terça-feira, 18 de agosto de 2009

Fome Emocional

Um dos principais objectivos da ComMedida é ver cada um responsável pelo seu comportamento. É lógico que com apoio fica muito mais fácil atingir este desiderato.

A situação emocional de cada um é a chave para avançarmos um passo na direcção certa.

Não existe nenhuma reunião, comemoração, intervalo, aniversário, casamento, ou outro qualquer evento social que não seja acompanhado de algo para "petiscar". Comer é um acto socialmente gregário, praticado há milhares de anos pelo Homem na sua evolução como ser social e de "meio", e que o leva a enfrentar alguma atitude de receio pela sua falta ou escassez.

As descobertas tecnológicas do principio do século passado permitiram a criação de novas possibilidades de armazenamento dos alimentos, como o frigorífico, as arcas, as câmaras de refrigeração, as despensas domésticas, no que toca ao volume e à sua perenidade. Esta proximidade com a comida colocou o Homem perante novos desafios sobre a gestão do consumo e o valor da sua conquista trazendo novos desafios sobre o equilíbrio da "prática alimentar". Como lidar, então, com o equilíbrio do consumo, sem consumismo?

A ComMedida nasce da união de um grupo de técnicos que lida com os distúrbios alimentares há anos. O Grupos de Suporte a perturbações do comportamento alimentar, tem como fim a reeducação do comportamento alimentar. Para isso, cada individuo que recorre à ajuda da Com Medida tem: (i) o apoio de um coach (alguém que está atento às nossas necessidades; (ii) definição dos seus objectivos e motivações (a curto e longo prazo); (iii) seguimento por uma nutricionista e acompanhamento por um professor de Educação Física.

Sabemos, contudo, que cabe a cada um perceber que é hora de mudar e predispor-se a fazê-lo.

A comida deve ser vista como ela é: o alimento que nos mantém vivos, saudáveis e com energia, ao invés de um refúgio pelas nossas frustrações, um alento para as nossas tristezas, um apaziguador da nossa raiva. E, sobretudo, jamais deve ser encarada ao estilo de um "guilty pleasure", mais ou menos como o único prazer que se pode aspirar a ter, mas não muito aceitável na comunidade.

Os disparates (chamar-lhes-ia excessos) gastronómicos estão intimamente ligados aos nossos desequilíbrios emocionais. Os assaltos à despensa, armários e frigoríficos são fruto destes desequilíbrios. Em algumas situações, o ideal é fazer um diário alimentar, objectivo e bem documentado.

Um exemplo:

Nome ...dia... dia da semana...
Refeição - hora - local - descrição da refeição - Modo de preparação - Quantidade/Dose - Estado emocional.

Em termos de orientação sugerimos a leitura do interessante livro "Repensar o Peso – Princípios e Métodos Testados para Controlar o seu Peso de Pedro Teixeira e Marlene Silva. Um livro que deveria ser o manual de como perder peso de todos os Portugueses.

A.A.Almeida