alteram significativamente hábitos de pensamento.
Segundo Edgar Pereira, «são muitas vezes estes hábitos que constituem o material que vai ser analisado e melhorado nas sessões de terapia. Ao mudarem-se hábitos de pensamento, mudam-se também os níveis e a qualidade das reacções emocionais».
Fonte:Sapo
quarta-feira, 12 de Agosto de 2009
Humor versus alimentos
Sabia que o seu humor depende daquilo que come?
Muito provavelmente não associou uma coisa à outra mas certamente que já lhe aconteceu sentir-se mais ansiosa ou stressada sem perceber exactamente porquê...
Pois bem, saiba que isso aconteceu porque estava... com fome!
Não acredita? Pois que é verdade! Várias investigações concluíram que a nossa disposição dita aquilo que (não) ingerimos. Os médicos Michael F. Roizen e Mehmet C. Oz, colaboradores habituais de Oprah Winfrey, confirmam-no...
Se lhe apetece...
Comida rija que se tem de mastigar como a carne e outros alimentos duros
É muito provável que se sinta...
Zangada
Açúcar
É muito provável que se sinta...
Deprimida
Alimentos macios e doces, como gelados ou semifrios
É muito provável que se sinta...
Ansiosa
Salgados
É muito provável que se sinta...
Stressada
Alimentos que enchem, como bolachas e massas
É muito provável que se sinta...
Sozinha, sexualmente frustrada
Qualquer coisa
É muito provável que se sinta...
Ciumenta
Texto: Rita Caetano com Michael F. Roizen (especialista em Medicina Interna) e Mehmet C. Oz (cirurgião cardiovascular)
Fonte: Mulher no sapo
Muito provavelmente não associou uma coisa à outra mas certamente que já lhe aconteceu sentir-se mais ansiosa ou stressada sem perceber exactamente porquê...
Pois bem, saiba que isso aconteceu porque estava... com fome!
Não acredita? Pois que é verdade! Várias investigações concluíram que a nossa disposição dita aquilo que (não) ingerimos. Os médicos Michael F. Roizen e Mehmet C. Oz, colaboradores habituais de Oprah Winfrey, confirmam-no...
Se lhe apetece...
Comida rija que se tem de mastigar como a carne e outros alimentos duros
É muito provável que se sinta...
Zangada
Açúcar
É muito provável que se sinta...
Deprimida
Alimentos macios e doces, como gelados ou semifrios
É muito provável que se sinta...
Ansiosa
Salgados
É muito provável que se sinta...
Stressada
Alimentos que enchem, como bolachas e massas
É muito provável que se sinta...
Sozinha, sexualmente frustrada
Qualquer coisa
É muito provável que se sinta...
Ciumenta
Texto: Rita Caetano com Michael F. Roizen (especialista em Medicina Interna) e Mehmet C. Oz (cirurgião cardiovascular)
Fonte: Mulher no sapo
terça-feira, 11 de Agosto de 2009
Sentimentos
Alegria---------- prazer, contentamento, satisfação, júbilo
Ansiedade------ desconfortável, apreensivo, inquieto
Culpa------------ estado de ter feito algo errado
Depressão------- abatido, diminuição do seu ritmo de vida
Inadequação---- insuficiente, falta, incompleto, diferente do exigido
Medo------------- assustado, tímido, alarmado, apreensivo, temeroso
Raiva------------- desagrado, indignado, exasperado, irritado, aborrecido
Ressentimento-- sentimento não resolvido
Vergonha-------- embaraçado, humilhado
Fontes: Sapo - (www.uol.com.br www.adroga.casadia.org)
Ansiedade------ desconfortável, apreensivo, inquieto
Culpa------------ estado de ter feito algo errado
Depressão------- abatido, diminuição do seu ritmo de vida
Inadequação---- insuficiente, falta, incompleto, diferente do exigido
Medo------------- assustado, tímido, alarmado, apreensivo, temeroso
Raiva------------- desagrado, indignado, exasperado, irritado, aborrecido
Ressentimento-- sentimento não resolvido
Vergonha-------- embaraçado, humilhado
Fontes: Sapo - (www.uol.com.br www.adroga.casadia.org)
segunda-feira, 10 de Agosto de 2009
Construa a sua auto estima…
Pare de... Comece a...
destruir-se, ser o seu pior inimigo ------ amar-se, seja o seu melhor amigo
escolher a ansiedade e a depressão ------ escolher a felicidade
remoer as fraquezas ------ identificar as suas forças
ser passivo ou agressivo ------ ser assertivo
ter pensamentos irracionais ------ ter um sistema de valores racionais
referir-se a si mesmo com nomes negativos ------ referir-se a si mesmo com nomes positivos
permitir que lhe critiquem destrutivamente ------ colocar limite as criticas destrutivas
tédio e monotonia - ficar no mesmo buraco ------ estender-se - tentar coisas novas
viver sem valer a pena ------ decidir qual é o meu valor
reclamar do que não está a acontecer na sua vida ------ estabelecer e alcançar as suas metas
destruir padrões saudáveis ------ respeitar seu corpo com alimentos nutritivos
deixar-se oprimir por exigências sobre o seu tempo, espaço e energia------ meditar, orar, relaxar, colocar limites e tirar tempo para si
Fonte: Sapo
destruir-se, ser o seu pior inimigo ------ amar-se, seja o seu melhor amigo
escolher a ansiedade e a depressão ------ escolher a felicidade
remoer as fraquezas ------ identificar as suas forças
ser passivo ou agressivo ------ ser assertivo
ter pensamentos irracionais ------ ter um sistema de valores racionais
referir-se a si mesmo com nomes negativos ------ referir-se a si mesmo com nomes positivos
permitir que lhe critiquem destrutivamente ------ colocar limite as criticas destrutivas
tédio e monotonia - ficar no mesmo buraco ------ estender-se - tentar coisas novas
viver sem valer a pena ------ decidir qual é o meu valor
reclamar do que não está a acontecer na sua vida ------ estabelecer e alcançar as suas metas
destruir padrões saudáveis ------ respeitar seu corpo com alimentos nutritivos
deixar-se oprimir por exigências sobre o seu tempo, espaço e energia------ meditar, orar, relaxar, colocar limites e tirar tempo para si
Fonte: Sapo
domingo, 9 de Agosto de 2009
Resultados da auto-estima elevada
Mais à vontade em dar e receber elogios, expressões de afecto…
Os sentimentos de ansiedade e insegurança diminuem
Harmonia entre o que sente e o que diz
Diminui a necessidade de aprovação
Maior flexibilidade perante os factos
Autoconfiança elevada
O amor-próprio aumenta
Mais satisfação pessoal
Maior desempenho profissional
Relações saudáveis
Paz interior
Fonte: Sapo
sábado, 8 de Agosto de 2009
Para elevar a auto-estima é preciso:
Autoconhecimento
Manter-se em forma física (gostar da imagem reflectida no espelho)
Identificar as qualidades e não só os defeitos
Aprender com a experiência passada
Tratar-se com amor e carinho
Ouvir a intuição (o que aumenta a autoconfiança)
Manter diálogo interno
Acreditar que merece ser amado(a) e é especial
Fazer todos os dias algo que o deixe feliz (dançar, ler, descansar, ouvir música, caminhar…)
Fonte: Sapo
Manter-se em forma física (gostar da imagem reflectida no espelho)
Identificar as qualidades e não só os defeitos
Aprender com a experiência passada
Tratar-se com amor e carinho
Ouvir a intuição (o que aumenta a autoconfiança)
Manter diálogo interno
Acreditar que merece ser amado(a) e é especial
Fazer todos os dias algo que o deixe feliz (dançar, ler, descansar, ouvir música, caminhar…)
Fonte: Sapo
sexta-feira, 7 de Agosto de 2009
Auto-estima
Como posso ter uma auto-estima mais elevada?
As raízes de uma auto-estima positiva ou negativa remontam à infância. Porém, como diz Dalai Lama, «não importa quem atirou a flecha, o que importa é arrancá-la».
Ou seja, não importa quem o feriu e lhe provocou esse sentimento. Importa, sim, que olhe para a frente e se determine a transformar esse estado de ser negativo para um estado mental mais positivo.
Quando somos dotados de uma boa dose de auto-estima, somos mais ousados, corajosos, empreendedores. Conhecemos também melhor os nossos limites e sabemos respeitá-los.
Por outro lado, quando a nossa autoconfiança é abalada pela má formação da nossa auto-imagem, temos muito medo de dar passos em frente, e muitas vezes perdemos a capacidade mais sublime que temos: a capacidade humana de sonhar.
Neste cenário, podemos vislumbrar dois caminhos: aquele onde se destrói ainda mais a auto-imagem, sofrendo as consequências, ou optar pela mudança. Inicia-se aí um processo de transformação da auto imagem, com o objectivo de construir uma auto-estima mais positiva.
Fonte:Sapo
As raízes de uma auto-estima positiva ou negativa remontam à infância. Porém, como diz Dalai Lama, «não importa quem atirou a flecha, o que importa é arrancá-la».
Ou seja, não importa quem o feriu e lhe provocou esse sentimento. Importa, sim, que olhe para a frente e se determine a transformar esse estado de ser negativo para um estado mental mais positivo.
Quando somos dotados de uma boa dose de auto-estima, somos mais ousados, corajosos, empreendedores. Conhecemos também melhor os nossos limites e sabemos respeitá-los.
Por outro lado, quando a nossa autoconfiança é abalada pela má formação da nossa auto-imagem, temos muito medo de dar passos em frente, e muitas vezes perdemos a capacidade mais sublime que temos: a capacidade humana de sonhar.
Neste cenário, podemos vislumbrar dois caminhos: aquele onde se destrói ainda mais a auto-imagem, sofrendo as consequências, ou optar pela mudança. Inicia-se aí um processo de transformação da auto imagem, com o objectivo de construir uma auto-estima mais positiva.
Fonte:Sapo
quinta-feira, 6 de Agosto de 2009
Aprenda a lutar
Para mudar a situação, é importante fazer as coisas de forma diferente, como por exemplo, parar de tentar proteger-se, pois apesar de parecer arriscado, essa é a melhor maneira de aprender que não precisa de fazê-lo.
Outra estratégia passa por reduzir o constrangimento.
A psicóloga refere-a à necessidade de desviar a sua atenção de si próprio para os outros.
Centrar-se constantemente nos seus sentimentos e comportamentos gera muita tensão e ansiedade, mas se prestar mais atenção ao que se passa à sua volta, a aflição dissipa-se e torna-a mais alerta. Finalmente, é fundamental fortalecer a autoconfiança.
Para tal, terá de sair da sua forma antiga de ver o mundo, tomar consciência das suas crenças e pô-las em causa, evitar uma autocrítica exagerada e pensamentos negativos de fracasso. Você é capaz… basta que acredite em si.
Os principais sintomas da ansiedade social
Preocupar-se muito sobre o que os outros pensam de si.
Focalizar a atenção em si próprio; estar dolorosamente atenta àquilo que diz ou faz.
Fazer coisas que a asseguram que não atrairá as atenções.
Ter sinais de ansiedade que os outros podem ver (suar, corar ou tremer).
Ter sensações de pânico: batimentos rápidos do coração, tonturas, náuseas, falta de ar.
Sentir frustração e raiva consigo própria e/ou com os outros.
Ter sentimentos de tristeza, depressão ou não ter esperança de ser capaz de conseguir vir a mudar.
Evitar ocasiões ou situações sociais difíceis.
Texto: Alexandra Pereira com Telmo Batista (psicoterapeuta)
Fonte: Mulher.sapo
Outra estratégia passa por reduzir o constrangimento.
A psicóloga refere-a à necessidade de desviar a sua atenção de si próprio para os outros.
Centrar-se constantemente nos seus sentimentos e comportamentos gera muita tensão e ansiedade, mas se prestar mais atenção ao que se passa à sua volta, a aflição dissipa-se e torna-a mais alerta. Finalmente, é fundamental fortalecer a autoconfiança.
Para tal, terá de sair da sua forma antiga de ver o mundo, tomar consciência das suas crenças e pô-las em causa, evitar uma autocrítica exagerada e pensamentos negativos de fracasso. Você é capaz… basta que acredite em si.
Os principais sintomas da ansiedade social
Preocupar-se muito sobre o que os outros pensam de si.
Focalizar a atenção em si próprio; estar dolorosamente atenta àquilo que diz ou faz.
Fazer coisas que a asseguram que não atrairá as atenções.
Ter sinais de ansiedade que os outros podem ver (suar, corar ou tremer).
Ter sensações de pânico: batimentos rápidos do coração, tonturas, náuseas, falta de ar.
Sentir frustração e raiva consigo própria e/ou com os outros.
Ter sentimentos de tristeza, depressão ou não ter esperança de ser capaz de conseguir vir a mudar.
Evitar ocasiões ou situações sociais difíceis.
Texto: Alexandra Pereira com Telmo Batista (psicoterapeuta)
Fonte: Mulher.sapo
quarta-feira, 5 de Agosto de 2009
Ansiedade social
Aprenda a reconhecer os sintomas
A ansiedade social é um problema que afecta muitas pessoas e lhes torna a vida particularmente difícil.
Mas é possível ultrapassá-la!
Já todos vivemos momentos de ansiedade só de pensar que teremos de falar em público ou de dar o nosso melhor numa entrevista de emprego. No entanto, há quem passe uma vida inteira vítima de uma timidez exagerada: a ansiedade social.
Gillian Butler, psicóloga inglesa e investigadora da Universidade de Oxford é a autora de «Ultrapassar a Ansiedade Social e a Timidez». O livro, recomendado pela Associação Portuguesa de Terapias Comportamental e Cognitiva (APTCC), apresenta-se como um programa capaz de ajudar as pessoas enfrentar o medo, a fortalecer a autoconfiança e a tornarem-se mais sociáveis.
Mas, afinal, o que é a ansiedade social? O nervoso miudinho, um leve gaguejar, um rubor que não passa despercebido ou as mãos transpiradas são alguns dos sintomas mais comuns da timidez.
A infância e a adolescência são as fases da vida em que mais nos sentimos tímidos e a maioria das pessoas ultrapassa essa dificuldade de interacção social na idade adulta. No entanto, há quem nunca consiga superar este problema...
Receio constante
Em «Ultrapassar a Ansiedade Social e a Timidez» Gillian Butler levanta o véu: «As pessoas socialmente ansiosas têm tendência para supor que as suas interacções com os outros serão penosamente reveladoras. Os outros irão reparar nas suas fraquezas ou nas suas dificuldades; serão substituídas, ignoradas, criticadas ou rejeitadas por não se comportarem de forma mais aceitável».
«E isso», continua, «torna-lhes difícil interagir de modo natural com as pessoas e pode impedir de falar, escutar ou fazer amigos» conduzindo-as ao isolamento e à solidão. «Nada vai fazer com que se livre completamente da ansiedade social», sublinha Gillian Butler no seu livro.
«Mas pode aprender a ultrapassar o tipo de ansiedade que o restringe, e a mantê-la dentro de limites manejáveis». E, para que tal aconteça, a autora refere algumas estratégias, como a necessidade de mudar padrões de pensamento. Telmo Baptista, psicoterapeuta e presidente da APTCC, recorda que «a acentuação de ideias sobre o que os outros estarão a pensar ou um desejo continuado de agradar a todas as pessoas pode criar uma enorme pressão no desempenho social».
Daí ser necessário um auto-exame sobre a forma como pensamos para a conseguirmos modificar. De acordo com Telmo Baptista, a maioria das pessoas que sofre de ansiedade social não procura ajuda para o seu problema, «provavelmente porque não sabe que existe ajuda disponível ou não tem acesso a esse tipo de ajuda».
O sofrimento silencioso em que vivem «manifesta-se por evitar situações sociais ou por confrontá-las, utilizando maneiras de reduzir a ansiedade como o consumo de álcool», acrescenta. O médico de família é uma ajuda preciosa, uma vez que pode aconselhar um especialista ou a terapia que melhor se adeque.
Dentro da Psiquiatria e da Psicologia existem várias correntes de pensamento que abordam o problema com métodos diferentes. Independentemente da especialidade, o que importa é que se sinta apoiada e confiante no profissional que tem à sua frente.
Fonte: Mulher.Sapo
A ansiedade social é um problema que afecta muitas pessoas e lhes torna a vida particularmente difícil.
Mas é possível ultrapassá-la!
Já todos vivemos momentos de ansiedade só de pensar que teremos de falar em público ou de dar o nosso melhor numa entrevista de emprego. No entanto, há quem passe uma vida inteira vítima de uma timidez exagerada: a ansiedade social.
Gillian Butler, psicóloga inglesa e investigadora da Universidade de Oxford é a autora de «Ultrapassar a Ansiedade Social e a Timidez». O livro, recomendado pela Associação Portuguesa de Terapias Comportamental e Cognitiva (APTCC), apresenta-se como um programa capaz de ajudar as pessoas enfrentar o medo, a fortalecer a autoconfiança e a tornarem-se mais sociáveis.
Mas, afinal, o que é a ansiedade social? O nervoso miudinho, um leve gaguejar, um rubor que não passa despercebido ou as mãos transpiradas são alguns dos sintomas mais comuns da timidez.
A infância e a adolescência são as fases da vida em que mais nos sentimos tímidos e a maioria das pessoas ultrapassa essa dificuldade de interacção social na idade adulta. No entanto, há quem nunca consiga superar este problema...
Receio constante
Em «Ultrapassar a Ansiedade Social e a Timidez» Gillian Butler levanta o véu: «As pessoas socialmente ansiosas têm tendência para supor que as suas interacções com os outros serão penosamente reveladoras. Os outros irão reparar nas suas fraquezas ou nas suas dificuldades; serão substituídas, ignoradas, criticadas ou rejeitadas por não se comportarem de forma mais aceitável».
«E isso», continua, «torna-lhes difícil interagir de modo natural com as pessoas e pode impedir de falar, escutar ou fazer amigos» conduzindo-as ao isolamento e à solidão. «Nada vai fazer com que se livre completamente da ansiedade social», sublinha Gillian Butler no seu livro.
«Mas pode aprender a ultrapassar o tipo de ansiedade que o restringe, e a mantê-la dentro de limites manejáveis». E, para que tal aconteça, a autora refere algumas estratégias, como a necessidade de mudar padrões de pensamento. Telmo Baptista, psicoterapeuta e presidente da APTCC, recorda que «a acentuação de ideias sobre o que os outros estarão a pensar ou um desejo continuado de agradar a todas as pessoas pode criar uma enorme pressão no desempenho social».
Daí ser necessário um auto-exame sobre a forma como pensamos para a conseguirmos modificar. De acordo com Telmo Baptista, a maioria das pessoas que sofre de ansiedade social não procura ajuda para o seu problema, «provavelmente porque não sabe que existe ajuda disponível ou não tem acesso a esse tipo de ajuda».
O sofrimento silencioso em que vivem «manifesta-se por evitar situações sociais ou por confrontá-las, utilizando maneiras de reduzir a ansiedade como o consumo de álcool», acrescenta. O médico de família é uma ajuda preciosa, uma vez que pode aconselhar um especialista ou a terapia que melhor se adeque.
Dentro da Psiquiatria e da Psicologia existem várias correntes de pensamento que abordam o problema com métodos diferentes. Independentemente da especialidade, o que importa é que se sinta apoiada e confiante no profissional que tem à sua frente.
Fonte: Mulher.Sapo
segunda-feira, 3 de Agosto de 2009
Reunião do Grupo de Apoio - Lisboa

Igreja de São Tomás de Aquino
R. Virgílio Correia, 1600 São Domingos de Benfica, Lisboa.
(perto da Loja do Cidadão das laranjeiras)
Nota:
Entrada pelas traseiras da Igreja - Rua Ginestal Machado, através de um portão gradeado preto. A sala onde decorreram as sessões dos Grupos estará devidamente assinalada.
Transportes:
Metro das laranjeiras;
Grupos de Suporte às Terças-feiras
Das 18h às 19h30;
Das 20h às 21h20.
Etiquetas:
Grupos de Suporte
domingo, 2 de Agosto de 2009
A nova era da nutrição inteligente
As últimas descobertas sobre a relação entre alimentos, genes e patologias
Desde os tempos do médico grego Hipócrates, a nutrição tem sido de extrema importância para a manutenção de uma boa saúde.
Com o avanço da ciência moderna, concluímos que não só certos nutrientes são essenciais.
Mas também as quantidades específicas de cada um, que têm a habilidade de interagir e modular mecanismos moleculares que regulam o equilíbrio físico, contribuindo directamente no percurso do desenvolvimento ou não de uma doença.
A evolução humana claramente está definida pelas influências ambientais (alimentação, tabaco, educação, actividade física, etc.) e hereditariedade, sendo que ambos os factores devem ser considerados quando o objectivo é melhorar a saúde.
Com base nesta relação surgiram os termos nutrigenómica e nutrigenética, dois campos com distintas abordagens, para elucidar a interacção entre os genes e a dieta, porém com apenas um foco comum, o de aprimorar o estado de saúde através da personalização da nutrição.
O sufixo «oma» vem do grego e significa «todo» ou «completo». Genoma significa a análise global de todos os genes. A nutrigenómica, então, estuda a influência dos ingredientes comuns da dieta no genoma humano e verifica como as moléculas dos nutrientes podem afectar as vias metabólicas e o controlo do equilíbrio biológico do sistema de um indivíduo.
A nutrigenética, por sua vez, visa perceber como um gene em específico pode alterar a resposta de uma pessoa a um determinado alimento e conduzir ou predispor para uma certa doença. É a velha história do «por que razão engordo comendo certas coisas e a minha amiga não?».
No campo da oncologia, em termos práticos, foi verificado que um componente lipídico da dieta (LC-PUFA) está relacionado com o crescimento e colonização de certos tumores e o óleo de peixe, rico em ómega 3, pode prevenir tal desenvolvimento tumoral relacionado com a acção deste componente. Na cardiologia, uma variação nos genes das proteínas que regulam o colesterol (por exemplo APOA1, APOE, LPL) vão incidir sobre a probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares, o que pode ser prevenido através de uma dieta rica em vegetais e ómega 3.
Os genes PPAR, SREBP-1c, adiponectina e resistina são os mais recentes relacionados com a predisposição para a diabetes insulinodependente (tipo II) e, uma vez alterados, deve-se iniciar uma dieta pobre em açúcar e hidratos de carbono. Um outro gene importante (IFABP) está ligado à absorção intestinal e digestão. A sua disfunção pode levar a uma modificação do pH gástrico, refluxo e desequilíbrio da flora intestinal.
O excesso de consumo de proteínas animais deve ser diminuído neste caso. A predisposição para a obesidade também está relacionada com diversos genes que regulam a insulina, o aumento do metabolismo dos hidratos de carbono, transporte e absorção de gorduras. Este tipo de informação ajuda o médico a tomar uma decisão sobre o tipo de prevenção ou tratamento a adoptar face a uma certa doença e em que medida uma dieta personalizada pode ser introduzida para auxiliar numa melhor qualidade de vida do indivíduo.
Texto: Roni Moya (biomédico)
Fonte: Mulher.sapo
Desde os tempos do médico grego Hipócrates, a nutrição tem sido de extrema importância para a manutenção de uma boa saúde.
Com o avanço da ciência moderna, concluímos que não só certos nutrientes são essenciais.
Mas também as quantidades específicas de cada um, que têm a habilidade de interagir e modular mecanismos moleculares que regulam o equilíbrio físico, contribuindo directamente no percurso do desenvolvimento ou não de uma doença.
A evolução humana claramente está definida pelas influências ambientais (alimentação, tabaco, educação, actividade física, etc.) e hereditariedade, sendo que ambos os factores devem ser considerados quando o objectivo é melhorar a saúde.
Com base nesta relação surgiram os termos nutrigenómica e nutrigenética, dois campos com distintas abordagens, para elucidar a interacção entre os genes e a dieta, porém com apenas um foco comum, o de aprimorar o estado de saúde através da personalização da nutrição.
O sufixo «oma» vem do grego e significa «todo» ou «completo». Genoma significa a análise global de todos os genes. A nutrigenómica, então, estuda a influência dos ingredientes comuns da dieta no genoma humano e verifica como as moléculas dos nutrientes podem afectar as vias metabólicas e o controlo do equilíbrio biológico do sistema de um indivíduo.
A nutrigenética, por sua vez, visa perceber como um gene em específico pode alterar a resposta de uma pessoa a um determinado alimento e conduzir ou predispor para uma certa doença. É a velha história do «por que razão engordo comendo certas coisas e a minha amiga não?».
No campo da oncologia, em termos práticos, foi verificado que um componente lipídico da dieta (LC-PUFA) está relacionado com o crescimento e colonização de certos tumores e o óleo de peixe, rico em ómega 3, pode prevenir tal desenvolvimento tumoral relacionado com a acção deste componente. Na cardiologia, uma variação nos genes das proteínas que regulam o colesterol (por exemplo APOA1, APOE, LPL) vão incidir sobre a probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares, o que pode ser prevenido através de uma dieta rica em vegetais e ómega 3.
Os genes PPAR, SREBP-1c, adiponectina e resistina são os mais recentes relacionados com a predisposição para a diabetes insulinodependente (tipo II) e, uma vez alterados, deve-se iniciar uma dieta pobre em açúcar e hidratos de carbono. Um outro gene importante (IFABP) está ligado à absorção intestinal e digestão. A sua disfunção pode levar a uma modificação do pH gástrico, refluxo e desequilíbrio da flora intestinal.
O excesso de consumo de proteínas animais deve ser diminuído neste caso. A predisposição para a obesidade também está relacionada com diversos genes que regulam a insulina, o aumento do metabolismo dos hidratos de carbono, transporte e absorção de gorduras. Este tipo de informação ajuda o médico a tomar uma decisão sobre o tipo de prevenção ou tratamento a adoptar face a uma certa doença e em que medida uma dieta personalizada pode ser introduzida para auxiliar numa melhor qualidade de vida do indivíduo.
Texto: Roni Moya (biomédico)
Fonte: Mulher.sapo
sábado, 1 de Agosto de 2009
Só 31% dos portugueses dão importância ao pequeno-almoço
Estudo revela que a primeira refeição do dia é a mais importante, mas nem sempre a mais bem conseguida.
Segundo um estudo da Kellogg's em parceria com a Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa, 91% dos portugueses tomam pequeno-almoço todos os dias, mas apenas 31% da população considera-o a refeição mais importante do dia.
Os dados não são tão animadores no que toca aos alimentos ingeridos nesta refeição: muitos poucos inquiridos fazem um pequeno-almoço completo composto por lacticínios, fruta e cereais.
“ Na Kellogg’s, defendemos que tomar um pequeno-almoço completo e equilibrado significa começar o dia da melhor forma. Esta refeição fornece ao organismo a energia e nutrientes necessários para um bom rendimento no trabalho ou na escola logo pela manhã. A combinação de lacticínios, fruta e cereais é essencial para o seguimento de uma alimentação saudável e, além disso, um pequeno-almoço rico em cereais pouco processados e por conseguinte em hidratos de carbono complexos e fibra está associado a um menor consumo de gorduras e calorias ao pequeno-almoço, almoço e durante todo do dia.”, afirma Raquel Torres Abrantes, Nutrition and Corporate Communication Coordinator da Kellogg’s em Portugal.
O estudo está inserido na campanha “Tudo começa melhor com Kellogg’s”, uma iniciativa criada pela equipa nacional da marca para o ano de 2009 com o objectivo de melhorar a alimentação e os hábitos de vida dos consumidores.
29 de Julho de 2009
Fonte: Mulher.Sapo
Segundo um estudo da Kellogg's em parceria com a Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa, 91% dos portugueses tomam pequeno-almoço todos os dias, mas apenas 31% da população considera-o a refeição mais importante do dia.
Os dados não são tão animadores no que toca aos alimentos ingeridos nesta refeição: muitos poucos inquiridos fazem um pequeno-almoço completo composto por lacticínios, fruta e cereais.
“ Na Kellogg’s, defendemos que tomar um pequeno-almoço completo e equilibrado significa começar o dia da melhor forma. Esta refeição fornece ao organismo a energia e nutrientes necessários para um bom rendimento no trabalho ou na escola logo pela manhã. A combinação de lacticínios, fruta e cereais é essencial para o seguimento de uma alimentação saudável e, além disso, um pequeno-almoço rico em cereais pouco processados e por conseguinte em hidratos de carbono complexos e fibra está associado a um menor consumo de gorduras e calorias ao pequeno-almoço, almoço e durante todo do dia.”, afirma Raquel Torres Abrantes, Nutrition and Corporate Communication Coordinator da Kellogg’s em Portugal.
O estudo está inserido na campanha “Tudo começa melhor com Kellogg’s”, uma iniciativa criada pela equipa nacional da marca para o ano de 2009 com o objectivo de melhorar a alimentação e os hábitos de vida dos consumidores.
29 de Julho de 2009
Fonte: Mulher.Sapo
quarta-feira, 29 de Julho de 2009
REUNIÕES ONLINE
MSN - commedida@hotmail.com
É com enorme prazer que a Com Medida vai dar início, dia 30 de Julho, às reuniões de suporte online.
Se desejar participar numa das nossas sessões, basta que se torne associado da Com Medida e que escolha a reunião com que mais se identificar.
Compulsão Alimentar
Segunda-feira
20h00min as 22h00min
Anorexia
Quinta-feira
20h00min as 22h00min
Bulimia
Sexta-Feira
20h00min as 22h00min
Grupo Misto
Domingo
20h00min as 22h00min
FUNCIONAMENTO
Para participar nas reuniões, adicione ao seu msn o seguinte endereço: commedida@hotmail.com
Quando este e-mail estiver on-line, nos horários das reuniões, peça ao coordenador para convidá-lo e entrar na sala de reuniões.
Seja bem-vindo!
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Grupos de Suporte On-line
terça-feira, 28 de Julho de 2009
High-fat, high-sugar foods alter brain receptors
New research finds that bingeing increases opioids in brain area that controls food intake
7/28/09, Portland, OR.
Overconsumption of fatty, sugary foods leads to changes in brain receptors, according to new animal research at Johns Hopkins University School of Medicine. The new research results are being presented at the 2009 annual meeting of the Society for the Study of Ingestive Behavior (SSIB), the foremost society for research into all aspects of eating and drinking behavior. The results have implications for understanding bulimia and other binge eating disorders.
Dr. Bello and colleagues report that either continuous eating or binge eating a high fat, high sugar diet alters opioid receptor levels in an area of the brain that controls food intake. Opioids are a family of chemicals with actions similar to those of morphine; however, opioids exist naturally in the brain and have been linked to feelings of pleasure and euphoria. "These results are interesting because we saw changes in opioid receptor gene expression in a brain area that controls how much we eat during a meal", said Bello. The new findings suggest that overconsumption of highly palatable foods maintains bingeing by enhancing opioids in the brain, and that increased opioids could be a factor involved in binge eating disorders. These findings may help to understand the biological basis of eating disorders.
###
Supported by NIH DK19302 and DK078484
Lead author: Nicholas Bello, Dept. of Psychiatry and Behavioral Sciences, Johns Hopkins University, Baltimore, MD, USA
Co-authors: F. CASSEUS, M.T. CHUANG, B.A. MITCHELL, Z.W. PATINKIN, P. SINGH, T.H. MORAN. Johns Hopkins University, School of Medicine, Dept. Psychiatry and Behavioral Sci., Baltimore, MD, USA
EUREKALERT
Contact: Jamie Price
admin@ssib.org
312-238-9068
Society for the Study of Ingestive Behavior
7/28/09, Portland, OR.
Overconsumption of fatty, sugary foods leads to changes in brain receptors, according to new animal research at Johns Hopkins University School of Medicine. The new research results are being presented at the 2009 annual meeting of the Society for the Study of Ingestive Behavior (SSIB), the foremost society for research into all aspects of eating and drinking behavior. The results have implications for understanding bulimia and other binge eating disorders.
Dr. Bello and colleagues report that either continuous eating or binge eating a high fat, high sugar diet alters opioid receptor levels in an area of the brain that controls food intake. Opioids are a family of chemicals with actions similar to those of morphine; however, opioids exist naturally in the brain and have been linked to feelings of pleasure and euphoria. "These results are interesting because we saw changes in opioid receptor gene expression in a brain area that controls how much we eat during a meal", said Bello. The new findings suggest that overconsumption of highly palatable foods maintains bingeing by enhancing opioids in the brain, and that increased opioids could be a factor involved in binge eating disorders. These findings may help to understand the biological basis of eating disorders.
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Supported by NIH DK19302 and DK078484
Lead author: Nicholas Bello, Dept. of Psychiatry and Behavioral Sciences, Johns Hopkins University, Baltimore, MD, USA
Co-authors: F. CASSEUS, M.T. CHUANG, B.A. MITCHELL, Z.W. PATINKIN, P. SINGH, T.H. MORAN. Johns Hopkins University, School of Medicine, Dept. Psychiatry and Behavioral Sci., Baltimore, MD, USA
EUREKALERT
Contact: Jamie Price
admin@ssib.org
312-238-9068
Society for the Study of Ingestive Behavior
segunda-feira, 27 de Julho de 2009
30% dos obesos possuem transtorno de compulsão alimentar
27/07/2009 -- 09h17
Tão importante quanto a bulimia e a anorexia, pouco se fala do Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica (TCAP), que apresenta uma prevalência maior na população geral (3% a 5%) – quando comparados aos problemas citados acima, que ficam entre 1% e 05%, respectivamente – e atinge cerca de 30% das pessoas obesas que procuram tratamento para obesidade. Apesar de bastante freqüente nesse grupo, o TCAP também acomete indivíduos com peso considerado normal. "Até 1/3 dos pacientes relatam que tornam-se obesos após desenvolver o TCAP", afirma Sergio Carlos Stefano, psicólogo do Programa de Orientação aos Pacientes com Transtornos Alimentares (PROATA) da UNIFESP.
O TCAP acomete, de forma quase equivalente, ambos os sexos, numa proporção de três mulheres para dois homens, e manifesta-se mais tardiamente que a anorexia e a bulimia, entre os 20 e 30 anos. É definido, atualmente, por episódios recorrentes de ingestão, em curto espaço de tempo, de uma quantidade de alimentos definitivamente maior do que a maioria das pessoas consumiria num período e circunstâncias similares e com a sensação de perda de controle sobre o que ou quanto está comendo, seguido por um sentimento de culpa e angústia profundas. "Para se ter noção do tamanho do descontrole e da gravidade da situação, há casos de pessoas que já quebraram os dentes por comer comida até mesmo congelada", explica Stefano. "Em um único episódio de compulsão, que geralmente ocorre escondido, longe dos olhos alheios, a pessoa pode consumir mais de mil calorias".
Entretanto, de acordo com o psicólogo, a compulsão alimentar não está associada a comportamentos compensatórios inadequados como jejuns, exercícios excessivos e purgação, nem ocorre durante o curso de anorexia ou bulimia nervosa. "Pessoas que, eventualmente, passam longos períodos do dia sem se alimentar e depois assaltam a geladeira, não se enquadram na compulsão", diz. "O diagnóstico é feito pelo relato de dois ou mais episódios, por semana, do consumo descontrolado e excessivo de alimentos nos últimos seis meses, seguidos por marcado sofrimento que compromete sua qualidade de vida".
Mais depressão e complicações clínicas e metabólicas
Estudos também apontam que os indivíduos obesos com TCAP têm duas vezes mais chances de sofrerem problemas psiquiátricos, como depressão e ansiedade, e apresentarem uma imagem corporal mais negativa de si mesmo que àqueles que não apresentam compulsão. De acordo com esses estudos, além das implicações da obesidade para a saúde, - maior risco de mortalidade decorrente da hipertensão arterial, dislipidemia, diabetes, doenças cardiovasculares, entre outros – e dos problemas psiquiátricos decorrentes, também são descritos discriminação no trabalho, menos oportunidades de emprego, dificuldades em chegar à universidade e menor número de amigos e relacionamentos amorosos.
Terapias e antidepressivos
De acordo com Sergio Stefano, as intervenções combinadas com psicoterapias e uso de antidepressivos parecem ser as mais eficazes no tratamento do TCAP. "Estabelecer hábitos saudáveis de alimentação e ajudar o indivíduo a evitar formas de hiperalimentação também são importantes para o sucesso do tratamento", afirma.
Stefano está desenvolvendo uma cartilha – a primeira no país – com informações detalhadas sobre o TCAP com o propósito de ser uma primeira intervenção entre o diagnóstico e a espera das consultas. "Ao invés de ficar esse tempo sem esclarecimento das prováveis dúvidas que possam aparecer, pretendemos que a cartilha ajude a implementar mudanças tanto no comportamento como na alimentação dos indivíduos com compulsão", explica o psicólogo.
O projeto da cartilha será apresentado no VIII Congresso Brasileiro de Transtornos Alimentares e Obesidade, que acontecerá em São Paulo, entre os dias 11 e 13 de junho, sob a organização do PROATA da UNIFESP.
Entenda os critérios diagnósticos do TCAP
Ingestão, em até duas horas, de uma quantidade de alimentos definitivamente maior do que a maioria das pessoas consumiria em um período e circunstâncias similares;
Sentimento de falta de controle sobre o que se come e do quanto se come.
Associados a três ou mais dos critérios abaixo relacionados:
● Comer muito e mais rapidamente do que o normal;
● Comer até sentir-se empanturrado;
● Comer demais quando não está sentindo realmente fome;
● Comer sozinho por ter vergonha da quantidade que consome;
● Sentir repulsa por si mesmo, depressão ou demasiada culpa após comer excessivamente;
● Angústia pela compulsão;
● Frequência dos episódios deve ser igual ou superior a duas vezes na semana, nos últimos seis meses.
Fonte: Redação Bonde
Tão importante quanto a bulimia e a anorexia, pouco se fala do Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica (TCAP), que apresenta uma prevalência maior na população geral (3% a 5%) – quando comparados aos problemas citados acima, que ficam entre 1% e 05%, respectivamente – e atinge cerca de 30% das pessoas obesas que procuram tratamento para obesidade. Apesar de bastante freqüente nesse grupo, o TCAP também acomete indivíduos com peso considerado normal. "Até 1/3 dos pacientes relatam que tornam-se obesos após desenvolver o TCAP", afirma Sergio Carlos Stefano, psicólogo do Programa de Orientação aos Pacientes com Transtornos Alimentares (PROATA) da UNIFESP.
O TCAP acomete, de forma quase equivalente, ambos os sexos, numa proporção de três mulheres para dois homens, e manifesta-se mais tardiamente que a anorexia e a bulimia, entre os 20 e 30 anos. É definido, atualmente, por episódios recorrentes de ingestão, em curto espaço de tempo, de uma quantidade de alimentos definitivamente maior do que a maioria das pessoas consumiria num período e circunstâncias similares e com a sensação de perda de controle sobre o que ou quanto está comendo, seguido por um sentimento de culpa e angústia profundas. "Para se ter noção do tamanho do descontrole e da gravidade da situação, há casos de pessoas que já quebraram os dentes por comer comida até mesmo congelada", explica Stefano. "Em um único episódio de compulsão, que geralmente ocorre escondido, longe dos olhos alheios, a pessoa pode consumir mais de mil calorias".
Entretanto, de acordo com o psicólogo, a compulsão alimentar não está associada a comportamentos compensatórios inadequados como jejuns, exercícios excessivos e purgação, nem ocorre durante o curso de anorexia ou bulimia nervosa. "Pessoas que, eventualmente, passam longos períodos do dia sem se alimentar e depois assaltam a geladeira, não se enquadram na compulsão", diz. "O diagnóstico é feito pelo relato de dois ou mais episódios, por semana, do consumo descontrolado e excessivo de alimentos nos últimos seis meses, seguidos por marcado sofrimento que compromete sua qualidade de vida".
Mais depressão e complicações clínicas e metabólicas
Estudos também apontam que os indivíduos obesos com TCAP têm duas vezes mais chances de sofrerem problemas psiquiátricos, como depressão e ansiedade, e apresentarem uma imagem corporal mais negativa de si mesmo que àqueles que não apresentam compulsão. De acordo com esses estudos, além das implicações da obesidade para a saúde, - maior risco de mortalidade decorrente da hipertensão arterial, dislipidemia, diabetes, doenças cardiovasculares, entre outros – e dos problemas psiquiátricos decorrentes, também são descritos discriminação no trabalho, menos oportunidades de emprego, dificuldades em chegar à universidade e menor número de amigos e relacionamentos amorosos.
Terapias e antidepressivos
De acordo com Sergio Stefano, as intervenções combinadas com psicoterapias e uso de antidepressivos parecem ser as mais eficazes no tratamento do TCAP. "Estabelecer hábitos saudáveis de alimentação e ajudar o indivíduo a evitar formas de hiperalimentação também são importantes para o sucesso do tratamento", afirma.
Stefano está desenvolvendo uma cartilha – a primeira no país – com informações detalhadas sobre o TCAP com o propósito de ser uma primeira intervenção entre o diagnóstico e a espera das consultas. "Ao invés de ficar esse tempo sem esclarecimento das prováveis dúvidas que possam aparecer, pretendemos que a cartilha ajude a implementar mudanças tanto no comportamento como na alimentação dos indivíduos com compulsão", explica o psicólogo.
O projeto da cartilha será apresentado no VIII Congresso Brasileiro de Transtornos Alimentares e Obesidade, que acontecerá em São Paulo, entre os dias 11 e 13 de junho, sob a organização do PROATA da UNIFESP.
Entenda os critérios diagnósticos do TCAP
Ingestão, em até duas horas, de uma quantidade de alimentos definitivamente maior do que a maioria das pessoas consumiria em um período e circunstâncias similares;
Sentimento de falta de controle sobre o que se come e do quanto se come.
Associados a três ou mais dos critérios abaixo relacionados:
● Comer muito e mais rapidamente do que o normal;
● Comer até sentir-se empanturrado;
● Comer demais quando não está sentindo realmente fome;
● Comer sozinho por ter vergonha da quantidade que consome;
● Sentir repulsa por si mesmo, depressão ou demasiada culpa após comer excessivamente;
● Angústia pela compulsão;
● Frequência dos episódios deve ser igual ou superior a duas vezes na semana, nos últimos seis meses.
Fonte: Redação Bonde
quinta-feira, 23 de Julho de 2009
Sobre os novos Grupos de Suporte a Perturbações Alimentares
Marque previamente uma consulta individual de acolhimento - contacto:+351 93 526 8501
Morada:
Igreja de São Tomás de Aquino
R. Virgílio Correia, 1600 São Domingos de Benfica, Lisboa.
(perto da Loja do Cidadão das laranjeiras)
Nota:
Entrada pelas traseiras da Igreja, através de um portão gradeado preto. A sala onde decorreram as sessões dos Grupos estará devidamente assinalada.
Transportes:
Metro das laranjeiras;
Grupos de Suporte às Terças-feiras
Das 18h às 19h30;
Das 20h às 21h20.
Morada:
Igreja de São Tomás de Aquino
R. Virgílio Correia, 1600 São Domingos de Benfica, Lisboa.
(perto da Loja do Cidadão das laranjeiras)
Nota:
Entrada pelas traseiras da Igreja, através de um portão gradeado preto. A sala onde decorreram as sessões dos Grupos estará devidamente assinalada.
Transportes:
Metro das laranjeiras;
Grupos de Suporte às Terças-feiras
Das 18h às 19h30;
Das 20h às 21h20.
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Grupos de Suporte
quarta-feira, 22 de Julho de 2009
Sociedade Civil quinta feira das 14h as 15:30h - RTP2

Suzana Rocha Pereira fala da ComMedida.
Sociedade Civil
14:00 ás: 15:32
Segunda ás Sextas
Duração do Programa 1 horas 32 minutos
Canal RTP2
Duração do Programa 1 horas 32 minutos
Canal RTP2
Por que voltamos a ganhar peso?
As famosas e perigosas dietas “io-io” caracterizam-se por um emagrecimento rápido e pouco depois um regresso ao peso anterior, ou até a peso superior. Mesmo em quem se sujeita à colocação de uma banda gástrica, se não for devidamente acompanhado por uma equipa multidisciplinar, o peso pode voltar. No Brasil, por exemplo, esta é uma realidade que afecta 15% dos pacientes, que criam expectativas ao acreditarem que a cirurgia resolve todos os problemas. A comida funcionará como válvula de escape? Será por isso que, em algumas pessoas, o excesso de peso teima em voltar? As respostas neste SC.
Convidados:
Maria Paes Vasconcelos, Associação Portuguesa dos Nutricionistas
Pedro Teixeira, Professor de Nutrição da Faculdade de Motricidade Humana
Suzana Rocha Pereira, Autora do livro “O meu frigorífico e eu”
Luís Santos, Vice-Presidente da Adexo – Associação de doentes obesos e ex-obesos de Portugal
http://www.sociedade-civil.blogspot.com/
Etiquetas:
Entrevista
22.07 - Antena 3 - Prova Oral
Suzana Rocha Pereira em directo
Título: Entrevista Prova Oral com Fernando Alvim
Quando: qua 22 de jul 19:00 – 20:00 (WEST)
Título: Entrevista Prova Oral com Fernando Alvim
Quando: qua 22 de jul 19:00 – 20:00 (WEST)
Ouça aqui - Antena 3

«Natural de Portimão, Suzana Rocha Pereira nasceu em Junho de 1974. Licenciou-se em Ciência Política, com especialização em Relações Internacionais, na Universidade Lusófona de Lisboa, mas é à comunicação que se dedica de alma e coração. Jornalista e consultora de comunicação, actualmente desempenha funções de Strategic Consultant & Lift Reputation Practice Leader, na Lift Consulting, na área da Comunicação Corporativa. Coordenou a edição executiva da Economia Pura (publicação especializada no sector económico) e a edição da Ed. – Pessoas, Ideias e Negócios (publicação de Marketing e Gestão). Jornalista de Economia durante vários anos, colaborou também com a revista Veja Lisboa.»É autora de O Meu Frigorífico e Eu (edição Livros d’Hoje), livro do qual nos vem falar hoje. Uma sinopse: «O Meu Frigorífico e Eu é um diário sobre a relação conflituosa da autora com o seu corpo. Desde a obesidade à anorexia, passando pelo comportamento bulímico, até à compulsão, tudo foi por ela experimentado. Na idade adulta, o ponteiro da balança tem variado entre os 45 e os 90 quilos, e o meio-termo parece escapar-lhe. É na primeira pessoa que fala, partilhando com os leitores os resultados das suas buscas sobre o problema. São anos de pesquisa, tratamentos, dietas e poções várias, tendo apenas um ideal de beleza no horizonte. Também, por esse motivo, as considerações dos especialistas das mais diversas áreas que surgem ao longo do discurso trazem propostas de tratamento e algumas sugestões de mudança. Um relato real e divertido que em muito nos lembra o popular Diário de Bridget Jones.»
Já sabem, perguntas e comentários são via 800 25 33 33 e caixa de mensagens do blogue. A partir das 19, com Fernando Alvim e Cátia Simão.
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Entrevista
terça-feira, 21 de Julho de 2009
Is Anorexia a Lifelong Illness?
by New York Times
Dr. Kathryn Zerbe, professor of psychiatry at Oregon Health and Science University and a longtime expert on eating disorders, recently took readers’ questions on anorexia, bulimia, binge eating and related problems. Here, she responds to various questions on treatment of eating disorders, how to pay for therapy, and whether conditions like anorexia and bulimia can be cured.
QCan Anorexia Be ‘Healed’?
Dear Dr. Zerbe,
Do you believe that people can actually be “healed” in the sense that they no longer struggle with eating? I am a 38-year-old “former” anorexic. Standing 5′11″, I’ve gone from 110 lbs to 155 in the last few years, after finally admitting to myself and my therapist that I had an eating disorder. However, I still notice many of the same thoughts sneaking in, particularly when I feel the physical sensations of hunger or fullness, though I now manage the thoughts.
In your experience, is there typically a bit of a struggle that never really goes away? In other words, I am wondering if I should continue to push myself or if this is it.
Thank you,
Sarah
ADr. Zerbe responds:
I do believe that people can be healed, even after a lifetime of struggle with an eating disorder, so it is worth “pushing yourself.”
We do need to define what “pushing you” means. Getting better should be about a lot more than just dealing with the eating symptoms and weight fluctuations. It means dealing with feelings, wishes, fears and any hidden meanings that underlie the problems. I tell my patients that we all have a psychological relationship to food. That is one of the other areas that need to be explored in therapy.
There is also the delicate balance we all must achieve in becoming ourselves — autonomous human beings — while staying connected to others. We refer to this as “healthy dependency,” and it simply means the many ways we must develop to reach out to others and let them reach out to us.
When you have more going on in your life in terms of relationships, a career or hobbies you like, and especially if you can develop an interest you are passionate about, you will become less preoccupied with those physical sensations of hunger or fullness. I congratulate you on managing the thoughts better now because that takes practice and the will to change. It sounds like it is the perfect time to take the next step to have a fuller life.
QA Daily Struggle With Anorexia
I have had anorexia for 7 yrs. now, and can’t tell you how hellish each day seems. I try and try to get better, but my fear of gaining weight hasn’t helped. My parents are completely out of money, I am getting old, just turned 25, and really want to get married, or at least have a boyfriend. I see a doctor and a nutritionist weekly, but just don’t trust anyone that you can be skinny and eat a lot. I currently eat 6 times a day, and am doing better weight wise than I have been, but still don’t have a period (can’t remember the last time I had one, maybe 4-5 yrs. ago). They say I still need to gain at least 10 lbs., which is beyond my comprehension, I don’t know what to tell myself. The media is so hard, especially living in NY and seeing so many twigs. Please help, what do I do?
Will
ADr. Zerbe responds:
Where is it written that every person should look the same, or as you put it, be a “NY twig?”
There are so many natural body shapes and sizes. Heredity plays a role in this, but so does environment. If we eat too much, most of us can put on weight. If we eat too little and deviate too much from our body’s normal “set point,” we don’t just lose pounds but expose ourselves to many health risks, including heart failure, anemia, body chemistry imbalances, osteoporosis and dying from malnutrition. That should set off the alarm to really try hard to ignore what appears to be the fashion and entertainment industry ideal and very slowly increase your calories to gain a little bit of weight every week, best done under medical supervision.
It may seem like an impossible aim to you now, but making the decision to control the behavior instead of allowing the starving and the behavior of others control you can be done. Aim to establish an identity that is your own and not built around body image or being skinny. Put into place a plan for personal growth, practicing balance and moderation in all things.
Also, as I have noted in some of my responses to others, there is low cost treatment available, especially in big cities like New York. If you are serious about getting better and have already tried many of the established cognitive-behavioral tools, you might consider a more intensive psychotherapy process under the auspices of one of the psychoanalytic institutes in New York.
Psychodynamic treatment not only provides a lot of support because you meet frequently with your therapist (at least once, and sometimes up to four times, per week), but it also can help you explore emotions that underlie your symptoms. Sometimes people use or misuse food to ward off painful feelings, or they need to work on losses that they might not consciously be aware of having. A therapist who you experience as “on your side” will help push you to understand why you are having such trouble gaining weight when it is clearly in your best interest to do so. That’s what I mean when I say that patients often have to get below the surface of their manifest symptoms to make really lasting change, especially if they have had their problem for a while.
QDistorted Perceptions
I am beginning to see research on Body Identity Integrity Disorder (BIID) and anorexia. As a “recovering” anorexic, I can definitely identify with the inaccurate perception I have of my own body. It’s not that I “just don’t like it” or I “feel fat.” Rather, when I see a woman my same relative height and weight, she looks completely different to me than I look to myself. I describe it to my therapist as if “my eyeballs are broken.” What I see is not at all what someone else sees.
I felt a sense of relief as I started to read some of the studies, as if the research is beginning to explain what I’ve experienced most of my life. Any thoughts on BIID?
Thank you,
Sarah
ADr. Zerbe responds:
It is very likely that a brain-based mechanism is involved here. The field of eating disorders is fortunate to have many experts who spend a great part of their working weeks looking into why people who recover may continue to “see” others as different from themselves.
A number of medical and physiological problems persist even after target weight or B.M.I. (body mass index) is restored. Just one of the neuropsychiatric consequences that may take a long time to resolve is an accurate perception of your own body image and how you “see” it compared to others.
In follow-up of the classic work of Dr. Ancel Keys, a specialist in endocrinology who studied the effects of human starvation on healthy volunteers during World War II, several of the volunteers admitted to having continuing symptoms of food preoccupation, binge eating and problems with body image long after they were finished with the study and had achieved their target weight.
ADigging Deeper Into the Causes of Eating Disorders
Dear Dr. Zerbe,
I am in my late 40s, have BED, Bulimia and anorectic tendencies. I haven’t heard of this much, but in my case the binge-eating was triggered by an anti-depressant (long ago), which started my disordered eating. This is the opinion of my current doctor, who has referred to my eating disorder as “iatrogenic.”
I literally can not keep any food in my house, including fruit, plain yogurt, etc, because I will binge on ANYTHING. Though my first choice would be sweets. I alternate between periods of binge-eating of MASSIVE quantities of sweets … for weeks or months or longer, and at some point I seem to be able to stop the binge cycle but can wind up on the overly restrictive end of the spectrum
I am a member of overeaters anonymous, which has provided me with incredible support, but has at the same time filled me with fear as in ” One never knows which cookie will be the 150 lb cookie-” ; The all-or-none sugar as alcohol approach.
I have been in and out of treatment programs, inpatient, outpatient, etc. Often, the treatment has been aborted when the insurance company has seen fit to “pull the plug” despite the best attempts of the treatment teams. The Psychiatrists and Psychologists who specialize in the treatment of eating disorders rarely accept insurance of any form.
If you have any suggestions, please let me know. Do you advocate any particular type of therapy for eating disorders, i.e Cognitive Behavioral, etc.?
BTW- if there are any Doctors reading this, please take complaints of binge-eating seriously. I tried so hard to communicate to my internist that the urge to overeat was overwhelming and that I had no control over it — and he did not acknowledge or understand this. I believe that this was a major component in my having become bulimic. Bulimia — now that is a “Real” Illness, while Binge Eating — well, that is apparently to some, or many, just the example of another lazy, fat American.
I am not saying this with malice. If one doctor reads this and decides to take a complaint of out of control eating seriously in the future and helps that person before he/she becomes bulimic — I would be very grateful.
and for anyone who may be reading this who thinks bulimia could be any kind of possible solution- PLEASE, PLEASE DO NOT ATTEMPT TO INDUCE Vomiting.
Try to imagine how awful you will feel when your teeth become transparent and discolored and you know you will need $30,000 + of dental work — I didn’t listen to my bulimic friends in OA — and now ironically, in an effort to avoid obesity and to be attractive, I have ruined my appearance further. It is easier to lose weight than to grow new teeth! not to mention the possibilites of esophageal cancer, burst esophagus, electrolyte imbalance, death, etc.
DJ
ADr. Zerbe responds:
I agree with my colleague G. Terence Wilson (see the Times story, “What to Ask Your Therapist About Eating Disorders”), who recommends finding a therapist who is flexible in approach and knows cognitive-behavioral techniques that can be so helpful in the treatment of full-blown anorexia, bulimia, binge eating disorder and the “subclinical” eating disorders.
You are right to remind health professionals and those who suffer from these problems about all of the physical and emotional tolls that they take and to be on the lookout for all of them. Because recovery tends to be slow for many, and relapse rates are high even after treatment, it may be important to look at therapy a bit like “weeding a garden.” Behavioral suggestions are like pulling out the weeds; they are an essential step, but after you are feeling better you may need to “dig deeper” to get to the root of the problem. Then the weeds have less of a chance of growing back because the roots have been pulled out.
More and more therapists who treat eating disorders are now blending cognitive-behavioral therapy and psychodynamic therapy to insure better outcomes. (See Heather Thompson-Brenner and Drew Westen’s important 2005 study on this in The Journal of Nervous and Mental Disease, “A Naturalistic Study of Psychotherapy for Bulimia Nervosa, Part 1: Comorbidity and Therapeutic Outcome,” and “Part 2: Therapeutic Interventions in the Community.“) I am fond of quoting to my own patients a statement by psychologist Lucy Daniels, who wrote about her recovery after suffering from a longstanding eating disorder like your own. She found that understanding herself in psychodynamic therapy was essential because, as she writes:
“It provides support during the process of working through conscious and deeply unconscious separations and for bearing the pain that such losses entail. It maintains a sense of being listened to intently by a thoughtful person who will not let you be self-destructive without at least asking a question, but who will also, unblamingly, let you accept the consequences for your mistakes….” She continues: “thoughts and feelings expressed freely allow reality to emerge.”
Good luck to you as you take the next steps on your own journey. It is clear to me that you are confronting yourself with some of the long-term effects of having an eating disorder and trying to help others by warning them about some of the less well known but life threatening consequences.
QInsurance Coverage for Eating Disorders
I am not surprised eating disorders are surfacing in middle age. When people in their 40s, 50s, and 60s struggled with eating disorders the medical community and public were less aware of these problems. People with binge eating disorders as well as those around them thought binge eaters just needed to diet. Doctors rarely questioned you about being under weight and if you were overweight sent you to Weight Watchers or gave you diet pills. Thus we are seeing more eating diorders in middle age because we now have a diagnosis for it and the medical community is trained to spot it.
I have suffered from binge eating all of my life. There are times when I want candy, specifically chocolate, so badly by body starts to shake as if its going thru withdrawal if I don’t get a fix. I’ve described the experience of wanting chocolate so badly that its like anitch in the middle of my back that I can’t reach to scratch and so you squirm and writhe until you get relief.
Cognitive behavioral therapy is great but I find it very difficult to implement the techniques learned in therapy when I’m in the midst of a high intensity craving.
I would like the doctor to address what the medical community is doing to get health insurers cover treatment at residential facilities for binge eating. Currently most insurance plans in NY don’t provide coverage. Yet such treatment might be a better alternative to gastric bypass surgery for the morbidly obese.
Rhonda
ADr. Zerbe responds:
A number of eating disorder experts have testified to Congress about recognizing eating disorders as real illness and making sure that treatment for them is funded. Some families are also taking up the banner with their insurance carriers to make sure that their loved one gets treatment, but as you are aware, this is often a lonely, individual fight.
In medical, nursing, dental, psychology and social work schools, we are teaching more about eating disorders and trying to raise awareness. Here is one interesting but sad story. A colleague of mine sent her Powerpoint slides to a fourth year medical student class she was teaching on anorexia, bulimia and “EDNOS” (eating disorders not otherwise specified, which includes binge eating) so that the students would have all the information beforehand and be able to ask questions. Several of the students sent her back questions and concerns about how to get help for a friend of theirs that they knew had an eating disorder. This shows you how important your question is regarding the need to have more access to care and to get the core information out to health care providers.
You can learn more about what is happening at the national level to get coverage by going to the following organizations’ Web sites: the National Eating Disorders Association; the Academy for Eating Disorders; and the National Association of Anorexia Nervosa and Associated Disorders.
Fonte: Consults Experts on the Front Lines of Medicine
Dr. Kathryn Zerbe, professor of psychiatry at Oregon Health and Science University and a longtime expert on eating disorders, recently took readers’ questions on anorexia, bulimia, binge eating and related problems. Here, she responds to various questions on treatment of eating disorders, how to pay for therapy, and whether conditions like anorexia and bulimia can be cured.
QCan Anorexia Be ‘Healed’?
Dear Dr. Zerbe,
Do you believe that people can actually be “healed” in the sense that they no longer struggle with eating? I am a 38-year-old “former” anorexic. Standing 5′11″, I’ve gone from 110 lbs to 155 in the last few years, after finally admitting to myself and my therapist that I had an eating disorder. However, I still notice many of the same thoughts sneaking in, particularly when I feel the physical sensations of hunger or fullness, though I now manage the thoughts.
In your experience, is there typically a bit of a struggle that never really goes away? In other words, I am wondering if I should continue to push myself or if this is it.
Thank you,
Sarah
ADr. Zerbe responds:
I do believe that people can be healed, even after a lifetime of struggle with an eating disorder, so it is worth “pushing yourself.”
We do need to define what “pushing you” means. Getting better should be about a lot more than just dealing with the eating symptoms and weight fluctuations. It means dealing with feelings, wishes, fears and any hidden meanings that underlie the problems. I tell my patients that we all have a psychological relationship to food. That is one of the other areas that need to be explored in therapy.
There is also the delicate balance we all must achieve in becoming ourselves — autonomous human beings — while staying connected to others. We refer to this as “healthy dependency,” and it simply means the many ways we must develop to reach out to others and let them reach out to us.
When you have more going on in your life in terms of relationships, a career or hobbies you like, and especially if you can develop an interest you are passionate about, you will become less preoccupied with those physical sensations of hunger or fullness. I congratulate you on managing the thoughts better now because that takes practice and the will to change. It sounds like it is the perfect time to take the next step to have a fuller life.
QA Daily Struggle With Anorexia
I have had anorexia for 7 yrs. now, and can’t tell you how hellish each day seems. I try and try to get better, but my fear of gaining weight hasn’t helped. My parents are completely out of money, I am getting old, just turned 25, and really want to get married, or at least have a boyfriend. I see a doctor and a nutritionist weekly, but just don’t trust anyone that you can be skinny and eat a lot. I currently eat 6 times a day, and am doing better weight wise than I have been, but still don’t have a period (can’t remember the last time I had one, maybe 4-5 yrs. ago). They say I still need to gain at least 10 lbs., which is beyond my comprehension, I don’t know what to tell myself. The media is so hard, especially living in NY and seeing so many twigs. Please help, what do I do?
Will
ADr. Zerbe responds:
Where is it written that every person should look the same, or as you put it, be a “NY twig?”
There are so many natural body shapes and sizes. Heredity plays a role in this, but so does environment. If we eat too much, most of us can put on weight. If we eat too little and deviate too much from our body’s normal “set point,” we don’t just lose pounds but expose ourselves to many health risks, including heart failure, anemia, body chemistry imbalances, osteoporosis and dying from malnutrition. That should set off the alarm to really try hard to ignore what appears to be the fashion and entertainment industry ideal and very slowly increase your calories to gain a little bit of weight every week, best done under medical supervision.
It may seem like an impossible aim to you now, but making the decision to control the behavior instead of allowing the starving and the behavior of others control you can be done. Aim to establish an identity that is your own and not built around body image or being skinny. Put into place a plan for personal growth, practicing balance and moderation in all things.
Also, as I have noted in some of my responses to others, there is low cost treatment available, especially in big cities like New York. If you are serious about getting better and have already tried many of the established cognitive-behavioral tools, you might consider a more intensive psychotherapy process under the auspices of one of the psychoanalytic institutes in New York.
Psychodynamic treatment not only provides a lot of support because you meet frequently with your therapist (at least once, and sometimes up to four times, per week), but it also can help you explore emotions that underlie your symptoms. Sometimes people use or misuse food to ward off painful feelings, or they need to work on losses that they might not consciously be aware of having. A therapist who you experience as “on your side” will help push you to understand why you are having such trouble gaining weight when it is clearly in your best interest to do so. That’s what I mean when I say that patients often have to get below the surface of their manifest symptoms to make really lasting change, especially if they have had their problem for a while.
QDistorted Perceptions
I am beginning to see research on Body Identity Integrity Disorder (BIID) and anorexia. As a “recovering” anorexic, I can definitely identify with the inaccurate perception I have of my own body. It’s not that I “just don’t like it” or I “feel fat.” Rather, when I see a woman my same relative height and weight, she looks completely different to me than I look to myself. I describe it to my therapist as if “my eyeballs are broken.” What I see is not at all what someone else sees.
I felt a sense of relief as I started to read some of the studies, as if the research is beginning to explain what I’ve experienced most of my life. Any thoughts on BIID?
Thank you,
Sarah
ADr. Zerbe responds:
It is very likely that a brain-based mechanism is involved here. The field of eating disorders is fortunate to have many experts who spend a great part of their working weeks looking into why people who recover may continue to “see” others as different from themselves.
A number of medical and physiological problems persist even after target weight or B.M.I. (body mass index) is restored. Just one of the neuropsychiatric consequences that may take a long time to resolve is an accurate perception of your own body image and how you “see” it compared to others.
In follow-up of the classic work of Dr. Ancel Keys, a specialist in endocrinology who studied the effects of human starvation on healthy volunteers during World War II, several of the volunteers admitted to having continuing symptoms of food preoccupation, binge eating and problems with body image long after they were finished with the study and had achieved their target weight.
ADigging Deeper Into the Causes of Eating Disorders
Dear Dr. Zerbe,
I am in my late 40s, have BED, Bulimia and anorectic tendencies. I haven’t heard of this much, but in my case the binge-eating was triggered by an anti-depressant (long ago), which started my disordered eating. This is the opinion of my current doctor, who has referred to my eating disorder as “iatrogenic.”
I literally can not keep any food in my house, including fruit, plain yogurt, etc, because I will binge on ANYTHING. Though my first choice would be sweets. I alternate between periods of binge-eating of MASSIVE quantities of sweets … for weeks or months or longer, and at some point I seem to be able to stop the binge cycle but can wind up on the overly restrictive end of the spectrum
I am a member of overeaters anonymous, which has provided me with incredible support, but has at the same time filled me with fear as in ” One never knows which cookie will be the 150 lb cookie-” ; The all-or-none sugar as alcohol approach.
I have been in and out of treatment programs, inpatient, outpatient, etc. Often, the treatment has been aborted when the insurance company has seen fit to “pull the plug” despite the best attempts of the treatment teams. The Psychiatrists and Psychologists who specialize in the treatment of eating disorders rarely accept insurance of any form.
If you have any suggestions, please let me know. Do you advocate any particular type of therapy for eating disorders, i.e Cognitive Behavioral, etc.?
BTW- if there are any Doctors reading this, please take complaints of binge-eating seriously. I tried so hard to communicate to my internist that the urge to overeat was overwhelming and that I had no control over it — and he did not acknowledge or understand this. I believe that this was a major component in my having become bulimic. Bulimia — now that is a “Real” Illness, while Binge Eating — well, that is apparently to some, or many, just the example of another lazy, fat American.
I am not saying this with malice. If one doctor reads this and decides to take a complaint of out of control eating seriously in the future and helps that person before he/she becomes bulimic — I would be very grateful.
and for anyone who may be reading this who thinks bulimia could be any kind of possible solution- PLEASE, PLEASE DO NOT ATTEMPT TO INDUCE Vomiting.
Try to imagine how awful you will feel when your teeth become transparent and discolored and you know you will need $30,000 + of dental work — I didn’t listen to my bulimic friends in OA — and now ironically, in an effort to avoid obesity and to be attractive, I have ruined my appearance further. It is easier to lose weight than to grow new teeth! not to mention the possibilites of esophageal cancer, burst esophagus, electrolyte imbalance, death, etc.
DJ
ADr. Zerbe responds:
I agree with my colleague G. Terence Wilson (see the Times story, “What to Ask Your Therapist About Eating Disorders”), who recommends finding a therapist who is flexible in approach and knows cognitive-behavioral techniques that can be so helpful in the treatment of full-blown anorexia, bulimia, binge eating disorder and the “subclinical” eating disorders.
You are right to remind health professionals and those who suffer from these problems about all of the physical and emotional tolls that they take and to be on the lookout for all of them. Because recovery tends to be slow for many, and relapse rates are high even after treatment, it may be important to look at therapy a bit like “weeding a garden.” Behavioral suggestions are like pulling out the weeds; they are an essential step, but after you are feeling better you may need to “dig deeper” to get to the root of the problem. Then the weeds have less of a chance of growing back because the roots have been pulled out.
More and more therapists who treat eating disorders are now blending cognitive-behavioral therapy and psychodynamic therapy to insure better outcomes. (See Heather Thompson-Brenner and Drew Westen’s important 2005 study on this in The Journal of Nervous and Mental Disease, “A Naturalistic Study of Psychotherapy for Bulimia Nervosa, Part 1: Comorbidity and Therapeutic Outcome,” and “Part 2: Therapeutic Interventions in the Community.“) I am fond of quoting to my own patients a statement by psychologist Lucy Daniels, who wrote about her recovery after suffering from a longstanding eating disorder like your own. She found that understanding herself in psychodynamic therapy was essential because, as she writes:
“It provides support during the process of working through conscious and deeply unconscious separations and for bearing the pain that such losses entail. It maintains a sense of being listened to intently by a thoughtful person who will not let you be self-destructive without at least asking a question, but who will also, unblamingly, let you accept the consequences for your mistakes….” She continues: “thoughts and feelings expressed freely allow reality to emerge.”
Good luck to you as you take the next steps on your own journey. It is clear to me that you are confronting yourself with some of the long-term effects of having an eating disorder and trying to help others by warning them about some of the less well known but life threatening consequences.
QInsurance Coverage for Eating Disorders
I am not surprised eating disorders are surfacing in middle age. When people in their 40s, 50s, and 60s struggled with eating disorders the medical community and public were less aware of these problems. People with binge eating disorders as well as those around them thought binge eaters just needed to diet. Doctors rarely questioned you about being under weight and if you were overweight sent you to Weight Watchers or gave you diet pills. Thus we are seeing more eating diorders in middle age because we now have a diagnosis for it and the medical community is trained to spot it.
I have suffered from binge eating all of my life. There are times when I want candy, specifically chocolate, so badly by body starts to shake as if its going thru withdrawal if I don’t get a fix. I’ve described the experience of wanting chocolate so badly that its like anitch in the middle of my back that I can’t reach to scratch and so you squirm and writhe until you get relief.
Cognitive behavioral therapy is great but I find it very difficult to implement the techniques learned in therapy when I’m in the midst of a high intensity craving.
I would like the doctor to address what the medical community is doing to get health insurers cover treatment at residential facilities for binge eating. Currently most insurance plans in NY don’t provide coverage. Yet such treatment might be a better alternative to gastric bypass surgery for the morbidly obese.
Rhonda
ADr. Zerbe responds:
A number of eating disorder experts have testified to Congress about recognizing eating disorders as real illness and making sure that treatment for them is funded. Some families are also taking up the banner with their insurance carriers to make sure that their loved one gets treatment, but as you are aware, this is often a lonely, individual fight.
In medical, nursing, dental, psychology and social work schools, we are teaching more about eating disorders and trying to raise awareness. Here is one interesting but sad story. A colleague of mine sent her Powerpoint slides to a fourth year medical student class she was teaching on anorexia, bulimia and “EDNOS” (eating disorders not otherwise specified, which includes binge eating) so that the students would have all the information beforehand and be able to ask questions. Several of the students sent her back questions and concerns about how to get help for a friend of theirs that they knew had an eating disorder. This shows you how important your question is regarding the need to have more access to care and to get the core information out to health care providers.
You can learn more about what is happening at the national level to get coverage by going to the following organizations’ Web sites: the National Eating Disorders Association; the Academy for Eating Disorders; and the National Association of Anorexia Nervosa and Associated Disorders.
Fonte: Consults Experts on the Front Lines of Medicine
domingo, 19 de Julho de 2009
Fome exagerada pode ser falta de carinho
A vontade exagerada de comer pode estar relacionada à ansiedade e falta de carinho. A fome emocional ou psicológica é a fome que não tem ligação com a sustentação da vida, fazendo comer sem vontade.
As primeiras sensações de ansiedade, consideradas desagradáveis, são experimentadas quando o bebê tem fome. O alívio da tensão só é conseguido quando a criança se alimenta. Com o crescimento, recebemos influências da família e da cultura que ajudarão a moldar um “estilo alimentar”.
Para recuperar a capacidade de comer apenas quando estiver com fome, deve-se compreender que nem toda a fome é física. É preciso se acostumar a sentir fome, principalmente em horários pré-estabelecidos, como antes das refeições.
A psicologia explica que a fome exagerada pode se relacionar à falta de carinho, atenção, carência afetiva e até ansiedade. A fome psicológica não é só fome de alimento. É também fome de algo que é representado por esse alimento, como a carência.
Quem quer emagrecer tem que fazê-lo prazerosamente. A ansiedade é a principal vilã da dieta e deverá receber tratamento especial e profissional, caso seja detectado este problema.
A compulsão alimentar faz com que muitas pessoas sabotem a dieta e pode estar ou não associada à ansiedade. As consequências deste distúrbio alimentar podem ser anorexia e bulimia
Fonte: Correio do Brasil
As primeiras sensações de ansiedade, consideradas desagradáveis, são experimentadas quando o bebê tem fome. O alívio da tensão só é conseguido quando a criança se alimenta. Com o crescimento, recebemos influências da família e da cultura que ajudarão a moldar um “estilo alimentar”.
Para recuperar a capacidade de comer apenas quando estiver com fome, deve-se compreender que nem toda a fome é física. É preciso se acostumar a sentir fome, principalmente em horários pré-estabelecidos, como antes das refeições.
A psicologia explica que a fome exagerada pode se relacionar à falta de carinho, atenção, carência afetiva e até ansiedade. A fome psicológica não é só fome de alimento. É também fome de algo que é representado por esse alimento, como a carência.
Quem quer emagrecer tem que fazê-lo prazerosamente. A ansiedade é a principal vilã da dieta e deverá receber tratamento especial e profissional, caso seja detectado este problema.
A compulsão alimentar faz com que muitas pessoas sabotem a dieta e pode estar ou não associada à ansiedade. As consequências deste distúrbio alimentar podem ser anorexia e bulimia
Fonte: Correio do Brasil
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ComMedida
quarta-feira, 15 de Julho de 2009
Novos Grupos de Suporte a perturbações do comportamento alimentar
É com natural satisfação que lhe comunicamos a formação de novos Grupos de Suporte da Com Medida, que terão início a 4 de Agosto, em Lisboa. As sessões vão funcionar permanentemente às terças-feiras, em horário pós-laboral, com a coordenação de uma psicóloga.
O reforço dos Grupos de Apoio a pessoas com perturbações alimentares vem dar resposta aos desafios colocados pelo crescente número de Associados à Com Medida, e foi possível através da concretização de um acordo com a Paróquia de São Tomás de Aquino, nas Laranjeiras.
Com a inauguração de mais este espaço, a Com Medida concretiza uma vez mais o desejado apoio a todos os que se sentem em conflito com o seu corpo. Para além de uma mais ampla presença no território nacional e de um maior nível de competências, a Com Medida adquire também uma mais elevada capacidade de receber Associados e uma maior intervenção social, factores que não deixarão de ter reflexos positivos no processo terapêutico de quem nos procura.
Recorde-se, finalmente, que se desejar o apoio da ComMedida e quiser experimentar a nossa metodologia basta que se torne associado e que marque uma consulta de avaliação psicológica (gratuita para associados). A avaliação nutricional terá lugar durante as primeiras reuniões de apoio.
Na próxima semana, dias 23 e 24 de Julho, a nossa equipa de psicólogos estará disponível para receber e avaliar individualmente todos quantos queiram fazer parte dos próximos Grupos de Suporte. Para marcar a consulta (gratuita), deverá ligar para o telefone n.º 935 268 501 e agendar uma hora disponível.
Os menores de 16 anos deverão ser acompanhados pelos encarregados de educação ou serem portadores de uma autorização com os seguintes dados: Nome do menor, número do BI (trazer original), telefone, morada e data de nascimento; Dados do encarregado de educação: Nome, número do BI com fotocópia, telefone. A autorização deverá estar assinada conforme o BI.
Certos de que comungará do nosso entusiasmo perante este processo de crescimento e os seus naturais reflexos no aumento da capacidade de resposta da associação, apresentamos os nossos melhores cumprimentos,
Suzana Rocha Pereira,
Presidente da Com Medida
O reforço dos Grupos de Apoio a pessoas com perturbações alimentares vem dar resposta aos desafios colocados pelo crescente número de Associados à Com Medida, e foi possível através da concretização de um acordo com a Paróquia de São Tomás de Aquino, nas Laranjeiras.
Com a inauguração de mais este espaço, a Com Medida concretiza uma vez mais o desejado apoio a todos os que se sentem em conflito com o seu corpo. Para além de uma mais ampla presença no território nacional e de um maior nível de competências, a Com Medida adquire também uma mais elevada capacidade de receber Associados e uma maior intervenção social, factores que não deixarão de ter reflexos positivos no processo terapêutico de quem nos procura.
Recorde-se, finalmente, que se desejar o apoio da ComMedida e quiser experimentar a nossa metodologia basta que se torne associado e que marque uma consulta de avaliação psicológica (gratuita para associados). A avaliação nutricional terá lugar durante as primeiras reuniões de apoio.
Na próxima semana, dias 23 e 24 de Julho, a nossa equipa de psicólogos estará disponível para receber e avaliar individualmente todos quantos queiram fazer parte dos próximos Grupos de Suporte. Para marcar a consulta (gratuita), deverá ligar para o telefone n.º 935 268 501 e agendar uma hora disponível.
Os menores de 16 anos deverão ser acompanhados pelos encarregados de educação ou serem portadores de uma autorização com os seguintes dados: Nome do menor, número do BI (trazer original), telefone, morada e data de nascimento; Dados do encarregado de educação: Nome, número do BI com fotocópia, telefone. A autorização deverá estar assinada conforme o BI.
Certos de que comungará do nosso entusiasmo perante este processo de crescimento e os seus naturais reflexos no aumento da capacidade de resposta da associação, apresentamos os nossos melhores cumprimentos,
Suzana Rocha Pereira,
Presidente da Com Medida
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ComMedida
Actividades físicas podem reduzir sentimento de falta de esperança
Homens que são fisicamente mais activos parecem ter uma visão mais optimista da vida, segundo estudo finlandês publicado na revista BMC Public Health.
Segundo os investigadores, do Hospital Universitário Kuopio, na Finlândia, a falta de esperança pode aumentar o efeito do sedentarismo nas doenças cardíacas e no risco de morte.
Os especialistas entrevistaram mais de 2.400 homens com idades entre 42 e 60 anos sobre o seu humor e nível de actividades físicas e avaliaram-nos quando ao condicionamento físico. As análises indicaram que aqueles que gastavam menos de uma hora por semana a fazer exercícios físicos de moderados a vigorosos eram 37% mais propensos a sentirem-se sem esperança, comparados com aqueles que se exercitavam pelo menos 2,5 horas semanais.
Os participantes que apresentaram mais altos níveis de desesperança tinham "características mais pronunciadas" de síndrome metabólica, um conjunto de sintomas que aumentam os riscos de doença cardíaca e diabetes tipo 2. Também eram menos activos e estavam em pior forma física. E os exercícios vigorosos mostraram-se mais eficazes na redução desse sentimento negativo.
De acordo com os investigadores, mesmo considerando depressão, idade, tabagismo, nível socioeconómico e outros factores relevantes, a relação entre os níveis de actividade física e o sentimento de esperança permanecia considerável.
E os resultados indicam que ser activo pode ajudar a "melhorar ou proteger contra sentimentos de desespero". Análises mais profundas mostraram que a depressão e esperança, embora distintas, estão relacionadas.
2009-07-15
Fonte: Saúde Sapo
Segundo os investigadores, do Hospital Universitário Kuopio, na Finlândia, a falta de esperança pode aumentar o efeito do sedentarismo nas doenças cardíacas e no risco de morte.
Os especialistas entrevistaram mais de 2.400 homens com idades entre 42 e 60 anos sobre o seu humor e nível de actividades físicas e avaliaram-nos quando ao condicionamento físico. As análises indicaram que aqueles que gastavam menos de uma hora por semana a fazer exercícios físicos de moderados a vigorosos eram 37% mais propensos a sentirem-se sem esperança, comparados com aqueles que se exercitavam pelo menos 2,5 horas semanais.
Os participantes que apresentaram mais altos níveis de desesperança tinham "características mais pronunciadas" de síndrome metabólica, um conjunto de sintomas que aumentam os riscos de doença cardíaca e diabetes tipo 2. Também eram menos activos e estavam em pior forma física. E os exercícios vigorosos mostraram-se mais eficazes na redução desse sentimento negativo.
De acordo com os investigadores, mesmo considerando depressão, idade, tabagismo, nível socioeconómico e outros factores relevantes, a relação entre os níveis de actividade física e o sentimento de esperança permanecia considerável.
E os resultados indicam que ser activo pode ajudar a "melhorar ou proteger contra sentimentos de desespero". Análises mais profundas mostraram que a depressão e esperança, embora distintas, estão relacionadas.
2009-07-15
Fonte: Saúde Sapo
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Actividade Física
sexta-feira, 10 de Julho de 2009
Brownie
Ingredientes
3/4 chávena de farinha de trigo
2/3 de chávena de cacau em pó
2 c.c. de fermento em pó
1/8 de c.c. de sal
1 chávena de açúcar
1/4 chávena de manteiga derretida
2 ovos
1/4 chávena de chocolate meio amargo picado grosso
2 c.s. de açúcar confeiteiro, opcional
Modo de preparar
Preaqueça o forno a 180ºC. Unte uma forma quadrada antiaderente de 20 cm com gotas de óleo ou use spray.
Misture em uma tigela grande, a farinha, o cacau, o fermento e o sal. Em outra tigela, junte e bata o açúcar e a manteiga. Acrescente aos poucos a mistura da farinha, enquanto bate. Acrescente o chocolate e envolva delicadamente. Transfira para a forma preparada.
Asse por 28-32 minutos até que inserindo um palito este saia limpo. Deixe esfriar na temperatura ambiente por 30 minutos, antes de desenformar.
Corte em 16 quadrados e salpique o açúcar confeiteiro, usando uma peneira para espalhar.
Informações nutricionais / porção
Porção: 141 calorias (1 porção), 2 g de proteína, 25 g de carboidrato, 5 g de gordura, 2 g de fibra.
1/4 chávena de chocolate meio amargo picado grosso
2 c.s. de açúcar confeiteiro, opcional
Modo de preparar
Preaqueça o forno a 180ºC. Unte uma forma quadrada antiaderente de 20 cm com gotas de óleo ou use spray.
Misture em uma tigela grande, a farinha, o cacau, o fermento e o sal. Em outra tigela, junte e bata o açúcar e a manteiga. Acrescente aos poucos a mistura da farinha, enquanto bate. Acrescente o chocolate e envolva delicadamente. Transfira para a forma preparada.
Asse por 28-32 minutos até que inserindo um palito este saia limpo. Deixe esfriar na temperatura ambiente por 30 minutos, antes de desenformar.
Corte em 16 quadrados e salpique o açúcar confeiteiro, usando uma peneira para espalhar.
Informações nutricionais / porção
Porção: 141 calorias (1 porção), 2 g de proteína, 25 g de carboidrato, 5 g de gordura, 2 g de fibra.
Chá gelado para acompanhar....
quinta-feira, 9 de Julho de 2009
Associe-se a ComMedida
Ao tornar-se membro da Com Medida está a apoiar a prevenção e o combate aos distúrbios alimentares em Portugal.
A inscrição permite-lhe:
- Obter descontos em consultas de medicina, psicologia, nutrição, mesoterapia, acupuntura, etc., em estruturas em nossas parceiras.
- Receber as nossas publicações (revistas, newsletter electrónica, boletins informativos).
- O direito a votar nas assembleias gerais e a oportunidade de colaborar nas actividades da Com Medida.
- Ajudar a promover e apoiar todos os tipos de novas iniciativas da Com Medida em Portugal.
A subscrição tem a validade de um ano.
Clique aqui
A inscrição permite-lhe:
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A subscrição tem a validade de um ano.
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ComMedida
quarta-feira, 8 de Julho de 2009
IPSS
Já apresentamos os papeis para ser uma Instituição de solidariedade social.
Já estamos a espera da resposta.
Ao sermos uma IPSS, estaremos mais proximo de si.
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ComMedida
terça-feira, 7 de Julho de 2009
Estudo mostra que pais sabem pouco sobre distúrbios alimentares
Um estudo realizado no Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) sobre os distúrbios alimentares mostrou que há confusão nos conceitos de anorexia e bulimia, além de forte sentimentos como culpa e impotência em familiares. De acordo com os pesquisadores Cybele Ribeiro Espíndola e Sérgio Luís Blay, as distorções envolvem ainda pessimismo dos pais em relação à recuperação do paciente portador de anorexia nervosa e subestimação da doença. Por vezes, segundo autores, os sentimentos são contraditórios. As conclusões estão na última edição da "Revista de Saúde Pública".
Os pesquisadores chegaram aos resultados com base em revisão e análise de artigos publicados na literatura especializada entre 1990 e 2006. Os estudos selecionados mostram a situação de familiares após o diagnóstico de distúrbio alimentar, todos com pacientes do sexo feminino. O contato inicial com a doença cria nos pais a ansiedade e o medo. "Muitas vezes, eles expressam a incredulidade com relação ao diagnóstico", descreve os autores.
"A subestimação foi associada à crença de que as alterações do comportamento da filha seria uma postura típica e natural da adolescência", descreve os autores. Isso pode ocorrer tanto pela falta de conhecimento do distúrbio quanto pelo mecanismo da negação da doença. Culpa, tristeza e sensação de impotência são os mais relacionados pela família, que ainda expressam o medo de perder seu parente portador do transtorno. De acordo com a pesquisa, os pais também se sentem responsáveis pelo desenvolvimento do transtorno alimentar de suas filhas, além de acreditarem que seus próprios hábitos e atitudes alimentares poderiam ter influenciado o comportamento delas.
AE
Da Agência Estado
Em São Paulo
Os pesquisadores chegaram aos resultados com base em revisão e análise de artigos publicados na literatura especializada entre 1990 e 2006. Os estudos selecionados mostram a situação de familiares após o diagnóstico de distúrbio alimentar, todos com pacientes do sexo feminino. O contato inicial com a doença cria nos pais a ansiedade e o medo. "Muitas vezes, eles expressam a incredulidade com relação ao diagnóstico", descreve os autores.
"A subestimação foi associada à crença de que as alterações do comportamento da filha seria uma postura típica e natural da adolescência", descreve os autores. Isso pode ocorrer tanto pela falta de conhecimento do distúrbio quanto pelo mecanismo da negação da doença. Culpa, tristeza e sensação de impotência são os mais relacionados pela família, que ainda expressam o medo de perder seu parente portador do transtorno. De acordo com a pesquisa, os pais também se sentem responsáveis pelo desenvolvimento do transtorno alimentar de suas filhas, além de acreditarem que seus próprios hábitos e atitudes alimentares poderiam ter influenciado o comportamento delas.
AE
Da Agência Estado
Em São Paulo
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segunda-feira, 6 de Julho de 2009
Definições de distúrbio alimentar - Ingestão Compulsiva
Ingestão Compulsiva 
A compulsão alimentar é um distúrbio alimentar comum, em que o indivíduo consome regularmente uma grande quantidade de comida de uma só vez, ou “depenica” constantemente, mesmo quando não tem fome ou se sente fisicamente desconfortável por comer tanto.
Contrariamente à Bulimia, que se traduz por uma ingestão exagerada de comida seguida de manobras de purga, a Ingestão Compulsiva é um síndrome persistente e frequente de ingestão de uma quantidade de comida largamente superior à que a maioria das pessoas comeriam num período de tempo semelhante e sob as mesmas circunstâncias. Também aqui há a sensação de perda de controlo sobre o acto de comer durante o episódio.
Os episódios de voracidade estão associados a certas condições, nomeadamente comer muito mais rápido do que o normal; comer em privado porque se tem vergonha da quantidade que se ingere; comer até se sentir desagradavelmente cheio; comer muito apesar de não ter fome; sentir-se triste, ou culpabilizado, depois de comer.
Estes episódios de voracidade alimentar, que surgem, em média, duas vezes por semana, são normalmente acompanhados de um marcado mal estar geral em relação aos mesmos.
A compulsão alimentar é um distúrbio alimentar comum, em que o indivíduo consome regularmente uma grande quantidade de comida de uma só vez, ou “depenica” constantemente, mesmo quando não tem fome ou se sente fisicamente desconfortável por comer tanto.
Contrariamente à Bulimia, que se traduz por uma ingestão exagerada de comida seguida de manobras de purga, a Ingestão Compulsiva é um síndrome persistente e frequente de ingestão de uma quantidade de comida largamente superior à que a maioria das pessoas comeriam num período de tempo semelhante e sob as mesmas circunstâncias. Também aqui há a sensação de perda de controlo sobre o acto de comer durante o episódio.
Os episódios de voracidade estão associados a certas condições, nomeadamente comer muito mais rápido do que o normal; comer em privado porque se tem vergonha da quantidade que se ingere; comer até se sentir desagradavelmente cheio; comer muito apesar de não ter fome; sentir-se triste, ou culpabilizado, depois de comer.
Estes episódios de voracidade alimentar, que surgem, em média, duas vezes por semana, são normalmente acompanhados de um marcado mal estar geral em relação aos mesmos.
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ComMedida
domingo, 5 de Julho de 2009
Associação alerta para existência de espaços com falsos nutricionistas
04-07.09
A Associação Portuguesa de Nutricionistas (APN) alertou hoje para a existência de espaços com falsos nutricionistas, sugerindo a quem quer perder peso que procure locais credíveis e que, em caso de dúvida, peça o diploma aos profissionais
«Têm surgido muitos espaços que apregoam consultas de nutrição realizadas por nutricionistas, mas onde, de facto, não são nutricionistas que as estão a realizar», denuncia Alexandra Bento, presidente da APN, destacando que a associação já tem alertado os órgãos de soberania sobre esta situação.
Alexandra Bento destacou que está para breve a criação da Ordem dos Nutricionistas - que já recebeu parecer favorável do Ministério da Saúde -, o que facilitará a identificação de quem pode ou não intitular-se como tal. «Mas, por enquanto, a população tem de se preocupar, porque há pessoas que estão a passar por nutricionistas quando de facto não o são», aconselha.
«Muitas vezes, em espaços de dietas de franchising, não é um nutricionista que lá está, mas pessoas que não têm habilitação. É uma situação terrível e um atentado à saúde pública», considera.
Esta responsável salienta que a APN tem recebido queixas sobre falsos nutricionistas, normalmente «quando as coisas dão para o torto».
«Convenhamos que esta é uma área de negócio forte e, quando há uma área de negócio forte, há sempre quem se queira aproveitar de forma indevida», sublinha.
Alexandra Bento diz que tem sido feito um trabalho com a Associação Nacional de Farmácias (ANF) para que os atendimentos de nutricionismo nas farmácias sejam realizados por nutricionistas, «porque uma farmácia é um espaço de saúde, credível, e perderia muito se as consultas não fossem dadas por um nutricionista».
Na dúvida, a especialista aconselha os consumidores a informarem-se junto da APN, que representa cerca de 90 por cento dos nutricionistas, ou a pedirem o diploma aos profissionais a quem recorram. «A pessoa vai pagar uma consulta e tem o direito de ver o diploma», frisa.
A associação sugere ainda às pessoas «que procurem locais credíveis de consulta e que não embarquem em modas».
«Uma perda de peso tem de ser bem pensada e bem planeada e implica sempre a alteração de hábitos alimentares. Não quer dizer que não se possam usar suplementos nutricionais para a perda de peso, mas em muitos sítios o que se apregoa é a toma de suplementos como se fosse uma situação milagrosa», realça Alexandra Bento.
Para perder peso, é aconselhável adoptar hábitos alimentares saudáveis e praticar exercício físico. «Estas são as premissas obrigatórias. Os suplementos nutricionais podem entrar nesta lógica, mas são acessórios», vinca.
Lusa / SOL
A Associação Portuguesa de Nutricionistas (APN) alertou hoje para a existência de espaços com falsos nutricionistas, sugerindo a quem quer perder peso que procure locais credíveis e que, em caso de dúvida, peça o diploma aos profissionais
«Têm surgido muitos espaços que apregoam consultas de nutrição realizadas por nutricionistas, mas onde, de facto, não são nutricionistas que as estão a realizar», denuncia Alexandra Bento, presidente da APN, destacando que a associação já tem alertado os órgãos de soberania sobre esta situação.
Alexandra Bento destacou que está para breve a criação da Ordem dos Nutricionistas - que já recebeu parecer favorável do Ministério da Saúde -, o que facilitará a identificação de quem pode ou não intitular-se como tal. «Mas, por enquanto, a população tem de se preocupar, porque há pessoas que estão a passar por nutricionistas quando de facto não o são», aconselha.
«Muitas vezes, em espaços de dietas de franchising, não é um nutricionista que lá está, mas pessoas que não têm habilitação. É uma situação terrível e um atentado à saúde pública», considera.
Esta responsável salienta que a APN tem recebido queixas sobre falsos nutricionistas, normalmente «quando as coisas dão para o torto».
«Convenhamos que esta é uma área de negócio forte e, quando há uma área de negócio forte, há sempre quem se queira aproveitar de forma indevida», sublinha.
Alexandra Bento diz que tem sido feito um trabalho com a Associação Nacional de Farmácias (ANF) para que os atendimentos de nutricionismo nas farmácias sejam realizados por nutricionistas, «porque uma farmácia é um espaço de saúde, credível, e perderia muito se as consultas não fossem dadas por um nutricionista».
Na dúvida, a especialista aconselha os consumidores a informarem-se junto da APN, que representa cerca de 90 por cento dos nutricionistas, ou a pedirem o diploma aos profissionais a quem recorram. «A pessoa vai pagar uma consulta e tem o direito de ver o diploma», frisa.
A associação sugere ainda às pessoas «que procurem locais credíveis de consulta e que não embarquem em modas».
«Uma perda de peso tem de ser bem pensada e bem planeada e implica sempre a alteração de hábitos alimentares. Não quer dizer que não se possam usar suplementos nutricionais para a perda de peso, mas em muitos sítios o que se apregoa é a toma de suplementos como se fosse uma situação milagrosa», realça Alexandra Bento.
Para perder peso, é aconselhável adoptar hábitos alimentares saudáveis e praticar exercício físico. «Estas são as premissas obrigatórias. Os suplementos nutricionais podem entrar nesta lógica, mas são acessórios», vinca.
Lusa / SOL
sábado, 4 de Julho de 2009
Definições de distúrbio alimentar - Bulimia Nervosa
Bulimia Nervosa
A Bulimia caracteriza-se por episódios de ingestão compulsiva que consistem em comer, num curto período de tempo, uma quantidade anormalmente grande de alimentos. Esta ingestão é habitualmente acompanhada da sensação de perda de controlo, dado que os alimentos escolhidos são quase invariavelmente “proibidos” (como fritos, doces e carbohidratos).
Paralelamente a esta ingestão compulsiva, surgem os comportamentos compensatórios como a indução do vómito, o uso de laxantes, diuréticos ou outros medicamentos. O jejum e a prática de exercício físico excessivo são outras das manobras passíveis de “inverter” o processo de ganho de peso.
Todo este processo de purga (vómito, uso de diuréticos e laxantes) traduz a enorme culpabilidade vivida após o empanturramento e traduz um quadro em que a atracção pela comida é tão marcante como o medo de engordar.
A Bulimia caracteriza-se por episódios de ingestão compulsiva que consistem em comer, num curto período de tempo, uma quantidade anormalmente grande de alimentos. Esta ingestão é habitualmente acompanhada da sensação de perda de controlo, dado que os alimentos escolhidos são quase invariavelmente “proibidos” (como fritos, doces e carbohidratos).
Paralelamente a esta ingestão compulsiva, surgem os comportamentos compensatórios como a indução do vómito, o uso de laxantes, diuréticos ou outros medicamentos. O jejum e a prática de exercício físico excessivo são outras das manobras passíveis de “inverter” o processo de ganho de peso.
Todo este processo de purga (vómito, uso de diuréticos e laxantes) traduz a enorme culpabilidade vivida após o empanturramento e traduz um quadro em que a atracção pela comida é tão marcante como o medo de engordar.
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sexta-feira, 3 de Julho de 2009
Psicoterapia de grupo trata estresse pós-trauma na Unifesp
A psicoterapia interpessoal de grupo melhorou em 50% sintomas como depressão e ansiedade e em 80% a qualidade de vida de pacientes com transtorno do estresse pós-traumático.
É o que mostra um estudo realizado no Programa de Atendimento e Pesquisa em Violência da Universidade Federal de São Paulo, que acompanhou, durante 16 semanas, 40 pacientes, que foram submetidos a sessões semanais em grupos de seis a oito pessoas.
Os voluntários haviam passado por situações como assalto e sequestro relâmpago com violência e risco de vida, abuso sexual e sequestro com cativeiro. Todos os pacientes eram crónicos e o evento tinha acontecido, em média, dois anos e meio antes. Eles não estavam respondendo ao tratamento com medicamentos.
No início da psicoterapia, todos apresentavam sintomas considerados severos. Ao final do período, passaram a leves. Segundo os autores, a tendência é de recuperação total em seis meses.
29/06/2009 - 10h17
Fonte: Folha de S.Paulo
É o que mostra um estudo realizado no Programa de Atendimento e Pesquisa em Violência da Universidade Federal de São Paulo, que acompanhou, durante 16 semanas, 40 pacientes, que foram submetidos a sessões semanais em grupos de seis a oito pessoas.
Os voluntários haviam passado por situações como assalto e sequestro relâmpago com violência e risco de vida, abuso sexual e sequestro com cativeiro. Todos os pacientes eram crónicos e o evento tinha acontecido, em média, dois anos e meio antes. Eles não estavam respondendo ao tratamento com medicamentos.
No início da psicoterapia, todos apresentavam sintomas considerados severos. Ao final do período, passaram a leves. Segundo os autores, a tendência é de recuperação total em seis meses.
29/06/2009 - 10h17
Fonte: Folha de S.Paulo
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quinta-feira, 2 de Julho de 2009
Definições de distúrbio alimentar - Anorexia Nervosa
Anorexia Nervosa
A Anorexia é um distúrbio alimentar grave, caracterizado por uma dieta alimenta
r rígida e insuficiente. Afecta predominantemente o sexo feminino e traduz um medo intenso de engordar, ainda que a pessoa se encontre já muito magra.
Neste quadro há uma perda de peso superior a 15% em relação ao peso esperado, uma alteração significativa da percepção do tamanho e forma corporais e ausência de, pelo menos, 3 ciclos menstruais consecutivos.
O que normalmente começa por um processo de emagrecimento elogiado pelos mais próximos, rapidamente se transforma numa luta interior de controlo da fome em que a perda de peso é assumida como uma vitória pessoal.
Outro aspecto desta condição clínica é a negação. Negação da doença e negação da ajuda, que culminam invariavelmente em conflitos familiares e sociais.
A Anorexia é um distúrbio alimentar grave, caracterizado por uma dieta alimenta
Neste quadro há uma perda de peso superior a 15% em relação ao peso esperado, uma alteração significativa da percepção do tamanho e forma corporais e ausência de, pelo menos, 3 ciclos menstruais consecutivos.
O que normalmente começa por um processo de emagrecimento elogiado pelos mais próximos, rapidamente se transforma numa luta interior de controlo da fome em que a perda de peso é assumida como uma vitória pessoal.
Outro aspecto desta condição clínica é a negação. Negação da doença e negação da ajuda, que culminam invariavelmente em conflitos familiares e sociais.
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sexta-feira, 26 de Junho de 2009
Fale Connosco!
Pretende receber informações sobre a Com Medida?
Gostaria de nos contar o seu caso ou o de alguém que necessite da nossa ajuda?
Entre em contacto connosco através do e-mail
commedida@gmail.com, fornecendo-nos os seus contactos:
Telefone; email; localidade onde se encontra; e
tudo o que entender partilhar para que, de imediato, possamos
responder adequadamente às suas necessidades.
+351 93 526 8501
Estamos representados em todo o país através de grupos de apoio a:
- Anorécticos
- Bulimicos
- Compulsivos
- Outros
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ComMedida
quinta-feira, 25 de Junho de 2009
As Tardes da Júlia - TVI
Em Directo


Em directo na TVI, das 14 às 17 horas para apresentar a
ComMedida estará a presidente do ComMedida
Susana Rocha Pereira
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ComMedida
Site Novo!
Finalmente o site, não esta pronto, mas está já com aspecto de site.
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ComMedida
terça-feira, 23 de Junho de 2009
Você na TV - em Directo
estarão 3 representantes dos órgãos directivos da Associação
Dra. Susana Rocha Pereira,
Presidente
Dra. Dulce Malaia
Vice Presidente e responsável pelo Gabinete de Psicologia
Dra. Carina Barroca
Vice Presidente da Assembleia Geral e responsável pelo Gabinete de Nutrição
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ComMedida
Hoje as 21 horas - 30 minutos na RTP
Apresentação da ComMedida no programa 30 minutos, as filmagens foram feitas em diversos lugares, durante varias horas, inclusive no Centro de Saude de 7 Rios, junto a grupo de Apoio do ComMedida
Género: Informação - Semanal
Ficha Técnica:Origem: Portugal - 2008
Com: José Alberto Carvalho e José Rodrigues dos Santos
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Entrevista
segunda-feira, 22 de Junho de 2009
Mundo das Mulheres - Sic Mulher

O ComMedida será hoje apresentado no programa
Mundo da Mulheres
Contaremos com a presença da Presidente Dra. Susana Rocha Pereira e a
Vice-Presidente Dra. Dulce Malaia.
SIC MULHER - Mundo das Mulheres
Com Adelaide de Sousa
Diariamente, de segunda a sexta, Adelaide de Sousa
Com Adelaide de Sousa
Diariamente, de segunda a sexta, Adelaide de Sousa
traz-lhe um tema diferente!
Horários: Em directo das 19h00 às 20h00,
segunda-feira a sexta-feira
Repetições: • Segunda-feira a sexta-feira -
06h45, 10h45, 02h40 •
Sábado e Domingo às 06h00
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Entrevista
domingo, 21 de Junho de 2009
Sinais de Alerta
■ Emagrecimento rápido sem causa aparente
■ Redução na quantidade de alimentos ingeridos ou escolha de produtos magros ou de baixo valor calórico (dieta)
■ Desculpas frequentes para não comer ou para o fazer isoladamente
■ Praticar exercício físico em excesso
■ Amenorreia nas raparigas e perda de erecção nos rapazes
■ Mudança de temperamento (maior agressividade, irritabilidade e isolamento social)
■ Desenvolvimento de comportamentos ritualizados à refeição (cortar a comida aos bocadinhos)
■ Não assumir a fome
■ Isolamento social
■ Atitude extremamente critica em relação à imagem e forma corporal
■ Grandes oscilações de peso
■ Comer frequentemente grandes quantidades de comida de forma compulsiva
■ Comportamentos compensatórios do ganho de peso (vómito)
■ Utilização de laxantes ou diuréticos
■ Instabilidade emocional (alteração de humor)
■ Redução na quantidade de alimentos ingeridos ou escolha de produtos magros ou de baixo valor calórico (dieta)
■ Desculpas frequentes para não comer ou para o fazer isoladamente
■ Praticar exercício físico em excesso
■ Amenorreia nas raparigas e perda de erecção nos rapazes
■ Mudança de temperamento (maior agressividade, irritabilidade e isolamento social)
■ Desenvolvimento de comportamentos ritualizados à refeição (cortar a comida aos bocadinhos)
■ Não assumir a fome
■ Isolamento social
■ Atitude extremamente critica em relação à imagem e forma corporal
■ Grandes oscilações de peso
■ Comer frequentemente grandes quantidades de comida de forma compulsiva
■ Comportamentos compensatórios do ganho de peso (vómito)
■ Utilização de laxantes ou diuréticos
■ Instabilidade emocional (alteração de humor)
sexta-feira, 19 de Junho de 2009
A Metodologia do ComMedida
Abordagem centrada no indivíduo e no processo de mudança;
Entrevista motivacional, com expressão de empatia, identificação de discrepâncias no ser/saber/sentir/agir do indivíduo,
gestão de resistência à mudança,
promoção de confiança e avaliação individual;
Criação de grupos de apoio a pessoas que partilhem este tipo de dificuldades, através de suporte interpares e do compromisso consigo próprio,
visando a alteração de padrões cognitivos e de conduta.
Entrevista motivacional, com expressão de empatia, identificação de discrepâncias no ser/saber/sentir/agir do indivíduo,
gestão de resistência à mudança,
promoção de confiança e avaliação individual;
Criação de grupos de apoio a pessoas que partilhem este tipo de dificuldades, através de suporte interpares e do compromisso consigo próprio,
visando a alteração de padrões cognitivos e de conduta.
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Metodologia
quinta-feira, 18 de Junho de 2009
quarta-feira, 17 de Junho de 2009
terça-feira, 16 de Junho de 2009
Modelo de funcionamento
- Reuniões semanais onde cada participante pode falar abertamente sobre a sua relação com os alimentos, o seu corpo, a sua imagem, o seu sofrimento e o impacto do seu peso na sua vida.
São reuniões absolutamente confidenciais, em grupo aberto, sem limite mínimo de participantes, com orientação de psicólogo clínico e nutricionista, onde a empatia e o suporte do grupo permitirá aos participantes desenvolver os instrumentos para identificar os “gatilhos” da sua compulsão/purga/adição/recusa alimentar, numa fase precoce, minimizando o seu impacto diário. - Reuniões semanais para orientação de novos membros, atribuição de coach e acompanhamento das parcerias entretanto estabelecidas;
- Identificação dos problemas (natureza, gravidade, generalidade) e suas determinantes;
- Estabelecimento de objectivos qualitativos e quantitativos para o processo de mudança;
- Elaboração de planos de implementação de intenções e de planos de solução, automonitorização e auto-avaliação, com registos de prevenção da recaída.
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Funcionamento
segunda-feira, 15 de Junho de 2009
Como nasceu a ComMedida
A ComMedida nasceu na minha cabeça há já vários anos, quando percebi que não tinha apenas a mania das dietas, tinha também um distúrbio alimentar. Foi então que iniciei uma longa busca por auxílio, por amparo, por uma solução. Tinha acabado de descobrir que sozinha não conseguiria combater aquele bicho gigante instalado na minha mente e que dá pelo nome de COMIDA.
Quer me matasse à fome, quer me entupisse em comida, nunca me sentia satisfeita. Quer tivesse 45 quilos, quer tivesse 95, o bicho não me largava. Já passaram 34 anos e o bicho continua cá.
Deste doloroso desalento surgiu uma enorme sede de ajuda e de conhecimento. Li tudo o que havia para ser lido sobre o assunto e contactei todas as estruturas nacionais da especialidade. Em breve soube que já sabia mas a cura continuava a escapar-me. O conhecimento estava adquirido, as causas estavam diagnosticadas, as consequências explicadas mas a fome não passava.
Infelizmente não encontrei ninguém capaz de me conter. E como eu queria ser contida!... Como qualquer criança que se fere e chora, também nós, os que sofrem de perturbações alimentares, precisamos de quem nos cuide, nos trate e nos aceite. É isso, apenas isso e tudo isso que a ComMedida se propõe oferecer.
Suzana Rocha Pereira
Presidente da ComMedida
Quer me matasse à fome, quer me entupisse em comida, nunca me sentia satisfeita. Quer tivesse 45 quilos, quer tivesse 95, o bicho não me largava. Já passaram 34 anos e o bicho continua cá.
Deste doloroso desalento surgiu uma enorme sede de ajuda e de conhecimento. Li tudo o que havia para ser lido sobre o assunto e contactei todas as estruturas nacionais da especialidade. Em breve soube que já sabia mas a cura continuava a escapar-me. O conhecimento estava adquirido, as causas estavam diagnosticadas, as consequências explicadas mas a fome não passava.
Infelizmente não encontrei ninguém capaz de me conter. E como eu queria ser contida!... Como qualquer criança que se fere e chora, também nós, os que sofrem de perturbações alimentares, precisamos de quem nos cuide, nos trate e nos aceite. É isso, apenas isso e tudo isso que a ComMedida se propõe oferecer.
Suzana Rocha Pereira
Presidente da ComMedida
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quarta-feira, 10 de Junho de 2009
sábado, 6 de Junho de 2009
Orgãos Directivos do ComMedida
Administração:
Presidente: Susana Isabel Belião Rocha Pereira,
Vice-presidente: Dulce Maria Casquinha Malaia Santos Gonçalves,
Vogal: Márcia de Luca Brandão de Oliveira da Silva Almeida,
Assembleia Geral
Presidente: Catia Alexandra Matins Barroca,
Vice-presidente: Carina Solange Martins Barroca,
Vogal: Sonia Margarida Dos Santos Reis,
Conselho Fiscal:
Presidente: Carlos Miguel Gomes Malaia Gonçalves,
Vice-presidente: Helena Valente Vargas,
Retactor: Ricardina Maria Ribeiro Mendes Gonçalves,
Presidente: Susana Isabel Belião Rocha Pereira,
Vice-presidente: Dulce Maria Casquinha Malaia Santos Gonçalves,
Vogal: Márcia de Luca Brandão de Oliveira da Silva Almeida,
Assembleia Geral
Presidente: Catia Alexandra Matins Barroca,
Vice-presidente: Carina Solange Martins Barroca,
Vogal: Sonia Margarida Dos Santos Reis,
Conselho Fiscal:
Presidente: Carlos Miguel Gomes Malaia Gonçalves,
Vice-presidente: Helena Valente Vargas,
Retactor: Ricardina Maria Ribeiro Mendes Gonçalves,
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Orgãos Directivos
sexta-feira, 5 de Junho de 2009
Estatutos do ComMedida
DOCUMENTO COMPLEMENTAR ORGANIZADO NOS TERMOS DO NÚMERO DOIS DO ARTIGO SESSENTA E QUATRO DO CÓDIGO DO NOTARIADO, e que faz parte integrante da escritura exarada a folhas 33, do livro de notas para escrituras diversas número 35-A, do Cartório Notarial de Lisboa de Melania Ribeiro
Capítulo I
Da Denominação; Âmbito e Sede
ARTIGO 1º
1 - A Associação é uma Instituição Particular de Solidariedade Social sob a forma de Associação de Solidariedade Social com a denominação de “ComMedida - Associação de apoio a doentes do comportamento alimentar” e a sua duração é por tempo indeterminado.
2 - A ComMedida - Associação de apoio a doentes do comportamento alimentar, constituída em 2009, rege-se pelos presentes estatutos e, subsidiariamente, pela lei portuguesa.
ARTIGO 2º
1 - A Associação tem por objecto o fornecimento de informação, ajuda e apoio a Doentes com distúrbios alimentares.
2 - Associação, na realização do seu objecto, leva a efeito actividades e iniciativas de natureza médica, psicossocial, logística, humanitária, de formação, de investigação e um conjunto de acções de sensibilização e informação nos domínios da prevenção junto da população em geral.
3 - A Associação tem ainda como objecto a cooperação e o desenvolvimento de actividades e parcerias no âmbito do seu objecto social com os países de língua oficial portuguesa e das iniciativas desenvolvidas por outras organizações na área dos Disturbios Alimentares.
ARTIGO 3º
1-A Associação prossegue a sua actividade em todo o território nacional, através de órgãos centrais e tem sede na Estrada da Luz, n.º 118, 2º Frente, 1600-162 Lisboa.
2 - A Associação poderá abrir delegações ou outras formas de representação no território nacional;
Capítulo II
Dos princípios fundamentais
ARTIGO 4º
1-A Associação tem por objecto o fornecimento de informação, ajuda e apoio a Doentes do Comportamento Alimentar, em particular, doentes que sofram de Obesidade e Crises de Voracidade Alimentar, competindo-lhe, nomeadamente, para tal:
a) Prestar apoio a pessoas afectadas por Doenças do Comportamento Alimentar, bem como aos seus familiares, nomeadamente através do auxílio médico, psicológico, sociológico, jurídico, espiritual e da promoção de iniciativas de apoio no trabalho ou em situações sociais precárias;
b) Utilizar os meios que lhe sejam postos à disposição no âmbito dos serviços de protecção e segurança social existentes, dentro das regras do sigilo e confidencialidade e sob registo em sistema de anonimato;
c) Promover o reforço dos cuidados assistenciais directos por parte dos serviços oficiais de saúde e a ajuda de particulares no âmbito dos programas dos serviços de segurança social e de saúde pública existentes, ou de outras estruturas adequadas a serem criadas;
d) Angariar fundos e donativos de pessoas e instituições que desejem contribuir para os objectivos da Associação e gerir os recursos assim obtidos;
e) Promover e apoiar actividades de formação designadamente de profissionais de saúde.
f) Promover e realizar edições especializadas nos domínios do seu objecto social.
g) Colaborar com outras actividades no âmbito do objecto da Associação;
h) Recorrer e realizar todas as acções que possam concorrer para a plena realização do seu objecto.
i) Mudar a forma como a sociedade em geral pensa e fala sobre Doenças do Comportamento Alimentar;
j) Melhorar a forma como os serviços e tratamentos são prestados;
k) Fazer qualquer pessoa acreditar que a sua Doença do Comportamento Alimentar pode ser vencida
l) Desafiar estereotipos e o estigma que os afectados por esta doença enfrentam
m) Fazer campanhas e unir esforços em prol de melhores serviços e tratamentos
n) Fornecer informação, apoio e encorajamento na busca de tratamento e recuperação
o) Promover a criação de uma ampla solidariedade entre todos os afectados, fazendo despertar a consciência dos direitos que lhes assistem e organizadamente travar um combate pela sua plena integração e participação social;
p) Bater-se por um planeamento nacional integrado da habilitação e reabilitação dos afectados e pelas acções concretas em que se traduza;
q) Negociar e partilhar na elaboração da legislação, e em tudo que respeita à problemática das Doenças do Comportamento Alimentar, com organismos da Administração Central, Regional e Local e com outras organizações;
r) Promover e patrocinar iniciativas e actividades de natureza educativa, profissional, social, cultural, desportiva e outras;
s) Prestar aos sócios serviço especial, consulta psicológica, nutricional e outras;
t) Criar e montar laços cooperativos com associações portuguesas ou congéneres estrangeiras e filiar-se em organizações internacionais que prossigam fins de reabilitação;
u) Utilizar os demais meios que possuam, idoneamente, servir os seus fins.
2-Os doentes que se inscrevam no âmbito de representação da Associação são os que sofram de Anorexia, Bulimia Nervosas, Obesidade, Crises de Voracidade Alimentar entre outros distúrbios do comportamento alimentar.
3-O alargamento da capacidade representativa aos doentes do comportamento e às instituições que têm a sua defesa por objecto, dependerá de deliberação da Assembleia-geral.
4-Os órgãos da Associação devem ser compostos por uma maioria de pessoas com disturbios do Comportamento Alimentar.
Capítulo III
Associados
ARTIGO 5º
1 - Poderão ser associados da Associação todas as pessoas singulares que manifestem vontade de a ela aderir e sejam admitidas pelos demais membros.
2 - A Associação terá os seguintes associados:
- Associados fundadores: Os associados que manifestaram a vontade de constituir a presente Associação;
- Associados Efectivos- As pessoas singulares que manifestem interesse em aderir e sejam aprovados pelos demais associados:
- Associados Honorários: Todas as pessoas singulares ou colectivas que desenvolvam actividade de reconhecido mérito no âmbito das ciências relacionadas com a obesidade e doenças relacionadas e que obtenham a aprovação dos demais associados em Assembleia Geral convocada para o efeito e sob proposta da direcção;
- Associados Beneméritos: Todas as pessoas singulares ou colectivas que prestem serviços relevantes e auxílio material ou moral à Associação;
ARTIGO 6º
1- Constituem direitos dos associados efectivos e fundadores:
a) Eleger e ser eleito para os órgãos sociais da Associação;
b) Participar nas reuniões da Assembleia Geral com direito a exprimir livremente a sua opinião bem como apresentar propostas, e bem assim a exercer o seu direito de voto;
c) Usufruir dos benefícios que venham a ser atribuídos aos sócios da Associação:
2- Constituem deveres dos associados:
a) Prestar colaboração para a realização dos interesses da Associação;
b) Cumprir e fazer cumprir as disposições legais aplicáveis bem como os estatutos e o regulamento interno que vier a ser criado;
c) Contribuir com as quotas que vierem a ser fixadas em Assembleia Geral;
ARTIGO 7º
1- Perdem a qualidade de Associados:
a) Os que por escrito o solicitarem à Direcção.
b) Os interditos, os comprovadamente incapacitados, os falidos ou insolventes ou os que sendo pessoas colectivas forem dissolvidos;
c) Os que pela sua conduta deliberadamente contribuam ou concorram para o descrédito, ou prejuízo da Associação;
d) Os que reiteradamente desrespeitem os deveres estatutários, regulamentares e contratuais ou desobedeçam às deliberações legalmente tomadas pelos órgãos sociais.
2- A exclusão é sempre determinada pela Assembleia Geral, por iniciativa própria, ou precedendo proposta fundamentada da Direcção, e só terá lugar desde que a deliberação seja tomada por maioria qualificada de dois terços dos associados presentes.
Capítulo IV
Órgãos Sociais
ARTIGO 8º
1- Constituem órgãos sociais da Associação:
a) A Assembleia Geral;
b) A Direcção;
c) O Conselho Fiscal;
2- A direcção poderá proceder à criação de núcleos dentro da Associação para áreas específicas, definindo o número de membros, funções e duração dos mandatos;
3 – A Mesa da Assembleia Geral, a Direcção e o Conselho Fiscal são eleitos para mandatos de dois anos, em Assembleia Geral convocada para o efeito, sendo permitida a reeleição por dois mandatos consecutivos, salvo se a assembleia geral reconhecer expressamente que é impossível ou inconveniente proceder à sua substituição;
4- As candidaturas para os órgãos sociais devem constar de três listas separadas, sendo uma para cada um dos órgãos e deverão ser apresentadas ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, até quinze dias antes da realização da Assembleia Geral eleitoral.
5 - A posse dos membros que integram os órgãos sociais é conferida pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral, mantendo-se em funções os membros cessantes até aquela data;
Capítulo V
Assembleia Geral
ARTIGO 9º
A Assembleia Geral é constituída por todos os Associados no pleno gozo dos seus direitos associativos, podendo deliberar sobre todas as matérias que não lhe sejam vedadas por Lei ou pelos presentes Estatutos.
ARTIGO 10º
1-É permitida a representação de Associados, devendo o representado indicar o seu representante através de carta enviada ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, só podendo no entanto ser representantes os Associados Efectivos, mas cada um não poderá representar mais de um associado.
2-É admitido o voto por correspondência, sob condição de o seu de o seu sentido ser expressamente indicado em relação ao ponto ou pontos da ordem de trabalhos e a assinatura do associado de encontrar reconhecida.
ARTIGO 11º
A Assembleia Geral é dirigida por uma Mesa composta por um Presidente e dois Secretários eleitos de entre os Associados.
ARTIGO 12º
1- A Assembleia Geral pode reunir ordinariamente ou extraordinariamente.
2-A Assembleia Geral reúne ordinariamente duas vezes em cada ano, uma até um do mês de Março de cada ano para discutir e votar o Relatório e Contas do exercício e outra até quinze de Novembro para apreciação e votação do orçamento e do programa de acção.
3- A Assembleia Geral reúne extraordinariamente sempre que for convocada:
a) Pelo Presidente da Mesa, a requerimento da Direcção;
b) A requerimento de pelo menos um terço dos Associados;
ARTIGO 13º
1-As convocatórias para a Assembleia Geral, são feitas por meio aviso postal dirigido aos sócios com a antecedência de quinze dias.
2-Para além disso, a Associação fará publicar no jornal mais lido da localidade da sede da Associação, efectuada também com pelo menos dez dias de antecedência.
3-A convocatória das assembleias-gerais extraordinárias deve ser feita no prazo de quinze dias após o pedido ou requerimento, devendo a reunião realizar-se n o prazo máximo de trinta dias, a contar da data de recepção do pedido ou requerimento.
ARTIGO 14º
1- As deliberações serão tomadas com maioria absoluta dos votos dos Associados presentes à excepção dos casos previstos na Lei em que se exijam maiorias qualificadas.
2-As deliberações que versarem sobre matérias constantes das alíneas l) e m) do artigo 16º, dos presentes estatutos, serão tomadas por maioria de dois terços dos votos dos associados presentes.
3- As deliberações que versarem sobre matérias constantes da alínea k) do artigo 16º dos presentes estatutos serão tomadas por maioria de quatro quintos dos votos dos associados presentes.
4- As deliberações que versarem sobre matérias constantes da alínea n) do artigo 16º dos presentes estatutos serão tomadas por maioria de três quartos do número de todos os associados.
ARTIGO 15º
1- A Assembleia Geral não pode deliberar em primeira convocação sem a presença de pelo menos metade dos seus Associados:
2- Não se realizando a Assembleia Geral por falta de Quorum, deverá a mesma realizar-se nos quinze dias imediatos após nova convocatória a publicar e enviar no prazo de três dias, podendo contudo realizar-se a primeira e segunda Convocatórias para o mesmo dia, desde que respeitado o intervalo mínimo de meia hora entre ambas as convocatórias.
3- Em segunda convocatória a Assembleia Geral poderá deliberar com qualquer número de Associados.
4- As assembleias gerais extraordinárias que sejam convocadas a requerimento dos associados só poderá reunir se estiverem presentes três quartos dos requerentes.
ARTIGO 16º
Compete à Assembleia Geral:, nomeadamente:
a) Eleger e destituir, em votação por escrutínio secreto os órgãos sociais;
b) Apreciar e votar o relatório e contas do exercício, bem como o orçamento e programa de acção para o exercício seguinte;
c) Admitir novos Associados;
e) Deliberar sobre a exclusão da qualidade de associado nos termos dos presentes Estatutos;
f) Velar pelo cumprimento dos presentes estatutos;
g) Deliberar sobre a filiação em organismos congéneres apresente Associação;
h) Deliberar sobre o valor da quotização anual;
i) Definir as linhas fundamentais de actuação da associação:
j)Deliberar sobra a aquisição onerosa e a alienação, a qualquer título, de dbnes imóveis e de outros bens patrimoniais de rendimento ou de valor histórico ou artístico;
k) Deliberar sobre a alteração dos estatutos da associação;
l) Autorizar a associação a demandar os membros dos corpos gerentes por factos praticados no exercício das suas funções;
m) Aprovar a adesão a uniões, federações ou confederações;
n) Deliberar sobre a dissolução da associação.
Capítulo VI
Direcção
ARTIGO 17º
1- A Direcção é composta por um número ímpar de associados, com um mínimo de três e um máximo de sete devidamente eleitos e que de entre si escolherão o Presidente ao qual competirá dirigir os respectivos trabalhos, e escolher o Vice- Presidente, o Secretário e o Tesoureiro;
2- Nas faltas e nos impedimentos o Presidente da Direcção será substituído pelo Vice- Presidente.
ARTIGO 18º
1- A Direcção da Associação reúne ordinariamente uma vez por mês e extraordinariamente sempre que convocada pelo seu Presidente, por dois dos seus membros, ou a requerimento do Conselho Fiscal.
2- As deliberações da Direcção serão tomadas à pluralidade de votos, tendo o Presidente voto de qualidade;
ARTIGO 19º
1- À Direcção compete o exercício dos poderes necessários à administração da Associação e que se enquadrem nas suas finalidades, em especial:
a) Administrar os bens da Associação podendo, para o efeito contratar pessoal e colaboradores, fixando o regime de colaboração e exercendo o poder disciplinar;
b) Dirigir o serviço de expediente e tesouraria;
c) Elaborar os regulamentos internos que se mostrem necessários;
d) Celebrar contratos de qualquer natureza em nome da Associação e outorgar em escrituras públicas em nome da Associação;
2- A Associação obriga-se pela assinatura conjunta de dois directores sendo um deles necessariamente o Presidente.
Capítulo VII
Conselho Fiscal
ARTIGO 20º
1- O Conselho Fiscal é constituído por três membros.
2- Os membros do Conselho Fiscal elegerão de entre si o respectivo Presidente, que terá direito a intervir sem voto nas reuniões da Direcção.
3- O Conselho Fiscal é convocado pelo respectivo Presidente e só poderá deliberar com a presença da totalidade dos seus titulares.
4- Ao Conselho Fiscal pertencem com as necessárias adaptações os poderes e deveres que a Lei confere aos Conselhos Fiscais das Sociedades Anónimas, nomeadamente, emitir parecer sobre as contas do exercício e sobre a afectação dos recursos da associação.
Capítulo VIII
Finanças
ARTIGO 21º
1- As despesas da Associação serão suportadas pelas suas receitas ordinárias constituídas por:
a) Quotas dos Associados;
b) Rendimentos que advenham de bens próprios;
2- Constituem receitas extraordinárias:
a) Subvenções que lhe sejam concedidas;
b) Quaisquer outras receitas provenientes de donativos, doações, legados ou outros proventos.
ARTIGO 22º
1- Haverá um fundo social constituído pelos excedentes que vierem a ser apurados em resultados do exercício social.
2- Competirá à Direcção após audição da Assembleia Geral determinar a aplicação do fundo social.
Capítulo IX
Alteração dos Estatutos
ARTIGO 23º
1- Os presentes Estatutos só poderão ser alterados em Assembleia Geral expressamente convocada para o efeito.
2- As deliberações sobre a alteração dos Estatutos só serão válidas se tomadas por pelo menos quatro quintos dos Associados presentes observando-se o disposto no Artigo 175° do Código Civil.
3- A convocatória será obrigatoriamente acompanhada do projecto de alteração dos estatutos ou em alternativa, conterá a menção do local onde o projecto se encontra depositado para consulta dos associados.
Capítulo X
Dissolução
ARTIGO 24º
1- A Associação poderá dissolver-se por deliberação tomada em Assembleia Geral expressamente convocada para o efeito.
2- A deliberação de dissolução será tomada por maioria de quatro quintos do total de Associados, quer em primeira quer em segunda convocatória.
ARTIGO 25º
Dissolvida a Associação, a Assembleia Geral deverá de imediato nomear uma Comissão Liquidatária, e bem assim definir o seu estatuto, indicando o destino dos bens do activo da Associação, se os houver, observando-se neste ponto o que se encontrar prescrito para a liquidação das sociedades anónimas, com as devidas adaptações. Contudo, o património reverterá para os associados fundadores, com excepção dos bens que tiverem sido doados ou deixados com qualquer encargo, cujo destino ficará dependente de decisão judicial.
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